quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

EXTRA: HOMEM INVENTA BONECA QUE MAMA NOS SEIOS DAS CRIANÇAS.

UM INCENTIVO A PERDIÇÃO INFANTO/JUVENIL.

ISSO É UMA VERDADEIRA AFRONTA A INOCÊNCIA DA CRIANÇA, PRINCIPALMENTE DAS MENINAS.

ESSA inventor deve ser na realidade um pedófilo sem vergonha. Como é que que ele vai criar uma coisa dessas faendo com que as meninas deixem de ser criança e comecem a praticar cenas de exitação longe do contexto de vivência de sua infância. Bastou eu discutir os cabimentos que se viam no Seridó de outrora para descobrir na net esse fato que choca e surpreende nosso conhecimento de base no Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma boneca que mama nas meninas só pode ser o fim do mundo mesmo. É como o Padim Ciço dizia que nós vamos ver coisas jamais vistas em nossa história. Veja abaixo a reportagem e dê sua opinião: "Você concorda com o inventor da boneca?"

"Uma boneca que simula a amamentação está sendo alvo de críticas nos EUA.

Chamada de Breast Milk Baby (“bebê do leite materno”), ela vem com uma blusa para a criança vestir. A boneca Breast Milk Baby está recebendo críticas porque faz sons e se mexe como se estivesse mamando no peito. Na região dos seios, a roupa tem duas flores. Quando a boca da boneca chega perto das flores, sensores na blusa captam o movimento. Ela começa, então, a fazer movimentos e sons como se estivesse mamando. Lançada na semana passada, custa US$ 69,99 (R$ 109). De acordo com o site da fabricante, e segundo os jornais “New York Times” e “Guardian”, o lançamento provoca polêmica porque o brinquedo induziria uma sexualidade precoce nas crianças.

Segundo Dennis Lewis, representante da marca Berjuan, que fabrica o Breast Milk Baby, o produto permite que as meninas brinquem de cuidar do bebê de forma natural, em vez de usar mamadeira, como em outros brinquedos do tipo. “As meninas podem aprender mais uma forma de cuidar de um bebê, assim como se estivessem trocando, dando banho ou ninando”, disse Lewis em comunicado.

DEBATE NA TV

A discussão sobre a boneca parou no programa do apresentador de TV Bill O’Reilly, do canal de notícias Fox News, de grande audiência nos Estados Unidos. O’Reilly afirmou que a boneca não é apropriada. “Só quero que as crianças sejam crianças”, disse ele, enquanto um convidado do programa dizia que o brinquedo o deixava “horrorizado”. A fabricante da boneca respondeu dizendo que o canal de TV apoia grandes empresas que querem que os bebês se alimentem com fórmulas infantis, “ainda que a ciência já tenha demonstrado os benefícios do leite materno”. A Berjuan diz ainda que a boneca é feita para ensinar às meninas que a maneira mais natural de alimentar um bebê é a amamentação.
A empresa publicou nesta semana um comunicado no site dizendo que “Deus apoia a boneca”, ao lado de uma imagem da Virgem Maria com Jesus no colo".

FONTE: Folha Online. Reportagem retirada do site: http://blog.bemzen.uol.com.br .

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013, UM OLHAR PARA A JUVENTUDE CAÓTICA.

DEPOIS QUE TOCARAM NA ÍNGUA DA PORRA DA SAÚDE PÚBLICA DO BRASIL AGORA A IGREJA CATÓLICA SE PREOCUPA COM OS JOVENS.

A juventude desse mundo caótico de segurança, saúde e preservação da natureza está envolta a uma vivência que deve-se ficar se policiando ao extremo para não cair na tentação. A maioria dos jovens de hoje estão vivendo de acordo com seu própio querer, que é o que prega o estado vigente de democracia. Muitos, nessa peleja, acabam por escolhendo caminhos errados e vemos a cada dia em noticiários jovens envolvidos em crimes de natureza caótica. Muitos deles estão envolvidos até o talo com o mundo da droga e/ou da prostituição. é preciso que se faça algo por esses humanos senão nós vamos ver cada vez mais catástrofes e o nosso país cada vez mais envelhecendo sem ter muitos jovens encarregados de perpetuarem a espécie. é por isso que o catolicismo está preocupado com isso e teve de criar um tema tão em voga e um cartaz tão informacional. Vejam que a cor da cruz tem quatro cores sortidas que representam a grande tecnologia que muitos jovens já dominam. E a mulher que representa pureza deve ser valorizada, pena que não tiveram a preocupação  de mostrar um joven negro que é um dos que mais sofrem com um mundo que ainda o despreza.


O TEMA DESTA CAMPAQNHA É: "FRATERNIDADE E JUVENTUDE". E O LEMA É: "EIS-ME AQUI , ENVIA-ME" (Is 6,8).
Objetivo Geral

Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz.

Objetivos específicos

1 - Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a
elaboração de seu projeto pessoal de vida;
2 - Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;
3 - Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

VAMOS VER AGORA SE OS JOVENS VÃO PIORAR, POIS A VISTA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2012, PARECE ATÉ QUE A SAÚDE PIOROU E SE ESCANDALIZOU, ENVERGONHANDO PARA SEMPRE A HISTÓRIA DESSE MÍSERO PAÍS.

Fonte: http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade .

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ESCOL(H)A

POEMA: A ESCOL(H)A
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Pelo mando, desmando,
Pelo feito, defeito,
Pelo certo, decerto,
Pelo mato, desmato,
Pelo corro, discorro,
Pelo côro, decoro.

Pela forma, deforma,
Pela fama, difama,
Pela graça, desgraça,
Pela vida, divida,
Pela calça, descalça,
Pela vala, desvalha,
Pela lira, delira.

Toda escolha é uma ação contraria.

Feito dia: 20/ 02/ 2013.

MINHA TIMIDEZ ATRAPALHA.


ELA PODIA ME DÁ EM CIMA DE MIM.

PERCEBO hoje que a sociedade está cada vez mais mudada. Antigamente para se arranjar um namoro ou para dançar um forrozinho pé-de-serra era necessário que o homem tomasse a dianteira da parada e convidasse a mulher para engarfinhar os dois. Os tradicionais foras eram típicos da semvergonhice masculina e que não se discutia outra coisa quando um homem levava um não na cara. Hoje a coisa está diferente. As mulheres, não são todas, movidas por esse negócio de conquistarem seu espaço na sociedade que dizem ser machista ainda e de que o homem deve respeitar sua condição feminina, estão tendo iniciativa e estão revertendo o papel que antes era função dos homens. Elas tomam as rédeas do que as inquietam e fazem a conquista preterida. Para a maior parte da sociedade machista são mulheres oferecidas que estão se dando sem se valorizar. Para tais mulheres destemidas, elas estão dando a volta por cima nem que para isso tenham que usar a própria sensualidade do corpo.
Percebo que em festa já existem mulheres que chamam os homens pra dançar, construindo assim um damismo diferentemente do cavalheirismo de outrora. Outras, como a Fernanda do Big Brother 13, praticamente se oferecem de corpo e alma pra cima dos homens lhes dando a liberdade de poderem usufruírem de seu corpo da forma como eles bem entenderem já que este está sendo oferecido de mão beijada (o bom é que o oferecimento é tão explicito que se o cara não quiser já leva o nome de baitola e viado). Outras querem ficar afina força com o cara que elas escolheram naquela balada e não admitem rejeição. Outras sabendo que um determinado cara esteve apaixonado por elas, passam de frente a ele só para provocar e exibir o corpo na tentativa de prender a atenção do que elas chamam de lixo ou de bicho feio. É realmente muitas mulheres estão mais provocantes e atraentes, valorizam a conservação do cabelo porque é um objeto de conquista, assim como estão explorando o despudor de seus corpos fazendo topillés em qualquer canto, bebendo, fumando, vestindo roupas cada vez mais curtas e excitantes, como fez a Geise Arruda na faculdade; as blusas estão mais cavadas e a exposição dos seios em parte ou em todo já virou moda moderna. A mulher que for mulher e não vestir-se provocante não é mulher para os olhos da maioria que acham a beleza mais esplendorosa viver expondo o corpo que a natureza lhes deu. Se ao menos andássemos todos como os índios, aí tudo bem, mas a sociedade européia nos portou de pudor e não conseguimos mais nos livrar disso.
O chato é que muitas delas procuram beleza demais e acabam por se decepcionarem na vida, já que o belo trás em si os anseios diabólicos. Se toda mulher buscasse o amor e a fidelidade, não sofreriam pelos transtornos do belo que desgraça a felicidade, causa duplicidade na separação e só deixa a mulher usada como mercadoria e ainda se agrava mais quando alguma dessas mulheres resolve ter filhos.
Saiba leitor que eu não estou aqui defendendo que as mulheres devem ser submissas aos homens não, estou criticando o fato de saber como elas em certa maioria se comportam quando o problema é relacionamento com os homens. Isso ao meu ver só deixa-as vulneráveis a ação machista que acoplada a filosofia religiosa e natural lança essas mulheres a um comportamento hermético de críticas e de despojos. Devemos viver em um mundo que pela democracia prega-se uma vivência igualitária sem exclusão e sem distinção de natureza indesejável.

A BRINCADEIRA DE ROLO


POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
Antigamente os moleques do meu tempo se divertiam com coisas simples, mas que tinha todo um ritual e regrismo para se confeccionar um dado brinquedo para uma dada brincadeira. Não porque a gente quisesse brincar sempre disso, mas porque nós não tínhamos dinheiro para comprar os brinquedos estraga-prazer dos riquinhos da época. Visto de baixo para cima, até que um filho desses riquinhos se comovia quando avistava a gente brincando co coisas tão simples que a mãe desse riquinho jogava no lixo. Eles achavam interessante aqueles brniquedos e viam que a gente sentia um prazer enorme de brincar com eles já que éramos nós quem fazíamos nossos brinquedos.
A brincadeira do Rolo era muito divertida e a confecção do rolo era mais fácil do que tirar o pirulito da boca de uma moleca mimada e mijada. Para se fazer o rolo não precisava de muita coisa não, bastava ter em mãos arames, faca, cordão ou barbante, lata de leite ninho, terra branca e água.

Primeiro tínhamos, com todo esse material na mão, que se espichar no chão. Depois pegávamos a lata de leite ninho (quando não se conseguia a lata de leite ninho podia-se pegar tubos de água sanitária, tirávamos a tampa, colocávamos o arame, enchíamos de terra branca, molhávamos e pronto) e tirávamos a tampa. Furávamos a tampa com uma faca ou um prego, como também o fundo da lata. Daí colocávamos o arame por esses buracos, enchíamos de areia branca e molhávamos com água dormida. Colocávamos a tampa e amarrávamos o cordão nas em cada extremidade do arame que ficava pelo lado de fora. Aí pronto! O Rolo estava pronto. Daí só era puxar o Rolo pelo cordão e fazer suas manobras radicais.
Alguns moleques mais inteligentes colocavam um rolo pregado um no outro e aí faziam um trenzinho de rolos. E isso era com lata ou com rolos feitos de tubos de água sanitária. Outros também tinham o tino de fazer umas estradinhas pelos matos somente para os condutores de Rolo passar. E os mais acanalhados inventavam uma história de dá roladas um no outro e aí tomavam distancia e vinham em alta velocidade e danavam os Rolos de frente, sendo que o melhor rolo que ganhava na rolada era aquele que conseguia amassar o Rolo do outro.
O único problema dos Rolos era que a terra molhada com o passar dos tempos ficava muito podre e a catinga era grande. Também uns moleques com preguiça de irem buscar água em suas casas, chegavam a mijar dentro da lata. Era uma seboseira, mais era divertido. Outra coisa, quem quisesse fazer zoada com os Rolos só era pregar um pedaço de plástico de tubo e ficava a maior zoadeira no meio da rua.
Eu fazia demais esses Rolos e me recordo muito deles. Bons tempos foram aqueles das roladas.

CHICA CURIOSA


ERA uma velha mulambenta, cheia de pereba nas pernas, estava mais para Chica Perebenta do que para curiosa. Nascera com os zóião esbugalhados de tanto esticá-los para curiar. Essa fama foi desde a nascença e já na fase da puberdade teve ela de aumentar a sua curiosidade para cima das correias alheias e não tardou muito para ela encontrar o dia do descanso que a fez descansar com mias de cinco filhos. Vivia num sítio das amostras e não podia colocar sua doença em dia porque é no sítio que todo mundo é curioso e que dão definição de quem vai e de quem vem, de quem faz e de quem tem. Alguns filhos seus herdaram sua mania e outros detestavam ver a velha querendo saber o oficio alheio. Ora se até na vida dos filhos ela se metia porque não nas dos outros?
Ela costumava caçar graveto para cozinhar e deveras parava no meio do caminho para fofocar e curiar a vida dos outros. Tanto é que quando gente estranha chegava na casa dos moradores ela não media esforços para inventar um desculpa e ir até a casa do conhecido para saber quem era. Os namorados das redondezas tinham raiva dela porque ela ficava dando definições a um bando de velhas que se assentavam a noite no alpendre da casa da velha para baforar o fumo e o fumo da vida alheia. As velhas eram da mesma espécie da Chica, todavia menos curiosas, mas havia uma que era cabida ao extremo e tudo dela nas conversas puxava para o lado da semvergonhice. Tanto é que ela andava com um cabo de baladeira dentro da calçola para dizer que tinha sido o do marido que ela tinha cortado para andar junto com ela e as outras não se apoderar dele. Isso era uma lorota que ela contava somente para o bando de anciã morrer de rir. No entanto, a Velha do Cabo de Baladeira perdia a graça quando chegava Mané Pintado, homem muito conhecido de má fama na redondeza por espiá as muié tomando banho no açude de Major Cipriano. Ele era mais gaiato ainda e tinha umas brincadeiras meio imoral e muito arrancava graça das outras velhas, menos da Velha do Cabo.
E Chica adorava esses encontros porque o fuxico era grande e a curiosidade era saciada ao extremo do dia. E toda noite era assim: _??????? E logo se ouvia: _!!!!!!!.....
Só depois que a seca teve de arrasar aquele sítio é que a Velha decidiu ir pra cidade grande e lá é que começou outra fase na vida da velha: a curiosidade se modernizou e agora mesmo que ela não soubesse acessar um blog ou facebook, mas ela curiava quem ia e vinha de carro, moto, bicicleta ou a pé. A sua vizinhança toda ela dá cartaz e até teve de chamar a Velha do Cabo para alugar uma casinha bem próxima a sua para por as curiosidades em dia. Uma coisa é certa: Chica jamais seria uma marinheira de Ulisses.

PROFISSÃO E PROFESSOR.

POEMA: PROFISSÃO E PROFESSOR.
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Isso é só por falta de opção.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Na formação você só aprende teorias.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
No estágio você terá medo da sala de aula.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você sai da faculdade com certo gosto para ensinar.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você passa num concurso e agora leciona.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Sua sala tem mais de 20 alunos ou mais de 30.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você terá alunos normais e com deficiência.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Sua liberdade será controlada pela supervisão.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você será crucificado ou elogiado pelos pais dos alunos.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você vai trabalhar num calor brabo.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você trabalha muito e ganha pouco.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você deve participar das greves por seus direitos.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Comece a tomar remédio e a ter doenças.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você pra se aposentar você tem que ser o vovô da escola.
Qual a sua profissão? Eu sou professor!
Você está sendo professor, teoria da relatividade:

Se lhe aparecer um emprego que ganhe R$ 5000,00 por mês ou que você ganhe na mega sena você será o primeiro a deixar de lecionar. Mas isso também é relativo e raro de acontecer. E você já percebeu um fato curioso? O nome profissão tem o mesmo número de letras que a palavra professor e que permanece o radical PROF. nas duas palavras.

FEITO DIA: 23/ 02/ 2013.

A TIMIDEZ SOBRE O CÓDIGO SECRETO.


SE não fosse essa porcaria de timidez eu daria o grito do Santo Grau, onde a bela Sofia seria mia, e ia, ia, ia e ia... Ave Maria! Eu teria a coragem de ir até a figura enigmática e diria que ela é a pessoa mais importante para a essência vital, mais significante para o composto perpetuoso, mais avivas para o mundo hermético do excêntrico ser produtor. Se essa figura tomasse uma decisão, uma atitude estaria todos no mesmo barco e a vida então seria uma caixa de felicidade.
Não se sabe se a Sofia do código está solitária, esquecida, desamada, uma Luminate sem um olhar de decisão, mas dizem que ela ainda guarda uns fiapos de troglodita, claro que tecendo planos para que se possa estar no exilo mais o King-Kong, de preferência numa mata esquisita posto que na cidade não se pode abrigar um monstro de exagerada grandeza.
Mas agora a imagem de Sofia sai do mundo cinematográfico que ela mesma teceu e contracenou e vem na tormenta do Pirata que fugiu do Caribe e por uma década ficou renegado a um tesouro sem ouro dourado. A Sofia adentra na ilha e me persegue e eu que pirateio uma timidez não consigo trocá-la na agiotagem da razão. E fica se insinuando na tentativa de mim fazer descobrir o código antes já iniciado por curtas tentativas de curiosidade frescosa. O pior é que Sofia doura o sangue real de nobreza e eu um mero professor do Santo Grau não posso desvendar o jogo de Da Vinci já que minhas possibilidades históricas se foram com a fogueira santa do Tribunal da Santa Inquisição.
Por isso que estou tímido e acovardado, como um rato de esgoto, esperando a Sofia ser transformada cardiacamente pelo Salvador que dela se apodera do seu sangue azul. Se ele a transformar e a aceitá-la como filha fidedigna talvez ele me mande embora essa timidez e me coloque no ofício suntuoso de regressar ao estudo do meu código secreto.

OS CABIMENTOS DO SERIDÓ.


NO SERIDÓ de outrora, e ainda então persiste, se mostra como um celeiro de despudoramento insaciável. Começa quando criança e se espicha até a fase de velhice. Não se sabe por que, mas dizem os mais audaciosos que é por causa da quentura grande que esquenta os miolos das pessoas e fazem-nas melindrarem afoitamentos de despudor imoral, isso aos olhos da mesquinha sociedade moralizada.
Quando criança, falo-ei dos tempos de outrora, os moleques tinham o costume de andarem pelados por natureza ora por falta de dinheiro para comprar cuecas e calcinhas, ora por preguiça das mulheres que botavam os moleques para dormirem nus só para que eles não mijassem na rede. Os meninos andavam nus até a certa idade dos 10 a 11 anos de idade, depois era exigido que eles vestissem pelo menos uma cueca para que não andassem com os zezim de fora e outra porque também já estavam surgindo os matagais de bola e já estava deixando a mostra os efeitos excitatórios do enrijecimento machista. As meninas andavam nuas até mais a certa idade de 9 a 11 anos, pois sua genética não tardava a semear matagais em volta do estirão e os montes suspensos já brotavam vez por outra furando o molambo de pano que encobria a parte toráxica da fêmea. Brincavam esses moleques tudo misturados, na mais pura inocência, tirante do trivial de ter no meio deles um que já nascera com os desejos à flor da pele. Todos eles sem sequer um afloramento de incesto. Mas que intimamente o homem em geral já nasce com um extinto de reprodução e que na maioria das vezes ele procura tendenciar suas ações afim de que possa obter o mínimo de prazer. Também se eles tiverem visto as cenas desavergonhadas praticadas por adultos eles a copiam e tentam explorar afim de poderem vivenciar o que o adulto vivenciou. Brincando tudo junto e nus, os moleques não percebiam os órgãos ali expostos. Eram bem dizer uma Eva e um Adão no paraíso sem o gosto frenético da maçã diabólica.
Brincavam nos matos, em barracas, dentro d’água e nos tabuleiros dos sertões dos tempos idos. Os pais não poderiam estar de olho neles porque preferiam mais estarem trabalhando para garantir o sustento da família. As brincadeiras de casinha era uma das mais pervertidas que havia naqueles tempos, todavia porque havia sempre a hora de dar banho nos filhos ou nas filhas e os toques eram inevitáveis. Daí começava a maratona de carícias que só faziam os moleques pela primeira vez descobrirem seus próprios corpos e o dos outros também.
As meninas se atinavam a brincar de bonecas, muitas vezes até bonecos de zezim e tudo, e não dava outra se não copiar o que a mãe fazia com seus irmãos: amamentar os filhotes. Muitas delas achavam tão bom tocar nos pequenos mamilinhos que as vezes passavam horas e horas com a boca da calunga neles. Umas se inspiravam tanto nas tetas da mãe que desejavam logo que as suas tetas nascessem também. E quando a natureza demorava, elas próprias recorriam a passar cebola nos peitos, onde elas corriam para as moitas e ficavam lá horas e horas acariciando com a cebola os pequenos mamilinhos. Muitas conseguiam ter seus seios, mas deveras era porque já estavam na puberdade e não sabiam. Hoje elas já sabem mais ou menos o ano que seu corpo vai se transformar porque já no 5º Ano elas estudam isso. Mas antigamente não havia essa educação e as coitadas recorriam a costumes sem saber se funcionava ou não. Muitas dessas meninas brincando de bonecas aprendiam a ser mães, a vestir os filhos e a terem mais ou menos a idéia de vida conjugal, mesmo se divertindo pra isso. Elas logo despertavam a vontade de namorar, porém as proibições daqueles tempos eram mais rigorosas e não davam muitas brechas como hoje. Só que vez por outra havia os fugimentos de casa ou os buchos indesejáveis.
Os moleques brincando de policia e ladrão despertavam excitações um pelo outro no momento dos toques uns com os outros. Outros usando um cavalo-de-pau se amontava no bicho e relando os coquinhos no cabo de vassoura despertavam as excitações por atrito. Brincando de piu na água também os toques escondidos eram inevitáveis.
As gangorras além de divertidas eram ótimas para os moleques em geral se excitarem nela. O fato de se ficar com as pernas arreganhadas na gangorra causavam para a turma da época um momento de euforias externas e internas.
Ao entrarem na puberdade os seridoenses já estavam convivendo com as transformações do corpo e por isso seus cabimentos já tomavam rumos de fornicação ou se referiam a mesma. Para isso tinha as brincadeiras do galhinho-de-rama, tô-no-poço, passarás, as quadras de poesias, as simpatias e tantas outras que podia-se brincar. As meninas quando já estavam com seus seios graúdos e as ancas avantajadas gostavam de brincar de queimadas (jogo de bola com as mãos) num lugar aberto para expor seus corpos transformados, mostrar a sensualidade através dos cabelos e disputarem a força que já estavam sobre elas. Os seios eram mais vistosos para os meninos, já que quando as meninas corriam, eles ficavam num movimento pra cima e pra baixo. As meninas deixavam de ficar com os cabelos duros e já penteavam eles e deixavam de usar só calcinha para colocar um vestido de xita ou um saiote arredondado. O primeiro califum ou corpete a menina nunca esquecia e só era usado quando os peitos estivessem mais grandes. As meninas quando eram educadas no Mobral gostavam muito de ouvir canções dos violeiros e a declamar versos de amor. As cartinhas para algum pretendente só ocorriam com as que sabiam ler e escrever. O cabelo delas repartidos com um pente ao meio era sinônimo de beleza e atração. Muitas usavam banhas de animal ou de côco para amaciar ou abrilhantar os cabelos.
Os meninos eram diferentes. Eles quando ganhavam barba ou bigode ficavam felizes, pois já se ponham homens. Vestiam sempre roupas de tecidos quando iam atrás de namoro, usavam lenços no bolso e um pente. Um chapéu de abas curtas às vezes caia bem. Um sapato de couro curtido também chamava a atenção das meninas. As meninas achavam lindo quando via um menino andando de cavalo, pois logo imaginavam a belezura das princesas com seus príncipes. Muitos deles enxeridos ficavam de butuca ligada, sabendo a hora que as donzelas iam tomar banho no açude ou iam lavar roupas para que eles pudessem ficar numa moita só espiando os estirões dos brotos. Muitos tiravam horas nas batidas triviais. Quem era viciado nesse negócio era percebido a distancia, posto que tinha a fisionomia amarelada pelo tempo e as mão calejadas por praticar o ofício de macho. Alguns desses machos quando não encontravam muié e não tinham dinheiro para ir pros cabarés eles tiram o atraso nas jumentas, nas cabras, nas ovelhas e até mesmo nas galinhas. Mas a maior tradição era pegar as jumentas. O famoso comedor de jumentas era um sujeito meio amofinado para as muié e preferia pegar as jumentinhas porque elas nem conversavam, nem hesitavam e nem achavam o cabra feio. Era no dizer do que chama hoje de zoofilia. Isso não era muito aceito na época, mas existia folgadamente. Esses casos eram rotina no Seridó. Outros eram tomados como um desafloramento de donzelas, algo que nem um estupro que ia contra a vontade delas.
Já na fase adulta homens e mulheres mantinham os cabimentos em dia, tanto é que tinham filhos, um atrás do outro, como se fossem rios. Por isso que era costume as mulheres andarem sempre de vestidos. Quanto mais filho tivesse um homem mais macho ele era. E se um homem não pudesse ter filhos diziam que ele tinha nascido capado. As mulheres que tinham muito filhos era chamada de folguenta ou parideira. Dizia-se que a família que tivesse muita mulher os pais iam ter dores de cabeça. As mulheres chifreiras eram chamadas de varadas e os homens chifreiros eram chamado sapirico sem vergonha. Era raro naqueles tempos haver casos de homossexualismo ou lesbianismo. E as mulheres poderiam se juntar ainda na adolescência, desde que seus pais aceitassem esse relacionamento.
Na velhice, os velhos que muito fornicou na mocidade ficavam cada vez mais, mais enxeridos. Ou mesmo os que não fornicaram também ficavam afoitos. E tanto na fase adulta quanto na fase idosa as palavras na maioria das vezes continham certo teor de despudor.
O forró também foi uma maneira de atritar os cabimentos no Seridó devido ao movimento de coxa com coxa, de esfrega-esfrega e cafungadas nas negas. Os cambão de porteira que muito fizeram a alegria das donzelas de antigamente. Não se pode nem negar que o povo do Seridó é senão um povo enxerido, brincalhão e cheio de lorota. Os cabimentos também se faziam valer da audácia, da valentia e da astucia num sentido mais amplo da palavra. As músicas com seus despudores se infiltram no imaginário desse povo. E a poesia faz valer um mundo que a moral cívica quer superar, contrariando ainda mais uma natureza animalesca de sentidos, sensações e sentimentos.
PESQUISADO POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

A MOESIA DO METASSAURO

POESIA: A MOESIA DO METASSAURO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Um personagem folclórico
É àquele dos zói trocado
Um sujeito desdentado
Do corpanzil tão magrelo
Parece um homem flagelo
Que na seca é retirante
Procura uma certa amante
Mas nenhuma lhe dá bola
E já chamaram de boiola
Este sujeito meliante.

Um retirante da seca
Parasita, vagabundo,
Depende de todo mundo
Para se sobreviver
Toda farra quer beber
Toda festa quer poivar
Se ele puder ajudar
Ele ajuda com tão pouco
Quando bebe fica louco
Com vontade de brigar.

Teu peito é uma tábua
De passar qualquer molambo
A sua barriga do estambo
Está na pele com osso
A carne do seu pescoço
Já sumiu não sei por quê
O seu sangue só pra ver
Está bem contaminado
Com álcool adocicado
Faz o vício só crescer.

Os seus olhos tão perdidos
Sem um brilho de esperança
Até parece uma criança
Brincando no seu mundinho
Feito escravo do seu moinho
Dá sua vida por cachaça
Mesmo tomando de graça
É um porco imprestável
No seu lar irresponsável
Ver a vida por desgraça.

Deitado na sua redinha
Se espriguiça com preguiça
Põe fogo na sua lingüiça
No forró metalizado
A tevê é seu pecado
Mostrando bela menina
A bunda da dançarina
Faz o bicho ter tesão
É só na televisão
Que dispara a carabina.

Não sabe fazer comer
Pois quer tudo na boquinha
Espichado na redinha
Prepara a mãe sua comida
E ele na cara lambida
Ainda reclama de tudo
Só merece uns cascudo
Para o bicho se ligar
E parar de reclamar
Bicho dos zói de bicudo.

Só sabe abrir garrafa
Botar dose no seu copo
Se oferece, ele:_Eu topo!
Vou beber com meus amigos!
Uns malucos dos abrigos
Que lhe dá muito veneno
Na dosagem mais ou meno
Depois do copo terceiro
Fica um bebo sem dinheiro
É na chuva ou no sereno.

Muito bebo fica caindo
Um boneco do Magão
As pernas vão porque vão
Feito curva de carreta
É um bicho na sarjeta
Procurando quem lhe ampare
Quem o ver não o compare
Com a árvore quando cai
E do jeito que ele vai
Não terá ninguém que pare.

O magrelo, vara-pau,
É comprido e esticado
É bebo malamalhado
Que só quer aparecer
Se uma foto transcorrer
Ele quer participar
Com a cara de assustar
A máquina fotográfica
Detesta fazer ginástica
Pra não se desmoronar.

Tua fossa tá desdentada
Está um buraco negro
Ele nunca pede arrego
Quando o tema é bebida
Até esquece da comida
Quando está na bebedeira
Já tomou cana brejeira
Vódica, cerveja e ROM
Bebeu tudo que acha bom
Assentado na cadeira.

Quer mostrar que tem poder
Que compra coisa demais
Isso é puro cartaz
Para enganar quem pode
Ele parece um bode
Budejando sem parar
Só quer saber conversar
Sem bem entender o assunto
Tem discurso de defunto
Sem saber filosofar.

Se ver dinheiro dos outros
Ele pega sem pedir
Se a gente não conferir
Fica um amigo roubado
Tem a cara de safado
É maluco sem noção
Cafajeste, ruim, bebão
É chamado de pudim
Parece um guaxinim
Com garras em cada mão.

Ele foi abandonado
Por um ser tão desumano
E por puro desengano
Quer por fim a própria vida
Abraçado na bebida
Ver o mundo pelo avesso
Ele vai pagar o preço
Por querer tal liberdade
Vai sofrer calamidade
Que não vai ter recomeço.

Abandonou os estudos
E não quer saber de escola
Prefere viver de esmola
No sustento tão materno
É um bicho subalterno
Encontrado na pré-história
Um esqueleto na escória
E produtor desta moesia
Que ninguém quer na famia
Metassauro sem vanglória.

Feito dia: 18/ 02/ 2013.

A PERERECA DE ELISA SAPECA.

"QAUNDO NESSE MÊS DE FEVEREIRO CAIU OS PRIMEIROS PINGOS DE CHUVA EU LOGO PUDE VER E ME INSPIRAR NUMA PERERECA QUE ESTAVA MUITO ARREGANHADA, COM A LÍNGUA QUASE PRA FORA E OLHANDO PARA MIM. NOSSA DEUS MAIS QUE SUFOCO MISTURADO COM ALEGRIA".

ELISA SAPECA teve aqui no Seridó uma mania pouco conhecida da maioria da negada do sertão. Ela pegou a mania de criar em cativeiro uma perereca raçuda, gordinha, suculenta, que era acostumada a ficar quando era criança assubindo nas pernas dos moradores proximais, atrás de pererecar com a sua pererequice. A perereca quando criança era limpa, bem limpinha, sem secretar o líquido corrosivo que existe em seres de sua espécie já na fase adulta. Seus lombos beirais ainda não estavam desenvolvidos e posto sim que era mais fácil de um morador colocá-la no colo e alisá-la por muito tempo sem se lambuzar com o dito líquido. Tinha a cor esbranquiçada e de afunilagem encarnada sem nenhuma pelagem de matagal. Era fácil de pegá-la, pois ela deixava livremente algum morador afoito tocá-la com seu tato manual.
Decerto que tinha um morador que era costumado a pegar nela quando ela entrava no banheiro daquela tapera velha, ou quando ela se escondia no quarto dos outros. O morador muito inteligente e com experiência fazia algumas manobras digitais para pegar a perereca de Elisa. E ela gostava muito quando este morador pegava em sua perereca, pois dizia ela que seu bicho de estimação ficava bem mansinha, bem durinha e bem encarnadinha, onde poderia dormir por muito tempo no lago aquoso da vida. (Foto acima ilustrativa da net).
A perereca de Elisa não se misturava com as outras pererecas da redondeza porque ela queria se manter na mais alta estirpe de sua classe, de ser um bicho mimado, de estimação, criada em cativeiro, comendo do bom e do melhor, onde sua dona se matava de trabalhar, pagando aulas particulares com um adestrador de pererecas, de tudo ela tinha. Bonecas das mais caras para ela subir em cima, sainhas de renda ou rodada, estojos de maquiagem, batons e tudo que o lirismo literário pode imaginar. Sua dona queria sempre que ela brincasse com pererecas de sua idade, do gênero fêmea por natureza. Sua dona não queria que ela brincasse com nenhum sapo emprincipado ou nenhum caçote afoito, pois dizia ela que seu animal de estimação poderia ser poluído com ações que levariam a perereca a uma perdição enojada por ela, mas querida intimamente. A perdição, segundo sua dona, só aconteceria se ela fosse ensapada com algum veneno de um sapo pegajoso. De modo que não imaginava a dona que a perereca já tinha um tino atinado para a pererequice medonha.
O marido de sua dona, seu dono no caso, era caixeiro viajante e transportava a melancolia intrigante de matérias ora viva, ora morta pela quentura seridoense. Mas Elisa queria que pouco ele se importasse com ela, sem a super proteção, porque aí ela ficaria solta para brincar com sua perereca. Elisa até detestava quando sua mãe , uma mulher que sempre esfumaçava a vida dos outros com um fugão a lenha, se metia na sua vida, que lhe protegia e auto-paparicava ela assim como ela fazia com a sua perereca. Seu irmão tinha a inexistência de felcro quando o assunto era a perereca da irmã.
Foi senão quando Elisa foi crescendo, assim como sua perereca, que teve dela provar das descobertas não só da puberdade, mas da vida girina de ser. Viu que os líquidos que se secretava ou que se transpirava era a seiva enojada da propagação vital e que mesmo Elisa se transformando sua perereca também sofreria a metamorfose rotineira de secreções fétidas e pegajosas. E se em seus cadernos Elisa pouco se inspirava para os pensamentos trovadorescos que as espécies de sua geração eram acostumadas a fazer em prol da crendice amorosa, no mundo lacunar sua perereca atinava para a perpetuação da espécie, uma condição instintiva que nem mesmo Elisa com toda a sua inteligência manipulada conseguiu coibir o desafloramento vindouro.
Correu decerto a perereca de Elisa para o meio aquoso, lá pras eras de sua metamorfose adulta, e se espichou com toda listagem angular numa encassapada que doutrinou uma ovulação pegajosa e encaminhou a genética animal para copiagem da espécie na reserva líquida que havia nas redondezas da tapera. E procriou, e procriou, e procriou.
Elisa de inicio ficou envergonhada com o falatório da negada do sertão, pois os moradores já estavam acostumados com a idéia de ver a sua perereca sem a perdição que ela já tinha sido coorientada. Mas depois quando todos passaram a adorar os óvulos em metamorfose de sua perereca, Elisa até que bem deu a volta por cima e registrou na história da tapera lacunar a condição de que toda fêmea seja de qualquer espécie tem o direito natural de perpetuar a copiagem animal.
Foi assim que nesses primeiros respingos de líquidos pluviais caídos aqui no Seridó, avistaram os moradores do lugarejo lacunar os primeiros sapos e pererecas a caminharem desfilando no terreiro da inspiração. E ficaram eles felizes por avistarem em meio ao pequeno grupo de anfíbios a perereca de Elisa, na fase adulta, com sua boca a sorrir para o morador que lhe pegava nos tempos de outrora. Este morador havia se casado com uma moradora de um recanto longínquo e estava ali na tapera só de passagem. O adestrador da perereca havia se tornado uma espécie de instrutor, formando novos adestradores de animais de pequeno, médio e grande porte.
Elisa como uma humana que não procria seres em larga escala estava quase desaparecendo da memória literária, porém permanecia exposta na têmpera ativa de sua perereca, esta adestrada a servir por instinto de veículo disseminador da girinice lacunar. Seu pai havia partido para a ilusão celestial e sua mãe ainda mendigava os lampejos de uma vida sem desfrute aflorável, pois a osteoporose de sua pele se esbranquiçava ainda mais juntamente com a capilagem do declínio vital. Seu irmão tão cedo se pensou na vitalidade dele no seu quarto que logo se foi embora como presunto do dia.
Elisa agora em abandono sofre por não ter tido a liberdade sugerida pelo dito morador e sente ao ver na chuva que a perereca que tanto ela mimou e protegeu já não se passa de um pedaço de carne violada e segregada pela ensapada animalesca. Tudo que Elisa aprendeu no lar da auto-proteção já não valeu mais nada, pois nem mesmo a perereca que era, só no título, de sua jurisprudência ela conseguiu educar com todas as suas pompas de galochas. Coisa que se tivesse continuado o IBAMA seria um órgão que há muito tempo já tinha proibido esse tipo de criação animalesca. E a perereca segue seu destino de pererequismo sem o controle exacerbado de sua Dona Elisa.

QUANTO GANHA UM VEREADOR?


EU fiquei surpreso quando meu amigo e colega do curso de História Odair, um dos novos vereadores da Cidade de Caicó, que não tem papa na língua, disse em público que um vereador ganha na faixa de R$ 5500,00 (cinco mil e quinhentos reais) por mês. É um ganho muito bom levando em consideração o interior seridoense. É um ganho que você dá para viver tranquilamente e até folgadamente. Só pra se ter uma idéia, em um ano um vereador desses ganha cerca de R$ 66000,00 (sessenta e seis mil reais) e dentro do seu mandato de quatro anos, ele chega a faturar cerca de R$ 264000,00 (duzentos e sessenta e quatro mil reais). É a meu ver um empreendimento grandioso e justifica em locus a grande briga de gatos quando se tem uma campanha para eleger um vereador. E se um vereador ganha o dito montante nos seus quatro anos de mandato, imagine àqueles que têm seus oito ou dezesseis anos de mandato. Parcialmente já se tornam eles ricos. (Foto do site: http://www.tribunahoje.com ).
Teve cara que eu via na faculdade andando de fusquinha e que quando ganhou para vereador, não passou nenhum mês de mandato, ele já vinha pra faculdade com um carro novo. O cargo de vereador é na realidade um bom cargo e que pode tirar muita gente do quadro de miséria.
Mas é lógico que muitos desses vereadores que repetem de mandato fazem por merecer. Compram votos, ajuda o povo com remédios, sacos de cimento, carradas de areia, materiais de construção e tantas outras coisas que eles fazem, mesmo que existam leis eleitorais para coibir esse tipo de corrupção. Mas têm outros que na câmara reivindicam melhorias para a cidade e desenvolvem projetos de cunho social, e se valendo dos ataques contra corrupção e compra de votos, não dão nada a ninguém e vivem um mandato recebendo sua bolada.
Ainda se pode ver aqui no Seridó que muitos seridoenses que não ganham nada desses vereadores na hora da eleição dão o troco e não vota no meliante. E este perde a mamata se não souber investir a dinheirama que ganha.
O fato é que muitos desses vereadores para ganhar numa disputa com mais de cem candidatos (com na campanha de 2012 tinha cerca de 150 candidatos a vereadores) a solução é comprar votos na calada da vigilância. Ganha quem conseguir comprar mais votos e sempre está disposto a ajudar uma maior gama de eleitores nas horas de precisão. E o povo aqui do Seridó tem uma mania que eu repudio que é a de se um político ajudar num caso urgente de precisão o eleitor ajudado fica devendo a sua vida toda para o político. E toda campanha esse eleitor veste a cor do partido, vibra enlouquecido pelo nome do candidato e votam nele e até em todo o partido de cabo a rabo. Também esse eleitor está preparado a toda hora para discutir e até brigar para defender o nome desse político em qualquer canto que ele esteja.
Imagine só. Se os quadros fossem revertidos: o professor iria ganhar o citado valor, pois ele trabalha mais do que um vereador. E o vereador ganharia o salário do professor e não trabalharia no ar condicionado. Pense um pouco leitor, que cargo agora daria mais concorrência?
É realmente esse país precisa dar mais valor a Educação que é a que forma a mente da camada política dessa nação. Enquanto não houver um redivisão dos salários justos por cargos justos, não se verá progresso total e as reclamações só tenderão a crescer nesse estado de desigualdades sociais.

A PRODUÇÃO POÉTICA.

POESIA: A PRODUÇÃO POÉTICA.
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Quanto mais a coisa aperta
Mais produção faz o poeta.
Quanto mais a coisa arrocha
Mais o poeta nunca brocha.
Quanto mais a coisa afina
Mais o poeta assassina.
Quanto mais a coisa anda
Mais o poeta não desanda.
Quanto mais a coisa despenca
Mais o poeta causa encrenca.
Quanto mais a coisa dorme
Mais o poeta fica enorme.
Quanto mais a coisa pica
Mais o poeta só complica.
Quanto mais a coisa endurece
Mais o poeta lhe amolece.

Quanto mais o homem pensa
Mais o poeta recompensa.
Quanto mais a fome mata
Mais o poeta se enfarta.
Quanto mais a guerra fere
Mais o poeta não prefere.
Quanto mais o dia brilha
Mais o poeta quer ir pra ilha.
Quanto mais a musa doura
Mais o poeta ama a loura.
Quanto mais a mata chora
Mais o poeta conta às hora.
Quanto mais o fel amarga
Mais o poeta adoça a carga.
Quanto mais a vivência tem luz
Mais o poeta produz, produz e produz.

Feito dia: 21/ 02/ 2013.

SANTA JUSTA


ANTES de ser Santa Justa ela vivia não nos altares das igrejas, mas nos serrotes da Caatinga seridoense. Ficava que nem um bode a escamuçar nas pedras. Depois mesmo contra a vontade da filosofia conjugal ao qual ela fazia parte, foi brincar mais os anjos do espaço celeste em pleno chão do sertão. A negada não hesitou das peripécias e tratou logo de sentir nos carpos os montes de turismo e de sensibilidade que há muito não interdisciplinava com classes tão sonhadas.
Teve a Santa Justa de querer experimentar o que o oficineiro de galocha tão bem sabia imantar com o tinido da razão. Era o momento da produção manufatureira que se camuflava com bichos cegos e preferia chegar ao monte como o primeiro aventureiro ante a posse do engongamento prescritivo. E viveu, e sentiu, e gostou de tal maneira que já se notava um vicio oculto no caldeirão da fornalha adquirida desde o transpassar daquela porta de acesso vertical.
Depois daí, a Santa Justa entrou para o submundo dos debates enfadonhos e que não levavam a nada, visto que se saísse daquele templo era muito difícil se segurar na entregação ao paganismo de um mancebo de pintura esbéltica. E tanto é que a mesma cuja dita se formou nesse universo e por ajuda da dosdivana metida no recrutamento de perdição. Formou-se então esse primeiro compacto se suspensão duvidosa que se assentava de uma maneira de convivência arisca e enxotosa. Parecia que o engongamento não melindrava uma postura de raça que até então ainda estava se inteirando do mundo proibitivo. Levou-se uns tempos de duração e depois ouviram-se a desistência ariscada.
Não tardou muito, a deformação quis por que quis juntar os trapos do acaso com receio da vacância popular de cochichos e rumores. E juntou a amostra santa com o suntuoso de barbárie. Hoje não se sabe se isso vai dar certo, mas a tampa da garrafa já fora aberta e deveras o líquido teve de ser escorrido por provocamento atrital.
A Santa Justa deixou de vez os atritos dos serrotes e passou a freqüentar a taberna dos adoradores da força onipotente. E ficou ai tempos em tempos, depois teve de afracar as investidas pelo fato de ter colocado objetos circulares na esfericidade das pontas hidráulicas que permeiam as chagas daquela que se comportava como a justiceira, tipo um monte de matéria acatingueirada. E depois que a Santa Justa já na realidade teve de se tornar uma colcheira de abertura incalculável, veio pousar-se de aventureira da moral e dos bons costumes feito víboras de estrumes. Mas viu que o bicho já tinha reforçado os vermes dos chourumes e se fortalecido numa merda de esclarecimento selvático. Fez assim a Santa Justa comer a merda que cagou numa bacia larga, onde amarga a esperança de outrem.
A Santa Justa depois que ficou importante, cheia das frescuras bestas e montada num parasita dos carmas alheios teve de esquecer a grandeza de virtude e mergulha agora no Paraíso dos roedores mesquinhos que não respeitam nem a burrinha-de-padre dos outros, quanto menos o sentimentalismo alvoroçado. Teve ela cheia dos mimos mudar a nomenclatura de sua graça e passa agora a se chamar a Santa Justiceira .

Prelúdio a um Ledo angustiante de um Arrebol


MEU DISCÍPULO PRODUZ E O BLOG CONDUZ.

JOALISSON ESTÁ CRESCENDO ASSUSTADORAMENTE NO RAMO DAS PRODUÇÕES VITAIS. FICO MUITO FELIZ, POIS A ALTIVEZ DO SEU PENSAMENTO, COM SEU DOM DESDE CRIANÇA, COM SEU OUVIR DE ARSENAL E COM OS NOSSOS ENCONTROS EM AULAS REFLEXIVAS FEZ FLUIR O TALENTO DESTE GAROTO. VEJA O QUE ELE PRODUZIU A PARTIR DO TÍTULO PRINCIPAL EXPOSTO LOGO ACIMA:

"Aqui estou sentado nessa simples rocha, a olhar o por do sol. Vejo o vermelho soberano desse magnífico espetáculo natural, sem precisar comprar ingresso. Vejo os raios refletirem sua magnitude, vejo ultrapassar à tribulação existencialista do meu ser. Olho à minha esquerda e contemplo a insignificância humana, moldada por uma formalidade caótica, que tala nosso excelso orbe. Fito as nuvens e nela absorvo a demasiadamente o Bodhi. Lembro me da minha infância como uma transformação de uma folha seca que cai ao solo, gerando novas vidas, novos sonhos, esta a necessidade humana. A necessidade de metamorfosear se sem conduzir se ao precipício. Põe se o sol e com ele meu ledo e minha angustia e lembro me dos filantrópicos disformes de nossa maravilha, espalham a benevolência mesquinha de seu egocentrismo, como forma de salvar o seu ego.
Hoje me resta o amor, os amados, à alegria, à tristeza, mas essa eu à controlo, à poesia e também aquela, à musica, essa sim é transformadora. Musica é a poesia transformada em som. E digo o mesmo a poesia, esta transmuta os sons em palavras, estas duas expressão de tal forma o sentimento que, fantasiam o sofrer existente em nosso espírito. Quando me transformei em licantropo onipotente, pode beber do sangue que me deu a vida e pode ver o inconsciente tomar consciência de sua inconsciência, este sim, é o princípio da razão".

Autor: Joalisson Magyaver.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

OFERTA DE EMPREGO NO COMBATE A SECA EM CAICÓ

ABRIU CERCA DE MAIS DE 1 MILHÃO DE EMPREGOS EM CAICÓ.

A FUNÇÃO É SIMPLES E MEIO PESADA: CARREGADOR DE NUVENS. CONSISTE EM O TRABALHADOR IR LAÇAR AS NUVENS DO SUL E SUDESTE, CARREGADAS DE CHUVA, E DEIXÁ-LAS AQUI EM CAICÓ E NO SERIDÓ. O SALÁRIO VARIA CONFORME O TAMANHO DA NUVEM; PARA UMA NUVEM GRANDE É TRAZÊ-LA POR R$ 500.000,00 CADA UMA. PARA UMA NUVEM PEQUENA É CERCA DE R$ 250.0000,00.
VEJA ABAIXO UMA FOTO DA NET PRA VOCÊ VER COMO SERIA ESSE TRABALHO:

NOVA CONVOCAÇÃO DE PROFESSORES EM CAICÓ NESTE ANO DE 2013.

É UM PROFESSORADO DA CLASSE INFANTIL E POLIVALENTE DO FUNDAMENTAL.

ESSA CONVOCAÇÃO É MAIS DESTINADA A ZONA RURAL, VISTO QUE A CARÊNCIA DE DOCENTES NESSAS LOCALIDADES É MUITO FORTE. AGORA SE AGRAVA MAIS COM A QUESTÃO DA SECA QUE AFUGENTA OS ALUNOS E POR CAUSA DO ABANDONO DO SETOR RURAL AS ESCOLAS OU GRUPOS ESCOLARES NÃO COMPORTAM MUITO ALUNO.
MAS A CONVOCAÇÃO É DEFERIDA PELA ILUSTRE SOCORRO MARIZ, ENTÃO SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO, E ASSEGURADA PELO ENTÃO PREFEITO MUNICIPAL ROBERTO GERMANO. ELES RETIFICAM QUE:
"Os convocados tem que comparecer com toda documentação necessária até o dia 07 de março, das 8 as 13 horas no Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura". DESSA FORMA É BOM VOCÊ QUE PASSOU SE APRESSAR LOGO.
VEJA A LISTA DE CONVOCADOS ABAIXO:

  1. - Milena Karine Fernandes De Araújo – Professor Educação Infantil – Comunidade Furna Da Onça;
  2. - Maria Do Socorro Alves Da Silva – Professor Polivalente 1º Ao 5º – Ensino Fundamental – Comunidade Domingas;
  3. - Itamara Miranda Bezerra Dos Santos – Professor Polivalente 1º Ao 5º – Ensino Fundamental – Comunidade Nova Olinda;
  4. - Tamara Tassia Dias Dos Santos – Professor Polivalente 1º Ao 5º – Ensino Fundamental – Comunidade Pau D’arco;
  5. - Milena Fernandes De Araújo – Professor Polivalente 1º Ao 5º – Ensino Fundamental – Comunidade Umbuzeiro;
  6. - Ana Lygia De Figueiredo Pereira Diniz – Professor Polivalente 1º Ao 5º – Ensino Fundamental – Comunidade Barbosa De Cima;
ESSA LISTA VOCÊ TAMBÉM PODE VER NO DIÁRIO OFICIAL DO RN.

BLOG DO POETA DO SERIDÓ VAI BATER MAIS UM RECORDE

AGUARDEM, PESSOAL, POIS ESSE BLOG BATERÁ MAIS UM RECORDE DE CERCA DE 50 MIL ACESSOS. É UM COISA DE LOUCO, VISTO QUE NÃO PUDE PRECISAR, MAS AS PESSOAS ESTÃO ACESSANDO MEU BLOG PARECE QUE DIURNAMENTE. MEU CONTADOR DE VISITAS REGISTRA CERCA DE MAIS DE 10 VISITAS POR DIA.

ISSO PARECE SER POUCO, MAS NÃO É VISTO QUE O BLOG LIDA MAIS COM A POESIA, A REFLEXÃO E A CRÍTICA FERRENHA AO ABSURDO DOS ABSURDOS. ESTOU MUITO GRATO A VOCÊ ACESSADOR E A VOCÊ ACESSADORA DESTE NOSSO ESPAÇO. SE QUISERES ME AGRADECER É SÓ ME MANDAR UM E-MAIL OU ME LIGAR PARA 99257833.

SEGREDO D'ALMA


SONETO: SEGREDO D'ALMA
POETA: D. PEDRO II


Segredo d'alma, da existência arcano,
Eterno amor num instante concebido,
Mal sem esperança, oculto a ente humano,
E nunca de quem fê-lo conhecido.

Ai! Perto dela desapercebido
Sempre a seu lado, e só, cruel engano,
Na terra gastarei meu ser insano
Nada ousando pedir e havendo tido!

Se Deus a fez tão doce e carinhosa,
Contudo anda inatenta e descuidosa
Do murmúrio de amor que a tem seguido.

Piamente ao cru dever sempre fiel
Dirá lendo a poesia, seu painel:
"Que mulher é?" Sem tê-lo compreendido.

In: D. PEDRO II. Poesias completas de D. Pedro II: originais e traduções, sonetos do exílio, autênticas e apócrifas. Prefácio de Medeiros e Albuquerque. Rio de Janeiro: Guanabara, 1932. Poema integrante da série Versões.
NOTA: Tradução do poema de Félix Anver.

FONTE:  http://www.astormentas.com .

NÃO ME IMPORTO COM AS RIMAS

POEMA: NÃO ME IMPORTO COM AS RIMAS
POETA: ALBERTO CAEIRO (FERNANDO PESSOA) 


Não me importo com as rimas.
Raras vezes
Há duas árvores iguais,
Uma ao lado da outra.
Penso e escrevo
Como as flores têm cor
Mas com menos perfeição
No meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural
Como o levantar-se o vento...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A MORTE DE NANÃ

O MESTRE PATATIVA DO ASSARÉ, NORDESTINO FIBROSO E VIVENTE DE PRONTIDÃO, ANTES DE TER IDO ENCONTRAR A MOÇA CAETANA NO ESPAÇO DA LIRA CELESTIAL, DECLAMOU COM ESMERO O CORDEL "A MORTE DE NANÃ" DE SUA AUTORIA PERCEBENDO SUA GRATIDÃO PARA COM ELA.
VÍDEO DA NET.

CABEÇA DO MATUTO

VEJAMOS BEM COMO O GRANDE POETA CHICO PEDROSA MOSTRA AS IDEIAS PARAFURNADAS DO MATUTO DO CARA TER.  

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A TRADIÇÃO DE ROUBAR SÃO JOSÉ.

UMA SIMPATIA BOA PARA CHOVER NO SERTÃO NORDESTINO.

ASTO dia eu estava conversando com o grande profeta do inverno Manoel Estevão, que por siná mora bem pertim da minha casa, e ele me contava uma antiga história de uma tradição nordestina que já se perdera no calabouço hermétrico da modernidade sertaneja. Era tipo uma simpatia do povo interiorano, mas que envolvia uma espécie de furto a santidade de São José, um grande distribuidor de águas do sertão adentro. Contou-me que a velha sua mãe, no auge de sua crendice confiante, teve de ir visitar a casa de um coroné da redondeza de Campo Grande (antiga Augusto Severo) na região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, onde ela morava. Ao chegar na conhecida residência, tratou ela logo de organizar um converseiro com a muié do coroné e com suas fias. O converseiro era somente para tapiar o povo para que numa oportunidade que tivesse ela pudesse ir até o Oratório ou ao canto duma parede e roubar escondido a imagem de São José.

A tradição consistia em roubar a imagem de São José escondida do seu dono. Isso era feito antes do Dia de São José, pois quando chegasse no exato dia era rezado um grande terço aonde era chamado todos os moradores dos sítios circunvizinhos e da própria fazenda do coroné. Nesse dia, chegavas-se ao dono da imagem e dizia que tinha roubado a imagem de São José e que queria fazer o terço na casa dele no exato dia do santo. Nesse mesmo dia, ao finá do terço, colocava-se algum tustão para o santo e ia-se embora. Não tardava muito para a chuvarada vir e encher rios e açudes.
Dessa feita a mãe do profeta conseguiu dá uma escapulida e pegar escondida a imagem de São José que estava colada na madeira e ela foi escavacando, escavacando, até que tirou a imagem e botou-a dentro de um saco de pó. Passado-se os dias, chegou o Dia de São José e ela foi até ao coroné e contou que tinha roubado a imagem do santo e que queria fazer um terço na casa dele, do dono. Estando o coroné surpreso, deu a permissão para a feita do terço. Disse-me o profeta que nesse dia deu muita gente e que o destroço de vela foi grande e os convidados deram vários tustões que com isso deu pra o coroné comprar várias fitas para o santo e ainda poder fazer sua feira. O terço se deu adispois do meio dia e logo terminou. Quando todo mundo foi simbora da fazenda do coroné, já no fim da tarde, começou a se alevantar no céu do nascente um destroço de torreame grande, bem aivim, onde raios passaram a rasgar o céu e os trovões a assombrarem os medrosos apombaiados.
Depois disso, o interior norteriograndense foi lavado por uma enxurrada de chuva que encheu muitos açudes e rios. A fartura foi grande nesse ano e alegria foi muito proveitosa na fazenda do coroné.
Assim, essa simpatia, surtiu efeito positivo e fica como exemplo para o povo de muita fé acreditar no poder divino.

CHACINA DA CONCORRÈNCIA

POESIA: CHACINA DA CONCORRÈNCIA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Vou armar uma ratoeira
Pra pegar um pé de lã
Mostrar quem é mais valente
Quem gosta mais da divã
Quem foi louco de epístola
Quem mostrou paixão pagã.

Vou botar uma arataca
No pezim desta cancela
Com os dentes afinados
Para cortar sua canela
E também eu vou jogar
Água quente de panela.

E pra mim lhe envenenar
Vou comprar chumbim de rato
Misturar com a comida
Pra você morrer do fato
Estufar seu zói pra fora
Que nem ataque de gato.

Vou jogar a gasolina
E o seu corpo chamuscar
Engilhar a sua mangueira
Pra você não mais regar
Te prender no mausoléu
Para os vermes te rasgar.

Te jogar uma arapuca
De madeira reforçada
Para que a sua cabeça
Fique presa na cilada
Para que você desista
De viver nessa parada.

Vou atirar em você
Com a minha baladeira
Te lançar uma pedrada
Bem no mei da sua moleira
E fazer você gritar
Feito parto de parteira.

Vou jogar muita fumaça
De fumo dito pé-duro
Para que você padeça
De um câncer bem maduro
Ver o seu pulmão tão preto
Que de negro fica escuro.

Vou deixar você aidético
Sem usar a camisinha
Pois todo preservativo
Vou tirar ele de linha
Arrancar o teu pescoço
Como se mata galinha.

Vou jogar xixi de rato
Dando sua leptospirose
Vou passar raiva de bicho
Lhe deixar com esclerose
Preparar muita cachaça
Pra matar-lhe de cirrose.

Vou pregar você na cruz
Como fizeram com Cristo
Te deixar apodrecer
Isso vou deixar escrito
Acabar com a sua raça
Na chacina do que listo.

Isso eu faço com palavra
Com a minha inteligência
Pois eu sou poeta danado
Que elimina a concorrência
Defender meu território
É a minha penitência.

Feito dia: 06/ 02/ 2013.

MUÁ DO BAR SUCUPIROU


MUÁ DO BAR foi uma peça envergosa, chafudenta, mulambenta e truculenta. Sabia por fricote atracar um pinca-saco pra o matreiro se espichar em qualquer chã enchambenta de agueiro truncoso. Desde o diaral que a chibiunta se achegou pra arreceber o manueiro tardial que se nascedeu quando a irmanata do proeta prescutiu um ocasionismo de pegamento tatoeiro e maquinou um estágio de momento e gerenciou uma dupla mediação com o entocamento de uma vaginocultura esguichada numa motoreira de encarnamento postódico. Era por assim do dizerer a esposilda e prostibulenta do afamado Odorico, um abombarado de tornereiro acostumado ao apagamento das caldeirices de Muá. O Odorico detinha uma cilindragem calibradada de pretubeirandes que niqui quando afurou a riachadez da inxana branquiaral a chã impressionou a afunilenta que chegou a dilatacice da marginal labiosa. Teve que a juvemoça da Muá niqui quando estadiou o expanssionismo buchichal a se debandar para a urbanóide dos quatrosús (que pelo falatório era Ubuapuru no falar tarairiú).
Muá num era por peleira uma filhiota de pretidão, mas uma ovulenta de courice esbranquiçada, amarelenta pela ensolarada genétiquista de albinismo dos além-mar. Uma peça envergosa de capilagem danosa da raça ariana cuja vagem centrífuga era vista na redondice como copulenta das rebeldias afrontosas e mastolojas que impregnava na almada dos matuteiros que dela se apoderava com liberosa alvarada de perniciosa adentração manueira dos migalhos interinos que sijar estavam abitolados.
E mostrou-se senão a peça vantajosa de riachamento apetitoso e de calibre sucupirense, onde se pôde empernar de tal forma que a membranuda teve que se espichar diante do afrontamento atrital da epidermia ralada.
Pena que Muá do Bar acabou o acoitamento que de tanto aprendera a dedicação e vislumbrou a cilindragem para um futurismo sem práxis do encubamento praticável com àquela maquinaria do barômetro atracante.