quarta-feira, 29 de agosto de 2012

BONECAS DA INSTRUÇÃO

REFERIA-SE àquele mancebo com tanta exatidão na contagem mesquinha de seu sonho que de cara logo parei para ouvir-me do ouvi-lo. Disse-me que havia sonhado com uma trempe de bonecas pelas quais o pobre escanteado havia se deliciado com a brincadez dos rememorados estados de infantilidade fulgida. Dissera o mancebo que estava diante de tantas espécies que para ele já foram extintas de sua manipulação e outras que estão nas vistadas situações do cotidiano que ele rememora. Parte-se do princípio de que a arena jovial é tão cheia de energias e de inocentórios não obstante das poupelins. Para o provatório não se tem nenhum interrogatório.
As prexanas são vistas diurnamente perante o observatório misto que se instala em qualquer ocasião para a fitagem no sentido figurado. O conativo disso tudo é posto na sociedade como um repúdio a ilusão alheia e não basta só excluir a posição e o posicionador, deve-se se extingui-lo, feri-lo e inexisti-lo. É o que faz uma miserável vida em sociedade. Sociedade puta por natureza.
Mas o mancebo paralisou-me até os últimos lampejos de entendimento daquilo que gemeamente inspiro. Disse-me que as figuras de sua sonolência eram as seguintes: uma de descendência barista, toda pousada no luxo apoteótico e no sutil do mostrar-se em demência esbaldada; uma de cor aurífera que já era adestrada desde o princípio das camaradagens, que já conhecia o caminho da cilindragem não-asperosa para o tateamento oblíquo dos esparmos máras. Ninguém poderia ou pode medir o desejo mais afinco dessa corruptela de corrutela; umas três consangüíneas da cobaia prazerosa que cá entre nós seleciona-se uma que manuseia a biruta conforme se torna truta. Esta sente até hoje a digitalização que se fez diante de um trabalho duro e efetuado em prol da educação parentesca de galocha; outras tantas, na faixa de 10/1 estavam no debique, crivadas de dedilhões certeiros que buscavam as pontas mais pontiagudas para as sensações agudas e ofuradas. Elas se encontravam no torpor da diminuta idade mútua e que já estavam sensibilizadas pelas dedilhadas frontais em ocasião dos malabarismos de apetitosos aperitivos; e mais ainda agora outras tantas, na faixa de umas 15/1, reunidas num cubículo fantasmagórico de aberturas fechadas para o despiste oculoso. Estas pertencentes às classes mais baixas dos padrões estatutários responderiam por uma demanda mais corajosa e cobiçosa dos tempos atrozes de melindragem.
A volátil situação do mancebo na contagem sonorífera era atraente e até penetrante diante de tão narração dos fatos seqüenciados a quem foram narrados para minha presente pessoa.
Pude ver que o que ele chamava de bonecas do convívio filarmônico era senão as melodiosas amazonas da inspiração doentia do que se pensa sobre reflexão maniqueísta por natureza. Ao conhecer a história edipada de tanto calor de contagem descobre-se, assim como o poeta descobriu, o segredo oculto da vivência atanazada. O queremismo dificultado cedendo espaço para o modernismo antipático do dissabor ferrenho. O paradoxo é incomensurável. Tão insosso... tão arredio, que de tanto se lembrar do tempo vivido já fora salgado pelo visto varrido, em condição mesquinha de penúria incorreta, de petição das esmolas carinhosas. Dito isso com tanto afinco que pude dividir a hermenêutica da situação com a mesmice provada.
Agora com alivia frutose da esperança dadaísta em prol da virulência harmoniosa que se repassa de parentela para parentela. O mancebo hoje vive e convive com tal paradoxo e não dá mais um passo adiante, pois sua condição tornou-se hermética por natureza de um sentimentalismo inventado por fétida espécie da destruição. Quis seu prelúdio encouraçar-se com os vasos irrigáveis da chiqueza modesta. A mangueirice que agoua a planta conhecida é senão enxertada de micróbios que em apocalipse futuro debilitará a situação e lançará o fetiche para um submundo de desesperos e arrependimentos. A classe que o mancebo quer formar dificultará a união tão desejosa que não mais existirá espaço para o reencaixe daquilo que se perdeu com o tempo. O uso e abuso da representação humana em marionetes kurumins perpassará aos anos vindouros até a hora da contagem final de uma grande jornada de experiências vividas e sentidas por uma libertinagem sem apliques de zonas limítrofes. E o mancebo sabendo de sua incomodação, dormirá o sono infindável sonhando consequentemente para nunca mais acordar.

ELA QUER MOSTRAR A BUNDA


Severina da Bundona era uma caboca metida a se amostrar para a negada do sertão. Quis ser professora do Mobral, mas não agüentou devido o fato da negada do Sítio Bunda Seca ficar pilheriando com um bullingnismo medonho. Dizia à negada que a Fessora Severina tinha a bunda tão grande que quando passava nas filas das cadeiras saia alimpano o reto nos braços dos alunos e que quando queria dar um castigo a um aluno espremia ele na parede só com o poder de sua bunda. Era um abundamento de fato tão espesso que não se tinha outro assunto na comunidade do que as almofadas de Severina. Pra se ter uma idéia, só ela se assentava num banco vei de dois metros e ninguém mais podia se assentar, pois não detinha um tico de espaço.
O fato mais interessante pelo que me contaram é que quando ela ia escrever no quadro e se virava para explicar o assunto ela apagava tudo que escrevia com as poupa da bunda. Ela adorava mais vestir vestido para encobrir à saliência. Mas não era curpa dela não. Era da natureza que fizera isso com a mesma e até hoje ela recrama que não nascera parecida com as donzelas de seu tempo. Veja só a Dona Carmosina que nascera bela por natureza e tem a bunda tão trabaiada que a negada de Bunda Seca elogia e muito, até hoje, a desenhada que ela tem. E Zefinha que se senta toda vaidosa com sua região glútea bem desenhada.
Mais Severina tem algo de ispiciá: os seus óio são bem desenhados e é de uma formosura tão vistosa que dá gosto ver os óio da Fessora do Mobrá. Ah se os óio dela fosse iguá a sua bunda... O seu marido é filho natural de Bunda Seca. E já está comprando briga com a negada que ficar se rindo com a bunda de sua mulher.

domingo, 26 de agosto de 2012

MOLECAGEM ESTÁ AGINDO NO ALTO DA BOA VISTA.

O ALTO NA REALIDADE ESTÁ MUDADO. A VAGABUNDAGEM ESTÁ PRESENTE E AINDA RESIDINDO NO ALTO DA BOA VISTA. NÃO PODEMOS ACEITAR ESSE TIPO DE COMPORTAMENTO. PRECISAMOS RETIRAR ESSES MARGINAIS INICIANTES PARA FORA DO BAIRRO. NÕA DEVEMOS PASSAR A MÃO NA CABEÇA DELES NÃO. VAMOS DENUNCIAR ÀS ESCONDIDAS E RETIRAR ESSA FETIDÃO DO NOSSO ESPAÇO. É PRECISO QUE NINGUÉM LEVE EM CONTA SE ESSES DELIQUENTES SÃO DE MENOR, SE NÃO ELES VÃO VIRAR O BAIRRO DE PRENAS PRO AR E ACABAR COM A NOSSA CALMARIA QUE A ANOS ESTÁ PRESENTE NO BAIRRO. DENUNCIEM SSES DELINQUENTES E PROTEJAM AS SUAS CASAS COM UNHAS E DENTES.
AGORA É MODA? SERÁ? ELES SURRARAM MUITO UM POBRE QUEIJEIRO ALCÓLATRA, DEVERAS PARA ROUBAR O SEU DINHEIRO. PRECISAMOS, NÓS, TODOS DO ALTO DÁ UM BASTA NISSO! SE TODOS NÓS FICARMOS UNIDOS COMO ANTES FAREMOS A NOSSA PRÓPRIA SEGURANÇA.
A BANDIDAGEM INICIANTE NÃO PODE IMPERAR!

A CHIQUEZA DOS CONVIVAS

ALIVIADA ESTAVA A FIGURA PERFEITA. Sua cara não detinha a palidez dos acasos visto que estava ouriçada com a tanta bajulação que se presenciuou recintamente. Foram levas e mais levas de máquinas aconradas na porta da luxúria trazendo um único proposito incomensurável: a dádiva do dar e receber. Portavam-se com a brancura dos sangramentos reais toda àquela vistosa altarquia de grupo, de exclusão social. Não se podia aceitar na aglomeração fálica a ideia de se deixar incluir a famigerada. Esta classe de subalternos deveria ficar no encostamento dos bancos fétidos à luz da penumbra do luar.
Abre parênteses ( eu não estou conseguindo terminar esse texto, pois está bem próximo de mim uma deusa das tiradas de atenção...o que eu faço leitor, fujo? O cheiro dela é impecável. Está me dando um frenesi no ventre caótico e posso apostar na liberação hormonal...uau....uffufufufufufu....), fecha parênteses. Bem, mas voltando estonteado ao caso dedutivo... Os vírus poluentes deveriam ficar de fora do estado impávido colosso que os chiques não preferem ser xiquexiques. 
Os vírus deveriam ser excluídos pelo simles propósito de que eles iriam poluir os hospedeiros de lei, da moral e dos bons costumes. O bando hipócrita estaria renegado a uma condição mínima daquele conglomerado. Só quem de direito posto pelo aconvitamento (uffuffufufuffufu) é quem tinha o passe livre do livre arbítrio. Quisera uns moleques participar do auto angelical para ver se retiravam a pocilga da miséria que politicamente não estava nos planos da elite seridoense. Os moleques todos embebecidos com a sinfonia que se ouvia à distância tiveram que pegar descanso com o "gostinho na boca" e naquela hora eles mesmos venderiam sua alma ao diabo para ter nem que fosse um mísero prazer a parte. Tiveram que ouvir a sinfonia esterilizada do despojo e quão obstante sonharam com um mundo igualitário para todos os seres de sua espécie. Não se conteve os boatos que emergiram depois dos despojo e com certeza a geometria quadricular que se usou encheu com involúcros materiais. Espera-se que isso seja mudado ou vamos viver uma isonomia ddos encontros excludentes. E o aglomerado fechado se enfartará com o seu esquecimento.  

sábado, 18 de agosto de 2012

PROFESSORA ALICIA OS ALUNOS PARA FAZEREM SEXO COM ELA.

FOI UM FATO SUCEDIDO NO FAMOSO ESTADOS UNIDOS.

NO belo Estado de Washington (EUA) uma ex-professora do bairro de Kennedale, no Texas, foi presa e  condenada na sexta-feira (17) passada por ter aliciado e estuprado 5 (cinco) rapazes que eram seus alunos. As informações do site do BOL dão conta que a professora dava aulas no citado bairro e na turma que ela trabalhava havia os ditos rapazes que foram, segundo informações do Texas, envolvidos em aliciamentos estupratórios. Consta que a professora conhecida por Brittni Colleps se excitava facilmente com a arte da subordinação que a função docente possibilita. Dizem que ela se encantou pela beleza dos rapazes e os convidou em dias sequenciados para que estes fossem até a casa dela para umas aulas de reforçamento didático. E quando os alunos chegavam lá, eram envolvidos em tramas de sedução e faziam sexo com a professora.


FOTO POSTA NO SITE DO BOL.


Os rapazes tinham em média 18 anos de idade e por conterem essa idade a pena da professora foi reduzida. Segundo o site ela foi condenada "a cinco anos de prisão por manter múltiplos encontros sexuais com cinco estudantes de 18 anos, informou o diário local "Star-Telegram". O fato surpreendente é que Brittni Colleps contém 28 anos de idade e é casada e mãe de três filhos. Ela "foi declarada culpada por um júri no condado de Tarrant de 16 acusações por manter uma relação inadequada entre um professor e um aluno", disse o site. E continuando, o site diz que "Os encontros sexuais com estudantes aconteceram na casa da professora durante dois meses em 2011". "Brittni podia pegar até 20 anos de prisão e ter de arcar com uma multa de US$ 10 mil, mas acabou condenada a uma quarto desta pena antes de poder pedir liberdade condicional. Ela também não precisará pagar nenhuma quantia.

Essa só pode ser uma nova modalidade de deixar um marido corno. Chifrar o besta com os alunos. É pessoal, é o que eu sempre digo o fogo da burrêga é difícil das mulheres segurarem. Essa professora deveras era um vulcão em chaminé. Aproveitava da condição de educadora e deseducava seus pupilos para a perdição pedagógica. EM QUE MUNDO NÓS ESTAMOS? ANTES OS HOMENS É QUEM DETINHA A VEZ DO ALICIAMENTO, AGORA SÃO MULHERES QUE ESTÃO PRATICANDO SITUAÇÕES DESSA NATUREZA. É O FIM DA NOSSA ERA, COMO PADIM CIÇO DIZIA.

POR QUE 90% DAS PESSOAS QUE EU CONHEÇO GOSTAM DE MIM?

AH, EU NÃO SEI! Acho que é porque eu gosto de ser popular. Gosto de fazer amizades, de brincar fazendo os outros rirem e tendo responsabilidade naquilo que eu faço. Conservo duas coisas no meu modo de vida: amizade e humildade. Essas duas coisas estão tão marcadas em mim que eu posso ganhar o dinheiro do mundo ou ser condecorado em qualquer gesto de reconhecimento que não mudo essa minha forma de ser. Dizem umas línguas mais sebosas e invejosas que eu gosto de mim achar. Não é bem assim não. O que eu faço para o povo e tem resultados positivos faz com que esse povo me reconheça como eficaz. Eu não preciso está batendo no meu peito e dizendo que eu sou bom, sou melhor e tantos outros adjetivos que se pode dizer. Certa vez, quando eu dava aulas lá no presídio uma apenada me indagou: Ednaldo, você é inteligente, não é? Eu disse a ela: "dizem, mas eu não me acho!" Até mesmo pessoas que eu não conheço portam-se para mim como alguém que já me conhecia a bons tempos atrás. Dizem que meu olhar é penetrante e que invade o ego das pessoas lhes arrancando as víceras e tocando na essência humana. Procuro não ser um malfadado das premissas. Com esse meu jeito conquistei até a confiança do Juiz Henrique Baltazar que me outorgou a responsabilidade de fazer fluir a intelectualidade dos apenados da Penitenciária Estadual do Seridó. Nunca quero ser melhor do que ninguém e nem maior do que ninguém, pois reconheço os valores dos outros quando se mostram para mim de forma positiva e humanitária. Eu dialogo com todo mundo cachaceiro, maconheiro, traficante, professores, alunos, juíz, padres, advogados, médicos, políticos, agricultor, pedreiro, servente, lixeiro, vagabundo, criminosos, prostituta, deficiente, coveiros e tantas outras figuras que me circundam. Gosto de provocar o riso nas pessoas porque os sorrisos dos outros são os meus sorrisos, porém com todo o respeito, e se por ventura eu vier a magoar as pessoas eu gosto quando elas chegam para mim e pedem para que eu não faça a dada brincadeira. E eu acato por saber que o ego das pessoas tem seus limites. Em todo lugar que eu vou sempre desperto inveja nas pessoas, mas eu não me incomodo quando não me incomoda. E assim sigo essa vida véia de meu Deus até quando Deus quiser. Agora, eu não sei porque as pessoas gostam de mim.........? 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PISO SALARIAL SERÁ PAGO EM CAICÓ POR FORÇA JUDICIAL.

A CAMBADA DO PROFESSORADO QUE RESOLVEU SAIR AS RUAS DE CAICÓ PARA REIVINDICAR O PAGAMENTO DO PISO SALARIAL CONSEGUIU A ADESÃO JUDICIAL DA CIDADE.

Graças a ação do professorado que saiu as ruas de Caicó em movimento gritante e reivindicatório que o Piso Salarial, um direito já garantido por lei federal 11.738/2008, deverá ser pago com todas as regalias que se deve ter no direito da categoria. A luta sindical acoplada ao movimento do professorado denotou a conquista que se esperava por parte do líder atual da Prefeitura de Caicó. 

Os dias 15, 16 e 17 de Agosto foram determinentes para a categoria do professorado que passou parte do seu dia em luta para o cumprimento da citada lei. O mivimento gritante contagiou quase toda a cidade de Caicó chegando até aos ouvidos judiciais na pessoa de Diogo Maia Canntídio que impetou ação civil pública requerendo que fosse cumprida a lei federal. Caso contrário o município caicoense deverá pagar multa a cada professor no valor de R$ 1000,00 por mês. Essa conquista foi em consonância com a luta política e a atuação do Sindicato dos Servidores Públicos Minicipais.

Se tudo sair nos conformes, a justiça de Caicó evitará em benefício do alunado uma deflagração de uma greve geral do servidor docente da cidade. E para os professores que não tiveram coragem de sair de suas casas para reivindicar um direito trabalhista eu deixo a seguinte indagação: ou vocês são partidaristas ou estão engordando demais para terem preguiça de sairem de suas casas e lutar por uma cidadania mais justa e igualitária. Se a categoria docente fosse precisar de você para reivindicar algo, a muito tempo que estaríamos pedindo esmolas nas ruas. Façam exercícios! Cuidado no enfarto! Deixem  de ser partidaristas! Vivam a democracia! 

CAMPANHAS ELEITORAIS


POESIA: CAMPANHAS ELEITORAIS
POETA: ZÉ BEZERRA

Campanhas eleitorais
Tendo em vista as eleições
Ocorrem neste país
Em todas as regiões
Com muita gente envolvida
Nessas movimentações.

Feitas há cada dois anos

Quase não têm novidade
Porque muito se repetem
Práticas da antiguidade
A revelia da ética
Da moral e da verdade.

Tais campanhas desvirtuam

O povo, a comunidade
Promovem a divisão
Dentro da sociedade
Gerando conflito, briga
Agressão, rivalidade.

Eleitor alienado

Fanático, bajulador
Extrapola seus limites
Torna-se até agressor
Correndo atrás de político
Mentiroso, enganador.

Candidatos sem escrúpulos

Que não tem cidadania
Agridem adversários
Ferem a democracia
Nos discursos dos comícios
Apelam pra baixaria.

As campanhas não só deixam

Eleitores divididos
Devido a grande disputa
Candidatos e partidos
Em crimes eleitorais
Acabam sendo envolvidos.

É muito grande a cobiça

Ninguém deseja perder
Há alguns que não têm tempo
De dormir nem de comer
O de baixo quer subir
Quem está não quer sair
Cada qual que quer vencer
Um tem, outro quer tomar
O que importa é sentar
Na cadeira do poder.


Autor: Zé Bezerra.
FONTE: http://sertaocaboclo.blogspot.com.br .

GALEGA DE VALOR

Àquela galega que freqüenta o mesmo cubículo que eu é uma das pessoas que eu vi mais fibrosa em toda a face da Terra. É uma mulher que não se encontra mais em lugar nenhum. É corajosa, determinada e o melhor de qualquer espécie, é irreverente. É portadora de um humor espetacular e dizem os mais vistosos que sem ela não existe a alegria que a mesma está acostumada a passar para os arquibancados de plantão. Não é que eu queira bajular ou que queira endeusar a nossa emitosa rainha dos feixes de sorrisos, mas eu quero registrar nesse espaço do povo lido que a nossa galega é mais legal do que muitas loiras falsas ou arrogantes que se tem por aí. Eu sem dúvidas nenhuma estou lisonjeado com a presença marcante dessa magnífica figura na minha vida. ELA DETEM NO SEU PORTE DE CRIATIVA A FUNÇÃO EXPANSIVA DE APRENDIZAGEM. Quem recebe seus ensinos de valor tem a frente uma trajetória a ser traçada para além de uma pedagogia fora da sala de aula. A loira realmente mostra a sua importância para aquele lugarejo das portas fechadas. PARABÉNS, GALEGA, LOIRA, POR VOCÊ EXISTIR! 

MURITA ABRE NITA

POEMA: MURITA ABRE NITA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

NITA A MITA PITA
PARITA PITA DURITA
QUITA PEGUITA A PIRIQUITA
E FITA MURITA ATITA GRITA.

ABRE NITA A NADIGUITA
QUITA MITA A MITA PITA
MESMITA QUITA SITA BONITA
MASITA MITA A PITA NITA PIRIQUITA.

SITA MITA A MITA PITA NITA VITA
A MITA PITA ENITA ABRE NITA
E GRITA AFLITA NITA DITA MANGUITA
PORQUITA A VITA NITA EVITA.

MURITA CLARITA A MITA PITA
QUITA PEGUITA A PIRIQUITA
ABRE NITA DITA CABRITA
ISSITA IRRITA A POESITA.

FEITO DIA: 16/ 08/ 2012.

À MODA DA ROLA-DOCE


É costume no sertão seridoense o deguste de várias culinárias que se pode ver por aqui. Começa por buchada-de-bode, passa por Urêa-de-pau e vai até coisas mais cabeludas em termos de nomenclatura. O que se estabelece é uma adaptação a gozação generalizada já que o Seridó é um posso de anedotas, apelidos e bullings de todas as faixas etárias que se podem calcular. Visto de cima para baixo, a cultura seridoense se mescla com essas eventualidades folclóricas que só fazem incrementar mais a nossa cultura propriamente dita.
No bairro onde eu moro, através de minha visão viçosa, vejo um vendedor de pães com o nome de Seu Dóda. Um velho meio careca, de nariz pontiagudo e fuçante, cuja barriga se bate contra a direção da Belina barulhenta. Ele vende pão, bolacha –sêca, bolacha-de-leite, bolo, broa-preta e a mais procurada é a famosa e já tradicional ROLA-DOCE. O aspecto desse alimento é de forma circular, assada no óleo e coberta com açúcar. É feita com farinha-de-trigo. Quando Seu Dóda vem se aproximando das residências de longe ele já apita, buzina, para avisar aos clientes que já chegou com sua rola-doce. Aos homens pouco interessa essa iguaria caicoense... Mas as mulheres...! É uma algazarra medonha quando ele vem se aproximando das casas. Mulheres viciadas em novelas quando ouvem a buzina no meio do mundo logo deixa a TV e se dana pra calçada a fim de poder ver o véi da rola-doce. Elas batem em cima feito um inchú de abelha. A novidade é tanta que elas abandonam a moral e já sai gritando “Olhem a rola-doce de Seu Dóda!” ou então perguntam “Trouxe a rola seu Dóda?” e fazem aquele pipipi, aquele papapá, em torno da Belina só pra ver se as rolas vieram grossas ou finas.
As coroas ficam todas afoitas! Seus buchos grande as fazem perderem a vergonha e virarem bichas-sem-vergonhas. Dá pra ver o reboliço delas quando Seu Dóda chega. Uma com um bucho expansivo, seguradora de boneca branca, chega se alivia quando a rola-doce chega. Ela sempre diz que o véi tem a “rola-doce”. As fuxiqueiras de plantão também adoram provar da rola-doce de Seu Dóda. É velha cancerígena, moça de doação, loira encambichada, negra bielizada, ruiva escondida e costureira mal costurada.
A rola-doce é senão o atrativo feminino das despudoradas. E o pior é estão ensinando mulheres de todas as idades a correrem atrás das rola-doces que vivem perambulando pelo bairro. Não se pode negar que a rola-doce desempenha um papel muito importante no convívio familiar, pois desperta a guludice de gordas afoitas pelo prazer rolístico. Em outras palavras, o padeiro dá a essas mulheres o que elas não encontram em casa já que seus maridos não são padeiros e não sabem como preparar a rola-doce para que elas degustem-na. São mulheres famintas em todos os sentidos, pois já tiram parte do dinheiro da feira para ficar na tocaia esperando o Seu Dóda passar e poderem matar seus desejos mais afoitos de prenhamentos de natal.
É por isso que eu poetizo:

POESIA: ROLA COM AÇÚCAR
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Quem busca a rola-doce
Pra matar a sua fome
Deveras não tem em casa
Aquilo que lhe consome
Pedindo rola bem grossa
É gorda, velha e moça
Atrás da rola do home.

Talvez quando se come
A tal da rola-doce
Emite forte desejo
De bicho soltando coice
O açúcar vai se chupando
Na mente vai se pensando
Aquilo é como se fosse.

Pois rola-doce é comida
Da cozinha do Seridó
As mulheres se alegram
Comprando rola sem dó
Mulher que corre sem jeito
E chega balança os peito
Por rola-doce em Caicó.

(Feito dia: 16/ 08/ 2012).

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CUFEIO.

EU vi de longe aquela porcaria arribitada. Parecia um guindaste levantando uma carroceria de um caminhão velho. Estava dentro de um recorte vergonhas estampadas na ruela imunda. Não se tinha a parte cilíndrica de cima visto que a bola mal pronta que girava de um lado para outro detinha uma deformação generalizada, onde havia fiapos brancos pintados de cor de terra. Parecia até o Curupira de inspiração folclórica. Ninguém percebia, mas meu olhar binocular atravessava aquele cufeio como raios alfas por natureza e penetrava no atrevimento moribundo. Era para mim um submundo indesejável por excelência e que nem sonhando eu adentraria naquela espinhenta moita infernal. Dizia que quem se atrevesse a pernoitar naquela furna de onça correria o risco de ser molestado diante de tamanha aprição dantesca. O cufeio saia pelo lado de fora e podia se mostrar com circulos e mais circulos de redomas impenetráveis. Já fazia muito tempo que eu não o via, mas tive a indelicadeza de avistar aquele monte inóspito ressequido pelo tempo. Quem diabo se aventuraria na exploração direta do cufeio. Eu não me arriscaria que seria o mesmo que está comendo jiló com pereiro. A amrgura não se daria só no paladar. Eu já tenho sabido noticias de que existiu por arte do mangangá alquem que se aventurou naquele subúrbio diabólico, porém se arrependeu pelo resto de sua vida a penetração involuntária ds ocsiões. Quiseram só algumas vezes e depois abusaram de tal forma até hoje se sente o gosto ruim na boca e que causa vômitos e dores infernais nas composições pudendas. 
Não serei nem doido de atirar-me no consumismo desse cufeio e divulgo para todo mundo que fujam da raia enquanto se gera tempo. Provar do que não é ingerível causará rupturas na união orgânica e valerá uma doença jamais vista nas redondezas do Seridó. Evitem o cufeio e prefiram a vagabunda enxertada e de atrevimento significante. Restrijam a geratriz de meretriz e fiquem com a fila que dá mais prazer na provação.  

SUJESTÃO OU ORDEM?


POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

EM pleno século XXI ainda essas duas palavras se confundem na hora que um manda chuva qualquer estiver no comando. Em vários setores sociais do Seridó isso está presente a todo vapor. Dizem que é sugestão, mas é ordem. Dizem que é ordem, mas é sugestão. O comando não esclarece ao comandado. Aí é que se gera um dilema e um desconforto tanto no comando quanto no comandado. Há muito tempo que o termo ordem foi substituído pelo conceito de gestar e tal conceito foge daquele padrão tradicional de direção. Sugerir não é ordenar e ordenar não cabe dentro do contexto de gerir. O que nós estudamos numa universidade não se casa com o que se presencia no Seridó. Quem gesta lança decisões que devem ser apoiadas por todos os envolvidos numa política de equipe. Dirigir dando ordem autoritária, sem opiniões de membros, causará uma insatisfação generalizada que culminará em enfrentamentos eventuais onde todo o corpo comandado será posto em alerta, não pela amedrontagem, mas pela preparação de um confronto final. Uma guerra fria em que a corrida armamentista se prepara para um combate. Para gerir é preciso que se tenha inteligência de se ouvir, de diminuir a ação verbal em termos de agressividade, de não deixar o sumo do autoritarismo subir pela cabeça. Nós vivemos numa democracia e o cidadão tem seu pleno direito de se defender, de opinar, de contrariar o gerir, de aceitar ou recusar a sugestão de acordo com seus princípios. Isso mesmo! Quem gesta respeita os princípios dos membros. Quem gesta aconselha e não trabalha para os membros. Um motorista só trabalha em sua função se todo o automóvel colaborar com a direção do mesmo. Então o motorista gere o automóvel, ele não manda e nem desmanda, visto que a máquina trabalha na hora que quiser e se o homem não ensiná-la como agir ela jamais vai fazer o que ele deseja. Todavia esse ensinamento não deve ser passado de forma brutal e sim intelectual, estudado, amparado por teorias e práticas de funcionamentos que levem a exatidão do bem-estar do homem-máquina. O que se quer dizer é que o autoritarismo no Seridó dificulta a produção do público alvo já que querer transformar os membros da equipe que se subordina de acordo com seus princípios não formará um consenso em razão de que comandados são portadores de seus próprios princípios e que devem ser respeitados por todos os membros de um grupo. Se houver de proferir mudanças significativas em gestandos deve-se fazer por análises crítico/construtivas. A ordem autoritária dificulta e muito o progresso do Seridó, pois inibe as idéias dos membros e os colocam numa redoma de mesmice fétida. Tal ordem não produz um medo que se quer produzir e sim uma coragem de despojo da famigerada dependência, passível de críticas, de espanto e de repúdio individual.
É por isso que o Seridó tão pouco vai para frente. Começa pela política sebosa, de mandos e desmandos onde se instala um autoritarismo de situação. Em várias repartições públicas se pode ver politicagens ou apadrinhamentos de ordem insugestiva. No setor educacional é fétido o estado de anti-cidadania onde se querem pisotear os escravos dos contratos e das probabilidades. Na saúde é uma pocilga onde se tratam a porca clientela como se não tivesse vivência.
Em toda a História da humanidade já se teve notícias de que a gestão autoritária provocou rupturas de repúdio e de lutas libertárias para um viver mais confortável. A opressão que deriva dessa ordem produz ações de insatisfação e pode atiçar a calmaria aparente do homem social levando-o a filosofar sobre a situação e a tracejar em equilíbrio conjunto uma ação dura e benéfica para o progresso humano.
Numa gestão autoritária o comandado que pensa, que observa, que critica, que sugere e que trabalha para um bem-estar produtivo incomoda, incomoda e incomoda. E se esse comandado tiver princípios raros de transformação e unidade ele fará com que a autoridade mergulhe num dilema paradoxal de equilíbrio: 50% BOM e 50% RUIM. E se visar mais as falha do que o acerto perderá o espírito de comando e do bem-estar grupal. E humilhar e destruir o trabalho do comandado vai despertar a ira de comandados que são mais próximos dele.
Numa gestão participativa de conciliação de idéias e de princípios, onde o gestor aconselha, diminui as ações agressivas, reconhece o valor dos comandados aceitando seus projetos de mudanças e crescimento a unidade caminha para sucessos e mais sucessos, onde os erros são trabalhados de forma passiva, empolgante e carinhosa, construindo um bem-estar social, valorizando a cidadania e reforçando a democracia. Isso nesses nossos tempos modernos é chamado de gestão democrática, onde o gestor não é autoritário, não é militar, mas conciliador passivo da produção grupal.
Deve-se se ter cuidado que gerir não é um estado acabado. Gerir é um processo autônomo, porém dependente dos atores grupais. É um dominó, onde se faltar uma pedra de valor não dá para jogar.
Nenhum país progrediu pelo autoritarismo. Nem um estado. Nenhuma cidade. Nenhuma escola. Nenhuma unidade de saúde. A humanidade precisa de um comando que não seja poder autoritário.

A LUTA DOS PROFESSORES DE CAICÓ PELO PISO SALARIAL.

SERÁ NESTE MÊS DE AGOSTO QUE A CAMADA DOCENTE DA REDE MUNICIPAL DE CAICÓ FARÁ UMA PARADA DE TRÊS DIAS NA CIDADE.

A busca pelo pagamento do Piso Salarial em Caicó será dada neste dia 15 de Agosto, quarta-feira, onde ocorrerá uma tradicional PARADA DE TRÊS DIAS, com manifestações de pressão na Prefeitura Municipal de Caicó. Uma grande camada de professores está insatisfeita com a espera de promessas ou esperanças de pagamentos do dito Piso Salarial. Este uma lei federal que é para ser cumprido em todo o Brasil.
O professor é um dos que mais sofrem com o trabalho de docência em sala de aula. As salas de aula se enchem de alunos de todos os tipos (pela inclusão social) e é exigido que o professor se desdobre em vários pedaços para atender a toda a clientela que procura a Escola para matricular seus filhos. A Educação é um direito de todos. E quem gera essa mediação de educar é o Professor. Este é quem era para ganhar bem, pois de uma sala de aula o professor acomete-se de enfermidades que precisa e muito de dinheiro para se gastar.
O piso não é um melhoramento na vida de um professor, mas é uma garantia de integridade física e psicológica do docente. Dará para ele estruturar sua vida, embora ainda sendo pouco. Um professor nesse Brasil deveria ganhar uns dois mil e quinhentos reais!
Quando os profissionais da Educação param muitas pessoas ficam boatando que é uma classe que não quer trabalhar, que quer sair da sala de aula e tantos outros boatos que tendem a emporcalhar a situação dos professores. É mister também que dentro de uma escola existam professores que não gostam de se envolver em lutas sindicais. São aqueles professores acomodados, sedentários ou que são partidaristas por natureza. É uma vergonha para a camada do professorado que eu nunca vi uma camada mais desunida que existe neste país, principalmente em Caicó, do que a dos professores. Muitos engordam suas panças e têm preguiças de saírem na luta de benefícios para todos. É por isso que o que se conseguiu de direitos para o professor nesse país ainda é pouco devido a acomodação de muitos que não detêm o espírito de união, tão benéfico a uma causa popular de democracia. Muitos professores que ensinam os alunos a lutar pelos seus direitos estão deseducando seus alunos quando não acompanham uma luta sindical. SAIAM PROFESSORES DESSE MUNDO SEDENTÁRIO! E NÃO DEIXEM QUE OS BENEFÍCIOS SEJAM CONSEGUIDOS POR UMA MINORIA, POIS QUANTO MENOS GENTE TIVER NUMA LUTA SINDICAL MUITOS ANOS VÃO SE PASSANDO E A MESMICE CONTINUARÁ A MESMA. O PROFESSOR MERECE RESPEITO ESTANDO EM CONJUNTO NUMA LUTA E ESTANDO NUMA SALA DE AULA.
A PARADA SERÁ NOS DIAS 15, 16 E 17 DE AGOSTO (SENDO QUE NESTE ÚLTIMO DIA TERMINARÁ NUMA GRANDE “PASSEATA DO SERVIDOR”, MARCHANDO PELAS RUAS DE CAICÓ PARA QUE TODOS VEJAM A SITUAÇÃO DO PROFESSORADO DE CAICÓ.
NÓS PRECISAMOS AVANÇAR PARA O PROGRESSO E SE ATRASAR O RECONHECIMENTO DO TRABALHO DOS PROFESSORES O GOVERNO NÃO CONSEGUIRÁ O QUE ELE QUER.
É PRECISO MUDAR. É PRECISO COBRAR. É PRECISO TABALHAR.

ESPINHADA DE ALGAROBA

É UM MARTÍRIO NO SERIDÓ.

Parece brincadeira leitor, mas não é. O maldito espinho de algaroba é senão uma injeção das mais doloridas que já se viu aqui, nesse sertão. Alembro-me dos tempos que eu vivia caçando bode pela caatinga fechada. Havia umas danadas de umas cabras que teimavam em parir em locais espinhentos e de difícil acesso. O diacho é que elas procuravam mais as moitas de algarobas, devido ao fato de ter as bajes para elas comerem. De súbito, quando a gente caça bode, se deve ficar com a cabeça ereta, rodando em várias direções. E os ouvidos atentos ao som do chocai atineiro. Vez por outra a gente se adeparava com um entrincado algarobal e a gente tinha que fazer uma manobra radical para desviar dos troncos e das espinhadas medonhas. Mas a furada era inevitável. O chinelo véi de havaiana não impatava da dolorida estrepada. O espinho do cão entrava pela borracha do chinelo e atingia o pé como uma forte injeção e atiçava logo as xiringas de sangue. A dor era imedida, agonizante, incomodável. O nego podia até se cagar todinho. Acho que era mais dolorida do que furada de favela ou se aproximava dela.
A praga da algaroba não é uma planta nossa de cada dia.Não é uma planta nativa da Caatinga. Suas sementes foram trazidas de fora, da Europa, em plena repugnância do Nordeste. No sertão ela encontrou clima e terra pedregosa para viver e sua espécie se estendeu rapidamente pelo Nordeste, cujas sementes foram transportadas por pássaros, ventos, água e por animais que dela se alimentam como a vaca e o bode. O ruim da algaroba é que onde ela estiver ela consome muita água e acaba tirando o sustento de outras plantas já que suas raízes vão buscar água em lugares longe da planta. Em suas folhas ocorre um líquido que é pouco inflamável e quando a gente taca fogo nela parece que foi jogado gasolina em cima dos galhos.
Alembro-me do dia em que levei uma dessas estrepadas, onde o espinho maldito atravessou meu chinelo e chegou ao meu calcanhar. A xiringa de sangue foi inevitável! Meu chinelo ficou todo vermelho do meu sangue. Retirei o espinho com rapidez e fiquei sentindo a dor no juízo por minutos. Vim para casa, lavei com água e sal e fiquei no sofrimento dolorido. Passei foi uns quatro dias com dor daquele maldito espinho. E andava até manquejando da maldita furada. Na hora a gente chama pica, buceta, carai, fi-duma-puta, satanás de biqueira, e tantos outros nomes que se puder chamar. A dor é tão grande e me parece que só ameniza mais com a chamação dos nomes. Na hora todo mundo aceita esses nomes. E a gente pode até dá uma pedrada naquela pessoa que na hora da espinhada ficar mangando.
Dizem que foi o capeta que botou espinho no mundo e eu acho que foi mesmo. Dizem que é o molesta do saci que coloca só de ruim um espinho de algaroba na nossa frente, só para a gente pisar e gritar com a dor. Mas isso são lendas e mais lendas. E se você leitor semvergoin ou leitora mangadora tiver rindo do que to dizendo e quiser experimentar pra saber se é verdade venha andar no mato da Caatinga!
O bom disso tudo é que a algaroba já está se tornando um abrigo da cajaca-de-couro que está fazendo o seu ninho nos galhos espinhentos dessa planta medonha.

MEGERA DO CÃO.

POEMA: MEGERA DO CÃO.
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

FIGURA DO DEMO, PESTE BULBÔNICA,
SUA CARA AZEDA QUE PARA O CAPETA
SÓ FALTA O GARFO RUIM
VOCÊ É ASSUMBRAÇÃO, MEGERA DO CÃO!
FIGURA ATREVIDA DA BUNDA MAL FEITA
DESPACHO DE TREVA, BRUXA DESAMADA
SOMBRA DO CHÃO, MEGERA DO CÃO!
TREVA DA SAPIÊNCIA, PRAGA DE VIDA
MOLESTA DOS CACHORROS, SATANÁS,
VOCÊ É UM COMICHÃO, MEGERA DO CÃO!
BONECA ASSASSINA, ESPRITO ZAMBETEIRO,
CAVEIRA DA BAIXA, CACHORRO PRETO,
É CALO DA MÃO, MEGERA DO CÃO!
DOIDA DA PAZ FIGURA MAL FEITA,
INFELIZ DAS COSTAS OCAS, FEITIÇO DE SAPO,
LEITE DE PIÃO, MEGERA DO CÃO!
CURUPIRA DA MATA, SACI-PERERÊ,
CAIPORA AFOITA, SERPENTE PERÇOENTA,
ATAQUE DO CORAÇÃO, MEGERA DO CÃO!
CÓLERA DO PÉ, DOENÇA DE CHAGAS,
MORDIDA DE COBRA, MALDITA BARATA,
ESCORREGO DE SABÃO, MEGERA DO CÃO!
PINTA SURÚ, JUDAS DA SEMANA SANTA,
PRIMA DE CAIM, FILHA DA IDADE MÉDIA,
É UM PÉ COM RACHÃO, MEGERA DO CÃO!
SAPATO APERTADO, ALMA PERDIDA,
FERIDA DE BOCA, MIJADA DE TACACA,
GUGUI DE FEIJÃO, MEGERA DO CÃO!
MURRINHA DE VACA E FEBRE AFITOSA
QUEIMA DE URTIGA, COCEIRA NO SACO,
LIXO DA PUTREFAÇÃO, MEGERA DO CÃO!
MÃE DE ENCOSTO, PIOLHO DE COBRA,
LAVAGEM DE PORCO, FRUTA ESTRAGADA,
SECA DO SERTÃO, MEGERA DO CÃO!
ROSA ESPINHENTA, ESPINHO DE ALGAROBA,
ESPINHADA DE XIQUEXIQUE, FURADA DE FAVELA,
FUMAÇA DA POLUIÇÃO, MEGERA DO CÃO!
FERIDA COM PUS, REGIME MILITAR,
DORES DA PALMATÓRIA, SECUELA DO HF,
SANGUE DA MENSTRUAÇÃO, MEGERA DO CÃO!
É POR ISSO QUE NINGUÉM GOSTA DE SUA ATUAÇÃO
ENTRA NA VIDA DO POVO E MATA SEM PERDÃO
NÃO TE CHAMO MAIS DE MORTE
E SIM DE MEGERA DO CÃO!

FEITO DIA: 12/ 08/ 2012.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

LA POESIA ESPAÑOLA

POEMA: LA FORMA DEL MUNDO
POETA: Eugenio Montale.

Si tiene el mundo la forma del lenguaje
Y el lenguaje la forma de la mente,
La mente son sus plenos y vacíos
No es nada o casi y no puede salvarnos.

Así habló Papirio. Ya era noche
Y llovía. Pongámonos a salvo,
Dijo, y avivó el paso no advirtiendo
Que era suyo el lenguaje del delirio.

Versión de José Ángel Valente.

SESC SERIDÓ PROMOVE EVENTOS NA ZONA NORTE DA CIDADE DE CAICÓ.


SERÁ DIA 11 DE AGOSTO QUE O SESC SERIDÓ FARÁ UMAS APRESENTAÇÕES BEM EM FRENTE AO ESTÁDIO DO MARIZÃO E POR VÁRIOS BAIRROS DE CAICÓ COMO CASTELO BRANCO E PARAÍBA, ENTRE OUTROS. FOI O QUE ME REPASSOU O MEU AMIGO SECRETÁRIO DE CULTURA DO SESC SERIDÓ O NOBRE EDIVÂNIO FIRMINO. VEJAMOS O ANUNCIADO ABAIXO:

CRONOGRAMA
IV ALDEIA SESC DE CULTURA POTIGUAR – CAICÓ
De 02 a 14 de agosto


11-08-2012 - LARGO DO MARIZÃO
Apresentando as atrações: “Emanuel Ventríloquo” e seu boneco Benedito.

18:00 - Orquestra de frevo Ala Ursa

18:30 - Negros do Rosário

18:45 - Mamulengo - Heraldo Lins

19:15 - "FLÚVIO E O MAR" COLETIVO ARTÍSTICO ATORES A DERIVA

19:45 - Espetáculo Circense

20:15 - Dupla de Violeiro

20:45 - Orquestra Sanfônica de Parelhas RN

21:00 - Grupo Sertão de Teatro G7

18:00  às 22:00 - Intervenções Urbanas (Painéis Urbanos).

ABERTADELA

CRIARAM UMA CERTA ILUSÃO QUANDO VIRAM A ABERTADELA DE COR AMARELA SE AMOSTRANDO PROS POVO DESSE LUGAR. DISSE-ME OS VADIOS QUE ELA É PORTADORA DA SÍNDROME DO ESCANCARAMENTO. E SE VOCÊ QUE É UM LEITOR SÁBIO JAMAIS VAI ME PREGUNTAR O QUE DIABO SEJA ESSA SÍNDROME, NÃO É? OU VAI? VOCÊ NUM QUER QUE EU MUDE DE CONVERSA? MAS EU ENTENDO A SUA CURIOSIDADE PSÍQUICA! DIZEM OS MÉDICOS DOS NEURÕNIOS POÉTICOS QUE ESSA SÍNDROME DÁ NAS PESSOAS QUE SÃO VICIADAS EM DESCASCAMENTOS DE RAÍZES CENOURÍFERAS. ESSAS QUE GOSTAM DAS ABERTADELAS QUE SE POSICIONAM EM ÂNGULOS PUDENDOS DE ESPARMOS. E É FÁCIL DE PERCEBER ALGUM ERUDITA DESSE GRUPO DE VIROLÊNCIA. ELES SÃO, NO DIZER POPULAR, APOMBAIADOS POR NATUREZA. JÁ ANDAM NOS CENTROS SOBERBOS COM FOCOS NOS ENFOQUES DE EXPERIMENTOS. A ABERTADELA NÃO É UMA COISA PELA QUAL VOCÊ POSSA SE DELICIAR TODO DIA. JÁ QUE O SEU CHEIRO É MUITO FORTE E PODE EMBRIAGAR TODO AQUELE QUE SE DISPUNHA A CAFUNGAR OS ORIFÍCIOS DA COISA. TAL COISA ERA PRA SER DE BEM PÚBLICO, ANIMALESCO, SELVAGEM, MAS O HOMEM SEMPRE TENTA RACIONALIZAR COMO PATRIMÔNIO PARTICULAR. SÓ QUE AS VEZES ELA TEM PREÇO E SE COMPRAR O QUE É VENDIDO TORNA-SE POSSE PARA MANIPULAGENS. EU BEM QUE QUERIA QUE A ABERTADELA FOSSE UMA BARRA DE CHOCOLATE, PORÉM NÃO É, É ALGO MAIS GOSTOSO QUE AGORA ESTÁ SENDO VENDIDO NO SERIDÓ A PREÇO DE BANANA.

A CAÇA DE ROLINHA

POESIA: A CAÇA DE ROLINHA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

De manhã cedo levanto
Com os zói chei de remela
Com a cueca mijada
E quase toda amarela
Com a vontade de caçar
Um passarim pra assar
E encher minha titela.

Tomo café com bolacha
E vejo minha baladeira
Se ela num tá estriada
Se as liga estão primeira
Logo eu pego meu bisaco
E anida pego um saco
Pra botar uma besteira.

A besteira é bolacha
E um taco de rapadura
Pra enganar a barriga
Em plena Caatinga dura
O dia todo no mato
A fome me come o fato
Fazendo laqueadura.

Encho o bisaco de peda
E saio feito um caçador
Vou andando na vereda
Feito bicho predador
Olho mofumbo e pereiro
Pião, jurema e juazeiro
Pra onde meu olho for.

Ouço o canto de passarim
Rolinha, cibito e concriz
O canto da Asa Branca
Que deixa a gente feliz
Vou em busca da rolinha
Que torrada com farinha
Faz caboco pedir bis.

Avisto logo um pereiro
Bem fechado, bem verdinho
Friviando de rolinha
Eu ouvir o barulhinho
Peguei a esticadeira
Botei a peda certeira
Para lançar contra o ninho.

Estico bem esticada
E lanço a peda do mal
Que pega em duas rolinha
Matando elas no grau
Corri para ver o ninho
E achei foi quatro ovinho
De filhotes do casal.

Depois de andar muito
A fome então me bateu
Corri para um mofumbo
Que sombra boa me deu
Boteia bunda no chão
Comi bolacha bem dura
Misturada a rapadura
Foi a minha refeição.

Ainda tive um tempim
Pra despenar as rolinhas
Tomar uma cabaça d'água
E colocar umas pedinhas
Decidi então voltar
As duas rolinhas íam dar
Pra se fingir de galinhas.

Pois a caça de rolinhas
Era  diversão molequeira
Que quando batia a fome
Ninguém contava besteira
Pegava as coisas de caça
Fazendo crime de graça
No cabo d'uma baladeira.

Feito dia: 07/08/2012.

sábado, 4 de agosto de 2012

Espoliagem da Festa de Sant'Ana.

O fato de eu, Ednaldo Luíz, ou Do Pagode, ou Ed do Côco, ou Mestre Ednaldo, ou simplismente O Poeta, ter turistado na Feirinha de Sant'Ana não é uma prática rotineira a qual eu tenho me disposto a assuntar como anda se mostrando a sociedade caicoense em períodos festivos. Foi falado ou até mesmo me questionado se eu me inspirei nesta tradicional feirinha? E eu der súbito logo inalei o espírito de responsabilidade com os leitores de prosa que estava sim no preste das atenções afoitas e para quem quiser classificar como libidinosas ou criticosas. Para a porcaria do meu tempo para prestar atenção nos outros é para mim um esquecimento do EU, mas se me vejo nos outros é sinal de que os outros agem por mim. Longe deu (se os atinhados pela norma culta quiser corrigir é de EU) querer parecer com um cara que estava mijando em plena via pública privada, com a lagartixa de fora, à mostra pra todo mundo ver; um menino que estava cagando numas algarobas que tinham na cabeceira esquerda do Rio Seridó; uns policiais que estavm abusando da autoridade e espancando cidadãos de blocos; uma menina que havia colocado seu peito esquedo para fora afim de que seu mancebo pudesse mamar, até os últimos suspiros, onde a mesma estava escanchada em cima de um carro, no escuro preliminar de uma árvore, e se contorcendo toda para a fornicagem medonha; e um velho que estava a remexer suas cadeiras na Dança do Enfinca com sua jabiraca amolecida pelo tempo maldito, embriagado nos sumos sacerdócios do líquido desinibidor; Eu até que tolhir no sentido de colher, o sustento para o meu analisar. Ví senão a Rosa que disseram que iria perfumar o Seridó, mas que está jogando espinhos como uma besta-fera desnorteada. 
Porém, juntando-se com essa Rosa o que tinha mais era a praga política nesta Festa de San'Ana 2012. Todos parecendo umas moscas-bicheiras atrás das carniças eleitoreiras. Uma nuvem de vereadores de todos os tipos, de todas as cores, de todos os sexos, de todos odores. E aí eu ficava pensando, não querendo derrubar a classe dos vereadores: muitos desses candidatos a vereadores que não sabem nem falar em público, que não sabem nem ter uma dinâmica de projetos, como vão trabalhar pelo povo? Isso me parece mais uma busca por sobrevivências financeiras do que mesmo causas populares. 
Mas, a Festa de Sant'Ana, mesmo sem um projeto de ampliação e de divulgação, foi boa, na medida do possível, pois foi calma, irreverente e apetitosa, em todos os sentidos, até mesmo no sentido em que você esteja pensando, óh, meu caro leitor.