quarta-feira, 30 de setembro de 2009

POETA CAMILO PESSANHA.



Na cadeia os bandidos presos!
O seu ar de contemplativos!
Que é das feras de olhos acesos?!
Pobres dos seus olhos cativos.

Passeiam mudos entre as grades,
Parecem peixes num aquário.
- Campo florido das saudades,
Porque rebentas tumultuário?

Serenos... serenos... serenos...
Trouxe-os algemados a escolta.
- Estranha taça de venenos
Meu coração sempre em revolta.

Coração, quietinho... quietinho...
Porque te insurges e blasfemas?
Pschiu... não batas... devagarinho...
Olha os soldados, as algemas!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

GRANDE BIBLIOTECA NO SERIDÓ.

O CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ-CERES- JÁ CONTA COM UMA GRANDE BIBLIOTECA
É muito prazeroso para o Seridó, mais principalmente para Caicó, uma estrutura desse quilate. A grande biblioteca padronizada, Biblioteca setorial Profª. Maria Lúcia da Costa Bezerra, é uma unidade de informação subordinada tecnicamente à biblioteca central Zila Mamede (Localizada me Natal/RN), dirigida através das coordenações das bibliotecas centrais e, administrativamente, da direção do CERES. Atende às demandas funcionais do curso de graduação: História, Geografia, Pedagogia, Ciências Contábeis, Matemática, Sistema de Informação e Direito. Instalada no CERES da cidade de Caicó, já pode ser considerada a maior em infraestrutura da região. Contando um um acervo significante de livros, monografias, dissertações, revistas, computadores, ambientes de estudos grupais e individuais, ar condicionado e tantas outras regalias que o governo federal disponibilizou para nossa classe estudantil. O diretor Clóvis disse que se mostrava bastante realizado com essa obra que para ele é "uma das maravilhas do CERES". Estamos felizes com tal magnitude e parabenizamos a iniciativa de todos os envolvidos.

POETA JUAN BAUTISTA ARRIAZA, EL ESPAÑOL.

POESIA: Recuerdos de Amor
POETA: Juan Bautista Arriaza

Suave sería el labio de mi musa
Modular solitario sus congojas,
Al son del agua y silbo de las hojas
De selva y río en variedad confusa;
Tal vez allí la ilusa
Copia de mis pesares,
En tan nuevos cantares
Sanara que envidioso a mis recreos
El ruiseñor, en circulares giros
Bajara y repitiera entre gorjeos
Lo que yo le cantara entre suspiros.

La vi deidad, y me postré a adorarla,
Y por volver el ídolo benigno,
La prosa olvido, y me dedico a hablarla
En el lenguaje de los dioses digno.
De entonces fue mi signo
Pintar en mis canciones
Sus dulces perfecciones;¡y cuánto,
Oh cielos, su beldad me humilla!
Que es a su lado mi elocuencia parca.
Un hilo de agua que en el campo brilla,

Y el ancho mar que casi el mundo abarca.
Hijos mis versos, Silvia, de tus ojos,
Cuando mi amor mirabas indecisa,
Tras de mil que engendraron tus enojos
Volaron mil nacidos de tu risa;
Oh, cómo se divisa
En unos aquel frío
De tu ingrato desvío,
Y en otros un calor que al mismo exceda
Con que el torno del eje diamantino
La gran masa del sol rápido rueda,
Ardiendo en fervoroso remolino!

Tú los cantabas, Silvia, ¡en qué lugares!
¿Te acuerdas de la selva en que habitamos,
Que remedaba el ruido de los mares
Con el sordo susurro de sus ramos?
Muramos, ¡ay! muramos
De vergüenza y disgusto;
Que aún en algún arbusto
Se ve escrito que en todo el universo
Fuerza no habrá que a separarnos baste;
Y aún está allí tu letra, allí mi verso;
¿Y dónde está la fe que me juraste?

Los sauces pintarán con elegancia,
Bajo el imperio de los euros roncos,
En sus fugaces hojas tu inconstancia,
Y mi tristeza en sus desnudos troncos;
Destemplados y broncos
Murmurarán los vientos
De aquellos juramentos
Cuando desafiaste a aquella roca
A firmeza... ¡oh dolor! ¡y ahora es aquella
En la que sólo estampo yo mi boca,
Porque sólo tu nombre encuentro en ella.

Tal lo dispuso irremisible el hado;
Encubra el velo lúgubre y espeso
Que oculta el porvenir, lo ya pasado.
Silvia, murió el amor; mas no por eso
Te ofendas de que impreso
Subsista en mi memoria;
Que si hay alguna gloria
En conmover los bellos corazones
Con dulces metros llenos de ternura,
Y esto se diere a mí, serán lecciones
De tus gracias, tu fuego y tu hermosura.

Y como corren a la mar undosa
Las claras aguas por el campo ameno,
A ti mis versos; bríndales, hermosa,
Tu blanda mano y tu mirar sereno;
Gguárdalos en tu seno;
Y al abrigo de aquellas
Cimas del Pindo bellas,
Verá, de aliento y no de furia escaso,
El monstruo vil que por morderlos lidia,
Que no se oye en la cumbre del Parnaso
El ladrar de la cueva de la envidia.

Juan Bautista Arriaza y Superviela (Madrid; 27 de febrero de 1770 - ibídem 22 de enero de 1837) fue un poeta español del Neoclasicismo y de la etapa de transición al Romanticismo. En su juventud fue oficial de marina y partidario toda su vida del absolutismo de Fernando VII. Es conocido sobre todo por sus poemas patrióticos de la Guerra de la Independencia Española y por su poema extenso erótico-festivo sobre la danza Terpsícore o las gracias del baile.
OBS: MI, EDNALDO LUIZ, GUESTA DEL POESIA ESPAÑOLA. EL VERSOS SON MUI EMPOLGANTES. MI SÓ NON HABLA ESPAÑOL.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ETERNAMENTE RAUL SEIXAS!

Música: Ouro de Tolo

Cantor: Raul Seixas

Composição: Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Fonte: www.letras.terra.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FATO CURIOSO EM CAICÓ!



O QUE ESTARIA ACONTECENDO COM A POPULAÇÃO DO ALTO DA BOA VISTA?

Percebo, ultimamente, que a população do Alto da Boa Vista ao invés de crescer e se multiplicar como toda a criação se mostra, está se escasseando, ou seja, está morrendo constantemente. O que diriam os Médiuns? É provável que a "Senhora da Morte" tenha se hospedado neste bairro? É difícil de se prever e de se precaver. O livre arbítrio tem seus enigmas e suas falcatruas. Mas, então, o que estaria ocorrendo com os habitantes do Alto? Quando se dá para morrer, é um atrás do outro. Será que as pessoas que se encostam no Alto o procuram já molestadas com algumas enfermidades? É de se perceber que o fato chama a atenção e amedronta os seres aterrorizados com a idéia da perda. E é porque no Alto a violência quase que inexiste, mas junte-se ai a grande prostituição, drogas e alcoolismo exorbitante. Este bairro antes era um lugar digno de se morar, pois era calmo e tranquilo nos tempos atrás, e hoje ele cresce assustadoramente e as más notícias surgem pluralmente. Será que os espiritas explicariam esse fato?

MOÇÃO A NOSSA GABRIELA


MINHA HOMENAGEM A ESSA JOVEM QUE AMAVA A VIDA SORRINDO!




POEMA: MOÇÃO A NOSSA GABRIELA
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS


Foi em mil novecentos e noventa e quatro
Que o anjo haveria de renascer
Escolheu uma figura feminina
E em um leito materno quis nascer.

Foi no dia trinta e um de Agosto
Que o anjo decidiu ser um rebento
Nasceu em forma de uma linda menina
Adorada pelos pais no aposento.

Decidiu-se nomeá-la de Maria
Obra- prima que a natureza bem criou
O papai e a mamãe ficaram contentes
E com a bela nomenclatura a batizou.

Ela cresceu muito viva e tão esperta
Que a família tão simplória agradeceu
Puseram-lhe um cognome especial
Chamaram-na de, GABRIELA, filha de Deus.

Gabriela foi vivendo, construindo,
Os seus sonhos, seu futuro, sua vida,
Precisando tecer muitas amizades
Na mais inocente vivência colorida.

Procurou, com esmero, ser amada
Por seus pais na taberna familiar
No seu bairro era muito bem querida
Exaltada até no seu meio escolar.

A menina Gabriela era espontânea
Com seus amigos, levava a vida com humor
Sua beleza era simples, mas refletida
E suas ações cultivadas com amor.

Pelos pais recebia a proteção
Pelos amigos recebia o humanismo
Gabriela era uma adolescente
Anjo sublime do perfeito romantismo.

Suas festas eram curtidas na fagulha
Até nas festas lá de Nossa Santa Luzia
Gabriela curtiu muito com entusiasmo
Bem vivendo sua fase de magia.

Ela amava contemplar a natureza
No seu sítio sob a luz do Sol amarela
Ela sentia uma meiga esperança
Sorrindo sempre para a vida muito bela.

Mas como todo mortal que se sujeita
A viver para o fim eternamente
Gabriela assistiu ao seu declínio
E cantou sua lira tão decadente.

Teve então de cair em enfermidade
Sendo cirurgiada e posta em cuidados
Tendo logo uma cura repentina
Para deixar seus amigos confortados.

Completou seus angélicos quinze anos
No último Agosto de sua simples vivência
Suas amigas, queridas, a visitaram
Um grupinho de garotas na adolescência.

Contemplaram Gabriela com alegria
Oferecendo-lhe presentes e abraços
Gabriela no seu leito hospitalar
Bem conteve a emoção sem embaraços.

Ela estava se curando da cirurgia
Que seu corpo hospedou uma chaga forte
O carisma das amigas foi muito grande
Que seu destino recuou na própria sorte.

Mas a chaga peçonhenta fez traição
Penetrando no seu corpo angelical
E no dito dia Sete de Setembro
Gabriela se calou no hospital.

Uma tristeza judiou dos corações
Ninguém, nem sonhando, acreditava
Que aquela meiga jovem que sorria
Despediu-se da própria vida que amava.

Porém o féretro prosseguiu em procissão
Entoando a lira frenética da despedida
O Alto da Boa Vista já se calava
Porque perdeu uma jovem tão querida.

Esta jovem que nasceu lá em Rondônia
Conviveu muito bem aqui com nós
O seu time de vôlei não vai esquecer
Do seu rosto, seu humor e sua voz.

E a saudade é eterna e traiçoeira
Os momentos divinais não cabem em tela
Lembraremos para sempre de você
Queridíssima, jovenzinha, GABRIELA.

Por: Ednaldo Luiz dos Santos.
Feito dia: 18/ 09/ 2009.

domingo, 20 de setembro de 2009

LIVRO SOBRE O SÍTIO INGÁ, NO SERIDÓ, CHAMA A ATENÇÃO.



O SEBO VERMELHO DE NATAL/RN LANÇA LIVRO RETRATANDO O SERIDÓ.
Veja o que disse uma das primeiras leitoras do livro e parente do do autor.

"Sigo as linhas traçadas por meu bisavô Silvino Bezerra e logo me transporto para a fazenda que nós dois, em tempos distintos aprendemos a amar. Suas recordações pairam sobre mim, trazendo o sabor da infância, resgatando emoções que só a terra em que passamos os nossos primeiros anos de vida é capaz de revelar.A dedicatória do livro à gente leal e trabalhadora, razão da existência de uma civilização chamada Seridó, retrata o seu lado humano.A preocupação em levantar os nomes de todos os proprietários da fazenda demonstra uma situação pouco comum na História da região, quase sempre centrada no estudo da genealogia, mas que reflete a importância da terra para o seridoense.Não poderia deixar de dar uma contribuição à pesquisa, informando que a Fazenda Ingá continua nas mãos dos seus descendentes, pertencente a minha avó materna, Maria Aliete Galvão Meira e Sá, e ao meu tio, Maurício Galvão Meira e Sá, esposa e filho de Francisco de Sales Meira e Sá Neto, filho do autor.Os descendentes daquela gente trabalhadora também lá permanecem, ouvindo o piar das andorinhas que, anualmente, abrigam-se no Bico da Arara, deixando um adubo fértil para o cultivo da terra".

Natal, 28 de maio de 2009

Maria Elza Bezerra Cirne
Postado por SEBO VERMELHO

PARA VOCÊ QUE VISITA ESTE MEU BLOG.

GALERA QUE VISITA ESTE MEU BLOG, SE NÃO FOR MUITO ENCOMODO, PEÇO-TE QUE DEIXE SEU RECADO E SEU NOME ESTAMPADO NO ESPAÇO AO LADO PARA QUE EU POSSA TER UMA IDÉIA DE QUEM ME VISITA. DESDE JÁ MUITO OBRIGADO PELA VISITA. AGRADEÇO DE CORAÇÃO. UM ABRAÇO........

sábado, 19 de setembro de 2009

BORBOLETA.


POESIA: BORBOLETA
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

Oh, borboleta!
Vós que vives na sargeta
Desse casulo apertado
Oh, borboleta!
Tu não fazes nem careta
Nesse buraco apertado.
Como sábia foi natureza
Te fez em plena leveza
E comprimiu seu espaço
Tuas asas que vigora
Se colocam para fora
Para um imenso espaço.

Oh, borboleta!
Quando sai desse cubículo
Eu chega fico ridículo
Com sua bela grandeza
Oh, borboleta!
Meu saber se faz em vão
Quando te vejo criação
Da obra da natureza.

Feito dia: 19/ 09/ 2009.

GRUPO S DE SAMBA, NOTA DEZ NO SAMBA DE RAIZ

SAMBA DE RAIZ NA TERRA DE SANT'ANA


VEJA A FAIXA DO CD DO GRUPO S DE SAMBA, AO RITMO DE MÚSICAS CONSAGRADAS:
1. Tempero do Bar de Pedim;
2. Coral de Anjos;
3. Triste Madrugada/ Tristeza;
4. Coladinho;
5. Moleque Atrevido;
6. Coisa de Pele;
7. Tendência;
8. Estátua;
9. É Pra Ficar;
10. Jogo de Sedução;
11. Velocidade da luz;
12. Delirios de Amor;
13. Conselhos;
14. Medo de Amar;
15. Sorriso Negro;
16. Lucidez;
17. Malandro;
18. Zé do Caroço.
Componentes:
NOVINHO( violão e voz); VANVAN ( cavaquinho/ voz); TOM DO BANJO ( banjo/ voz); BOSKINHO ( tantan/ voz); ZUMIM ( pandeiro/ vocal); AGNALDO ( surdo/ vocal) e LUKINHA ( repique de mão/ caixa).
COMPRE O SEU CD NAS BANCAS DE CAICÓ E CURTA ESSE RITMO CONTAGIANTE DA GALERA DO S DE SAMBA.

CAICÓ JÁ TEM UM GRUPO DE SAMBA E PAGODE.

GRUPO DE PAGODE E SAMBA DE CAICÓ, A MAIS NOVA REVELAÇÃO DE CULTURA NA TERRA DE SANT'ANA.
SÃO 7 COMPONENTES DO GRUPO "S DE SAMBA".(foto abaixo).

Orquestrado pelo meu amigo Josivan Fernandes, grande geógrafo pagodeiro, mais conhecido carinhosamente por VANVAN, O Grupo S de Samba lançou seu primeiro cd neste mesmo ano de 2009, já no período da Grande festa de Sant'Ana ocorrida no mês de Julho. O grupo se apresentou em quase todos os eventosda festa, até no palco da FAMUSE ele teve de se exibir, contagiando todos os presentes com sambas e pagodes para a galera curtir. O lema do cd era "O Samba de raiz na terra de Sant'Ana", um lema que chamou bastante a atenção dos convivas no período festivo. O cd já circula nas vendas de Caicó e é uma bela arte de ser apreciada. O grupo segue se apresentando em vários pontos da cidade, levando um novo estilo de cultura para uma sociedade em crescimento. A nossa cultura já se fortaleceu com mais sublime idealização e dedicação de todos os componentes do S DE SAMBA. Caicó desde já só tem a agradecer por essa brilhante conjuntura que alegra nossa cidade com suas melodias empolgantes. PARABÉNS A TODOS QUE FORMAM O S DE SAMBA.
( Obs: o slogan acima da foto do grupo foi criação do próprio Vanvan.).

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

POETA VINÍCIOS DE MORAIS

POESIA: Operário em construção
POETA: Vinicius de Moraes

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construcão.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa-
Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.

Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão

.Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.

O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.

- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se de súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.

Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.

Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção.

Fonte: http://www.astormentas.com/

POETA JOÃO PAULO PEREIRA DE ARAÚJO


POETA: João Paulo Pereira de Araújo
POEMA: Isso é amor

Por este teu olhar
Eu me apaixonei
Eu me encantei
Eu me iludi.

Não da pra esquecer
Desejo só você
Quero te amar
Sempre te adorar.

Seu sorriso me fascina assim
E me faz endoidecer
Sua boca me enlouquece de paixão.

Isso é amor
É como estou
Querendo ter você
Querendo seu prazer.

Isso é amor
Veja como estou
Não posso esconder
O que sinto por você
Isso é amor.

Nas ondas deste mar
Neste céu azul
Sobre a luz do sol
Eu lhe entreguei.

Todo meu amor
Todo o meu calor
Tudo enfim te dei
Pra provar tudo que sei

Que te amo mais que tudo aqui
E não posso mais lutar
É eterno e pra sempre vou dizer
Isso é amor

Por mais que tudo seja um sonho
Um sonho vou tentar viver
Vou viver.



OBS: Esta obra é de um nobre colega do curso de História da UFRN, João Paulo é um poeta acanhado, mas que tem talento de sobra. Ele faz versões de músicas estrangeiras e poesias românticas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

POETISA EUGÊNIA KELLY

POETISA: EUGÊNIA KELLY
POEMA: SOU

Não sou de plástico
Sinto frio
Sinto calor
Sinto prazer
Sinto dor.

Meus olhos não são de vidro
Vejo tudo
Vejo o nada
Vejo o escuro
Vejo que acaba.

Minha voz fala
O que os ouvidos ouvem
O que o coração sente
Minha voz cala.

Minhas pernas me levam
Onde não quero ir.
Queria ser só plástico
Queria ficar aqui.

Eugênia Kelly

sábado, 12 de setembro de 2009

VAQUEJADA NA FAZENDA PEDRA BRANCA.

CONFIRAM ESSA GRANDE VAQUEJADA QUE SERÁ EXIBIDA NO "PARQUE DOS AMIGOS".


O Parque se localiza na Fazenda Pedra Branca, pertencente a Caicó/RN, nas proximidades do Alto da Boa Vista. O "Parque dos Amigos" é o nosso grande amigo o Sr. Saturnino, pai da gloriosa Bruna Carla e da Historiadora Gisele, minha colega de Curso de História. Será uma grande vaquejada com direito a premiação e troféu para os vaqueiros competidores. A animação será da Banda Eclipse e Paulo Cassiano e Os Morenos do Forró. IMPERDÍVEL!

INSCRIÇÃO:R$ 50,00. E PARA FORROZEAR VEM O 1° FORRÓ NO CURRAL(TRADIÇÃO NO CEARÁ) COMEÇANDO NO SÁBADO DIA 10 ÀS 22:00hs e no DOMINGO DIA 11 ÀS 16:00hs. COM COLETIVO GRÁTIS SAINDO DA RODOVIÁRIA DE CAICÓ E PASSANDO PELO ALTO DA BOA VISTA. VENHA PARTICIPAR DESTA EUFÓRICA FESTA.

PARA QUEM GOSTA DO FOGO DAS ENTRANHAS.


Um livro muito especial para ser lido!
Fogo nas Entranhas

– Pedro Almodóvar – 2000

1956...
Katy era mulher de poucas palavras. Tinha um corpo tão perfeito que nem precisava falar. Além disso, sabia tirar partido daquele corpo, e essa era outra de suas muitas habilidades. Em plena guerra fria, graças à sua natural discrição, além de outras virtudes, foi lançada no mundo da espionagem. Mas um desafortunado amor – as espiãs também amam – obrigou-a a desaparecer e mudar de personalidade, maquiagem e cor dos cabelos. Refugiou-se na Espanha, onde ninguém a conhecia.Na Espanha, estavam preparando o boom econômico; e ela, que conhecia vários idiomas, não demorou a conseguir trabalho.Embora nunca revelasse o seu passado, demonstrou tamanhos dotes de observação que em pouco tempo acabou também trabalhando como espiã.A “Casa Aurora”, que competia com a “Chu Ming Ho” na fabricação e venda de absorventes femininos, contratou-a para seguir de perto os planos do chinês Ming.Quando Ming a viu pela primeira vez, não titubeou em transformá-la em sua secretária. E pouco depois, em sua amante. Katy, porém, num instante ficou cheia do chinês e de seu império comercial.Certo dia de 1956, a espiã corria pelas escadarias do prédio que servia de casa, laboratório e fábrica de Chu Ming, perseguida pelo magnata dos absorventes femininos. Conseguiu chegar no terraço da cobertura. Lá no alto, um helicóptero esperava por ela, com um maduro e atrativo ex-agente secreto a bordo. Era um antigo louco amor de Katy, que estava abandonando tudo e ia se exilar com ela na Oceania. Pelo menos, era o que ele pretendia fazer. Katy estava entrando no helicóptero quando Ming conseguiu agarrar sua perna. A moça fez força para entrar no aparelho, enquanto propiciava ao chinês um pontapé que acertou seus bagos em cheio. Na luta, Ming tinha conseguido arrancar um dos sapatos de salto alto da moça.O helicóptero levantou vôo e desapareceu na imensidão do céu.O chinês sacudia ameaçadoramente o sapato, enquanto vociferava contra Katy em seu idioma materno. Era a imagem eloqüente da impotência humana.
Compre o livro clicando aqui!
Fonte: http://museudocinema.blogspot.com/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

POETA MANOEL MESSIAS BELIZARIO NETO.

Foto: Millôr Fernandes.


CORDEL:Alerta ao usuário do Orkut

POETA:Manoel Messias Belizario Neto


A você que está sentado
Acessando o orkut,
que conversa com amigos,
Até namora ou discute,
Vou pedindo a atenção
Que por favor me escute.


O orkut foi criado
Para ser algo legal,
Diminuindo distâncias
De sertão a litoral,
Por isso não deve ser
Utilizado pro mal.


Hoje a tecnologia
Se encontra muito avançada,
Dia e noite, noite e dia
Uma nova é lançada,
Mas é para o bem de todos,
Que essa arte é criada.


Mas como podem ser
Usadas pra construir
Essas tecnologias
Também podem destruir
Principalmente o jovem
Mais fácil de iludir.


Porque no orkut, amigo,
A vida é escancarada,
Todo mundo tem acesso
à mensagem enviada
Tem gente que se aproveita
Pra fazer coisa errada.


Por isso tenha cuidado
Com aquilo que escrever,
Cautela com as pessoas
Que aceita sem conhecer.
Lembre: sua intimidade
Só diz respeito a você.


Cê sabe na internet
Tem coisa boa e ruim,
Como em todo lugar,
Pois a vida é assim.
Cada um de nós se cuide
Pra não se dar mal no fim.


Fonte: http://cordeldecorda.blogspot.com/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O ALTO ESTÁ DE LUTO!


O ALTO DA BOA VISTA AMANHECEU NO DIA 7 DE SETEMBRO DE LUTO!


Uma simpática jovem que no dia 31 de Agosto de 2009 florescera na serena flor da juventude humana, contando seus novos 15 anos de idade, tivera de ir ao encontro dos anjos celestes quando foi acometida de enfermidade calamitosa...Uma cirurgia feita, segundo a medicina caicoense, com sucesso, mas que trouxe o insucesso. Sucumbiu a jovem Maria da Conceição, mais conhecida por Gabriela, uma menina estrovertida, animada, que queria viver seus sonhos de adolescente, às vezes impedida por seus pais na proteção familiar, mais que amava viver, cultivando vínculos de amizades. A lira celeste cantou com aclamação para a chegada de tão preciosa jóia rara que fará a composição mais pura do grupo angelical. O blog está aqui prestando essa homenagem e fazendo votos de pesar a figura de uma jovem briosa como foi nossa GABRIELA. NOSSA GABY. GUERREIRA, SINGELA E ANGELICAL.

domingo, 6 de setembro de 2009

LITERATURA ESPANHOLA, por Delmira Agustini.

POESIA: TU BOCA
POETISA: Delmira Agustini

Yo hacía una divina labor, sobre la roca
Creciente del orgullo. De la vida lejana
Algún pétalo vivo voló en la mañana,
Algún beso en la noche. Tenaz como una loca,

Seguía mi divina labor sobre la roca,
Cuando tu voz que funde como sacra campana
En la nota celeste la vibración humana,
Tendió su lazo de oro al borde de tu boca;

-¡Maravilloso nido del vértigo, tu boca!
Dos pétalos de rosa abrochando un abismo...
-Labor, labor gloriosa, dolorosa y liviana;

Tela donde mi espíritu se fue tramando él mismo
Tú quedas en la testa soberbia de la roca,
Y yo caigo sin fin en el sangriento abismo!

Fonte: http://www.sifuesepoeta.com

MINHA CARTILHA


POESIA: MINHA CARTILHA
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS

Meu desejo, sincero, atrevido
Que encobre minha visão
É um ponto inibido
Que me dá contradição
No espectro desenhado
Sou um escravizado
Nos galopes da paixão.

Pra quem pensa que sou lixo
Eu exponho minha cartilha
Eu prefiro ser um bicho
Do que viver em matilha
Sou adepto do meu status
E não dou valor a ratos
Nem a biltre que seja filha.

Prefiro ser extra-terreno
Fazendo m'ia visão de mundo
Vou lançando meu veneno
Feito barbeiro vagabundo
Quem não quer me aturar
Procure se enterrar
No seu meio moribundo.
Feito dia: 06/ 09/ 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A VELHA DOS GATOS


CORDEL: "A VELHA DOS GATOS"
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS


Dizem que o bicho homem
É carismático consigo
Que é sempre mui amigo
Que tem sensibilidade
Mas parece que é engano
É um falso ser humano
Inimigo da caridade.

Se bem que pedir comida
Não é um gesto tão feio
Com fome e no aperreio
Ficamos irracionais
Querendo comida urgente
Um roubo vem de repente
Viramos uns marginais.

Há quem diga: eu ajudo
Quem precisa de ajuda!
Mas teu coração não muda
Na hora da compaixão
Se uma mulher negou a Cristo
Pra dá água ao Bendito
Não seguiu seu coração.

Até que um copo de leite
Resolve o tal problema
Pois a fome no dilema
Daqueles pobres gatinhos
Que viviam no miau
Comendo casca de pau
Andando todos tristinhos.

Gatinhos de olhos azuis
Separados dos seus pais
Seus donos não querem mais
Ouvirem miados de gato
Pois prejudica a audição
Desatina sua razão
Com tanto miado chato.
 
Até porque os gatos
Tem sina de carnívoros
Se ao menos fossem herbívoros
Utilizavam a natureza
Pois a carne está cara
Um quilo é coisa rara
Não davam muita despesa.

Se fossem outros gatos
Da espécie Cianês
Despertaria de vez
A cobiça da ricarada
Que compraria um gatinho
Com o pêlo bem fofinho
Só pra dá uma cheirada.

Mesmo que o gato comesse
Enlatados e ração
Que tivesse uma paixão
De andar com a dona-mãe
Ou que assistisse Tv
Miasse feito um bebê
Tomando vinho e champanhe.

Um gato com mordomia?
Não gosta de comer rato
Se acha o Super-gato
No colo só quer está
Roncando de cara mansa
Comendo enchendo a pança
Deitado em um sofá.

Os outros gatos sem "raça"
São os gatos da ralé
Aqueles que comem o pé
De um galeto encruado
Eles sim, parecem bicho
Revirando latas de lixo
Com o corpo depelado.
 
Estes sim comem ratos
Para fugir da dita fome
Eles enfrentam o "home"
E garantem a comida
Devoram-na sem mastigar
Só querem é saciar
E garantirem à vida.

Um gato dessa família
Sofre muita agressão
Abandonado sem razão
Pelo homem animal
Que adora ser doméstico
Mas se torna um patético
Contra o gato irracional.

E vendo aquela Senhora
Tão caridosa na ação
Vivendo da compaixão
Pelos gatos daquele lugar
Fazendo uma caridade
Gente boa de verdade
Isso, eu posso assegurar...

O lugar era uma árvore
De uma copa bem frondosa
Onde a cena dolorosa
Dos felinos acontecia
A árvore era um juazeiro
Que lançava o dia inteiro
Uma tenda fria e sombria...

Os gatinhos tomavam leite
Os gatos comiam o grosso
Às vezes tinha um osso
De galeto ou criação
Que dava pra ser roído
Por um gato mais resistido
Que provava do feijão.

A Velha com uma vassoura
Alimpava o recanto
Colocavam, por enquanto,
Uns pequeninos gatinhos
Que estavam cambaleantes
Com passos todos errantes
Por entre alguns espinhos.

A vida ali florescia...
Nos galhos do juazeiro
Distante do formigueiro
Que trabalhava dobrado
Um fruto nascia lá
Um doce amargo juá
Caía despreocupado.

O juazeiro escondia
A vida mais humilhante
A cena dramatizante
Que mostra um abandono
O gato no padecer
Miando tão sem saber
Que bicho é o seu dono...

A Velha sentou no chão
Foi dá leite ao felino
Olhei feito um menino
Aquele gesto bonito
Que me comoveu por dentro
Senti a brisa do vento
Humanizar meu espírito.

A visão foi muito forte
A cena causou aflição
Olhando no papelão
Quatro gatas amojadas
Deitadas ao relento
Feijão foi o sustento
Ficaram alimentadas...

O felino analfabeto
A placa não sabe ler
As leis, não pode entender
Pra transitar no asfalto
Só sabe da sua cultura
Sabe que é a criatura
Que nasceu para ser gato!

A natureza foi sabida
Pelo menos nos seu criar
Mas começou a errar
Fazendo o homem racional
Lhe doando autoridade
Esquecendo a caridade
Um elemento pessoal.

Ah! Mulher grandiosa!
Consciente do que fazia
Parecia a sua família
Na parte do desespero
Que quando a fome chegava
Um mio se escutava
No tronco do juazeiro.

Com um lenço na cabeça
Tão branco, pedindo paz
As vestes tradicionais
Um vestido de cigana
Um crucifixo de fé
E lá debaixo do pé
Um chinelo havaiana.

Mascava uma "pea" de fumo
Para fazer a sustância
Não tinha muita importância
Mas tornava a Velha "forte"
Dizia ela: A masca me dá
Forças pra mim lutar
Até chegar minha morte.

A pele queimada do sol
O tom de voz meio rouco
Do almoço tirava um pouco
Para alimentar os felinos
Que estavam esfomeados
Miando, desesperados
Com seus rabinhos finos.

E Deus lhes deu uma Fada
Bem generosa e cristã
Que as dez horas da manhã
Os pobres gatos, alimenta
Sabendo da fome do "bicho"
Jogados naquele nicho
Onde ninguém o afugenta.

A Velha estava de pé
Falando de animal
Quando chegou um miau
Roçando em sua canela
Pequeno era o gatinho
Querendo ganhar carinho
A cauda no rela-rela.

A Velha olhou abaixo
E viu a triste figura
Sentindo a amargura
Subiu o gato amigo
Em sua cabeça ela beija
E diz: Deus te proteja,
Do homem, seu inimigo.

Olhei no olho do gato
E vi a lágrima cair
Eu não pude resistir
A cena foi traiçoeira
Se eu tivesse uma furna
Levaria aquela turma
Para cuidar a vida inteira...

Gato que se respeita
Não anda no meio da pista
Previne um motorista
No carro desgovernado
Assassina um filhote
Daquele gato fracote
Faminto e abandonado.

E a Velha feliz da vida
Tratando da gataria
Que agora já dormia...
De barriga arredondada.
Da velha me despedia
Venerando, disse: Bom dia!
Alma Santa, iluminada.

Perto do Rio Seridó
A cena se procedeu
Caicó assim conheceu
A Velha dos Gatos em ação
Salvando gato leproso
Dum jeito tão carinhoso
Em busca da Salvação.
 
Por: Ednaldo Luiz dos Santos.
Feito dia: 20/ 04/ 2004.

POETA ANSELMO SANTANA

Poesia: A LENDA DO VAQUEIRO
Poeta: Anselmo Santana Santos

Um vaqueiro inesperto
Adentrou num mofumbal
Deu de cara com um touro
E começou a passar mal.
Dizem ser sagrado

Esse touro bravio
De repente atacado
O vaqueiro se viu.

Subitamente inspirado
O vaqueiro disse logo:
Nossa Senhora Sant’Ana
Eu te faço esse voto.

Construirei pra ti
Uma linda capela
Se levares pra longe de mim
Essa terrível fera.

Como se fosse encanto
A criatura desapareceu
O vaqueiro banhado em prantos
A nossa senhora agradeceu.

Destruiu toda a mata
E construiu o que prometera
Onde era o mofunbal
A linda capela erguera.

ARTE ESPANHOLA EM CHEQUE

Composição Espanhola: ella
Compositores: Miguel D'Ors

Es misteriosa como el tiempo y el mercurio,
delirante y exacta, álgebra y fuego.
Cuando nadie la espera,
coronada de escarchabaja
tarareando con pies maravillosos
por entre los helechos.
Muchos enamorados
consagraron su vida a llamarla,elevaron
laboriosos palacios para ellay no condescendió ni a una mirada.
No sirve para nada y son millones
los que viven por ella.
Cuando piensas
que prefiere los locos y vagabundos,
pasadel brazo de un ministro o Mr. Eliot.
Es papeles manchados de tinta y es el mundo
con hogueras y robles, despedidas,
los Andes,la luna azul y Concha Valladares.
Su rostro constantemente cambia, inconstante.
Y no cambia.Bécquer la confundió con el Amory
es una forma de no ser feliz.

De "La música extremada"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Concursos Norteriograndenses Para o Seridó.



O Jornal Correio do Seridó que circula em Caicó/RN, divulga ofertas de empregos para os caicoensens que queiram participar de um concurso fixo e de rentabilidade. Confira algumas das ofertas abaixo:

Concurso dos Correios é confirmado. Oferta de até 12 mil vagas. Salário varia de R$ 1.450 até a R$ 3.268;
Concurso do INSS vai oferecer 4 mil vagas para 2.º e 3.º graus;
IBGE divulga edital de novo concurso. Salário de até R$ 1.600,00;
Concurso da Polícia Rodoviária Federal oferece 750 vagas e salários de R$ 5.600,00;
Polícia Federal Agente e Escrivão: oferta de 600 vagas. Salário de R$7.514.


Confira o Jornal Correio do Seridó nas bancas de Caicó.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

EXISTE PEDÓFILOS ENSINANDO EM CAICÓ?

ISSO MANCHA A CLASSE DE PROFESSORES DO SEXO MASCULINO QUE AMAM LIDAR COM A ARTE DE ENSINAR.
Circula nos bastidores da má notícia que um professor foi preso em sua residência acusado de molestar desumanamente crianças do sexo masculino. Esse "professor" dava aulas em uma escola de Caicó e em sua própria residência. Ele foi preso no bairro Walfredo Gurgel. Isso é para mim um absurdo, um cidadão utilizar-se da arte do saber para investir contra a inocência de menores de idade na tentativa de saciar-se sexualmente. Quanta vergonha e desprazer se imbute nessa prática anti-humana. É SENÃO UM MAL CARÁTER QUE MERECE SER BANIDO DAS PRÁTICAS EDUCACIONAIS. Isso é uma afronta a imagem de todos os homens que se destinam a ensinar, a lidar com a arte do ensino/aprendizagem. Um bom educador deve se dá o respeito, a preservação da ética e da moral, principalmente aquele educador que lida com crianças e adolescentes. QUE VERGONHA!!!!! QUANTAS MULHERES QUE HABITAM ESSE MUNDO E UM SUJEITO DESSA POSTURA IR INFRINGIR A REPUTAÇÃO DOS DOCENTES E DAS CRIANÇAS INDEFESAS. Este blog sustenta um odioso repúdio contra esse fato.
Espero que as autoridades resolvam esse caso irremediável.
Não que eu queira incentivar aos leitores a fazerem justiça com as próprias mãos, porém se ele for inocente...que esse fato sirva de exemplo para que outros malfeitores que se põe diante da tarefa de ensinar não venha mais a cometer tal delito com os seres "indefesos" do nosso alunado.