sábado, 28 de março de 2009

ESPAÇO DOS POETAS, por Dioni Blasco.



POETA: DIONI BLASCO
POEMA: "AUPTOSIA DEL PLACER"

Para conseguir colgar sobre tus mejillas
El cartel de “completo” de mis sentimientos
Acaricie cada orilla de los besos
Que llegaban hasta mi ridículo cuerpo
En un crucero de flores y de huesos
Tan indefensos que parecían querer pedir
Y no ser abandonados ni ser devueltos.

Y al volver a entrar en tu vientre
Fingiendo que la muerte del amor
Tan solo es del color del viento
Seguiremos susurrando descalzos
Las mejores canciones del dial
Consiguiendo así, una vez mas
La macabra auptosia del placer.

O POETA DIONI BLASCO É UM AMIGO DA ESPANHA QUE EU TENHO MUITO PRAZER DE DIVULGAR O SEU TRABALHO NESTE ESPAÇO DE INSPIRAÇÃO RECIPROCA. EL UN GRANDE HOMBRE MUI BIEN INSPIRADO.

sexta-feira, 20 de março de 2009

ESPAÇO DOS POETAS, por Ary dos Santos.



POEMA: ORIGINAL É O POETA
POETA: Ary dos Santos

Original é o poeta
Que se origina a si mesmo
Que numa sílaba é seta
Noutro pasmo ou cataclismoo
Qque se atira ao poema
Como se fosse um abismo
E faz um filho ás palavras
Na cama do romantismo.

Original é o poeta
Capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
De origem clara e comum
Que sendo de toda a parte
Não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
Na força de ser só um
Por todos a quem a sorte faz
Devorar um jejum.

Original é o poeta
Que de todos for só um.
Original é o poeta
Expulso do paraíso
Por saber compreender
O que é o choro e o riso;
Aquele que desce á rua
Bebe copos quebra nozes
E ferra em quem tem juízo
Versos brancos e ferozes.

Original é o poeta
Que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
Que chegar ao despudor
De escrever todos os dias
Como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
Como se fosse uma mulher
E nela emprenha a alegria
De ser um homem qualquer.

Televisão vai Transmitir Cheiro?



Japão testa televisão com cheiro
Experiência já está em teste na internet.


Um prato bonito,colorido, apetitoso. O cheiro, então, dá água na boca. Pena que você ai do outro lado, vendo pela telinha, não possa sentir esse cheiro. Mas é só esperar um pouco, no futuro isso será possível. Pelo menos, é isso que o professor Takamishi Nakamoto está criando em um laboratório da Escola de Engenharia do Instituto Tecnológico de Tóquio: um aparelho que emite imagens, sons e cheiro. Algo que pode ser chamado de "cheirovisão".

O assistente dele mostra que eles estão testando a transmissão de três cheiros: uísque, laranja e maça. As frutas são sintéticas, mas o cheiro é o mesmo. Elas ficam num canto do laboratório, com um sensor acoplado a um trilho, que transmite as imagens e as informações sobre o cheiro pela internet.

No meio do laboratório, fica o computador que recebe as informações. O primeiro teste é com o uísque. No começo, não dá para identificar o cheiro que sai do aparelho. Passamos então para o segundo teste: a maçã. Desta vez, o odor é inconfundível. Cada substância emite moléculas que carregam o cheiro e cada molécula tem uma determinada vibração, captada pelos sensores.

O aparelho transforma essa vibração em linguagem de computador e joga para a internet. Do outro lado, o computador capta essas informações, como faz com a imagem e os sons. Reconhece de que substância é o cheiro e é capaz de reproduzi-lo. "No futuro, vamos nos comunicar também pelo cheiro", afirma o professor. Um dos segredos da pesquisa é uma caixa, que os cientistas chamam de mostrador de cheiro. Dentro dela, há uma série de tubos, cada um com uma essência. Quando na tela do computador aparece a imagem de uma maçã, a máquina imediatamente começa a misturar essas essências, para formar o cheiro da maçã. Assim, a gente pode ver e cheirar a maçã ao mesmo tempo. "Quando você diz a palavra junto com a imagem e o cheiro, você provoca uma impressão mais forte. Assim, a gente pode memorizar mais facilmente, acelerando o aprendizado”, afirma o professor.

Dois anos atrás, a universidade testou num programa para ensinar a cozinhar. Na tela apareciam os ingredientes sendo misturados. Quando o prato ficou pronto, o aparelho emitiu o cheiro de curry, aquele tempero indiano, para surpresa dos convidados para testar o aparelho. "As pessoas ficaram com fome. Havia um restaurante ao lado, e – terminada a demonstração - todo mundo disse que queria ir para lá", conta ele. E também, garante o cientista, será possível gravar o cheiro de um filme, como se faz hoje com imagens e sons. O problema é se - no meio do filme - bater aquela fome.


Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo

sábado, 14 de março de 2009

ESPAÇO DOS POETAS, por Oscar Aguado



POEMA: CANCION DE CUNA PARA UN HEROE
POETA:OSCAR AGUADO

Cuando la isla llegue a mí
ya nuestros horarios
no serán los mismos
yo te perseguiré en el tiempo
una hora después que tú
mirando como tu cintura dobla la esquina
podré sentir como te duchas a las seis
mientras yo a las cinco leo un libro
y espero que lleguen las seis
para olvidar tus pistas
y seguir con mi vida
cuando yo me haya ido a la isla
y tú te hayas quedado con los gatos
y mi amor siguiéndote por la casa
sólo nos separará un mar
que fregándolo bien
tú sabes que se quita.

Blog: http://dionisioblasco.blogspot.com

sexta-feira, 13 de março de 2009

UM BEBEDOR DE AGUARDENTE


POEMA: UM BEBEDOR DE AGUARDENTE
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

De sair dessa mesmice de vidaE mergulhar num submundo inocenteOnde a matéria é pouco valiosaE a natureza consume o pensamentoQue pode se incendiar com o calorQue pode se entorpecer com sua fórmulaQue pode matar, quando em excessoOu pode nocautear o maior dos seresAdormecendo-o completamente.Assim como uma anestesia malignaVejo-me suando por inteiroComo se o líquido estivesse me consumindoComo se ele estivesse limpando minha almaAliviando minhas dores corporais.Sinto uma ardência aqui por dentroE minha cabeça vai ficando pesadaMeus reflexos diminuem a cada horaNão consigo perceber a dinâmica exterior.Estou lento, olhos pesados, boca ardidaJá não falo com voracidade constanteAtropelo-me no falar e às vezes me enganoNão consigo dominar a minha fala.Não agüento mais a ação dessa drogaLargo o copo e vou à direção sem destinoNão sei como eu consigo andar tombaleanteMas tenho sorte e pouso-me em casaEntro assim num coma profundoE no outro dia me acordo com uma ressacaDa maldita AGUARDENTE que ingeri.

Por: Ednaldo Luiz Dos Santos
Feito dia: 07/ 11/ 2004.
Tal poema eu fiz quando provei da realidade.

sexta-feira, 6 de março de 2009

PROJETO DA PENITENCIÁRIA ESTADUAL DO SERIDÓ

PROJETO ESPAÇO FÊNIX DE RESSOCIALIZAÇÃO E SUAS PRÁTICAS
EDUCACIONAIS

As práticas educacionais têm sido bastante discutidas nos tempos contemporâneos visando perspectivas fortalecidas nos trâmites da educação universal e, em especial, à Educação brasileira. Buscam-se novos modelos e novas práticas de arregimentar o ensino escolar, tendo como objeto/sujeito de estudo e de análises o0 aluno, personagem fundamental no contexto da aprendizagem.
A relação professor/aluno é algo que exige posições ativas e passivas para a busca do ensino/aprendizagem no cenário escolar. Mas esta relação está longe de ser homogênea pois o individualismo no ser humano não é igual. Cada ser tem sua própria realidade e, nos moldes da Educação, a realidade docente que delimita a prática educativa deve está em consonância, trocando saberes, com a realidade discente que se mostra como parte importante e ativamente ligada a citada praticidade. O professor daí é o responsável pela condução do conhecimento ao universo explorado do aluno, mediando seu saber ao aprendizado significante para a educação humana.
Nessa perspectiva, o mestre na arte pedagógica e filosófica Paulo Freire (1996), transnuda, no livro “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”, várias formas do saber ensinar do professor para o saber aprender do aluno. Para ele, o professor aprende ensinando e o aluno ensina aprendendo, já que “mulheres e homens, somos os únicos seres que, social e historicamente, nos tornamos capazes de aprender. (...) Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito” (FREIRE: 1996, p. 69). O professor, visão de Freire, deve tomar conhecimento dos saberes, emoldurados por ele, e adotá-los como cartilha para o desenvolvimento de sua prática docente. O professor deve buscar sua autonomia mediadora do saber e respeitar a autonomia do aluno.
Nenhum do oposto professor/aluno e dos seres humanos em geral deve se mostrar concluso ou acabado, feito ou perfeito, pois a natureza foi perfeita em sua criação, sendo que na cultura humana, a espécie precisa de reparos que são encontrados na Educação. Assim “mulheres e homens se tornaram educáveis na medida em que se reconheceram inacabados” (FREIRE: 1996, p.58). Em outras palavras, o homem teve consciência de sua “inconclusão” e isso é que gerou sua educabilidade dentro do contexto social. Foi através do inacabamento e da não-conclusão humana que nasceu a Educação.
Partindo dessa análise acerca da autonomia docente e da autonomia discente discutida por Freire, e baseado no Livro “Como Nasce um Professor”, o projeto de extensão pedagógica intitulado “Espaço Fênix de Ressocialização” ministrado na Penitenciária Estadual do Seridó – O Pereirão – no sertão do Rio Grande do Norte, se insere dentro desse universo de necessidades e reparos na prática e na formação docente. O Projeto Fênix, como ficou conhecido, se desenrola pela atuação de sujeitos ativos, preocupados com o inacabamento e com a “inconclusão” educacional dos indivíduos apenados que necessitam de uma chance gradualmente perene para uma ressocialização mais direta com a sociedade que lhes compõem.
O educando/apenado transfigura no campo freiriano como um sujeito inacabado e inconcluso de si, cabendo aos agentes pedagógicos dar-lhe educação propicia à retomada de consciência perante o erro cometido. O pioneirismo do Projeto Fênix é porque está se colhendo resultados significantes após quatro anos de funcionamento. A biblioteca e a alfabetização atuam no Pereirão como bases para a construção da educabilidade prisional, estando esta em consonância com outras atividades educativas que tiram o individuo da ociosidade, da depressão e da condição medíocre da criminalidade, trazendo-o às luzes da razão, da esperança e da valorização enquanto espécie produtora do saber para a sua libertação.


Por: Ednaldo Luiz dos Santos. Pedagogo, Poeta, historiando e membro do Projeto Espaço Fênix de Ressocialização.

terça-feira, 3 de março de 2009

ESPAÇO DOS POETAS, por Urbano L. Sant'Anna

POEMA ECOLÓGICO
POETA: (Urbano L. Sant’ Anna - 1979)

O rio
Alma bravia
Dessas matas.
Não viu
O pranto, a ira
Das cascatas.
Mas chorou também
Por sua dor
E o céu
Tão distante
Lá no alto
Com seu véu negro
De asfalto.
Corrosivas lágrimas
Pela sua
Própria dor.
Agora...
Agora o rio
Não tem mais vida
Se arrastando
Sem saída
Sem vigor
E sem porvir.
E o céu
Que era lindo
Azul
Tão puro.
Hoje é cinza
Tão escuro
Dói na alma
Só de olhar.
Peixes
Qual pinturas
Delicadas.
Aves
Como flautas
Encantadas.
Bichos
Semeados
Nesta terra.
Vida
Que os guris
Não verão
Nunca mais.
E o homem
Tranqüilo
Lega
A seus filhos
Imenso
E absurdo
Nada.