Ela estava ali, sabe onde é leitor? Aonde a ruela faz uma esquina de mina ou de ninar. O seus olhos azuis eram tão reluzentes que quando refletia sobre a tela do visor do celular mais parecia dois farois afunilados com uma luz florescente. Dizia a sua mãe (uma senhora emagrecida que parecia um braço de velame bípede) que aquele anjo, que conhecia todos os jogos das artimanhas do despudor e que transparecia a sutileza de candura no engano familiar, era uma imagem prendada e bem produzida com o líquido genético que desprendera dos canais mais afoitos do corpo daquele galego aloirado. Foi uma produção tão bem quista que todos clamavam por antítese: essa criatura tem um segredo nas ancas! E anca bem produzida é o que não falta naquela esculpida criatura de olhos abilazados. São vistos senão duas bilas ofuscantes na retina e que o seu próprio corpo tende a serpentear ondas de conquistas que vão desde os pensamentos pecaminosos até a bem aventurança de seu propósito. Eram azuis! Oh, meu Deus! Que lindas bilas azuis! Mas havia senão um abismo na querenice desejosa: a contagem anual da temporalidade do oldder-man ou do yong-man. O que não se pretendia era sair dali, ou melhor da fronte posicional do ângulo oposto. Era uma visão para qualquer catarata se afugentar. Linda, linda, bis, bis, ...! Meu pensamento de solidez está desejosamente azulado. E ainda bem que àquela imagem não foi poluída com alouramentos da condenação amorosa.
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