sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OLHELA

ELA ATÉ QUE ME CATIVA COM SEU OLHAR ATRAENTE, QUANDO ALEATORIAMENTE TENDE A ME OLHAR COM SEU OLHAR CONQUISTADOR. PENA QUE SE DETECTA UM ABISMO CRIADO POR ELA MESMA PARA EVITAR UMA FELICIDADE GRANDIOSA QUE DE TÃO PRAZEROSA LEVARIA ELA MESMA E ATÉ EU A UM MUNDO JAMIAS VIVENCIADO EM NOSSAS VIDAS. PENA QUE TENHAM BARREIRAS CRIADAS POR ELA, PELAS AMIGAS AMARGAS E PELA PREPONDERÂNCIA DA GENITÁLIA, QUER DIZER, DA GENTÁLIA MATERNA. O ABISMO NÃO ESTARIA IMPOSTO NO LEVIATÃ, MAS ESTARIA ALIVIADO PELA CONDIÇÃO DE GERATRIZ, ONDE O GERENCIAMENTO SERIA POSTO NO ENTREPOSTO DA ATRIZ ALIVIADA. O OLHAR IMPLICA UMA BUSCA DE AMOR E COMPAIXÃO TÃO FORTE QUE É IMPOSSÍVEL ESTÁ NUM LUGAR SEM OLHAR E BUSCAR UM FOCO DE SENSIBILIDADE E PAIXÃO. POR MAIS QUE SE TENTE FUGIR, MAS O ENTRELAÇAMENTO DO DESTINO FAZ COM QUE A PRÓPRIA PESSOA NÃO CONSIGA FUGIR DA REDOMA OU DO PRÓPRIO CARMA QUE ELA CRIA PARA A FUGA. É COMO SE DIZ NOS SERTÕES: ENTROU NA CHUVA TEM QUE SE MOLHAR.  

sábado, 14 de janeiro de 2012

TEMPOS.

POESIA: TEMPOS.
POETA: BERG SANTOS.

Vivemos em novos tempos
Já bem identificados,
Sinais a todo momento
Deixam-nos bem informados.

Em tempos de desamor,
De pureza em declínio,
De coração com rancor,
Perda do próprio domínio.

Tempo de superação,
E de atropelamento.
Atropela-se um irmão
Pelo próprio crescimento.

Tempo em que se disfarça
De ovelha sendo lobo.
De pastor chamado “graça”,
E de povo chamado “bôbo”.

Tempos de muitos discursos
De ser bom em oratórias.
É tempo de muitos cursos
Pra se dominar memórias.

Que pastor entra no ar
Em rede internacional.
Começa a desabafar,
Mas, não é contra o mal.

É contra o pregador
Que fala noutro canal,
Ou de espaço ocupador
No mesmo canal do tal.

Disputas comerciais,
Quantidades de fieis.
Quem tem fé é quem dá mais,
Os que não dão, são “infiéis”!

Palavra banalizada
Lá em cima do altar,
A palavra é misturada
Para o tal pastor lucrar.

Mas, do altar pra fora,
Existe simplicidade,
Habita um povo que ora,
Usando a sinceridade.

Povo de comportamento
Que assim como criança,
Faltando conhecimento
Não lhe falta a esperança.

(Berg Santos)

domingo, 8 de janeiro de 2012

A LINDA DOS GLOBOS AZUIS.

EU VI A JOVEM SENHORITA NA PASSAGEM DE CONHECIDA RUELA COM UMA CRIA DE LADO AVULSO DO CORPO. CAMINHAVA COMO UMA ENSAIANTE DA FACULDADE MATERNA. SEUS OLHOS AZULANTES TORNAVA BELA A CRIA E MESMO ELA. ELA CANTAROLAVA PARA A CRIA COMO SE JÁ SOUBESSE AS ARTIMANHAS QUE A NATUREZA LHE DEU. ERA UMA JOVEM PERSONA DA TRANSFORMAÇÃO AVILTADA QUE SE RENASCE A CADA CICLO HORMONAL DE PÚBIOS EM DESALENTO. ERA COMO SE A RUELA FOSSE UMA MACIEZ DE MASSAGEM QUE PERIMPITÓRIAMENTE LHE GALGAVA ATÉ CERTO PONTO NAQUELA EPIDERME SENSUAL DO PRIMEIRO ÓRGÃO INCIANTE DO MEMBRO INFERIOR. qUIS ATAIÁ, COMO SE DIZ NOS SERTÕES, COM A MINHA DESPLICÊNCIA INCALCULÁVEL, MAS DESISTI DE SÚBITO POR QUE IMPRIMI NO AR O DESPOJO DA ELOQUÊNCIA E DO DESPREZO DE CASO. FINGI QUE NÃO HÁ VIA MESMO LHE PERCEBENDO. MACULEI UM ÍMPETO DE SOLIDARIEDADE E DE SENTIMENTALIDADE, PORÉM RECUEI NA CONDIÇÃO DE FERA AMOFINADA E NÃO BUSQUEI A SACIAÇÃO DOS PENSAMENTOS VISTOS COMO DESPRESÍVEIS. FOI ASSIM QUE A MEIGA SENHORITA ME FOCOU COM SEUS LINDOS GLOBOS AZUIS...

POESIA ESPANHOLA. Cuando Nos Separamos

POEMA: Cuando Nos Separamos
POETA: Lord Byron

Cuando nos separamos
En silencio y con lágrimas,
Con el corazón medio roto,
Para apartarnos por años,
Tu mejilla se tornó pálida y fría
Y tu beso aún más frío...
Aquella hora predijo
En verdad todo este dolor.
El rocío de la mañana
Resbaló frío por mi frente
Y fue como un anuncio
De lo que ahora siento.


Tus juramentos se han roto
Y tu fama ya es muy frágil;
Cuando escucho tu nombre
Comparto su vergüenza.
Cuando te nombran delante de mí,
Un toque lúgubre llega a mi oído
Y un estremecimiento me sacude.
¿Por qué te quise tanto?
Aquellos que te conocen bien
No saben que te conocí:
Por mucho, mucho tiempo
Habré de arrepentirme de ti
Tan hondamente,
Que no puedo expresarlo.


En secreto nos encontramos,
Y en silencio me lamento
De que tu corazón pueda olvidar
Y tu espíritu engañarme.
Si llegara a encontrarte
Tras largos años,
¿cómo habría de saludarte?
¡Con silencio y con lágrimas!

Versión de Arturo Rizzi .

sábado, 7 de janeiro de 2012

MODELO DE MIM

POESIA: MODELO DE MIM.
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Um andar passeante se rebolando com graça
Não vejo desgraça, mas grande tesão
Sua criação no brilhantismo da rua
Sua pele tão nua é meu salvo-conduto
Deixo de ser bruto com o meu coração
E uso a razão que enxerga o amor
Por ser professor não disfarço o olho
Seu corpo é o molho do prato perfeito
Te quero no leito, teu doce perfume
Eu tenho ciúme de quem lhe circunda
Na ânsia profunda me dá alvoroço
No tempo reforço que eu lhe adornava
E tu nem ligava só pedindo bis
Fiquei tão feliz por teu uso querido
Liberei gemido feito bicho atacado
Teu corpo inclinado querendo atrito
Ouvi o teu grito querendo aconchego
Me chama de nego, de teu peixe-gato
Eu gosto de fato do teu belo olhar
Desejo gozar do teu colo extenso
Meu prazer imenso é assim te querer
Só penso em você meu bom apetite
Estou sem limite, o povo já sabe
Que nunca acabe este amor verdadeiro
Farejo o teu cheiro de noite e de dia
É uma agonia sofrer por amor
Teu brilho da cor da boa aguardente
É entorpecente que em mim desatina
Tua queratina me mescla com fogo
Estou nesse jogo para ser feliz
E tudo que fiz eu faço de novo
Eu conto pro povo eu faço uma cena
Tua linda melena que o vento balança
Eu tenho esperança do bem que virá
Pra mim delirar com o ego no alto
Eu sou teu arauto que chama você
Não quero perder meu belo jardim
É meu querubim beleza da flor
Meu nobre jasmim que rego em amor
Eu sou teu autor, modelo de mim.

Feito dia: 06/ 01/ 2012.

POR UMA DIDÁTICA GERAL

O LUGAR DO PROFESSOR NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA:

CONTEXTO DA NOVA ORDEM MUNDIAL E OS IMPACTOS PARA A EDUCAÇÃO;

É tempo de mudanças! Tempo de se pensar numa Educação que estruture, organize e ainda complexifique a consciência de cada homem. O homem produz seu próprio ambiente e dá a possibilidade para que outros homens se adaptem a essa produção.
A Nova Ordem Mundial que se mostrou no Terceiro Milênio adveio com o fim da Guerra Fria pela hegemonia americana em pleno plano econômico. Foi pelo avanço tecnológico de cunho revolucionário; foi pelos meios de comunicação modernizados e avançados; foi pelos conceitos tradicionais de nação (sabedoria nacional) e foi pela formação de grandes blocos econômicos (o capitalista X o socialista).
No quadro econômico-social, contribuíram para a Nova Ordem Mundial – uma Era de tecnologia globalizada – a globalização da economia, a explosão econômica global, o Estado em transformação de adaptação, a era da biotecnologia, cargos de manda-chuvas sendo ocupados pelos mais simples, o triunfo do indivíduo e a valorização da espiritualidade humana.
Com isso, os modelos antigos (a Nova Ordem), começaram a ser repensados e criticados, ignorados ou transformados, principalmente os modelos de Educação. Deve-se aprimorar a Educação ao mundo tecnológico das grandes idéias, ao das descobertas e das soluções. Os profissionais transmissores de tal Educação devem se especificar para acompanhar o ritmo das transformações. E os alunos devem utilizar suas habilidades no conhecimento técnico científico. Por que se não for desse jeito a Educação local vai ficar em atraso do mundo que se forma novo.

A FUNÇÃO DA ESCOLA NO NOVO CONTEXTO;

A Escola deve acompanhar o ritmo da Nova Ordem Tecnológica, adaptando
seus conteúdos ao processo modernizador. Os mestres devem se preparar para manusearem as máquinas e incentivar as capacidades dos alunos no agir, no fazer e no construir. Assim, todos serão atuantes no processo de globalização social. A Escola deve modificar seus velhos costumes e programas, utilizar novos métodos de aprendizagem que promovam mais à prática do que a própria teoria.
Construir seres humanos com caráter idealista para lançá-los no universo tecnológico e comunicativo sugere a grande meta das entidades escolares para acompanhar as inovações da Nova Ordem Mundial limitada no “evoluir cientificamente” e assegurada no bem-estar da comunidade social em transformação.

AS EXPERIÊNCIAS DA FORMAÇÃO E ATUAÇÃO PELA RECUPERAÇÃO DO PAPEL DO EDUCADOR;

A Nova Ordem que se designa como um mundo altamente mecanizado pela ação dos computadores, máquinas robóticas e outras engenharias tecno-científicas, sugere que os profissionais procurem a adequação do mundo pós-moderno.
Antes de tudo o professor, conhecendo o momento histórico do qual está inserido, tem que se constituir cidadão. Um agente da cidadania dispõe de bens naturais (vindos do trabalho), dos bens políticos (vindos das relações sociais) e dos bens simbólicos (vindos da Educação). É necessário que se tenha muita clareza, muito conhecimento do contexto histórico do alvo de atuação para que o educador venha a se tornar o mediador da cultura simbólica, como um pensador científico e filósofo crítico de suas eventualidades sócias.
O profissional desse contexto tem a função de redimensionar o seu método de ensino para alcançar um objetivo maior que é educar àqueles que já têm conhecimentos sobre determinados aspectos que estejam longe do alcance da interferência docente. Interagir e mediar os conhecimentos entre ambos (professor/aluno) promove o desenvolvimento da aprendizagem. E não é só na sala de aula que ele deve se aperfeiçoar! É prudente que o profissional de ensino procure uma especialização pressuposta de uma linguagem teórico-científica numa articulação político-social de atuação e que lhe traga benefícios e beneficie também o seu aprendiz.

POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

CRÔNICA DE VIAGEM.

AS CARGAS DE DADAL- TUR


As eventualidades, um prodígio do destino, sempre adentra no universo vital, que abranda os sujeitos e os lança na reciprocidade das relações humano/afetuosas. Estes, na condição relativa de suas existências, se deparam com momentos Vips ou indeléveis que estreitam ou aproximam as citadas relações. O homem é o que está sendo e se adapta ao ser de outros seres.
Digo isto porque, quando eu marquei com o ferro da razão minha marca profissional na sociedade capitalizada, e mesmo embebido com a perda das imortalidades de parentela, eu circunscrevi o meu mundo e povoei-o com figuras profissionais de forte gabarito. E agora elas fazem parte de minha trajetória profissionalizante, dividindo suas falhas, suas derrotas e suas conquistas em um cubículo móvel, onde o aquecimento global é constante e se confunde com as menor-pausas e andro-pausas dos sujeitos tidos com “Fogo no Rabo”. O fogo é um acalento para o sustento do pensamento. O fogo dos outros é mais vistoso do que o próprio fogo de si. É igual a fornicagem que pela moralidade é escondida de forma pervertida.
Mas em si tratando de relações humanas, isso até que é tolerável, e até sacaneado pelos gozadores gozados. Desde o primeiro dia em que eu, um poeta ainda pouco conhecido, assumi descabelosamente a vaga de Mestre dos Pupilos da Caixa Baixa, em pleno Largo do Ó Esverdeado, lapidei minhas pupilas curiosas quando ligeiramente no cubículo, ou como se foi chamado ironicamente de Lata de Sardinhas, avistei a vista serrana com o misticismo da Negra, da onça e das elevações encobertas com o tapete da indumentária caatingueira. As ruelas daquela cidade conhecida por Serra negra do Norte, as praças, a população carente, as cabocas no desatino da libido e a fartura da abundância alimentar, me fascinaram a tal ponto que já penso em hibernar em grutas do solo do Pau-Darco ( ou é Ipê-roxo? Ipê-amarelo? Sei lá, o Adinamor é quem sabe...?). A abundância alimentar, pelo que eu percebi, nutre com esmero a gula dos efetivos públicos da cidade juvenaleira, atraindo ursos e orcas, pandas e hienas, garças ou felinos de habitats circunvizinhos, mais precisamente das tabernas dos solos sant’anenses ou jucurutuenses, que vêem pelo olfato da sobrevivência profissional nutrir a pança com guloseimas anti-cardíacas. Os enxertos se davam pelas aptidões lancheirosas.
Desde os primeiros dias de trabalho que eu desenvolvi no templo do conhecimento, e que me dispus a solapar o sossego simétrico do transporte rodoviário, que tive o contato direto com o professorado. Uma classe de homens e mulheres que detinham o dom da sapiência associada à abundância da querência alimentar. Embora que tivesse tido umas exceções, como a palitez dos acasos, mas era fácil de identificar quem era mestre ou quem não era. E is como era composta a arena da docência social.
A primeira que conheci foi uma mestra em abundância expansiva que limitou-se a arredia dos pareamentos impróprios e lançou a praga trovadoresca no despojo da eloquência insalubre com seqüelas adiposas de achocolatados tentadores. Quis por permuta mostrar-me as paixões animalescas por felinos e caninos indigestos, além de exaltar o controle subalterno sobre o calvinismo de duração histórica. Era a Professora Chocólatra.
Uma outra, da terra dos panelas corruptos, saiu da sombra da árvore da barriguda, conhecida pelos tapuias por TIMBÁ-UBÁ, para pegar os mesmos trajetos tanto na ida( com o ligeiro Negão-Tur), quanto na volta ( com os reveses paulatinos do Dadal-Tur). Ela adorava ir em pé, mesmo reclamando, e adorava se sentar num encosto arrochado para lapidar sua epiderme adiposa. Sabia crechear como ninguém e ficou conhecida como a Professora da Tesoura, visto que amedrontava os poetas de visão barroca com seu machismo de fêmea nordestina. O seu preenchimento era de família, assim me disse um velho, um cheirador de cabelos bebeístas, que freguentou certo dia a lataria do Negão-Tur.
O grande Adinamor, geógrafo por natureza da ocupação, se achava perdido na geografia da vida e se perdeu mais ainda no determinismo das eloquências e não nos deixou nem se quer uma Rosa-dos-ventos do “Até logo!”. Ele era o Professor da Indecisão.
A dita Professora da Inovação, do Jeito na Janela e do Bolo Chocolaite era uma determinada espiritualmente. Sabia contar histórias longas, colocar motos para dentro da ganância bestial e ainda segurar um suculento bolo sem quebrá-lo, mas como toda fofinha se melava com o recheio da gula. Dorme feito um concriz e tem um belo jeito de falar. Esta faz parea de trabalho e coleguismo com uma outra docente conhecida como a Professora escaladora de Serras, dos picolés e do Andar Paulatino. Tem tranqüilidade no falar e já disseram que ela fazia um papel de “molequinha danada”. É também vista no cubículo como a Professora das Traíras, pois esta pega no sono facilmente. Adora lanchar no Negão-Tur para descansar no Dadal-Tur.
E a torcida do PET SHOPPING( sem desmerecer a instituição de um brilhante trabalho social) que gostava de aperrear os motoristas encabulados? Uma era a Professora das Coisas- Gordas que comia cocadas no mercado Público da Cidade da Negra com o rebanho das outras. Outra era a Professora do Colo, e não era do colo do útero não, mas esta gostava de cavalgar na maciez dos estofados de carne adiposa apreciando um carinho de leve, causando inveja aos poetas de plantão. Era senão da comunidade dos Teletambs. Outra era a Professora do Jambo, nascida e criada na Jambalaia, hibernava em casa e chegava um tanto meio atrasada na parada da Lanchonete da Juventude Transviada. Chegava à parada em sua lambreta com sua razão esgotada pela necessária escravidão capitalista.
Saindo desse universo de mandíbulas caninas, surgiu a Professora Redentora dos Gordinhos que de preferência profetizou no leme o lema: “é bom os gordinhos que tem aonde pegar!”. Sua sapiência de tagarelice formava a “Torre de Bebel”, num clímax de razão e emoção que contagiava a multidão.
Uma outra docente era a Professora da Bagagem, uma das exceções dos enxertos que quando caminhava com seu salto-alto se afunilava nos alardeamentos corpóreos deixando-a modelo das tentações obesas. Sua palitez era prevista com seu serpenteoso andar e seu sorriso predileto. Deveras o seu mancebo, aquele das apresentações do consumismo livraresco, se orgulho da conserva conjugal.
Outra detinha uma marca de empresa formadora da razão. Era a Professora da Marca de Margarina que não aceitava a degradação feminina do pós-dois filhos. Tinha uma apreciação indônea por arte de reciprocidade variável. Depois que ela ganhou de sua filha um filho-neto,ela ficou mais materna, mais corada e mais afoita aos diálogos diurnos. Ela deixou até de usar o seu óculo de sombra escura.
Um outro professor pertencente a classe dos Mestres Expansivos era o Mestre Diácono dos Números, que adorava o “Pintinho Piu”, uma música que as tanajuras detestavam, pois elas sempre entravam no cio e não pensavam mais em voar pelos alheios portos aéreos. Ele adorava vender suas mechendagens de revistas a preços maniqueístas que cativavam às professoras manipuladas pelo consumismo capitalista.
A grande professora coordenadora do saber timbaubense que era a Mestra do Letramento, onde levava os docentes a refletir entre a comilância e a razão. Ela detinha muita experiência de vida educativa e adora os alvarás das hibernações prazerosas.
Mas fora do professorado haviam os substratos de retratos, ingredientes que se misturavam com a docência e por querência alimentar e sentimental buscavam o conforto das relações de pensar e de agir sobre a profissão a que eram submetidos. Como por exemplo, o Casal “G”, que corria no engodo a palitez desejável, que entre a filosofia masculina e a reflexão feminina, percebia-se uma união ínfima de coleguismo. Frequentavam a casa do Mestre Mariz e que pelo nariz e pelo paladar degustavam semanalmente taças de vinho, sendo por isso chamados de Casal Vinho, remanescentes da Terra de Canaã.
Na parte jurídica havia o Defensor do Penteado que gostava de conversar com a professora das Traíras, deveras era para ela não dormir. Ele falava pouco mais sacava tudo. Na parea, havia o radialista a “Voz Sorriso do Rádio”, que perturbava os corações içados por seqüelas poéticas, mas que se tornou o xodó tanto do Pet Shopping qunato dos freqüentadores do Dadal-Tur.
E a prima? Esta era emudecida pela vigilância dadaísta. Fizesse chuva ou fizisse Sol ela não perdia o tino, vigiava o presunto como uma fêmea faminta para não encostar nenhuma mosca-bicheira. E o Chofer de Professor, caladão, mal abria o compartimento bucal em sua presença. O Chofer era um arauto que conhecia a alma feminina e a diminuía no volante.
Havia também o Professor Zé, um diminuto conjugado com a Estrela de Marte. E eu...! Um sujeito atípico, que mesmo sendo buchudo, observava os buchos alheios, sem a Graça da “Gracinha” Matinal. Percebia no bolo o gracejo da gula; Via no “Pintinho Piu” a desordem do sossego e a imaturidade da maturidade; Via no humor a libertação do luto e a felicidade alheia. Atrevia-me a ilustrar com ilustração os estresses e os cansaços dos profissionais.
Ganhei uma torcida que me atiça o ego e me encabula nas paradas da rodoviária. A Isabel, a Aldinete, a recém-casada Geziely, a Ziane, a Yslânia, a Eulália, a Aninha, a Hiolanda, o Ícaro, o Daniel, a família Gil, a Maria José (que foi minha colega no curso de Pedagogia e agora é minha colega de trabalho), o Liraldo, ao Zé Geraldo, a Martelânia, a Rúbia, a Raiane, a bela Maria Gorete (uma guerreira intelectual), a Margarete, a Dadal, a Sérgio, a Clarinha (que está clareando um casamento), a bela galega da prefeitura, enfim a todos que fazem a trajetória do Dadal-Tur, desejo um ano de felicidades e de conquistas, de amor e paz, de união e esperança, de humor e de sorriso. Que possamos conviver novamente no ano vindouro no mesmo cubículo, com novas eventualidades, com novas essências de peso, com novos olhares sobre o outro. Nós somos a força-matriz da sociedade serranegrense. Nós somos a mudança para um mundo mais justo e mais prazeroso de se viver. E longe dos sustos das arrancadas de Hélio, que possamos abraçar os nossos descansos na desopilagem dos excessos e nas dietas das tentações propositoras. É o que eu sempre digo: o homem vive em função do tempo, mas não precisa ser escravo dele.

Por: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.