sábado, 24 de novembro de 2012

ISSO É UMA AGRESSÃO AO TEMA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012.

A MOÇA CAETANA ESTÁ EM CAICÓ.


POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
JÁ fazia era tempo que a Moça Caetana não aparecia por essas bandas de Caicó. Ela havia viajado há uns anos atrás para corrigir seqüelas vsitas em outras paragens do Brasil. Ela não veio por acaso para esses rincões caicoenses. Ela foi convidada pela Senhora Enferma, diretora primordial das casas de saúde pública de Caicó. Ela veio para uma reunião de elite onde iria ser discutido o futuro promissor da cidade no que tange a saúde pública. Na reunião estavam presentes os melhores representantes da sociedade caicoense, como: a Professora Medicina e a Senhorita Política. Era uma reunião só de mulheres aonde se mandou chamar urgentemente a Senhora Justiça e a Senhora Segurança para abrir a palestra reunida. A Senhora Educação não pode vir, mas mandou um emissário avisando de que a falta era por que a mesma em excursão com o IDEB Nacional. O objetivo dessa reunião era discutir como seria trabalhada a Saúde, a Política, a Segurança e a Justiça da cidade de Caicó.

A Senhora Segurança deu inicio a reunião expondo o seguinte:

_ É preciso que se faça algo urgentemente para ajudar meu povo caiocense que antes era pacato, hospitaleiro, e hoje vive temendo os malefícios antes só vistos nas cidades grandes. É assalto em cima de assalto; drogas comendo no centro; os postos policiais foram extintos dos bairros; não se pode mais caminhar nas ruas da cidade nem de dia e nem de noite; os jovens estão sendo desencaminhados da educação; as pessoas estão se enjaulando dentro de casa; e eu tenho que me desdobrar em várias para atender chamados não só daqui mais de cidades circunvizinhas. O que é que eu faço Dona Moça Caetana? O que é que eu faço senhora Enferma?

Depois das falas da Senhora Segurança foi dada a vez de falar a Senhora Justiça que já estava com a língua coçando para falar. E assim ela expôs:

_No meu caso, senhoras presentes, é mais deprimente, visto que na Cidade de Caicó existem segmentos de justiça que me parecem que não estão dando vencimento a causas rotineiras. Pra se ter uma idéia ainda hoje existe casos de crimes não solucionados completamente e muitos criminosos estão soltos devido o fato de não terem tido sistemas rígidos de punição. O meu povo já está descrente com o nosso trabalho e eu estou de mãos atadas. O que é que eu faço?

Quando as duas senhoras expuseram os seus infortúnios a palavra foi dada a Senhora Enferma visto que a última fala seria da Senhora Moça Caetana, uma magnífica especialista formada em Ciências universal pela faculdade Nicroteric da Cidade de Pé Junto, no Hades. A Senhora Enferma saldou as suas convidadas e concordou com a preocupação urgente das suas colegas visto que o estado caótico do seu povo sempre passa pó suas mãos e ela pode ver o quanto a sociedade caicoense, mais precisamente a classe pobre, sofre com o descaso governamental sobre a dignidade humana. Mas via na Moça Caetana a esperança flagelada para que o povo de Caicó possa habitar num lugarejo sem dor e sem infortúnio, porém apenas com o sossego do espírito. Ela disse:

_ Eu estou sobre carregada e sofrendo muito a pressão por justa causa de meu povo. Muitos pacientes estão tendo que ser transferidos para outros hospitais de outras cidades por que não acham atendimento adequado para a sua situação. Muitos optam por ir se tratarem na casa de Vossa Senhoria Moça Caetana! Outros preferem se recuperar nos leitos da casa da Senhora Medicina, aqui presente. Outros vão para a casa da companheira Senhora Política e lá ficam até ficarem curados devendo estes favores eternos à casa familiar. O que é que se pode fazer com relação a essas questões?

A Senhora Moça Caetana quis falar, todavia preferiu ficar por última, dando a vez a Senhora Política de expor suas colocações. A Senhora Política antes da fala mostrou certo desestímulo de sua imagem visto que fora acusada de desleixo social e incapacidade de gerir num contexto sócio-democrático. Contudo falou com arredios dizendo:

_ Se a sociedade de Caicó está discrente com o meu trabalho então eu estou aberta para uma solução definitiva que nos apresente a Senhora Moça Caetana para solucionarmos todos os problemas apresentados por nossas companheiras. Eu vejo que uma das soluções seria privatizar o trabalho da Senhora Enferma e da Senhora Segurança, visto que a cidade não dispõe de benefícios que ajudem essas devidas senhoras nas resoluções de seus problemas. E a única pessoa que estaria capacitada para assumir essa missão seria a Senhora Moça Caetana!

Nisso a Moça Caetana pediu alguns minutos de pausa na reunião para analisar tudo o que foi exposto na reunião e dar o seu parecer definitivo. Ela chamou a Senhora Política para um reservado e demorou uns 30 minutos. Depois desse tempo, a Moça Caetana reiniciou a reunião e expôs seu falatório:

_Minhas prezadas companheiras, eu sei que a vida administrativa é muito difícil, por isso eu consternada com o padecimento de suas funções resolvi colaborar com o bem-estar da sociedade caiocense instalando de prontidão a minha empresa de conservação das almas humanas, ajudando a Medicina e a Justiça, e assumindo o papel privado do trabalho da Segurança e da companheira Enferma. Afirmo de antemão que vou me instalar aqui, na cidade de Caicó, por alguns anos, até regularizar a imoralidade de sofrimento pela qual passa a sociedade caicoense. E já que é a Senhora Política que coordena toda esta cidade e me incumbiu de assumir um trabalho mais afinco, farei de tudo para isentá-la da responsabilidade única de pagar pelas vidas que se foram sem um interesse conjunto. Sabem as senhoras que eu prego sempre a abstinência vital e isso tem surtido um efeito positivo em todos os lugares que eu socorro, onde os problemas são amenizados e a sociedade descansa no calabouço terreno. Nós vivemos num país democrático de direito e as almas dos cidadãos caicoenses devem ser preservadas dentro do universo da querência divina.

Daí foi desde essa reunião que a Moça Caetana ainda estar com sua empresa ativa na cidade de Caicó e a Senhora Política já não tem mais o trabalho duro e pesado dos tempos de outrora.

domingo, 18 de novembro de 2012

ASFIXIA DO SABER.

SONETO: ASFIXIA DO SABER.
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Quem me chama de burro é jumento
Pois não sabe o efeito da produção
Se quiseres provar do meu sustento
Abandone a mesmice da razão.

Quem duvida desta minha sapiência
Venha baixar a espada de São Jorge
Tire o véu da divina providência
E veja a caça que está no meu alforje.

Não queira ver meu dom como fantoche
Pois achará no baú pura tolice
Se você me notar com um deboche

E esperar conhecer minha mesmice
Acharás quem me defenda e lhe arroche
Asfixia do saber é tua burrice.

FEITO DIA: 16/ 11/ 2012.

A FÍSICA DA FADA

POESIA: A FÍSICA DA FADA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

A FADA FAZ FÍSICA
DE POSE INCLINADA
DE PELE ALOIRADA
SE PREPARA ENFIM
ESTÁ TRABALHADA
O COLO DA FADA
APONTA PRA MIM.

VESTIDA DE ROSA
É TODA APERTADA
A ANCA SARADA
SE VER UM TANQUIM
A PELE COLADA
TÁ TUDO ESTICADA
FEITO UM ALFINIM.

NA MÁQUINA PILOTA
APRUMA A PASSADA
ESTÁ TRABALHADA
AMA SER ASSIM
ESTÁ NA MORADA
NÃO VIVE ERRADA
NO SEU LUGARZIM.

NO SÍTIO MIMOSO
A FADA CITADA
ESTÁ CONFORMADA
NÃO ACHA RUIM
É TODA EDUCADA
NA NOITE CALADA
ELA PENSA EM MIM.

SUA DIVERSÃO
É ESTÁ BEM MALHADA
PRA RAPAZIADA
DESEJAR UM TANTIM
NA ESCOLA DA FADA
TEM UMA ESCADA
QUE LEVA PRO FIM.

FEITO DIA: 16/ 11/ 2012.

BISSEXUALISMO FRUTÍFERO

ELA para enganar a razão dos eliminadores de líquidos costuma inventar desculpas para despistar o entendimento pervertido no que tange ao deguste natural. Todo o santo dia ela, uma esbéltica copuladora da razão, traz a tiracolo uma fruta apetitosa que sem maiores delongas mete a abertura bucal na sucção mais intima que se pode imaginar. Priemeiro começou com uma maçã, esta já dialogada anteriormente pelo mancebo da mangaria. A tal fruta era tão consumida por disposta mundana que chegava-se a ter espasmos de eloqüência ao observar o as cravadas de mandíbulas exacerbadas.
Segundo optou-se por uma frutaria mais cilíndrica. Tal qual foi uma banana de comprimento mais permitido diante do fato sensato das aberturas bucais e labiais.
A frutaria se mostra como algo já escolhido para o despertar das sensibilidades das razões poéticas. E vejo que aquela atitude de consumo frutífero representa um momento de relaxamento parcial para uma preparação mais de combate a ação enzimática do que de pecanismo desejável.
Dessa forma, maçã ou banana são frutas que despertam gostos e apetites diante da platéia que enche a boca de saliva gustativa.

REVIVER.

POESIA: REVIVER.
POETA: EDNALD0 LUÍZ DOS SANTOS.

Deixe de lavar as tuas mãos
Deixe de te escovar os dentes
Deixe de lavar a tua casa
Deixe de usar teus detergentes.

Deixe de lavar as tuas roupas
Deixe de passar teu sabonete
Deixe de andar de automóvel
Deixe de queimar tanto cassete.

Deixe de assistir televisão
Deixe de andar de moto-táxi
Deixe de cagar dentro do rio
Deixe de usar  texto no fax.

Deixe de ligar de um celular
Deixe de viver com luz elétrica
Deixe de comer todo enlatado
Deixe de querer beleza esbéltica.

Deixe de dançar uma metaleira
Deixe viver globalizado
Deixe de andar de avião
Deixe de viver acomodado.

Deixe de querer ser bissexual
Deixe de dar presente infantil
Deixe de presentear os namorados
Deixe de querer um corpanzil.

Deixe de gastar com seu defunto
Deixe de gastar com Educação
Deixe de querer coisas sem uso
Deixe de botar droga na mão.

Deixe de querer carro do ano
Deixe de querer achar butija
Deixe de comer em quantidade
Deixe de não ouvir quem lhe corrija.

Deixe de ler essa poesia
Deixe de fingir que aprendeu
Deixe de viver em prol do amor
Deixe de matar quem já morreu.

FEITO DIA: 16/ 11/ 2012.

A GRAVIDADE DO ALTO.



LONGE da função e da ação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a prática exacerbada do composto carnal está em forte uso neste lugar de sobressaltos. Não se ver uma presença marcante no que tange a uma Educação mais afinca para evitar os maiores transtornos.
Visto por um ângulo mais agudo da análise crítica o que difere de um acontecimento para outro (já lançado nas postagens antigas) é apenas um ano de faixa etária que não muda nada no hemisfério da procriação juvenil.
Os pais detém também uma parcela de culpa por tal acontecido posto que a Educação da menor é feita com cerca de 70% no lar doméstico. Não se busca uma culpabilidade egocêntrica para somente a jovem menor, mas um composto conjunto de culpas que vão aguçando um rol de perdição feminina que se coloca numa busca de marginalidade e de pertencimento a um submundo dominado por interesses capitalistas.

SE EU COMER.



POESIA: SE EU COMER.
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Você que está aqui na minha mão
É tão macia e tão carnuda
Esses dois caroços só de leite
Causam efeito no altar da peça muda.

Você está  tão cheirosa e tão gostosa
Sem embalagem que te cobre às vergonhas
Meu desejo só me dá água na boca
Foi um presente produzido por cegonhas.

Teu corpo esférico é gostoso e achatado
E o teu doce só contém leite de peito
Você vive pra matar a minha fome
E eu só vivo pra comer você de jeito.

Suas irmãs eu já pequei e já comi
Mas você só me deu enjoamento
Se eu comer sua carne apetitosa
Vou vomitar um mingau meio nojento.

Se eu quisesse te comer tinha comido
Porque hoje sou um rico bem solteiro
Posso comprar mais delicias que você
Pois todas são interessadas por dinheiro.

Se eu comer tua carne eu não consigo
Caminhar pra o banheiro que alivia
Se você não fosse uma bela bolacha-de-leite
Devolveria seu pacote em padar.


FEITO DIA: 16/ 11/ 2012.



A DÚVIDA DA PROSÓDICA SAPIÊNCIA



A OBESIDADE DA POUPA talvez queira que lhe veja por debaixo da roupa e assim apalpe a mais empapuçada fruta daquela mesa expansiva. Mas a fome que se consume já não é mais àquela que se viu antes da produção copulada que prescreveu a geratriz de um ângulo de frágil gênero da esperança perpetuosa da espécie de sapiência singular.
O duvidar de um Best seller de burrice intelectual não é uma simples perseguição da razão dantesca, mas uma querência penetrável de um momento copulador que se mostra tão vivo no alto do consumismo frenético. Quer o consumo inadiável das poupas de sucções avantajadas como um reparo das faltas da mesmice antônima que se afugenta mais para fugir do abandono humano do que da solidez melindrosa que assanha os espíritos e liquefaz a razão de pessimismo autodestruidor.
Se o ejaculador de palavras tivesse percebido a tempo o momento frenético de querência infiltrante teria o mesmo extraído uma oportunidade racional de apalpismos liberais tão eficazes que ainda hoje poder-se-ia ver na memória dos acasos um pensamento de lembrança de um submundo impensável no que tange ao consumismo vernacular e ativo.
O duvidar é algo conspirador para uma depredação da imagem alheia. É por isso que a sapiência se torna tão viva e atuante que nem de longe é atingida por uma ação destrutiva. Reforça-se a premonição de que o ejaculador é um poliglota da razão comensurada. E assim se faz o feto genérico diante de um gênio da razão bipolar.

OS CHINELOS QUE EU CALÇAVA.



ANTIGAMENTE, as coisas eram muito difíceis de adquirir. Antes do Plano Real se trabalhava mais e os ganhos chegavam a ser pouco devido o fato da carestia ser mais atuante do que a circulação do capital nas mãos do pobre. Quem detinha um emprego que lhe assegurava um bom capital remunerável estava na boa, mas quem padecia Poncios Pilatos, onde o pouco que ganhavam devia ser repartido com uma prole faminta não se podia ser extravagante com o ganha-pão suado que conquistara. Tanto é que o nordestino, basicamente o seridoense, tinha que botar a cachola para funcionar e usar da esperteza para corrigir suas necessidades mais afinca.
Tanto é que as chamadas apragatas eram feitas com o couro curtido de vaca ou de cabra. Foi quando se achegou por essas bandas a famosa apragata havaiana que se mostrou bastante eficiente no que condiz a macieza e o conforto que ela proporcionava. As chinelas havaiana eram bastante procurada nas bodegas ou nas feira-livre pela cabocada descalça. Os moleques daquele tempo ficavam bastantes eufóricos quando os pais chegava com um par de chinela novinho.
Os moleques desse tempo corriam muito nos tabuleiros das redondezas, brincavam na serroteira que abrandava nas paragens seridoenses ou iam para as lamas dos chacos que se formavam nos tempos de chuva. Dessa forma eram constantes as toradas dos botões das chinelas. E quando isso acontecia quem tinha dinheiro comprava outro chinelo, mas quem não tinha, tinha que usar da esperteza para reutilizar a chinela degradada.
Aqui no Seridó era costume da época usar chinelos havaiana com as correias arremendadas por artifícios inteligentes. Quando o pitoco da correia central se torava os moleques por influência de seus pais recorriam a colocação de pregos atravessados na correia, de modo que ficavam na posição horizontal e não saiam facilmente, permitindo o uso prolongado do chinelo defeituoso. Podia-se também colocar um arame ou até mesmo uma arrudia feita de borracha de câmara-de-ar de bicicleta, esta feita era útil quando a chinela se abria no canto da correia e o pitoco ficava saindo com facilidade.
Eu mesmo já usei muito a famosa arrudia de borracha e também coloquei pregos nas correias quando essas toravam os pitocos.
Alembro-me do dia em que eu fui brincar nas serroteiras do Seridó e quando eu saltei de uma pedra para outra o pitoco de minha chinela torou e eu fiquei de pé descalço. Porém, chegando em casa, eu corri para a lata de pregos e coloquei um prego na correia e ficou boazinha.
O ruim das arrudias de borracha era que quando você pisava num piso de cimento eram um estraladeiro medonho. Peensava-se até que a pessoa estava soltando peido.
E hoje se minha apragata havaiana se torar ainda sou capaz de botar um arremendo para reutilizar novamente.