sábado, 27 de fevereiro de 2010

DURMA CONTANDO OS PULOS DE POLÍTICOS.

CACHORRADA POLÍTICA NO RIO GRANDE DO NORTE.

Os latidos são sentidos a distãncia, são cães gananciosos e interesseiros. O pastor Alemão é mais audacioso e pretende expurgar a concorrência de maneira tão vil e anti-social que as ovelhas apacentadas ficam no Curral encurraladas. Tenho visto a imundície que se tem espraiado pela região onde o nordestinês pode ser ludibriado com a charlatice governamental, de usuras mesquinhas que só levam o leitor ou o eleitor a brincar também de PULA-PULA. A brincadeira se estrutura em três circulos no chão, onde os engravatados, num montante de mais de 10, tendem a ficar pulando de um circulo para outro até completar o espaço placentário onde o enriquecimento é visto com maior naturalidade, pois as bancadas de cupins são especialistas em devorar o tesouro alheio. Mas pule, PULE PRO LADO DE CÁ, QUE O POVO TÁ PULANDO E NÃO CONSEGUE MAIS PARAR... A mesclagem de cores já é notória, vermelho com verde, penso que dá amarelo? ou talvez roxo, roxulejo. Entre BICUDO e BACURAU eu prefiro um canário, um canário de verdade, para cantarolar nossa política. Estaríamos vivenciando um novo quadro de política? Uma POLÍTICA DEMOCRÁTICA? Ou uma POLÍTICA CAMUFLADA? Não sei não, mas acho que teremos daqui para frente governos cangurus, cuja a bolsa cabe cerca de milhares de papéis-moedas....

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A BEBIDA É PERMITIDA NAS RODOVIAS DO BRASIL.

A LEI NEM ENTROU EM VIGOR E LOGO SAIU DA PRÁTICA.
MAS TOME CUIDADO, SE A POLÍCIA DO TRÂNSITO PEGAR VOCÊ BÊBADO NO VOLANTE SERÁS PRESO RAPIDAMENTE.

MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COMO PROFESSOR DE HISTÓRIA

A Oficina “O Cangaço No Sertão Nordestino Sob Um Prisma Poético”

Refletir sobre o que seria essencial para ser transformado em uma oficina, não foi tarefa difícil, pelo contrário, a elencada de um tema tão proximal da cultura do aluno me deixou sedento de vontade de espraiar minha criatividade em torno do tema chamativo. Pensei comigo: se a história do cangaço faz parte da cultura nordestina, por que não dá aos carentes de conhecimento uma oportunidade para praticarem a arte? Daí por intermédio do que se chamam de “DOM”, decidi implantar uma oficina de poesia ou uma oficina de produção poética, a qual eu daria as ferramentas regradas para a confecção das obras.

Parti dessa premissa pelo fato de já ter desempenhado um trabalho semelhante na coordenação do Projeto Espaço Fênix de Ressocialização da Penitenciária Estadual do Seridó – O Pereirão, onde trabalhei por dois anos e consegui formar um grupo de poetas e poetisas amadores. Muitos apenados não sabiam nem como se estruturava uma produção poética e durante o projeto eles produziram obras maravilhosas e chamativas sobre os livros que liam. Na oficina, a arte poética soaria como uma busca adaptativa não só sobre a história do cangaço, mas em consonância com regras gramaticais, com o humor, com as experiências vividas e ouvidas, com o sentimentalismo e com a arte da poesia. A poesia é um resumo trabalhado e lapidado dos fatos. Os poetas têm uma visão aprofundada das coisas e todas as pessoas têm um poeta dentro de si, sendo que aquelas de sensibilidade mais aguçada expõem para fora suas visões racionais na forma de escrita. Mas muitas das pessoas tem um poeta adormecido, com pouca ou quase nenhuma manifestação, restando para elas um momento oportuno de acordá-lo e utilizá-lo à vontade.
Baseado nesse contexto, a “O cangaço no Sertão Nordestino sob um prisma poético” foi posta em prática a partir de um projeto específico de atuação estagiária. Esse projeto de oficina foi fundamentado em autores como Gilberto Cotrin (2005), com seu livro “Saber e Fazer História”; Maria Efigênia Lage de Resende (2003), com seu texto “O tempo do Liberalismo Excludente da Proclamação da República à Revolução de 1930”; e o autor Anildomá Willians (2007), com o livro “Lampião: nem herói e nem bandido”.
APLICANDO O PROJETO:
Falei quem eu era, da minha formação e do que eu iria aplicar na sala de aula. Como a maior parte dos alunos já me conhecia, parti primeiramente para um momento de descontração fazendo perguntas a turma em busca de respostas e de seus conhecimentos prévios sobre o cangaço. Perguntas como: Quem já ouviu falar de cangaço? O que era o cangaço? Como esse cangaceiro agia? Entre outras questões. A turma soube de muita coisa sobre o cangaço. Lembrou de Lampião, de Maria Bonita, do filme “O Alto da Compadecida” e de “O Cangaceiro”, de músicas do cangaço. Partindo dessa deixa e já sabendo que a turma tinha estudado o conteúdo da Primeira República no Brasil, mostrei oralmente o conceito de cangaço, como sendo um movimento de caráter popular que se mostrou num verdadeiro aperreio para a justiça local, pois eles desafinavam a polícia e matavam policiais, “os macacos” como eram chamados. Falei dos principais cangaceiros do cangaço, especificamente de Virgulino Ferreira – O Lampião – um dos mais destacados cabras do bando de Sebastião Pereira, o “Senhor Pereira”, que formou seu bando e recebeu o título ilusório de capitão. Ele casou com Maria Bonita, na Bahia, depois foram os dois mortos e decapitados pelas volantes militares.
Os alunos prestaram bem atenção e decidi passar, num período de 25 minutos, para a próxima etapa da oficina que foi dotá-los de ferramentas essenciais para que eles produzissem uma obra poética sobre o cangaço. Entreguei-lhes então uma folha de papel (ver anexos) onde estava escritos todos os procedimentos cabíveis a confecção da obra. Indaguei a todos sobre quem gostava de poesia? E sendo muitos alunos jovens, um bocado levantou a mão. Aí, passei a explicar as ferramentas poéticas para todos os alunos, alertando-os que queria a produção poética elaborada na sala de aula, durante as aulas de história. Todos participaram da leitura da folha, mas quando eu mostrei dois exemplos de como se fazia uma poesia e um poema, comecei a ouvir alunos dizendo que não iam conseguir produzir o que estava sendo exigido. Todavia findei a aula alertando a todos que estudassem bem o resumo que lhes forneci sobre a história do cangaço, para que pudéssemos trabalhar mais facilmente durante a oficina. Agradeci a todos e a aula terminou.
Ao sair do colégio, percebendo o sol se pôr no horizonte e a penumbra noturna já se aproximando, pensei que para não ficar demorosa a oficina e para que os alunos não tivessem muitas dificuldades, analisei: se a turma tem trinta alunos farei os trabalhos em grupo de três, pois três mentes pensam melhor do que uma na questão dos ajustes, nas rimas e nos versos, mesmo sabendo que o aluno só se desenvolveria bem se fizesse sozinho.
Daí, comecei a dar inicio a oficina. Pedi a todos os alunos que reunissem em grupos de três alunos. Só que como havia faltado dois alunos deu para formar nove grupos de três alunos e dois de grupos de dois. Cada aluno diante do resumo dado começou a rabiscar a obra poética, com meu auxilio, favorecendo a atividade dos grupos. Marquei no relógio cerca de 1:00 hora para a produção artística.

Notei que os alunos tiveram dificuldades com o arranjo das rimas, do título e do colocar na obra. Daí fui dando algumas dicas de rimas, de títulos ou de passagens importantes do resumo do cangaço. Muitos tomaram as dicas e procederam na produção, outros demoram mais para se achar numa poesia ou num poema. Final do tempo estipulado , a maioria dos alunos concluíram suas obras e ainda restou um grupo para findar. Passado uns cinco minutos a oficina foi cumprida e logo instiguei os alunos a falarem das facilidades e dificuldades que enfrentaram diante do obstáculo possível de se superar. Pedi a cada representante dos grupos que lesse a obra feita e ficamos, eu e a professora, abismados e surpresos com tantos resultados bons e satisfatórios até então. Pude comprovar, pelo que a professora me disse e pelos trabalhos feitos, que a turma era calma e dedicada em suas funções. Que os alunos, embora demonstrando fraquezas, tiveram habilidades e capacidades de superação.
Como eu tinha pedido aos grupos que só uma pessoa me entregava a obra com o título, o nome dos outros e o conteúdo, recebi as produções, prometendo entregá-las de volta. Em seguida, entreguei uma folha contendo cinco perguntas de avaliação do trabalho produzido, analisando os pontos negativos e positivos da oficina. As questões foram as seguintes: você gostou da oficina, porquê? O que você achou do tema cangaço? O que achou de praticar a arte poética por um dia? O que você mais aprendeu na oficina? E o que você não gostou na oficina? Essas questões foram pertinentes a compreensão da aprendizagem tanto do conhecimento sobre o cangaço no nordeste brasileiro quanto pelo saber poetizar ou rimar perante um tema abordado.
As respostas foram satisfatórias ao desempenho vivenciado. Recolhi as questões, agradeci de coração ao momento de atenção e dedicação e me dispus a organizar um sarau poético com a turma e fazer uma apresentação na semana cultural da escola, em junho do ano de 2010. Parabenizei a professora pelo excelente trabalho coma turma, e logo disse um “Até mais, pessoal!” a toda a turma do 9º ano do Ensino Fundamental II.
Avaliando a Oficina:
Debruçando-me sobre a escrivaninha, me dispus a analisar e até mesmo interpretar as respostas dadas pelos alunos. Revendo a primeira pergunta (ver anexos), os alunos disseram que a oficina “O cangaço no Sertão Nordestino sob um prisma poético”, por meio da poesia foi boa, mas só que o tempo foi pouco e muitos queriam acrescentar mais coisas sendo que não deu mais tempo. Na segunda questão , a maioria dos alunos expuseram que o tema do cangaço foi muito importante, pois no livro didático de Cotrin (2005), esse tema aparece de forma muito resumida e que a professora não havia passado nenhum filme de cangaceiros. A oficina foi fundamental no sentido de suprir essa carência de conhecimento. A terceira questão foi respondida com entusiasmo, pois todos os alunos, entre treze e dezoito anos, nunca tinham escrito uma poesia por conta própria. Alertaram as meninas que só conheciam mais os polulares “pensamentos”, quartetos de versos que falam de amor, paixão e desejo. eles nunca foram poetas por um dia e ficaram surpresos quando viram e ouviram os conteúdos das obras. Todos os alunos nos exclamaram as muitas dificuldades mentais que tiveram ao debruçarem sobre a produção poética e que tornar-se-ia mais difícil de construí-las se não tivesse tido resumo. a quarta questão tendeu para a aprendizagem do oficio poético partindo das ferramentas escritas de cunho fundamental. a diferença entre poesia e poema foi verificada como algo importante e os questionamentos e as explicações que dei sobre o cangaço, aproximou curiosidade com interesse discente, tornando a oficina mais participativa. A quinta e ultima questão foi o lado decadente da oficina, muitos alunos reclamaram do curto espaço que tiveram e que eu deveria ter passado antes um filme de “O Cangaceiro” ou o do “Auto da Compadecida”. Algo que tivesse haver com o tema abordado na oficina seria realmente importante, mas devido o tempo que limita o tempo não foi possível esse quase obstáculo.
Mas as obras poéticas são dignas de merecimento e realização, os alunos do 9º deveras se sentem orgulhosos de terem sidos poetas por uma vez, e se eles se empenharem muito para aprender a arte poética, poderão se tornar bons poetas no Alto da Boa Vista.
Conclusão:
A oficina “O cangaço no Sertão Nordestino sob um prisma poético”, intuciosamente, partindo de uma preocupação subjetiva de minha análise social, mostrou-se essencial pelo fato do individuo de hoje está quase perdendo sua sensibilidade de visão e reflexão, optando por valorizar o comodismo, vivenciar o capitalismo e ansiar pelo conhecimento curto, direto e resumido. A internet seria numa visão pedagógica a causadora do “vício” do não esforço do pensar. E nos moldes da educação, o educador deve instigar os alunos a se lançar na busca pelo refleti, pelo criticar e pelo criar, direcionando-se para o uso de meios e de formas que possam possibilitar a construção do conhecimento e da aprendizagem.
Utilizar-se da arte poética como recurso didático/pedagógico pode frutificar resultados prazerosos e satisfatórios quando bem praticado. Ao debruçar-se sobre a confecção de uma obra poética o sujeito desperta sua sensibilidade, sua visão crítica das coisas e aguça seu conhecimento do modo pragmático. A poesia quando bem construída amplia os olhares do criador, fortalece o ego e o condiciona ao compartilhamento intelectual com os demais sujeitos. Isso porque o poeta não escreve só para si, mas para os outros e são estes quem vão avaliar o teor conteudista e a abrangência coerência da produção poética.é daí que se torna importante a existência dos saraus poéticos, um momento de descontração e de exposição oral das obras produzidas, além do mais é um momento de compartilhar os trabalhos com o coletivo presente de sues produtores e com a platéia ávida por criações intelectuais.
A oficina funcionou aí não só como um engajamento do alunado na cultura poética, mas como um complemento conteudista de história representado pelo tema “A Primeira República no Brasil”. E isso não foi só uma percepção de minha parte, mas uma inquietação de todos (estagiário, professor e alunos), já que o livro didático de Gilberto Cotrin (2005), “Saber e Fazer História”, abordou a historia do cangaço de modo bem resumida, sem abrangência maior ou um ingrediente de conhecimento mais profundo. Mesmo não havendo espaço de tempo para a amostragem de um filme sobre o cangaço, o evento oficinal surtiu os efeitos esperados e protagonizou-se nas obras poéticas expostas em anexos. A professora da disciplina história também ficou com o conhecimento de uma ferramenta educacional que ela poderá utilizar no decorrer do seu trabalho docente.
Essa tarefa se assentou de maneira fácil e compreensiva para mim devido ao fato de já ter a pratica poética com sua substancia correndo em minhas veias e sem um azedume qualquer de uma apologia frajuta, me sentir um operário-poeta, ensinando o oficio aos seus comandados, formando discípulos moldados a conviver com o desnudamento das coisas e com o conhecimento de um mundo maravilhoso.

Historiador: Ednaldo Luíz dos santos
Blog: www.ednaldoluiz.blogspot.com

COMO SURGIU O CANGAÇO NO NORDESTE?

A HISTÓRIA DO CANGAÇO NO SERTÃO NORDESTINO

O cangaço foi um fenômeno ocorrido em meados do século XIX ao início do século XX, com suas origens ligadas em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro. Caracteriza-se por ações violentas de grupos ou de indivíduos isolados: assaltavam fazendas, seqüestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelos sertões, praticando crimes, fugindo, morrendo ou se amoitando nos matos ou grutas de pedras. Cangaço, por assim dizer, vem da palavra canga ( peça de madeira que liga dois bois e compõe a canga-de-boi, meio de transporte forte que servia para transportar muitas coisas de necessidade ou de comércio), canga + aço, movimento e de resistência. Os homens que compunham o cangaço eram os cangaceiros, sujeitos rudes e de personalidades ariscas na maioria dos grupos. O cangaço emergiu no Brasil antes mesmo do advento da Primeira República, em 1889, indo até os primórdios da Era Vargas.
A historiografia cangaceira remete-se a existência do primeiro cangaceiro conhecido como “O Cabeleira” (José Gomes), que aterrorizou a cidade do Recife e a Zona da Mata pernambucana em 1751. Mas somente no final do século XIX que o cangaço ganharia força e prestígio com a entrada de “Antônio Silvino”, “Lampião” e “Corisco”. O mais famoso foi o próprio Lampião, Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938). Ele que nascera em Serra talhada, PE, se envolveu em crimes, por questões familiares. Ainda muito jovem , quando adolescente, ele e seus irmãos Levino e Antônio já se envolviam em brigas nas feiras livres da Cidade para impressionar as moças. Seu pai, José Ferreira da Silva, era um homem tranquilo que não que não gostava de confusão, mas foi morto pela polícia na figur4a do Delegado Amarílio Batista e do tenente José Lucena, quando estes procuravam seus três filhos malfeitores. Em 1920, com sentimento de vingança pela morte de seu pai, Lampião se alista no cangaço para compor a tropa de Sebastião Pereira, Sinhô Pereira. Esse cangaceiro decide sair do cangaço em 1922, deixando Lampião no comando de sua tropa. Lampião recebeu o título fictício de Capitão dos Batalhões Patrióticos, responsável para combater os revolucionários da Coluna Prestes que andava pelo Nordeste em 1926. A patente de Capitão não lhe dando muita autoridade faz Virgulino voltar ao banditismo, agora muito mais cruel. Em 13 de Junho de 1927, o bando do Capitão Virgulino seqüestra o Coronel Antônio Gurgel de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Depois se decide invadir e saquear a cidade mossoroense por ter lhe negado hospedagem e demonstrado valentia. Mossoró se defendeu bravamente e conseguiu matar dois cangaceiros o “Colchete” (morto por uma bala de fuzil no inicio dos combates) e o “Jararaca” (capturado e fuzilado pela polícia local). Com apenas cinco “cabras”, atravessou o Rio São Francisco, e se fixou no sertão da Bahia, na fazenda de um coiteiro, onde conheceu Maria Déia, década de 1930, mulher do sapateiro Zé de Neném, a famosa Maria Bonita. Ela se apaixonou por Lampião e entrou para o cangaço, facilitando a entrada de outras mulheres. A medida que vai engravidando, ela vai abandonando os recém-nascidos nas casas que encontram no meio do mato. O bando de Lampião e Maria Bonita, escondido na fazenda Angicos, no sertão de Sergipe é surpreendido por uma volante do tenente João Bezerra e do sargento Ancieto Rodrigues da Silva que abrem fogo de surpresa e conseguem matar vários cangaceiros, entre eles Lampião e Maria Bonita. Esse fato ocorreu em 08 de Junho de 1938. Muitos cangaceiros fugiram e os que morreram tiveram suas cabeças arrancadas e expostas em praça pública. Esse episódio viria por marcar o fim do cangaço no sertão nordestino.
A exemplo de lampião, o Nordeste abarcou outros cangaceiros como o “Corisco”, Cristino Gomes da Silva Cleto, alagoano também conhecido por “Diabo Louro”, casou-se com Sérgia Ribeiro Silva, a “Dadá”, muito nova na época. Ela assumiu depois a liderança do cangaço. Ambos foram mortos pela polícia em 1940. Outro foi “Sinhô Pereira”, Sebastião Pereira, que era líder de Lampião e deixou o cangaço nas mãos dele.
Todos foram mortos e já na década de 1940 não se teve mais notícias de ações de bandos cangaceiros pelo sertão do Nordeste brasileiro. O período Vargas sufocava violentamente q2ualquer manifestação popular, tomando como uma afronta para o seu poder. O cangaço apesar de ter sido violento mostrou a insatisfação ferrenha de uma população oprimida pelas ações do coronelismo e das oligarquias brasileiras que caracterizaram integralmente a Primeira República do Brasil.


Por: Ednaldo Luiz dos Santos.

VOCÊ QUER SER UM POETA?

REGRAS PARA SE FAZER UMA PRODUÇÃO POÉTICA.

Definições:
1- O que é ser poeta?
É traduzir as reflexões e sentimentos de si e do mundo em obras de poesia ou poemas.

2- O que é verso?
É cada linha de uma poesia ou poema.

3- O que é rima?
É o som de palavras combinadas nos versos. Podem via no começo, no meio ou no fim.

4- O que é estrofe?
É um conjunto de versos. Podem se chamar: dístico (tem 2 versos); terceto (3 versos); quadra (4 versos); quintilha (5 versos); sextilha (6 versos); setilha (7 versos); oitava (8 versos); nona ( 9 versos); décima ( 10 versos);etc.

5- O que é poema?
É uma composição de frases, longas ou pouco longas, com ou sem rimas, mas tem começo, meio e fim.

6- O que é poesia?
É uma composição poética de versos curtos com rimas, medidas ou não.

7- O que é medir versos?
É deixá-los com o mesmo tanto de sílabas agrupadas.

8- Quanto as rimas, como podem ser as estrofes?
a) Alternadas: adota o modo de regra ABAB, ou seja, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo com o quarto.
b) Emparelhadas: adota AABB, o primeiro verso com o segundo e o terceiro com o quarto.
c) Interpoladas: adota ABBA, o primeiro verso com o quarto e o segundo com o terceiro.
Outros exemplos: Pode haver obras de estrofes do tipo: ABA, AABA, ABCB, ABCBDB, etc.

EXEMPLOS:
· (Ex. 1) POESIA:
Poesia: Lampião, o Valente.
Autor: Ednaldo Luiz dos Santos.

Lampião foi um guerreiro A
Que demonstrou sua valentia B
Foi um peste cangaceiro A
Que matou na luz do dia. B
...

· (Ex. 2) POEMA:
Poema: O Cangaço no Sertão
Autor: Ednaldo Luiz dos Santos.

O cangaço começou
No seio das oligarquias
Eram grupos de jagunços,
E vaqueiros muito adestrados
...

POETA DIONI BLASCO

POETA: DIONI BLASCO
POEMA: yeahhhhhh


La imaginación
Puede ser y
Sin pensarlo apenas
La llave maestra
De nuestra felicidad.

Es el verdadero motor
De todas las pasiones
Con la que se abre
La puerta grande
De nuestros mejores sueños.

Corazones agujereados
Por abrazos y sonrisas
Lagrimas que son
Luces en los ojos
Cuando me miran.

Sentimientos seguros
De los que apostillan
Son los que ahora
Te digo amigo mío:

Mi vida se la entrego
A los que sueñan
A los que ríen
A los que dan
Sin yo pedirlo.

Besitos
Desde la orilla
De la vida
Hasta el cruce
De la muerte.

20 de fevereiro de 2010 13:59

La poesia de la española.
DIONI EL UN HOMBRE MUI AMIGO.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

CONCURSO DA PEFEITURA


POESIA: Concurso da Prefeitura.
POETA: Ednaldo Luiz dos santos.


Queria que eu passasse
No concurso da Prefeitura
Para fazer firmatura

No lar capitalizado
Queria que a sociedade
Me desse estabilidade
Para um futuro firmado.

Queria que minha prova
Mostrasse a alternativa
Para a minha mão ativa
Marcar um bonito X
Não queria ficar aflito
Na espera do gabarito
Pr'um resultado feliz.

Queria que meu cartão
Discreto, fosse o meu sócio
Para fazer um negócio
Me dando a velha mamata
De não errar uma bolinha
Pintada, toda pretinha,
Para uma análise sensata.

Queria muito ultrapassar
Os milhares de concorrentes
E sorrir com os meus dentes
Na grandeza da vitória
Eu só queria era passar
Para poder tracejar
As linhas da minha história.

Feito dia: 20/ 02/ 2010.

POETA MÁRIO CESARINY

POEMA: "TE PERCO"

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Conheço tão bem o teu corpo
Sonhei tanto a tua figura
Que é de olhos fechados que eu ando.

A limitar a tua altura
E bebo a água e sorvo o ar
Que te atravessou a cintura
Tanto tão perto tão real
Que o meu corpo se transfigura.

E toca o seu próprio elemento
Num corpo que já não é seu
Num rio que desapareceu
Onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco.

A MESCLAGEM DE GENTE FOI GRANDE NO CARNAVAL 2010 EM CAICÓ.

MAIS DE 50 MIL PESSOAS ESTIVERAM EM CAICÓ.

Foi o mundo todo...como se diz! Muita gente bonita em Caicó puseram-se nas ruas do centro e mostraram para que vieram. A euforia foi marcada por várias pessoas de diferentes partes do Brasil e do mundo...é isso mesmo, do mundo, pois tive de ver uma chinesa "´de toalha nas ruas" desfilando no Bloco do Magão. O arrastão foi grande e quase ninguém via o carro da orquestra carnavalesca do Magão. O mar de gente foi fotografado pelo site SEM OPÇÃO e vendo essas fotos você já deve ter uma idéia de como foi o Maior Carnaval do Rio Grande do Norte na Capital do Seridó. A farinhada foi grande, muita gente voltou para casa toda branca, cheia de farinha de trigo ou goma. Também havia uns caras dando banho em quem passasse na avenida Coronel Martiniano. Só ficou solteiro ou solteira quem quis, o resto foi feliz. A polícia militar estimou que em Caicó, do sábado para a terça-feira, se viu em Caicó, tanto nas ruas do Ala Ursa como na Ilha de Sant'Ana, cerca de mais de 50 mil pessoas. E o melhor é que não se teve uma ocorrência do tipo muito grave que atrapalhasse a folia animadora. Foi um dos carnavais mais tranquilos que já teve no Caicó. QUANTAS VANGLÓRIAS COUBERAM PARA NÓS!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

POLUIÇÃO SONORA, PARECE LIBERADA EM CAICÓ.

Sinceramente, eu não sei de que lado a Polícia está! Neste carnaval, a perturbação do sossego público está fora do controle, mesmo com a Lei de Combate a poluição sonora, os delinquentes arruaceiros que se mostram nesta cidade não respeitam tal lei e infingem-na sorrateiramente. Parece que há coninvência exacerbada com aqueles que desafiam as nossas autoridades. O sossego está minguado na Cidade de Caicó. São frequentes os paredões-de-som ligados na mais alta altura, acima do permitido pela Lei dos Decibelímetros. Vá um pobre ligar um som alto para ver se logo ele não vai preso... Nessa cidade só quem tem vez é rico ou os metidos a ricos que se confiam nos pistolões militares para causarem a baderna pública.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Deixe eu ver se eu trovo....


Trova: Deixe eu ver se eu trovo.....
Poeta: Ednaldo Luiz dos Santos.

Quero bem viver trovando
Vendendo trova de jeito
Quando me vejo pensando
A trova trava no peito.

POETISA IEDA LIMA

TROVA TROVANDO O VERSO

NO CARNAVAL PARA HOME E MUIÉ, SE CUIDA MANÉ.

  • A CAMISINHA É MUITO IMPORTANTE, NOS LEMBRA A GRANDE SÁBIA IEDA LIMA:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CARNAVAL DE CAICÓ 2010.

CARNAVAL DE CAICÓ COMEÇA HOJE, DIA 10/02/2010.



A festa já se propaga feito rastilho de pólvora pelas ruas da cidade e tem muita gente chegando dos mais longíguos lugares do mundo. Há na cidade uma gringalhada grande e as casas de aluguel já estão todas cheias. É UM ESTRONDO DE GENTE! O BLOCO DO MAGÃO SERÁ A MAIOR ATRAÇÃO DESSE CARNAVAL DE CAICÓ. Compre logo sua farinha de trigo ou sua goma e venha às pressas para o maior evento de frevo do Seridó...É uma coisa de louco e transmite a maior alegria. Tem até escola de samba, semelhante as do Rio de Janeiro ( foto ao lado), a Unidos do Vila do Príncipe. Venha logo, tem burrinha-de-pade, tem papangú e tem frevo na Ilha de Sant'Ana.

O INTERIOR ESTÁ SENDO ESTUPRADO E A CULPA É DA SOCIEDADE

O QUE AS AUTORIDADES DO BRASIL ESTÃO FAZENDO?

É mister que está havendo uma varredura de indivíduos malfeitosos, àqeules que são malfadados pela sociedade e ingressam no ramo da criminalidade sem prescendentes algemáticos. O que se mostra é que a faxina impura que se estabelece no Rio de Janeiro, numa limpeza étnica, está causando assombração nos pacatos lugares ermos do interior. A bandidagem está se deslocando ciganamente para as cidades do interior na tentativa de emporcalhar os sujeitos inocentes de razão e escravos das míseras condições de vida desse país. O interior está ficando intranquilo e o sossego está sendo soterrado minimamente. O que será de nós? O que será do Nordeste? A criminalidade vem e trás suas impurezas de drogas e bebidas apáticas, facilitando a depredação de um solo passivo, fibroso e erótico nas ações de seus sujeitos viventes.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MARIA BONITA NA LITERATURA.




CHEGOU O MAIS COMPLETO LIVRO DE MARIA BONITA!

Um livro que relata uma biografia e a luta de uma das mulheres mais valentes da história do sertão. Ela foi mulher de Lampião e liderou um bando de cangaceiros quando da ausência do Virgulino Ferreira. Não deixem de aprimorar seus conhecimentos sobre o cangaço...adquira o livro e leia. Já está nas principais bancas ao preço de R$ 30,00.

O BLOCO ALA URSA PODE SE ACABAR EM CAICÓ.

DAS ATRAÇÕES AO FIM DO MAGÃO: ENSAIOS DA FOFOCOLÂNDIA.

Não se deve deixar passar as coisas que se verificam nos corredores da fofocolândia. Um absurdo se mostra sem precendentes atrozes...circulou por entre blogs falsificados ou até mal informado que a Banda Graffith vinha tocar na Ilha de S'Antana, bem que a idéia suspirou animadora para os foliões de plantão que arriscam todas as suas economias para se divertir no Paraíso ilhático do Deus Dará. Apostava, eu, com quem quisesse que essa notícia era uma das mais cabeludas e destruidoras da imagem do Prefeito de Caicó, pois oficialmente ele próprio anunciou que as bandas que vão tocar o carnaval da cidade eram bandas de renome em declínio, basta você olhar o site da Prefeitura e verás as bandas oficiais ou então veja esse blog mesmo.
Outro fato que me arrepiam os caçuletes é que há boatos que o grande e valoroso Ronaldo Batista, popularmente conhecido por MAGÃO, IRÁ ABANDONAR O BARCO!Em outras palavras, Magão não irá mais organizar o Bloco Ala Ursa do Poço de Santana, pois alega que já se sente cansado e pretende repassar a tarefa para outra pessoa...o que estaria acontecendo com o BLOCO ALA URSA que tanto ATRAI GENTE DE FORA PARA A CIDADE? ISSO REPRESENTARIA O FIM DO CARNAVAL DE RUA DE CAICÓ? REPRESENTARIA O FIM DA TRADIÇÃO CAICOENSE QUE TANTO anima os seus visitantes. As vozes se calam... Seria 2010 o último ano do carnaval de Rua de Caicó. Aguardemos para ver...

POETA ESMAEL GAIÃO

POESIA: No tempo da minha infância
POETA: (Ismael Gaião)

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal.

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria.

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade.

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração.

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido.

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir.

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança.

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado.

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria.

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado.

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos
Aboli todos os medos

Apostando umas carreiras.
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras
Entre outras brincadeiras.

Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão.

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé
Com anzol e jereré.

Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar.

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão.

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia.

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço.

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira.

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar.

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade.

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança.

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...

FONTE: http://culturanordestina.blogspot.com

LA POESIA ESPAÑOLA

POESIA: DESEO
POETA: Adonis Ali Ahmad Said Esber

Si me abriera sus brazos
Un cedro,entre las arboledas
Honduras y de años.


Si me guardara
De las perlas y velas tentadoras.

Si yo tuviera sus raíces,
Y se anclara mi rostro
Tras su triste corteza.

Me haría entonces nubarrones
Y rayosen lontananza,
Este país de confianza.

Mas todo ramo en las arboledas
De honduras y de años,
Viviendo yo,es fuego sobre mi frente,

Fuego de fiebre, de perdición,
Que devora la tierra que me guarda.

De "Canciones de Mihyar el de Damasco" 1961
Versión de Pedro Martínez Montávez