sexta-feira, 28 de maio de 2010

IMPERATINFELIZ


POESIA: IMPERATINFELIZ
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

Moleca, donzela,
Retire a algema
Não cause problema
Não seja infeliz.

Procure a raiz
Do bem felizardo
Te sou namorado
Pra hora e pra tudo.

Não seja escudo
Não faça chacota
Não seja idiota
Perceba meu bem.

Não quero ninguém
Só quero você
Me deixa eu dizer
Como eu te sinto.

Não diga q'eu minto
Eu falo a verdade
E sinceridade
Eu tenho sobrando.

Não fique sonhando
Com príncipe encantado
O belo, coitado,
Espinho de flor.

Desfere com dor
Sua garra afiada
E tu tão lesada
Não colhe AMOR.
Feito dia: 28/ 05/ 2010.

POETISA MEIRA DELMAR.

POEMA: EL RECUERDO
POETISA: Meira Delmar

Este día con air
e de paloma
será después recuerdo.

Me llenaré de élcomo
de vino un ánfora,
para beberlo a sorbos
cuando quiera
recuperar su aroma.

Antes que vuele
hacia el ocaso, antes
de ver cómo se pierde entre la noche.

LA PRODUCTION ESPAÑOLA

EM JUNHO TEM FEIRA DE NEGÓCIOS DO SERIDÓ

FEIRA DE NEGÓCIOS DO SERIDÓ 2010 SERÁ NA ILHA DE SANT'ANA.


A já tradicional Feira de Negócios do Seridó se assentará mais uma vez na grande Ilha de Sant'Ana, comportando vários estandes onde serão apresentados uma variedade de produtos que a nossa economia tem de mais valioso. São produtos da terra, não só da cidade de Caicó, mas de cidades circuvizinhas. É queijo, artefatos de couro, bolsas, bordados, arte, esculturas, vestimentas, salagados, doces, e tudo que se pode encontrar no Seridó. Além dessa exposição, teremos música ao vivo com bandas de renome musical. A Feira de Negócios do Seridó se realizará no período entre 17 a 19 de Junho. É um evento imperdível! A programação é a seguinte:


  • Dia 17 - Deixe de Brincadeira e Forró Suado;

  • Dia 18 - Capu de Fusca e Max e Banda Strelar;

  • Dia 19 - Trio Aruanda e Marquinhos Carrera.
Essa Feira do Seridó já está com todos os seus estandes vendidos e vai reunir setores do comércio, artesanato, alimentos, turismo, agronegócios e orgãos ligados ao governo do Estado do Rio Grande do Norte e prefeituras. Esse evento, importantíssimo para o desenvolvimento do Seridó foi encabeçado pelo político João Maia, seridoense de Jardim de Piranhas.
Venha visitar essa importante manifestação dos seridoenses de plantão!

OLHE ESTE BLOG FAZENDO SUCESSO!

CONTO ENVIADO POR UM LEITOR DESTE BLOG, PROFESSOR DE HISTÓRIA DO RIO DE JANEIRO, ERNANI MALLER.

Ernani Maller disse...
Oi! Ednaldo, muito bonito o blog, Sou músico, historiador e também escrevo contos, estou lhe enviando dois contos meus que foram traduzidos para espanhol, enviarei um de cada vez, se tiver interesse, pode publicar em seu blog, um forte abraço, Ernani Maller.


EL SOMBRERO, Ernani Maller.
Cierto día me encontré con un sombrero encima de la mesa de la sala. No sabiendo de quién podría ser, resolví dejarlo sobre un estante. Al día siguiente, el sombrero estaba nuevamente encima de la mesa. Lo hallé extraño, pero no pensé más en el tema.Meses después me mudé de la ciudad de Petrópolis a la ciudad de Armaçao dos Búzios, ambas en el estado de Río de Janeiro. Una hermosa mañana, al levantarme, me encontré con el sombrero sobre el respaldo de una silla en la sala de estar: me extrañó, porque hacía algunos días que nadie me visitaba. Dejé el sombrero en la sill, y a la noche lo encontré encima de la mesa. Ahí comencé a preocuparme y a pensar un poco más en el tema. A la mañana siguiente el sombrero estaba en el mismo lugar pero a la noche siguiente había desaparecido.Algún tiempo después, ese mismo año, fui a Petrópolis a visitar a mi madre. En esta visita le pedí una foto mía a los dos años, para incluir en un trabajo biográfico. Mientras buscábamos la foto íbamos viendo varias fotos antiguas y haciendo comentarios, hasta que aparece una foto de mi madre junto a mi padre, en la que él tenía puesto un sombrero idéntico al que aparecía en mis casas. Me dio un escalofrío, no comenté nada con mi madre pero resolví llevarme también esa foto.De vuelta a Armaçao dos Búzios mandé enmarcar la foto y la colgué de la pared. Retorné a mi vida normal hasta que cierto día, al llegar a casa, veo encima del sofá apoyado contra la pared, bajo la foto, al sombrero. Lo tomé y lo examiné, lo comparé con el sombrero que mi padre usaba en la foto, y la semejanza era increíble. Detalles como la hebilla, costuras, dobleces y pequeñas manchas, no dejaban dudas: era el mismo sombrero. Tres días después desapareció de nuevo y yo me comencé a preguntar sobre el porqué de esas apariciones y sobre su frecuencia. Entonces miré el calendario, era 21 de marzo, el día del cumpleaños de mi padre. Esperé hasta el próximo año, y el día 19 de marzo allí estaba el sombrero sobre el sillón, hasta desaparecer el 21 de marzo. Comencé a recordar el cumpleaños de mi padre, y comprendí que tal vez ese sea el objetivo del sombrero, recordarme esa fecha. Ya van más de diez años desde la primera aparición, no puedo decir que lo considero algo normal, pero lo cierto es que esperó su aparición cada 19 de marzo, y cada año el aparece más viejo, más deformado, con nuevas manchas, y ya sin la antigua hebilla: pero es el mismo sombrero, el sombrero de mi padre.

RESULTADO DO CONCURSO DA PREFEITURA DE CAICÓ ESTÁ CAUSANDO IRA E REPÚDIO EM ALGUNS CANDIDATOS

Dizem os críticos que quando eu falo, eu falo de modo ferrenho, mas também como é que pode a gente aceitar o que está em desacordo, temos é que meter a boca no trombone e cantar a lira das inquietações alheias. Digo isso porque eu não aguento ver que na cidade de Caicó, por tanto tempo que se demorou para ter um concurso público da prefeitura, essa instituição, não colabore para que as coisas se processem com a mais seriedade possível. Muitos foram os candidatos que se aventuraram para fazer as provas, que foram indigestamente adiadas por irregularidades medíocres. Eles que tiveram que esperar uns dias por mais irregularidades, terem de ter que aguardar novamente para se recorrigir umas falhas que a empresa da FUNCERN teve nas avaliações das provas.
Os candidatos ficarão traumatizados com tanta coisa sucedendo nesse concurso e irão desprestigiar a cidade de Caicó pela falta de seriedade nas elaborações das provas e correção delas. A cidade irá perder com isso, em ternos de profissionalização. Muitos dos candidatos preferirão se aventurar em outros concursos fora de Caicó. ISSO É UMA VERGONHA PARA UMA CIDADE TÃO IDENTIFICADA COMO CIDADE HOSPITALEIRA!
Agora, alguns candidatos que passaram no concurso terão que cederem as suas vagas para outros candidatos que passaram e não foram catalogado pela FUNCERN. Cerca de mais de 10 candidatos terão que sair de suas vagas para dá-las a outras pessoas que passaram ou fizeram pontuação maiores. É BRINCADEIRA! E o pior é que eles estão no direito. Essa empresa deveria mudar de profissão!

ESTE É O MUNDO.

“AMOR E ANARQUIA”

A pergunta é horrível, pois mostra o desejo de que haja seres humanos obrigados a se prostituírem, mas é também terrível... Terrivelmente humana. Alguns diziam que o remédio poderia encontrar-se na abolição radical da família; a abolição do parceiro (a) sexual mais ou menos estável, reduzindo o amor somente ao ato físico, ou melhor, dizendo, transformando – o,como união sexual como adição, em um sentimento parecido a amizade que reconheça a multiplicidade, a variedade, a contemporaneidade de afetos. E os filhos?... Filhos de todos. Pode ser abolida a família? É desejável que se seja? Observemos antes de qualquer coisa, que apesar do regime de opressão e de mentiras que tem prevalecido e prevalece ainda na família, esta tem sido e continua sendo o maior fator do desenvolvimento humano, pois na família é onde o homem normal sacrifica – se pelo homem e cumpre o bem pelo bem, sem desejar outra compensação que o amor da companheira e dos filhos. Mas, se nos diz, uma vez eliminadas as questões de interesse de todos, os homens serão irmãos e se amarão mutuamente. Certamente não se odiarão; certo que o sentimento de simpatia e de solidariedade se desenvolveriam muito e que o interesse geral dos homens se converteria em um fator importante na determinação da conduta de cada um. Mas isto não é ainda o amor. Amar todo mundo se perece com não amar ninguém. Podemos, talvez socorrer, mas não podemos chorar todas as desgraças, pois nossa vida se deslizaria inteira entre lágrimas e, sem dúvida, o lamento da simpatia é o consolo mais doce para um coração que sofre. A estatística dos falecimentos e dos nascimentos pode nos oferecer dados interessantes para conhecer as necessidades da sociedade; mas não diz nada a nossos corações.Nos é materialmente impossível entristecer – nos por cada homem que morre ou regozijar – mos por cada nascimento. E se não amamos a alguém mais interessante que aos demais; se não há um só ser pelo qual não estejamos particularmente dispostos a nos sacrificar, se não conhecemos outro amor que este amor moderado, vago, quase teórico, que podemos sentir por todos, não resultaria em uma vida menos feliz, menos fecunda, menos bela? Não se veria diminuída a natureza humana em seus mais belos impulsos? O amor é o que é. Quando se ama fortemente, se sente a necessidade do contato, da possessão exclusiva do ser amado. Os céus, compreendidos no melhor sentido da palavra, parecem e formam geralmente uma coisa só com o amor. O fato poderia ser lamentável, mas não se pode mudar a vontade, nem sequer à vontade do que pessoalmente sofre. Para nós o amor é uma paixão que gera por si própria tragédias. Estas não se traduziriam mais, certamente, em atos violentos e brutais se o homem tivesse o sentimento de respeito a liberdade alheia, se tivesse bastante domínio sobre si mesmo para compreender que não se remedia um mal com outro maior, e se a opinião publica não fosse , como hoje, tão indulgente com os crimes passionais; mais tragédias não seriam por isso menos dolorosas. Enquanto os homens tiverem os sentimentos que têm – e uma mudança no regime econômico e político da sociedade não nos parece suficiente para modifica-los por inteiro – o amor produziria ao mesmo tempo em que grandes alegrias, grandes dores. Só poderá diminuí-los ou atenuá-los, com a eliminação de todas as causas que podem ser eliminadas, mas sua destruição completa é impossível. É esta a razão para não aceitar nossas idéias e querer permanecer no estado atual? Assim se produziria como aquele que não podendo comprar vestidos luxuosos prefere andar nu, ou o que não podendo comer perdizes todos os dias renuncia ao pão, ou como um médico que, dada a impotência da ciência atual frente certas enfermidades se nega a curar as que são curáveis. Eliminemos a exploração do homem pelo homem, combatamos a pretensão brutal do macho que acredita ser dono da mulher, combatamos os preconceitos religiosos, sócias e sexuais, asseguremos a todos, homens, mulheres e crianças, o bem-estar e a liberdade, propaguemos a instrução e então poderemos regozijar com razão se não ficam mais males que os do amor. Em todo caso, os desgraçados no amor poderão procurar outros gozos, pois não acontecerá como hoje, em que o amor e o álcool constituem os únicos consolos da maior parte da humanidade.A princípio pode parecer estranho que a questão do amor e todas que lhe são conexas preocupem muito a um grande número de mulheres e homens enquanto há outros problemas mais urgentes, se não mais importantes, que deveriam monopolizar toda atenção e toda a atividade dos que procuram o modo de remediar os males que sofre a humanidade. Encontramos diariamente pessoas esmagadas pelo peso das instituições atuais; pessoas obrigadas a alimentar – se mal e ameaçadas a cada instante de cair na miséria mais profunda por falta de emprego ou em conseqüência de uma enfermidade; pessoas que se acham na impossibilidade de criar convenientemente seus filhos, que morrem a mingua carecendo dos cuidados necessários; pessoas condenadas a passar sua vida sem ser um só dia donas de si mesmas, sempre a mercê dos patrões ou da polícia; pessoas para as quais o direito de Ter uma família e o direito de amar é uma ironia sangrenta e que, sem dúvida, não aceitam os meios que lhes propomos para subtrair-se da escravidão política e econômica se antes não sabemos explicar-lhes de que modo em uma sociedade libertária, a necessidade de amar encontrará sua satisfação e de que modo compreendemos a organização da família. E, naturalmente, esta preocupação se engrandece e faz descuidar e até depreciar os demais problemas e pessoas que tem decidido, particularmente, o problema da fome e que se encontram em situação normal de poder satisfazer as necessidades mais inerentes porque vivem em um ambiente de bem-estar relativo. Este fato se explica dado o lugar imenso que ocupa o amor na vida moral e material do homem, posto que no lar, na família é onde o homem gasta a maior e melhor parte de sua vida. E se explica também por uma tendência no sentido do “dial” que arrebata ao espírito humano tão prontamente como se abre a consciência. Enquanto o homem sofre sem se dar conta dos sofrimentos, sem buscar o remédio e sem rebelar-se, vive semelhante aos brutos, aceitando a vida tal como a encontra. Mas desde que começa a pensar e a compreender qeu seus males não se devem a insuperáveis fatalidades naturais, senão a causas humanas que os homens podem destruir, experimenta em seguida uma necessidade de perfeição e quer, idealmente ao menos, gozar de uma sociedade em que reine a harmonia absoluta e em que a dor tenha desaparecido por completo e para sempre. Esta tendência é muito útil, já que impulsiona a andarmos para frente, mas também se volta nociva se, com pretexto de que não se pode alcançar a perfeição e que é impossível suprimir todos os perigos e defeitos, nos aconselha descuidar as realizações possíveis para continuar no estado atual. Agora bem, e digamos em seguida, não temos nenhuma solução para remediar aos males que provêm do amor, pois não se podem destruir com reformas sociais, nem sequer com uma mudança de costumes. Estão determinados por sentimentos profundos, poderíamos dizer fisiológicos do homem, e não são modificáveis. Quando o são, senão por uma lenta evolução e de um modo que não podemos prever.Queremos a liberdade, queremos que os homens possam amar – se e unir – se livremente sem outro motivo alem do amor, sem nenhuma violência legal, econômica ou física. Mas a liberdade, ainda sendo a única solução que podemos e devemos oferecer, não resolve radicalmente o problema, dado que o amor para ser satisfeito, tem a necessidade de duas liberdades que concordem e que não concordem de modo algum; e dado também que a liberdade de fazer o que se quer é uma frase desprovida de sentido quando não se sabe o que quer. É muito fácil dizer: “ Quando um homem e uma mulher se amam, se unem; quando param de se amar, se separam”.Mas seria necessário para que este princípio se convertesse em regra geral e segura de felicidade, que se amassem e parassem de se amar ao mesmo tempo. E se um ama e não é amado? E se enquanto um ainda ama, outro já não lhe ama e trata da satisfazer uma nova paixão? E se ama ao mesmo tempo várias pessoas que não podem se adaptar a esta promiscuidade?“Eu sou feio – nos dizia uma vez um amigo – que farei e ninguém me amar?” A pergunta é engraçada, mas também nos deixa antever verdadeiras tragédias. E outro, preocupado, nos dizia: “Atualmente se não encontro o amor, o compro, ainda que tenha que economizar meu pão. Que farei quando não houver mulheres que se vendam?”.A pergunta é horrível, pois mostra o desejo de que haja seres humanos obrigados a se prostituírem, mas é também terrível... Terrivelmente humana. Alguns diziam que o remédio poderia encontrar-se na abolição radical da família; a abolição do parceiro (a) sexual mais ou menos estável, reduzindo o amor somente ao ato físico, ou melhor, dizendo, transformando – o,como união sexual como adição, em um sentimento parecido a amizade que reconheça a multiplicidade, a variedade, a contemporaneidade de afetos. E os filhos?... Filhos de todos. Pode ser abolida a família? É desejável que se seja? Observemos antes de qualquer coisa, que apesar do regime de opressão e de mentiras que tem prevalecido e prevalece ainda na família, esta tem sido e continua sendo o maior fator do desenvolvimento humano, pois na família é onde o homem normal sacrifica – se pelo homem e cumpre o bem pelo bem, sem desejar outra compensação que o amor da companheira e dos filhos. Mas, se nos diz, uma vez eliminadas as questões de interesse de todos, os homens serão irmãos e se amarão mutuamente. Certamente não se odiarão; certo que o sentimento de simpatia e de solidariedade se desenvolveriam muito e que o interesse geral dos homens se converteria em um fator importante na determinação da conduta de cada um. Mas isto não é ainda o amor. Amar todo mundo se perece com não amar ninguém. Podemos, talvez socorrer, mas não podemos chorar todas as desgraças, pois nossa vida se deslizaria inteira entre lágrimas e, sem dúvida, o lamento da simpatia é o consolo mais doce para um coração que sofre. A estatística dos falecimentos e dos nascimentos pode nos oferecer dados interessantes para conhecer as necessidades da sociedade; mas não diz nada a nossos corações.Nos é materialmente impossível entristecer – nos por cada homem que morre ou regozijar – mos por cada nascimento. E se não amamos a alguém mais interessante que aos demais; se não há um só ser pelo qual não estejamos particularmente dispostos a nos sacrificar, se não conhecemos outro amor que este amor moderado, vago, quase teórico, que podemos sentir por todos, não resultaria em uma vida menos feliz, menos fecunda, menos bela? Não se veria diminuída a natureza humana em seus mais belos impulsos? O amor é o que é. Quando se ama fortemente, se sente a necessidade do contato, da possessão exclusiva do ser amado. Os céus, compreendidos no melhor sentido da palavra, parecem e formam geralmente uma coisa só com o amor. O fato poderia ser lamentável, mas não se pode mudar a vontade, nem sequer à vontade do que pessoalmente sofre. Para nós o amor é uma paixão que gera por si própria tragédias. Estas não se traduziriam mais, certamente, em atos violentos e brutais se o homem tivesse o sentimento de respeito a liberdade alheia, se tivesse bastante domínio sobre si mesmo para compreender que não se remedia um mal com outro maior, e se a opinião publica não fosse , como hoje, tão indulgente com os crimes passionais; mais tragédias não seriam por isso menos dolorosas. Enquanto os homens tiverem os sentimentos que têm – e uma mudança no regime econômico e político da sociedade não nos parece suficiente para modifica-los por inteiro – o amor produziria ao mesmo tempo em que grandes alegrias, grandes dores. Só poderá diminuí-los ou atenuá-los, com a eliminação de todas as causas que podem ser eliminadas, mas sua destruição completa é impossível. É esta a razão para não aceitar nossas idéias e querer permanecer no estado atual? Assim se produziria como aquele que não podendo comprar vestidos luxuosos prefere andar nu, ou o que não podendo comer perdizes todos os dias renuncia ao pão, ou como um médico que, dada a impotência da ciência atual frente certas enfermidades se nega a curar as que são curáveis. Eliminemos a exploração do homem pelo homem, combatamos a pretensão brutal do macho que acredita ser dono da mulher, combatamos os preconceitos religiosos, sócias e sexuais, asseguremos a todos, homens, mulheres e crianças, o bem-estar e a liberdade, propaguemos a instrução e então poderemos regozijar com razão se não ficam mais males que os do amor. Em todo caso, os desgraçados no amor poderão procurar outros gozos, pois não acontecerá como hoje, em que o amor e o álcool constituem os únicos consolos da maior parte da humanidade.
“AMOR E ANARQUIA” Errico MalatestaAdaptado por Rômulo Ferreira em dezembro de 2006Publicação sem fins lucrativos, mas caso queira colaborar para mais pessoas terem acesso á este livreto, mande um real para ajudar a tirar mais cópias!Colabore...Produza...Ajude...Divulgue...Abrace...e-mail:coletivoabraco@hotmail.compagina na web: http://www.romulopherreira.blogspot.com/* R. Alagoas, 114 Ant. Dias Ouro Preto/MG 35400-000Lançamento 001 COLETIVO ABRAÇO - OP.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FOUCAULTINHOS X HITLERZINHOS

A DEMARCAÇÃO DOS ESPAÇOS HUMANOS.
É um magote de seres preconceituosos que fazem da vida uma militância sagaz e policiadora das agressões machistas. Portam-se de maneira espinhosa, pra não dizer belicosa, contra as plumas que serpenteiam nos espaços dos hetero-genitais. Têm medo do copulamento inesperado no estupro das inocências afoitas. A heterofobia se embate contra a homofobia. E determinam seu espaço hermétrico e limitado, tendo uma simetria aceita sem maiores delongas. O Posto da indagação é: A História é relativa ou conservadora para com a diversidade sexual que se mostra na contemporaneidade real?
Se os filhos de FOUCAULT , que defendem a mesma idéia do autor - "Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo", tentam se firmar nas posições que escolheram, os filhos do próprio HITLER, incubando o pensamento "Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? Nós socializamos os homens." (Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939, pg 218-219), não germinam aceitação das diferenças e desempenham militância afinca numa homofobia degradente. Os foucaultinhos tentam firmar sua identidade ou neoidentidade no mundo homofóbico. Já os hitlerzinhos comungam a idéia de socializar somente os homens.
As mulheres homofóbicas também se estranham, no dizer de Raul Seixas, quando se embatem com a briga das aranhas. Também quando percebem sua posição hetero-genital ser agredida na sua plenitude. As víboras se assanham e as serpentes preparam o bote.
Mas se nós vivemos num país de diversidade cultural por que isso ainda persite basicamente na "Turma Historiamos"? Não se sabe ao certo! Penso que os homofóbicos temem o holocausto ao avesso e as homofóbicas a sublevação da desonra de seus princípios. Como dizia o Ney "se Deus é menino e menina", seremos por natureza masculino e feminino? Temos um lado esquerdo e direito. Temos um YING e um YANG. Somos fera selvagem e sensível e por essa condição natural precisamos respeitar as diferenças. Conservo-me hetero, mas respeito as opções alheias, por uma questão de princípio natural. Se hoje a cultura brasileira é liberal, convive-se com foucaultinhos e hitlerzinhos em harmonia, porém sem uns invadirem os campos dos outros.
E voltando à Turma, que historiadores são esses que estão se formando? São adeptos de Cazuza, Cássia Heller ou de Falcão?...

sábado, 22 de maio de 2010

ROSA DE MAIO 2010 DO ALTO DA BOA VISTA.

MARCIANE SANTOS DE FREITAS, UMA BELDADE EM PESSOA.


Neste dia 22 de Maio de 2010 foi escolhida, numa festa de certo glamour, a Rosa de Maio 2010 do Alto da Boa Vista. E a grande vencedora, que eu já auto deduzia, foi a minha querida garota Marciane Santos de Freitas, uma menina com uma beleza esplêndida. Ganhou pelo seu carisma, simpatia e afetuosidade em pessoa. Ela ainda está na flor da idade, mas conserva esses apetrechos que a natureza lhe deu. Este blog parabeniza de todo coração essa vitória espetacular, visto que ela conseguiu ganhar em meio a mais quatro adolescentes. Ela recebeu mais de 200 pontos. Valeu a pena!Vivas dos convivas para a nobre Marciane, nossa Bela Rosa de 2010.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

BURACO VERTICAL


POESIA: BURACO VERTICAL
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

Percebo este buraco
Franzino, cortado,
Parece machado
Que abriu a cratera
E a vítima quem dera
Se orgulha do fosso
De músculo sem osso
No centro de fenos
Do Monte de Vênus
Que inchado contrái
O licor quando sai
Maltrata o mancebo
E o que eu percebo
Me deixa sem gás.

Um buraco peludo
Com lírios macios
Os lábios a fios
Ficam protegidos
E quando mexidos
A cratera se abre
Deixando a trave
Aberta pro gol
E tudo que dou
É a parte da tora
O buraco agora
Se contrái e sugando
O meu corpo suando
No atrativo da hora.

O buraco se enche
E a seiva libera
Molhando a cratera
Fico sem coragem
Permeio na margem
Esquerda ou direita
Meu corpo se ajeita
E o desejo alarde
E no fim da tarde
Eu fecho a rotina
E tudo termina
A força tá fraca
Mas eu pus a estaca
No fosso da mina.

Feito dia: 21/ 05/ 2010.

POETISA MARINA COLASANTI




Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
Contam dinheiro
Papéis documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado.

domingo, 16 de maio de 2010

CONCURSO DO IFRN PARA TÉCNICOS EM ADMINISTRAÇÃO 2010.


MAIS UMA BATALHA VEM AÍ...
O concurso do Instituto Federal do Rio Grande do Norte ( IFRN ), já esgotado o prazo de inscrição, estará liberando o cartão de inscrição nesta segund feira, dia 17 de Maio. Nele você verá onde vai fazer a prova. Já se ouve boatos nas ruas que as provas faz-se-ão em Natal, mas não tem nada definido ainda. Os candidatos poderão consultar os sites
www.comperve.ufrn.br ou www.ifrn.edu.br . Fique alerta para não passar batido. Ok!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O LABORATÓRIO É UM PURGATÓRIO.

É de se repensar as colocadas de mestres ensinando disciplinas aos avessos. É um completo descaso para com a aprendizagem do aluno, principalmente o que está se formando para ser professor de uma dada instituição educativa. Estão adestrando os “pupilos” para serem limítrofes nas suas investidas. Para se preparar um mestre graduado devia-se ensinar-lhe a cartilha minuciosamente e não ficar enrolando no repasse desse conhecimento. Isso não seria uma tarefa difícil visto que se pode ensinar com mais simplicidade e mais preocupação com a aprendizagem alheia. Ver-se o quanto predomina a prepotência da Instituição Acadêmica e o descompromisso com o aprendizado dos educando. Vejo que o que está em jogo mesmo é só a busca pelo recebimento do salário no final do mês. O CERES contempla isso. Quando se oferece uma disciplina como a de didática, a de metodologia ou a de projetos laboratoriais implica-se a responsabilidade do professor em repassar o pouco do máximo de tudo que o aluno possa ter conhecimento para sua realização em outras disciplinas coadjuvantes. Mas não ocorre dessa maneira, pois vários mestres em oficio deixam bastante a desejar em relação aos seus métodos e metodologias. Não que eu seja um aluno rebelde ou cético por compreender o não compreendido, mas o pouco de experiência que conquistei neste recinto me serve de bagagem para perceber essas intempéries afoitas. Busco não a perfeição dos ensinamentos docentes, até porque não existe aula cem por cem, mas não suporto conviver com o cinismo e a prepotência que me são repassados. Não aprecio jamais o docente ditar regras de realização de um trabalho para o final de curso sem antes nortear um passo a passo coerente, uma estrutura compreensiva e uma orientação mais condizente com as necessidades discentes.
O Laboratório seria na realidade um purgatório nesse sentido, à proporção que o docente deseja purgar o aluno de suas capacidades internas e o enquadrá-lo num sistema de regras medíocres e indigeríveis. Alguns salteadores que tiveram suas médias acima dos 7 pontos, outro que atingiu a máxima, defendem que “ele está certo!” e quem critica está errado. O Laboratório não teve uma preocupação em ditar regras claras e precisas, por exemplo, para a turma “Historiamos”. Quase a maioria da turma ficou deficitária na disciplina purgante. O mestre se portou de uma maneira indolente e má compreendida, além de ter passado a exigir a entrega de um trabalho significante dentro de um curto prazo de tempo, cerca de duas unidades. Esse trabalho inclusive se projeta para o próximo período o qual seremos colunistas de revista. Deveras, sem auxilio orientador, o alunado ficou a ver navios... e sendo cobrado para uma PREFEIÇÃO inconquistável. O pior foram as formas de avaliação injustiçadas e acopladas a um ridículo intransigente, já que a correção dos trabalhos entregues apressadamente não foi muito satisfatória pois a explicação do material corrigido não detinha um porte de coerência apreciável. Não entendi patavinas de pitibiricas. Há quem pense do contrário, mas não percebo uma ESSÊNCIA sequer num trabalho desse. O que será de nós no próximo período...! Neste de agora a quarta prova já é garantida. Ou quem sabe a reprovação.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

POETA ANTÔNIO CÍCERO DA SILVA.

POESIA: O CORDELISTA.
POETA: Antõnio Cícero da Silva.

Para ser bom cordelista
e cantador de primeira,
não basta ser belo artista
entrando na brincadeira,
precisa ter vocação,
pitada de inspiração
e carregar a bandeira!

O verso do cordelista
nasce na simplicidade
de quem já nasceu artista,
Brinca com sinceridade,
do que se passa na vida,
sem fugir da sua lida,
cantando diz a verdade.

Para brincar de cordel
tem que sentir a alegria
rimar com gosto de mel
e libertar as utopias
levar o povo ao céu
degustando um pitéu
nessa nossa cantoria.

Não posso me intitular
cordelista de primeira
porém amo a poesia
e gosto da brincadeira
que nem sempre é de riso
porque também é preciso
contar prosa verdadeira.

Não sei o que eu tô fazendo
no meio de tanta gente
Não sei o que tão dizendo
parece um tal de "repente"
Não sei bem o que é isso
Mas tô sentindo um viço
E tô querendo chegar rente.

Como sou bem atrevida,
meto aqui o meu umbigo,
pois a alegria da vida
é brincar com os amigos
e se não sair um cordel
apertem a tecla dele
podem brigar comigo.

Como um bom nordestino,
ao cordel estou ligado,
pois tudo, aqui, é contado,
a dor, a reza, o destino,
a certeza e o desatino,
e um caso eu vou contar,
apenas pra ilustrar,
a crença e o pessimismo,
a força do conformismo,
na cultura popular.

Como ser cordelista
Vou cair na brincadeira
Entrar logo nessa lista
Pode sair asneira
Nem tenho inspiração
Muito menos vocação
Senão me bater a carteira.

O cordelista ama a simplicidade
e degustando a cada verso
canta com perfeita lealdade
nunca deixa ninguém disperso
ele gosta muito do que faz
do verso é excelente capataz
e torna-se um homem de aço.

Nunca escrevi um cordel
se não estiver certo
deixa quieto ou me ensina
to escrevendo aqui do Goiás
sou principiante nestas rimas
o que me inspira é o cheiro do mato
o gado no pasto e a soja na terra fria...

Eu venho lá do Nordeste
e nasci lá no sertão,
terra de cantadores
de xaxado e baião,
as vozes do meu sertão
são cordéis de emoção,
que ninam o coração.

Abusada à carioca
Desafio é tentação
Da poesia o cacoete
Do cordel nem tradição
Empenho-me nessa lavra
Donde escrevo as palavras
Que tirei do meu colete

Eu nunca fiz um cordel
Passei a minha fronteira...
Faço quadras a granelum
pouco por brincadeira,
aproveitando este espaço
em toada brasileira
vai daqui aquele abraço.

Já vi mulher artista,vocalista.
Nem por brincadeira, cordelista.
Na Ciranda, não saio da lista.
Não sou poeta, sou realista,
escrevo versos quebrados,
incentivo de amigos,poetas renomados.

Fonte: http://www.cirandasdeletras.cantodapoesia.net

terça-feira, 11 de maio de 2010

BASTA DE BOSTA!

PARAFERNÁLIA:

É POR UM SIMPLES PEDIDO DE ORDENAÇÃO QUE NÃO COMTEMPLO A IDÉIA DE MUDAR O QUE JÁ FOI COLOCADO EM UMA PRODUÇÃO ALHEIA. O QUE É ANTI-DIREITO AUTORAL OU QUEM SABE UM CRIME DE LESA-CULTURA. QUEM SE ACHA NO PODER DE MUDAR AS COISAS PARA QUE FIQUEM NO MESMO GOSTO E ESTILO INDIVIDUAL? EU NÃO MUDO JUSTAMENTE POR CONSERVAR AQUILO QUE SE ESTRUTURA COM SEUS SIGNIFICADOS E SUAS CONSIDERAÇÕES A CERCA DE TÃO RELEVANTE ASSUNTO SOCIAL. SERIA UMA PARAFERNÁLIA SE EU TENTASSE POR SI SÓ MUDAR O QUE NÃO É MUDÁVEL OU MUDAR O QUE JÁ É IMUTÁVEL. CONSIDERO-ME JUSTO ATÉ O MOMENTO EM QUE NÃO SOU INJUSTO. QUEM ME CONHECE QUE ME COMPRE! E PRONTO! E BASTA! EPA... É BASTA OU BOSTA? PREFIRO A BOSTA, POIS ELA É DOTADA DE IMPUREZAS E AINDA SOBREVIVE SENDO BOSTA. A BOSTA QUE A SOCIEDADE IGNORA PARA MIM É O ALIMENTO DA VIDA, VIDA DECOMPOSITORA. E O BASTA, ACABA, IMPÕE MORDAÇA, FIGURA UM AUTORITARISMO MEDÍOCRE. UM REGIME INDIGERÍVEL! POR NATUREZA SOU UM CÉTICO IMORAL.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O ALTO DA BOA VISTA JÁ VIROU UM CABARÉ.

É CACHAÇA, DROGAS, SOM ALTO, PROSTITUIÇÃO E ANTROS DE FOFOCAS E ALICIAMENTOS DE MENORES.

PARECE CHOCANTE ESSE FATO, NÃO! Mas é a mais pura realidade que se verifica no Alto da Boa Vista, bairro de Caicó/ RN. Era de antemão um bairro calmo e tranquilo, onde se vivia a contemplar bons pedaços de caatinga abundante, poços d'água cheios nos tempos das chuvas e as muitas conversas nas calçadas em noites de lua. Mas agora está diferente... Uma praga de bares, casas de programas a céu aberto, drogas e maconheiros perambulundo pelas ruelas e escurinhos de construções, menores se vendendo nas esquinas e nos bares e nas lanchonetes, e em excessiva escala, um magote de vadios e arruaceiros fazendo bebedeiras incessantes nas esquinas, residências e nos malditos bares. É UMA SITUAÇÃO VERGONHOSA A QUANTIDADE DE POLUIÇÃO SONORA QUE SE VERIFICA NESTE ALTO E AS AUTORIDADES POUCO FAZEM PARA COIBIR ESSAS MAZELAS DETESTÁVEIS. Na própria rua onde moro se assenta debaixo de uma caibreira uma corja urubuzeira de adeptas da fofocolândia para falar da vida alheia. Deixou de se chamar "Rua da Capela" e está sendo chamada de "Rua do Covil das Fofoqueiras". Uma cambada de vadios, sem futuros, cachaceiros pés-de-chinelo, andam exortando a lei que protege os recintos educacionais contra a poluição sonora, e abrem os sons de carros e ficam a beberem na senvergonhice de copo, são eles uma corja que merece ser purgada desse Alto! Os cabarés, um quase extinto CÉU, um Motel la Mores, um Cabaré de Isté, e tantos outros recintos que fazem do Alto da Boa Vista um lugar indigesto. Os bares, nem se falam, são uma mancha negra na história do Alto. A poluição sonora é arrasadora, casas de shows, lanchonetes/bares, e carros de filhinhos-de-papai vêm atormentar o sossego alheio que se tinha neste bairro. Aonde Caicó vai parar. Ah, quem me dera transformá-la na caicó de outrora.

POETA SALVADOR DÍAZ MIRÓN

POESIA SPAÑOLA: ENGARCE
POETA: Salvador Díaz Mirón


El misterio nocturno era divino.
Eudora estaba como nunca bella,
y tenía en los ojos la centella,
la luz de un gozo conquistado al vino.

De alto balcón apostrofóme a tino;
y rostro al cielo departí con ellatierno
y audaz, como con una estrella...!
Oh qué timbre de voz trémulo y fino!

¡Y aquel fruto vedado e indiscreto
se puso el manto, se quitó el decoro,
y fue conmigo a responder a un reto!

¡Aventura feliz! La rememoro
con inútil afán; y en un soneto
monto un suspiro como perla en oro.

Ô CONCURSO PARA NÃO SE ACABAR, MENINO!

RESULTADO DO CONCURSO DA PREFEITURA DE CAICÓ FOI ADIADO DO DIA 06 DE MAIO PARA O DIA 14 DO MESMO MÊS.

Segundo o site da Prefeitura de Caicó, www.prefeituradecaico.com.br , o motivo pelo adiamento foi porque um candidato do cargo de enfermagem entrou com um pedido de revogação de uma questão da prova e a FUNCERN decidiu acatar por força de artigo esposto em lei. A prova está sendo reavaliada e somente no dia 14 de Maio é que sairá, e eu espero que saia, o resultado do concurso tartaruga. Dia 12 sai um novo resultado das provas e no dia 19 , do citado mês, vai ser o prazo para a homologação de quem passou no concurso... veja as datas que o site expõe:
ETAPA
  • DIA: 12/05/2010, no site Site: www.funcern.br , Republicação dos Gabaritos, Resultados dos Recursos e Respostas aos Recursos;
  • DIA: 14/05/2010, no Diário Oficial do Estado e no site www.funcern.br , Publicação do Resultado do Concurso;
  • DIA: 19/05/2010, Encaminhamento para homologação no Gabinete do Prefeito.

FIQUE LIGADO!

VESTIBULAR 2011, SE INCREVA! FIQUE INSENTO (A)!

Isenção do vestibular da UFRN
Segue até o dia 23 de maio o prazo para solicitação de isenção da taxa de inscrição do Vestibular 2011 da UFRN. O processo deve ser feito através do formulário disponível no sítio da Comissão Permanente de Vestibular – COMPERVE: www.comperve.ufrn.br.
Têm direito ao não pagamento do valor de inscrição aqueles que tenham cursado do 6º ao 9º anos ou da 5ª a 8ª séries e os dois primeiros anos do Ensino Médio, para aqueles que concluem os estudos em 2010, ou todas as séries do Ensino Médio, em escolas da rede pública ou em escolas credenciadas no Conselho Nacional da Assistência Social. Para os alunos de escolas filantrópicas credenciadas no conselho citado, é necessário que tenham sido incluídos na listagem enviada por essas instituições atestando sua situação social e econômica.Além da inscrição pela internet, o candidato precisa entregar à Comperve, até o dia 24 de maio, cópia dos documentos de identificação, o comprovante de solicitação da isenção e termo de responsabilidade devidamente preenchido e assinado, impressos na ocasião da inscrição; histórico escolar do Ensino Fundamental e do primeiro e segundo anos do Ensino Médio (ou histórico completo para aqueles que já o concluíram), constando o nome da escola, endereço, telefone e assinatura do representante legal da escola; declaração de que está cursando, em 2010, o último ano do Ensino Médio. Para quem cursou por meio de progressão parcial, é necessário o comprovante de que foi aprovado na disciplina, com a assinatura do representante legal da escola.

MAIS DE TRINTA E CINCO ANOS DE REGIME MILITAR NO BRASIL E AINDA SENTIMOS NA ALMA OS HORRORES DESSE PERÍODO, MESMO SEM TERMOS VIVENCIADO.

A TORTURA CORREU SOLTA DURANTE O MALDITO REGIME MILITAR DO BRASIL E AINDA PERMANECE, DE MODO SIMPLIFICADO, NAS MÃOS DAQUELES QUE EXORTAM DA LEI AO SEU FAVOR.

Modos e instrumentos de tortura

Reza o artigo 59 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada pelo Brasil: Ninguém será submetido à tortura, nem a tra­tamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Em vinte anos de Regime Militar, este princípio foi ignorado pelas autoridades brasileiras. A pesquisa revelou quase uma cente­na de modos diferentes de tortura, mediante agressão física, pressão psicológica e utilização dos mais variados instrumentos, aplicados aos presos políticos brasileiros. A documentação processual recolhida revela com riqueza de detalhes essa ação criminosa exercida sob auspício do Estado. Os depoimentos aqui parcialmente transcritos demonstram os principais modos e instrumentos de tortura adota­dos pela repressão no Brasil.
O “pau-de-arara”
(...) O pau-de-arara consiste numa barra de ferro que e atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o “conjunto” colocado entre duas mesas, ficando o cor­po do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 cm. do solo. Este método quase nunca é utilizado isoladamente, seus “com­plementos” normais são eletrochoques, a palmatória e o afo­gamento. (...)
(...) que o pau-de-arara era uma estrutura metálica, desmon­tável, (...) que era constituído de dois triângulos de tubo gal­vanizado em que um dos vértices possuía duas meias-luas em que eram apoiados e que, por sua vez, era introduzida debaixo de seus joelhos e entre as suas mãos que eram amarradas e levadas até os joelhos; (...).
o choque elétrico
(...) O eletrochoque é dado por um telefone de campanha do Exército que possuía dois fios longos que são ligados ao cor­po, normalmente nas partes sexuais, além dos ouvidos, dentes, língua e dedos. (...)
(...) que foi conduzido às dependências do DOI-CODI, onde foi torturado nu, após tomar um banho pendurado no pau-de-arara, onde recebeu choques elétricos, através de um magneto, em seus órgãos genitais e por todo o corpo, (...) foi-lhe amarrado um dos terminais do magneto num dedo de seu pé e no seu pênis, onde recebeu descargas sucessivas, a ponto de cair no chão, (...)
A “pimentinha” e dobradores de tensão
(...) havia uma máquina chamada “pimentinha”, na lingua­gem dos torturadores, a qual era constituída de uma caixa de madeira; que no seu interior tinha um ímã permanente, no campo do qual girava um rotor combinado, de cujos termi­nais uma escova recolhia corrente elétrica que era conduzida através de fios que iam dar nos terminais que já descreveu; que essa máquina dava uma voltagem em torno de 100 volts e de grande corrente, ou seja, em torno de 10 amperes; que detalha essa máquina porque sabe que ela é a base do princí­pio fundamental: do princípio de geração de eletricidade; que essa máquina era extremamente perigosa porque a corrente elétrica aumentava em função da velocidade que se imprimia ao rotor através de uma manivela; que, em seguida, essa má­quina era aplicada com uma velocidade muito rápida a uma parada repentina e com um giro no sentido contrário, crian­do assim uma força contra eletromotriz que elevava a voltagem dos terminais em seu dobro da voltagem inicial da máquina; (...)
(...) um magneto cuja característica era produzir eletricida­de de baixa voltagem e alta amperagem; que, essa máquina por estar condicionada em uma caixa vermelha recebia a de­nominação de “pimentínha”; (...)
(...) que existiam duas outras máquinas que são conhecidas, na linguagem técnica da eletrônica, como dobradores de ten­são, ou seja, a partir da alimentação de um circuito eletrônico por simples pilhas de rádio se pode conseguir voltagem de 500 ou 1000 volts, mas, com correntes elétricas pequenas, co­mo ocorreu nos cinescópios de televisão, nas bobinas de carro; que essas máquinas possuíam três botões que correspondiam a três seções, fraca, média e forte, que eram acionadas indi­vidual ou em grupo, o que, nesta dada hipótese, somavam as voltagens das três seções; (...)
(...) dobradores de tensão alimentados à pilha, que, ao con­trário do magneto, produzem eletricidade de alta voltagem e baixa amperagem, como as dos cinescópios de TVs; que, esta máquina produzia faísca que queimava a pele e provocava choques violentos; (...)
O “afogamento”
(...) O afogamento é um dos “complementos” do pau-de-arara. Um pequeno tubo de borracha é introduzido na boca do torturado e passa a lançar água. (...)
(...), e teve introduzido em suas narinas, na boca, uma man­gueira de água corrente, a qual era obrigado a respirar cada vez que recebia uma descarga de choques elétricos; (...)
(...) afogamento por meio de uma toalha molhada na boca que constituí: quando já se está quase sem respirar, recebe um jato d’água nas narinas; (...)“
A “cadeira do dragão”, de São Paulo
(...) sentou-se numa cadeira conhecida como cadeira do dra­gão, que é uma cadeira extremamente pesada, cujo assento é de zinco, e que na parte posterior tem uma proeminência para ser introduzido um dos terminais da máquina de cho­que chamado magneto; que, além disso, a cadeira apresenta­va uma travessa de madeira que empurrava as suas pernas para trás, de modo que a cada espasmo de descarga as suas pernas batessem na travessa citada, provocando ferimentos profundos; (...)
(...); também recebeu choques elétricos, cadeira do “dragão” que é uma cadeira elétrica de alumínio, tudo isso visando ob­tenção de suas declarações. (...)
(...) Despida brutalmente pelos policiais, fui sentada na “ca­deira do dragão”, sobre uma placa metálica, pés e mãos amarrados, fios elétricos ligados ao corpo tocando língua, ou­vidos, olhos, pulsos, seios e órgãos genitais. (...).
A “cadeira do dragão”, do Rio
(...) o interrogado foi obrigado a se sentar em uma cadeira, tipo barbeiro, à qual foi amarrado com correias revestidas de espumas, além de outras placas de espuma que cobriam seu corpo; que amarraram seus dedos com fios elétricos, dedos dos pés e mãos, iniciando-se, também, então uma série de choques elétricos; que, ao mesmo tempo, outro torturador com um bastão elétrico dava choques entre as pernas e pênis do interrogado;
(...) uma cadeira de madeira pesada com braços cobertos de zinco ou flandres, onde havia uma travessa que era utilizada para empurrar para trás as pernas dos torturados; (...).
A “geladeira”
(...) que por cinco dias foi metida numa “geladeira” na po­lícia do Exército, da Barão de Mesquita, (...)
(...) que foi colocado nu em um ambiente de temperatura baixíssima e dimensões reduzidas, onde permaneceu a maior parte dos dias que lá esteve; que nesse mesmo local havia um excesso de sons que pareciam sair do teto, muito es­tridentes, dando a impressão de que os ouvidos iriam arreben­tar;
(...) que, sendo, de novo, encapuzado, foi levado para um lo­cal totalmente fechado cujas paredes eram revestidas de eucatex preto, cuja temperatura era extremamente baixa; (...) que, naquela sala ouvia sons estridentes, ensurdecedores, capaz até de produzir a loucura; (...)
(...) conduzido para uma pequena sala de aproximadamente dois metros por dois metros, sem janelas, com paredes es­pessas, revestidas de fórmica e com um pequeno visor de vi­dro escuro em uma das paredes; (...) a partir desse instante, somente podia ouvir vozes que surgiam de alto falantes insta­lados no teto, e que passou a ser xingado por uma sucessão de palavras de baixo calão, gritadas por várias vozes diferen­tes, simultâneas; que, imediatamente, passou a protestar tam­bém em altos brados contra o tratamento inadmissível de que estava sendo vítima e que todos se calaram e as vozes foram substituídas por ruídos eletrônicos tão fortes e tão intensos que não escutou mais a própria voz; (..) que havia instan­tes que os ruídos eletrônicos eram interrompidos e que as paredes do cubículo eram batidas com muita intensidade du­rante muito tempo por algo semelhante a martelo ou tamanco e que em outras ocasiões o sistema de ar era desligado e permanecia assim durante muito tempo, tornando a atmosfera penosa, passando então a respirar lentamente;
(...) que inúmeras foram as vezes em que foi jogado a um cubículo que denominavam de “geladeira”, que tinha as se­guintes características: sua porta era do tipo frigorífico, me­dindo cerca de 2 metros por um metro e meio; suas paredes eram todas pintadas de preto, possuindo uma abertura gra­deada ligada a um sistema de ar frio; que, no teto dessa sala, existia uma lâmpada fortíssima; que, ao ser fechada a porta ligavam produtores de ruídos cujo som variava do barulho de uma turbina de avião a uma estridente sirene de Fábri­ca;
(...)Algo semelhante à “geladeira” da Polícia do Exército, à rua Ba­rão de Mesquita, na Tijuca, Rio, era a cabine do CENIMAR, na mesma cidade:
(...) colocado em uma Cabine, local absolutamente escuro, assemelhado a uma cela surda; que, no mencionado local ha­via um como sistema elétrico que reproduzia sons dos mais diversos, lembrando sirenes, ruídos semelhantes a bombar­deios, etc., tudo isto, com períodos intercalados de absoluto si­lêncio; (...)
(...) havia também, em seu cubículo, a lhe fazer companhia, uma jibóia de nome “MIRIAM”; (...)
(...) que lá na P. Ex. existe uma cobra de cerca de dois me­tros a qual foi colocada junto com o acusado em urna sala de dois metros por duas noites; (...)
(...) que, ao retornar à sala de torturas, foi colocada no chão com um jacaré sobre seu corpo nu; (...)
(...) que apesar de estar grávida na ocasião e disto ter ciên­cia os seus torturadores (...) ficou vários dias sem qual­quer alimentação;
(...) que as pessoas que procediam os interrogatórios, solta­vam cães e cobras para cima da interrogada; (...)
(...) que foi transferida para o DOI da P. Ex. da B. Mesqui­ta, onde foi submetida a torturas com choque, drogas, seví­cias sexuais, exposição de cobras e baratas; que essas torturas eram efetuadas pelos próprios Oficiais; (...)
(...) a interroganda quer ainda declarar que durante a pri­meira fase do interrogatório foram colocadas baratas sobre o seu corpo, e introduzida uma no seu ânus. (...)
Produtos químicos
(...) que levou ainda um soro de Pentatotal, substância que faz a pessoa falar, em estado de sonolência; (...)
(...) havendo, inclusive, sido jogada uma substância em seu rosto que entende ser ácido que a fez inchar; (...)
(...) torturas constantes de choques elétricos em várias par­tes do corpo, inclusive, nos órgãos genitais e injeção de éter, inclusive com borrifos nos olhos, (...) que de 14 para 15 to­mou uma injeção de soro da verdade “pentotal”; (...)
Lesões físicas
(..) que em determinada oportunidade foi-lhe introduzido no ânus pelas autoridades policiais um objeto parecido com um limpador de garrafas; que em outra oportunidade essas mes­mas autoridades determinaram que o interrogado permaneces­se em pé sobre latas, posição em que vez por outra recebia além de murros, queimaduras de cigarros; que a isto as auto­ridades davam o nome de Viet Nan; que o interrogado mos­trou a este Conselho uma marca a altura do abdômem como tendo sido lesão que fora produzida pelas autoridades policiais (gilete); (...)
(...) o interrogado sofreu espancamento com um cassetete de alumínio nas nádegas, até deixá-lo, naquele local, em carne viva, (...) o colocaram sobre duas latas abertas, que se re­corda bem, eram de massa de tomates, para que ali se equi­librasse, descalço, e, toda vez em que ia perdendo o equilíbrio acionavam uma máquina que produzia choque elétricos, o que obrigava ao interrogado à recuperação do equilíbrio; (...) Amarraram-no numa forquilha com as mãos para trás e começaram a bater em todo corpo e colocaram-no, durante duas horas, em pé com os pés em cima de duas latas de leite condensado e dois tições de fogo debaixo dos pés. (...)
(..) obrigaram o acusado a colocar os testículos espaldados na cadeira; que Miranda e o Escrivão Holanda com a palma­tória procuravam acertar os testículos do interrogado; (...) o acusado sofreu o castigo chamado “telefone”, que consiste em tapas dados nos dois ouvidos ao mesmo tempo sem que a pes­soa esteja esperando; que, em virtude deste castigo, o acusado passou uma série de dias sem estar ouvindo; que três dias após o acusado ao limpar o ouvido notou que este havia san­grado; (...)
(..) foi o interrogado tirado do hospital, tendo sido nova­mente pendurado em uma grade, com os braços para cima, tendo sido lhe arrancada sua perna mecânica, colocado um capuz na cabeça, amarrado seu pênis com uma corda, para impedir a urina; (...) Que, ao chegar o interrogado à sala de investigações, foi mandado amarrar seus testículos, tendo sido arrastado pelo meio da sala e pendurado para cima, amarrado pelos testículos; (...).
Outros modos e instrumentos de tortura
(...) A palmatória é uma borracha grossa, sustentada por um cabo de madeira, (...) O enforcamento é efetuado por uma pequena corda que, amarrada ao pescoço da vitima, su­foca-a progressivamente, até o desfalecimento. (. . .)
(...) que passou dois dias nesta sala de torturas sem comer, sem beber, recebendo sal em seus olhos, boca e em todo o corpo, de modo que aumentasse a condutividade de seu cor­po; (...)
(...) que a estica a que se referiu, como um dos instru­mentos de tortura, é composta de dois blocos de cimento re­tangulares, como argolas às quais são prendidas as mãos e os pés das pessoas ali colocadas com pulseiras de ferro, onde o interrogando foi colocado e onde sofreu espancamen­tos durante vários dias, ou seja, de 12 de maio a 17 do mes­mo mês; (...)
(...) As torturas psicológicas eram intercaladas com choques elétricos e uma postura que chamavam de “Jesus Cristo”:
despido, em pé, os braços esticados para cima e amarrados numa travessa. Era para desarticular a musculatura e os rins, explicavam. (...)
(...) continuaram a torturá-lo com processos desumanos, tais como: posição Cristo Redentor, com quatro volumes de catá­logo telefônico em cada mão, e na ponta dos pés, nu, com pancadas no estômago e no peito, obrigando-o a erguer-se no­vamente.
(...) que várias vezes seguidas procederam à imersão da ca­beça do interrogando, a boca aberta, num tambor de gasoli­na cheio d’água, conhecida essa modalidade como “banho chinês; (...)
“Tortura chinesa” era também o nome utilizado pelos agentes do DOI-CODI de São Paulo para designar o tipo de suplício a que foi submetido outro preso político, já no final de 1976:
(...) Com a aplicação destas descargas elétricas, meu corpo se contraia violentamente. Por inúmeras vezes a cadeira caiu no chão e eu bati com a cabeça na parede. As contrações pro­vocavam um constante e forte atrito com a cadeira, causa dos hematomas e das feridas constatadas em meu corpo pelo laudo médico. Não contentes com este tipo de torturas, meus algozes resolveram submeter-me ao que chamavam “tor­tura chinesa”. Deitaram-me nu e encapuzado num colchão, amarraram minhas pernas e braços e prendiam estes ao meu pescoço. Para não deixarem marcas dos choques, colocaram pequenas tiras de gase nos meus dedos do pé. Molharam meu corpo com água, por várias vezes, para que a descarga elétrica tivesse maior efeito. Os choques se sucederam até o fim do dia (...) Durante as descargas elétricas, os tortura­dores faziam galhofa com a minha situação de saúde, afir­mando que os choques iriam fazer-me louco ou curar a minha epilepsia (...)
Tortura em crianças, mulheres e gestantes
A tortura foi indiscriminadamente aplicada no Brasil, indiferente a idade, sexo ou situação moral, física e psicológica em que se en­contravam as pessoas suspeitas de atividades subversivas. Não se tratava apenas de produzir, no corpo da vítima, uma dor que a fizesse entrar em conflito com o próprio espírito e pronunciar o discurso que, ao favorecer o desempenho do sistema repressivo, sig­nificasse sua sentença condenatória. Justificada pela urgência de se obter informações, a tortura visava imprimir à vítima a destruição moral pela ruptura dos limites emocionais que se assentam sobre relações efetivas de parentesco. Assim, crianças foram sacrificadas diante dos pais, mulheres grávidas tiveram seus filhos abortados, esposas sofreram para incriminar seus maridos.
Menores torturados
Ao depor como testemunha informante na Justiça Militar do Ceará, a camponesa Maria José de Souza Barros, de Japuara, con­tou, em 1973:
(...) e ainda levaram seu filho para o mato, judiaram com o mesmo, com a finalidade de dar conta de seu marido; que o menino se chama Francisco de Souza Barros e tem a idade de nove anos; que a polícia levou o menino às cinco horas da tarde e somente voltou com ele às duas da madru­gada mais ou menos; (...)
A professora Maria Madalena Prata Soares, 26 anos, esposa do estudante José Carlos Novaes da Mata Machado, morto pelos órgãos de segurança, narrou ao Conselho da Auditoria Militar de Minas Gerais, em 1973:
(...) que foi presa no dia 21.10.73, juntamente com seu fi­lho menor Eduardo, de 4 anos de idade; que o motivo da prisão era que a interroganda desse o paradeiro de seu esposo; que, durante 3 dias, em Belo Horizonte, foi pressionada (para dizer) onde estava José Carlos, da seguinte maneira: que, se não falasse, seu filho seria jogado do 20 andar, e isso durou 3 dias, (...); que na última noite que seu filho passou consigo, já estava bastante traumatizado, pois ele não conse­guia entender porque estava preso e pedia para ela, interroganda, para não dormir, para ver a hora que o soldado viria buscá-los; (...) ele não consegue entender o motivo do desa­parecimento meu e de José Carlos; que o menino está trau­matizado, com sentimento de abandono; (...)
Ao depor no Rio, em 1969, declara o carpinteiro paranaense Milton Gaia Leite, 30 anos:
(...) foi preso e torturado com tentativa de estupro, inclusive os seus filhos e esposa, tendo os filhos de cinco anos e sete (sido) presos, não só no Paraná, e aqui (também); (...)
Em São Paulo, a estudante lára Ackselrud de Seixas, de 23 anos, viu seu irmão menor, com evidentes sinais de torturas, ser levado à sua casa pela polícia, conforme narrou em seu depoimento, em 1972:
(...) “alguns seres” que invadiram a casa, passando a agredi-la e aos demais, derrubando tudo, estando seu irmão, na oca­sião, ensanguentado, mancando e algemado, tendo ele apenas 16 anos de idade; (...)
Algumas crianças foram interrogadas, no intuito de se obter de­las informações que viessem a comprometer seus pais. O ex-depu­tado federal Diógenes Arruda Câmara denunciou, em seu depoimen­to, em 1970, o que ocorreu à filha de seu companheiro de cárcere, o advogado Antônio Expedito Carvalho:
(...) ameaçaram torturar a única filha, de nome Cristina, com dez anos de idade, na presença do pai; ainda assim, não intimidaram o advogado, mas, de qualquer maneira, foram ouvir a menor e, evidentemente, esta nada tinha para dizer, embora as ameaças feitas – inúteis, por se tratar de uma inocente que, jamais, é óbvio, poderia saber de alguma coi­sa. (....)
Ao prenderem, em São Paulo, em 24 de junho de 1964, o publi­citário José Leão de Carvalho, não pouparam seus filhos mais novos:
(...) fazendo ameaças aos seus filhos menores, do que re­sultou, inclusive, a necessidade de tratamento médico-psiquiá­trico no menino Sérgio, então com três anos de idade; (...)
Na tentativa de fazerem falar o motorista César Augusto Teles, de 29 anos, e sua esposa, presas em São Paulo em 28 de dezembro de 1972, os agentes do DOI-CODI buscaram em casa os filhos me­nores deles e os levaram àquela dependência policial-militar, onde viram seus pais marcados pelas sevícias sofridas:
(...) Na tarde desse dia, por volta das 7 horas, foram tra­zidos sequestrados, também para a OBAN, meus dois filhos, Janaina de Almeida Teles, de 5 anos, e Edson Luiz de Almeida Teles, de 4 anos, quando fomos mostrados a eles com as ves­tes rasgadas, sujos, pálidos, cobertos de hematomas. (...) So­fremos ameaças por algumas horas de que nossos filhos se­riam molestados. ... .)
A companheira de César, professora Maria Amélia de Almeida Teles, também denunciou no mesmo processo:
(...) que, inclusive, ameaçaram de tortura seus dois filhos; que torturaram seu marido também; que seu marido foi obri­gado a assistir todas as torturas que fizeram consigo; que também sua irmã foi obrigada a assistir suas torturas; (...)
A semelhante constrangimento foram submetidos os filhos do ferroviário aposentado João Farias de Souza, 65 anos, ao ser preso em Fortaleza, em 1964:
(...) deveria declarar tudo quanto ele soubesse, sob pena de, se assim não o fizesse, ele (promotor) tinha autoridade para prender toda a sua família; que, no dia em que fizeram bus­ca em sua residência, a polícia havia levado dois de seus filhos, permanecendo naquela repartição até a hora em que o interrogado voltou à sua residência. ... .)
Não há indícios de que seriam menores os filhos citados na denúncia acima, bem como nos seguintes casos registrados nos autos de qualificação e interrogatório, das Auditorias Militares brasileiras.
No Rio de Janeiro, consta no depoimento prestado, em 1970, pela operária Maria Eloídia Alencar, de 38 anos:
(...) que a altas horas da noite foi levada à sua residência; que a porta foi arrombada e a depoente entrou acompanhada desses homens e, lá, foi novamente espancada; (...) que prenderam e espancaram o filho da depoente; (...)
Também o radiotécnico Newton Cãndido, de 40 anos, denunciou na Justiça Militar em São Paulo, em 1977:
(...) que, em São Paulo, foi, juntamente com sua esposa e filhos, torturado; (...) “
Os arquivos processuais das Auditorias Militares registram ou­tros casos de sevícias envolvendo relações de parentesco, como o do advogado José Afonso de Alencar, de 28 anos, conforme seu de­poimento à Justiça Militar de Minas, em 1970:
(...) que a esposa de Carlos Melgaço foi trazida para ver os espancamentos sofridos pelo interrogado, Melgaço, Ênio, Má­rio e Ricardo, sendo de notar que a esposa de Melgaço, diante de tais cenas, desmaiou algumas vezes; (...)
O mesmo ocorreu com o estudante Luiz Artur Toribio, 22 anos, quando preso em São Paulo, em 1972:
(...) Como se isso não bastasse, foi torturado na frente de sua namorada, Lúcia Maria Lopes de Miranda e, ela, tortura­da em sua presença. (...)
Em Fortaleza, consta, no depoimento prestado em 1972 pelo es­tudante José Calistrato Cardoso Filho, 29 anos:
(...) Que foi levado a assinar referidas declarações por ter sofrido torturas e maus-tratos, aplicados não apenas na pessoa do interrogando, como também à noiva do interrogando e às irmãs destes; (...)
Mulheres torturadas
O sistema repressivo não. fez distinção entre homens e mulhe­res. O que variou foi a forma de tortura. Além das naturais diferen­ças sexuais da mulher, uma eventual gravidez a torna especialmente vulnerável. Por serem do sexo masculino, os torturadores fizeram da sexualidade feminina objeto especial de suas taras.
A engenheira Elsa Maria Pereira Lianza, de 25 anos, presa no Rio, narrou em seu depoimento, em 1977:
(...) que a interrogada foi submetida a choques elétricos em varias lugares do corpo, inclusive nos braços, nas pernas e na vagina; que o marido da interrogada teve oportunidade de presenciar essas cenas relacionadas com choques elétricos e os torturadores amplificavam os gritos da interrogada, para que os mesmos fossem ouvidos pelo seu marido; (...)
A bancaria Inês Etienne Romeu, 29 anos, denunciou:
(...) A qualquer hora do dia ou da noite sofria agressões fí­sicas e morais. “Márcio” invadia minha cela para “examinar meu ânus e verificar se “Camarão” havia praticado sodomia comigo. Este mesmo “Márcio” obrigou-me a segurar o seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante este pe­ríodo fui estuprada duas vezes por “Camarão” e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidade, os mais grosseiros. (...)
Maria do Socorro Diógenes, de 29 anos, e Pedro, sofreram ve­xames sexuais como forma de tortura, segundo denúncia dela à Jus­tiça Militar do Rio, em 1972:
(...) que, de outra feita, a interrogada, juntamente com o acusado neste processo por nome de Pedro, receberam apli­cação de choques, procedidos pelos policiais, obrigando a in­terrogada a tocar os órgãos genitais de Pedro para que, dessa forma, recebesse a descarga elétrica; (...)
Violentada no cárcere, a estudante de Medicina Maria de Fá­tima Martins Pereira, 23 anos, contou, no Rio, ao Conselho de Jus­tiça, em 1977:
(...) que, um dia, irromperam na “geladeira”, ela supõe que cinco homens, que a obrigaram a deitar-se, cada um deles a segurando de braços e pernas abertas; que, enquanto isso, um outro tentava introduzir um objeto de madeira em seu órgão genital; (...)
Em Minas Gerais o mesmo se deu com a professora Maria Men­des Barbosa, de 28 anos, segundo seu depoimento, em 1970:
(...) nua, foi obrigada a desfilar na presença de todos, desta ou daquela forma, havendo, ao mesmo tempo, o capitão POR­TELA, nessa oportunidade, beliscado os mamilos da interroga­da até quase produzir sangue; que, além disso, a interrogada foi, através de um cassetete, tentada a violação de seu órgão genital; que ainda, naquela oportunidade, os seus torturado­res faziam a autopromoção de suas possibilidades na satisfa­ção de uma mulher, para a interrogada, e depois fizeram uma espécie de sorteio para que ela, interrogada, escolhesse um deles. (...)
No Rio, a funcionaria pública Maria Auxiliadora Lara Barcelos, de 25 anos, narrou, em 1970, como a forçaram a atos degradantes com outros prisioneiros políticos:
(...) que nesta sala foram tirando aos poucos sua roupa; (..) que um policial, entre calões proferidos por outros po­liciais, ficou à sua frente, traduzindo atos de relação sexual que manteria com a declarante, ao mesmo tempo em que to­cava o seu corpo, tendo esta prática perdurado por duas horas; que o policial profanava os seus seios e, usando uma tesoura, fazia como iniciar seccioná-los; (...) que, na polícia do Exército, os três presos foram colocados numa sala, sem roupas; que, inicialmente, chamaram Chael e fizeram-no bei­jar a declarante toda e, em seguida, chamaram Antonio Ro­berto para repetir esta pratica, (..) o cabo Nilson Pereira insistia para que a declarante o fitasse, sem o que não lhe entregaria a refeição, (...)
Em 1973, no Rio, o tribunal militar ouviu da revisora gráfica Maria da Conceição Chaves Fernandes, de 19 anos:
(..) sofreu violências sexuais na presença e na ausência do marido; (...)
Gravidez e abortos
Para as forças repressivas, as razões de Estado predominavam sobre o direito à vida. Muitas mulheres que, nas prisões brasileiras, tiveram sua sexualidade conspurcada e os frutos do ventre arran­cados, certamente preferiram calar-se, para que a vergonha supor­tada não caísse em domínio público. Hoje, no anonimato de um passado marcante, elas guardam em sigilo os vexames e as violações sofridas. No entanto, outras optaram por denunciar na Justiça Mi­litar o que padeceram, ou tiveram seus casos relatados por ma­ridos e companheiros.
O auxiliar administrativo José Ayres Lopes, 27 anos, preso no Rio, declarou, em 1972:
(...) que, por vezes, foram feitas chantagem com o depoente em relação à gravidez de sua esposa, para que o depoente admitisse as declarações, sob pena de colocar sua esposa em risco de aborto e, consequentemente, de vida; (...) 22
Idêntica situação enfrentou, também no Rio e no mesmo ano, o estudante José Luiz de Araújo Saboya, de 23 anos:
(...) que durante o período em que esteve no DOPS, em se­guida no CODI, a sua esposa se encontrava em estado de ges­tação e permaneceu detida como elemento de coação moral sobre o interrogando; (...)
No Recife, o Conselho de Justiça ouviu, em 1970, este depoi­mento da estudante Helena Moreira Serra Azul, de 22 anos:
(...) que o marido da interrogada ficou na sala já referida e ela ouviu, do lado de fora, barulho de pancadas; que, posteriormente, foi reconduzida à sala onde estava o seu marido, que se apresentava com as mãos inchadas, a face avermelhada, a coxa tremendo e com as costas sem poder encostar na cadeira; que o Dr. Moacir Sales, dirigindo-se à interrogada, disse que, se ela não falasse, ia acontecer o mesmo com ela; (...) na Delegacia, todos já sabiam que a interrogada estava em es­tado de gestação; (...)
Também no Recife, a mesma ameaça sofreu a vendedora He­lena Mota Quintela, de 28 anos, conforme denunciou, em 1972:
(...) que foi ameaçada de ter o seu filho “arrancado à ponta de faca”; (...)
Em Brasília, a estudante Hecilda Mary Veiga Fonteles de Lima, de 25 anos, revelou, em 1972, como ocorreu o nascimento de seu filho, sob coação psicológica e com acentuados reflexos somáticos:
(...) ao saber que a interrogada estava grávida, disse que o filho dessa raça não devia nascer; (...) que a 17.10 foi levada para prestar outro depoimento no CODI, mas foi suspenso e, no dia seguinte, por estar passando mal, foi transportada para o Hospital de Brasília; que chegou a ler o prontuário, por distração da enfermeira, constando do mesmo que foi interna­da em estado de profunda angústia e ameaça de parto pre­maturo; que a 20.2.72 deu à luz e (24 horas após o parto, disseram-lhe que ia voltar para o PIO; (...)
A mera coação psicológica é suficiente para provocar o aborto, como aconteceu à estudante de Medicina Maria José da Conceição Doyle, de 23 anos, também em Brasília, em 1971:
(...) que a interroganda estava grávida de 2 meses e perdeu a criança na prisão, embora não tenha sido torturada, mas sofreu ameaças; (...)
O mesmo deu-se em São Paulo com a professora Maria Madalena Prata Soares, de 26 anos, conforme seu depoimento prestado em 1974:
(...) que, durante sua prisão em Minas, foi constatado que estava grávida e, em dia que não se recorda, abortou na OBAN; (...)
Outras mulheres abortaram em consequência das torturas físi­cas sofridas, como foi o caso da secretária Maria Cristina Uslenghi Rizzi, de 27 anos, que, em 1972, denunciou à Justiça Militar de São Paulo:
(...) sofreu sevícias, tendo, inclusive, um aborto provocado que lhe causou grande hemorragia, (...)
Em 1970, no Rio, a professora Olga D’Arc Pimentel, de 22 anos, fez constar de seu depoimento:
(...) sevícias, as quais tiveram, como resultado, um aborto; que presenciou, também, as sevícias praticadas em seu ma­rido. (...)
O professor Luiz Andréa Favero, de 26 anos, preso em Foz do Iguaçu, declarou na Auditoria Militar de Curitiba, em 1970, o que ocorrera a sua esposa:
(..) o interrogando ouviu os gritos de sua esposa e, ao pe­dir aos policiais que não a maltratassem, uma vez que a mesma se encontrava grávida, obteve como resposta uma risada; (...) que ainda, neste mesmo dia, teve o interrogando notícia de que sua esposa sofrera uma hemorragia, constatando-se posteriormente, que a mesma sofrera um aborto; (...)
Também em 1970, em seu depoimento no Rio, a estudante Regina Maria Toscano Farah, de 23 anos, contou:
(...) que molharam o seu corpo, aplicando consequentemente choques elétricos em todo o seu corpo, inclusive na vagina; que a declarante se achava operada de fissura anal, que pro­vocou hemorragia; que se achava grávida, semelhantes sevícias lhe provocaram aborto; (...).

sábado, 1 de maio de 2010

DIA DO TRABALHADOR.

SITE DE BUSCA E DE PESQUISA, SEM QUERER BAJULAR, ESTÁ COM UMA CARA NOVA HOMENAGEANDO O DIA DO TRABALHO. É UMA OBRA DE ARTE E TANTO E COMO APRECIO AS OBRAS DE ARTE COMPUTÁVEL, DESTACO TÃO GENIOSA PRODUÇÃO, APRECIEM...

SERÁ QUE O BRASIL VAI SER HEXA?

SOU UM HISTORIADOR COM ESPÍRITO DE NACIONALISMO.



A Copa do Mundo deste ano 2010 vem com tudo...os times, oh, digo as seleções, já estão se estruturando e ajeitando os seus jogadores. Mas o que me inquieta é que o Brasil pela quantidade de jogadores bons que tem pode se formar incoerentemente. Digo isso porque não vejo no técnico
Dunga, ex-jogador da seleção brasileira, um técnico de boa escolha. Possa ser que ele escolha errado e não colabore para que o Brasil traga a Sexta Tarça Mundial para nós. Todavia, independente do time que o Dunga forme temos que ser brasileiros por natureza e torcer muito nos jogos de nossa seleção que começarão logo em Junho. Ergamos nossa bandeira e exaltemos nossos valores com o verde-louro desta flâmula.
( Veja fotos da seleção brasileira em jogo no Brasil - fotos de uma amiga do orkut).