sábado, 20 de abril de 2013

VEJA O VÍDEO DA PARTE CENTRAL DE CAICÓ.

VÍDEO CAPTURADO NA NET.

ÚLTIMAS CHEIAS DE ALGUNS RESERVTÓRIOS DO SERIDÓ

O BLOG ABAIXO POSTOU UMA TABELA AONDE MOSTRA AS ÚLTIMAS CHEIAS DE AÇUDES DO SERTÃO SERIDOENSE. VEJA ABAIXO:

VEM AÍ - ENERGILISMO - A NOVA RELIGIÃO.

NÃO PERCAM! 

SURGIU EM PLENO SERTÃO SERIDOENSE UMA NOVA RELIGIÃO. A NOVA RELIGIÃO TEM O NOME SIMBÓLICO DE "ENERGILISMO". A energia anteriormente explicada nesse blog detem um poder de geração e movimento. Tudo vive com energia e por energia. Nada funciona sem energia. 
O grande representante dessa nova religião que será exposta brevemente nesse blog será um Deus Energia que gerou suas energias. A fé seria a própria reivindicação da supressão dos interesses de outras energias. (a foto abaixo é da net e mostra as religiões de persuasão humana).
Muitas religiões foram criadas pelo homem numa tentativa de fazer prender o homem na sua própria necessidade de um poder sobrenatural. A existência de um Deus supremo e que seja a imagem e semelhança do homem não é comprovada, mas a energia que movimenta as coisas sim. Mesmo com a movimentação de gases ou de átomos a energia faz gerir a dinâmica e a produção das coisas. O energilismo não vai pedir dízimos para os lesados dos fiéis, nem tão pouco forçará o homem a agir fora de sua condição de animal. A nova religião coloca agora o homem no seu patamar natural de existência, longe de um livro qualquer de posições ambíguas e metafóricas. 
O energilismo será a religião dos sábios e dos analistas do comportamento humano. Será a religião que vai contra ao desenvolvimento humano que fuja de sua condição animal de ser. O energilismo é a religião da natureza.  O energilismo será a luz vivificante que gera os seres com dois lados: um positivo e outro negativo. O lado positivo se for forte pode afogar o lado negativo e gerar o bem de acordo com o interesse animal. Mas se o lado negativo for trabalhado e se mostrar mais forte que o positivo o mal vai sobressair de acordo com o interesse natural do animal.
Quem quiser se associar ao energilismo é só postar mensagens abaixo dessa reportagem e dizer que concorda com essa nova religião. No energilismo não se cobra a participação de ritos e rituais, e nem tampouco se evoca o nome de forças malígnas, pois essas não existem quando parte do propósito benígno da ação natural da natureza.
AGUARDEM  O DESENROLAR DESSA NOVA RELIGIÃO!

E TOME CHUVA NO SERIDÓ!

O SERIDÓ amanheceu sorrindo e com tamanha alegria estampada em quase todos os rincões do sertão. O tempão se formou desde ontem com uma rapidez danada de boa. As nuvens rapidamente se uniram como se estivessem sincronizadas e o calorzão que já fazia mais de 7 dias que atormentava os ranchos da pobreza secular que não gozavam de um ar condicionado e nem mesmo de um ventilador de ventos secos. (foto do Blog de Robson Pires - O Xerife).
Quisera o Deus com a força da fé popular que chovesse nessa sexta (dia 19/04/2013) pra entrar no sábado (dia 20/04/2013). E choveu... choveu... choveu! Passou a noite todinha da sexta pra madrugada do sábado caindo os estraladeiros em riba das telhas. Era uma chuvona. Com direito a trovões, relâmpagos, e água. Foi mais de uma hora de chuva. Os sapricos chega sapricavam a minha rede. Era a alegria, era a emoção, era a amenização das ameaças de seca braba no sertão de meu Deus. Os sapos já fazia a festa nos cóidos dos riachos, que mesmo tendo sido degradado pelo homem moderno e trasnformador ainda se ouvia de lohge os seus cantares. As experiências já tiveram de se aproximar das pretensões meteorológicas, mas foraam derrubadas. Sendo que outras se levantaram e anunciaram chuvas para o sertão. A seca pode ficar pra depois e o desepero também. Só espero que a politicagem sebosa desse nosso Rio Grande do Norte olhe para soluções que resolvam o problema da falta d'água no Seridó do semiárido. E que o sertão seja banhado com muita água e muita água. Por que ao contrário do Sul, quanto mais água ciar no Nordeste melhor é para o cabra da peste.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

BLOG DO POETA DO SERIDÓ É DESTAQUE NO BRASIL

 A informação do site "http://urlespiao.com.br "
que analisa o nível de acessos via internet nos sites particulares do Brasil dá conta de que este humilde blog já alcança dados espantosos de acessos. Está dito no referido site que o Blog do Poeta do Seridó Ednaldo Luíz é um dos mais acessados do país, ficando na posição de ranking de 507.525 em relação a outros sites particulares. 
Em média são quase 300 acessos por mês. Vejamos abaixo o que o site disse:
Páginas visitadas mensalmente
< 300

Páginas vistas mensais
< 300

Valor por visitante
R$0,08

Valor estimado
R$277,91 *

Links externos
27

Número de páginas
1.448



www.ednaldoluiz.blogspot.com
O site Ednaldoluiz contém links com conteúdo relacionado a Início, Quem É Poeta Do SeridÓ, SeridÓ CaÓtico, 0 Comentários, ReflexÕes De Ednaldo Luiz, e Saco Cheio.
Conteúdo 

Algumas das 4.825 páginas do site incluem "Blog Do Poeta Do SeridÓ Ednaldo Luiz," "BLOG DO POETA DO SERIDÓ EDNALDO LUIZ Maio 2010," "BLOG DO POETA DO SERIDÓ EDNALDO LUIZ Fevereiro 2010," e "Blog Do Poeta Do SeridÓ Ednaldo Luiz A Terra Vai Explodir Em 2012..".
Eu fico muito feliz com isso e isso não é mérito só meu mas de todos você que me acessam ou para me criticar ou para se informar das coisas que vejo e me inspiro no meu Seridó sofrido. Um abraço e continue acessando. Um cheiro nos zói! 

BLOG DA GILDENIA FREITAS É UM SEGUIDOR E DIVULGADOR ASSÍDUO DESTE BLOG

EU, EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS, COORDENADOR EFETIVO DESTE SIMPLES BLOG, TEM A HONRA DE AGRADECER A MINHA AMIGA DE POSTAGENS A BLOGUEIRA GILDENIA FREITAS ( http://gildeniafreitas.blogspot.com.br ) . , UMA GUERREIRA QUE ESTÁ TENDO A BOA AÇÃO DE DIVULGAR MINHAS PRODUÇÕES COM TODOS OS DIREITOS AUTORAIS QUE SEU BLOG PRESCREVE, COMO SENDO UM BLOG DE RESPEITO E CONSIDERAÇÃO COM AS PRODUÇÕES ALHEIAS. FICO MUITO GRATO POR VER TÃO BRILHANTE MULHER ABRINDO ESPAÇO PARA DIVULGAR ESSE TRABALHO QUE MAIS TARDE SERÁ VISTO EM LIVROS E MAIS LIVROS QUE PRETENDO PUBLICAR.
A VOCÊ GILDENIA FREITAS OS NOSSOS AGRADECIMENTOS E CONTINUE ACESSANDO O BLOG DO POETA DO SERIDÓ EDNALDO LUÍZ E SE DELICIE COM AS OBRAS INTERIORANAS E AS INFORMAÇÕES MAIS REVISTAS DAS PARADAS DO SUCESSO. 
DEIXO-LHE UMA BRAÇADA DE SAÚDE E FELICIDADE PARA VOCÊ.

sábado, 13 de abril de 2013

A BATATA DE ANINHA


POESIA: A BATATA DE ANINHA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Aninha tem uma batata
Com raízes tão pretinhas
É gorda, empapuçada
Gerada nas entrelinhas
Escondida num tecido
Deixa o pano espremido
Pra brincar de adivinhas.

Ela desde muito tempo
Conserva sua batatinha
Num tecido de algodão
Lavando bem a bichinha
No mimo da intimidade
O que se lava à vontade
É a batata de Aninha.

E ela muito bem depila
A pelugem da batatinha
A gilete só trabalha
Quando ela tá molhadinha
Ela fica tão varada
Quando vê toda pelada
A sua bela batatinha.

Ela abre suas pernas
Pra exibir a batatinha
Adora quando se olham
Pra aquela bicha gordinha
É a parte do seu corpo
Que deixa o mundo torpo
Lesado pela ful-Aninha.

E os machos sabem o poder
Da batata de Aninha
Até poeta esnobado
Adora sua batatinha
Pois Aninha tem uma voz
Que enfeitiça até nós
Que ler essa rimazinha.

O poeta então apalpou
A bela da batatinha
Era como apalpasse
Uma fina buchadinha
Mas no fim de cada ponta
A visão ficava tonta
Com uma fina canelinha.

Mas Aninha nem aí
Anda toda bem mansinha
Um falar tão carinhoso
Vem da boca de Aninha
Despertando o sentimento
O saber é o complemento
Pra mostrar sua batatinha.

Ela é tão sorridente
E relaxa a tardezinha
Era com se quisesse
Descansar a batatinha
Espichada num assento
Gosta de tomar um vento
Pra gelar sua bichinha.

Mas não deixa de exibir
Essa bicha tão gordinha
Sua carne é preciosa
Vive sempre tão quentinha
Não é uma verdura terna
Mas belo vê-se na perna
A batata de Aninha.

Feito dia: 12 / 03 / 2013.

O RIACHO DAS LOIRAS


Avista-se todos os dias aquelas duas loiras casadas com dois caboclos sisudos. Ambas já tiveram filhas de nomenclaturas satisfatórias. Tiveram as filhas senão no mato, perto ou dentro do riacho vívido de sensações. A primeira delas se chamava Furema, de origem russa, que era tão branca que parecia um copo de leite ambulante. Gostava essa de trepar num pé de juazeiro para comer juá e tomar banho pelada num poço fundo do riacho. A segunda delas se chamava Nanema, de origem quase alemã, era branca amorenada do cabelo pixaim. Gostava de pegar em cipó de trepadeiras, gritar como o Tarzan e nadar pelada nas águas do riacho.
O riacho era quase navegável, começando no alto do Pajaú e desaguando no Rio Pué. Nas suas cabeceiras corriam juazeiros frondosos cujos juás serviam de petiscos para sanar a fome daquelas mulheres que eram vistas como “diabos loiros” ou “serpentes de fogo” pela negada da região do sisal. Esta última tem o chamar devido aos seus cabelos amarelos. Havia uns serrotes de forma encamada onde línques e musgos teciam o tapete verde e também rosas de bucheiras coloriam as beiras daquele curso d’água.
Todos os dias se avistavam as duas loiras na banharia e no lazer das trepadeiras do juazeiro e do cipó de corda. Furema dava uma tapa de leve em Nanema e timbungava dentro d’águafeito sereias no cio. Estavam na libertinagem dos acasos. Furema porque perdera seu caboclo para uma aventureira de galocha. E Nanema, porque seu caboclo havia lhe desconfiado demais, ao ponto de perceber a querência cornífera de seus conhecidos mais chegados. As duas moravam no Sítio da Furna, com suas duas pequenas de idades em avanço.  Quiseram ser mãe solteiras do que viver enclausuradas no seu lar. Criavam suas pequenas, Gavi e Dlevi, com a ajuda da velhacaria que não deixava nada faltar.
O riacho era tão frequetado pelas loiras que passou a despertar a tesuda visão da cabroeira da região. Sendo que de todos os cantos, partiam levas e mais levas de machos de cópula intenção para espiar os corpanzis das loiras que ficavam como veio ao mundo: não temerosas dos perigos que os circundavam. Nenhum curioso macho se atrevia a desembanhar seu punhal, pois diziam que as loiras estavam em voltas a magias. E era só o que percebia quando a luz do Sol batia nos corpos brancos e refletia.
Tanto foi as estadias daquelas loiras seminuas que o “Riacho das Loiras” pegou fama no lugarejo. Lá havia uma moita aonde as duas loiras se deitavam à secagem dos corpos. Elas não levavam suas duas filhas para esse antro de libertinagem, pois temiam o lendário papa-figo que podia consumi-las com seu saco destrutível. Deixavam as bichinhas em casa, trancadas, como se elas fossem a escoria de uma vida conturbada.
E de tanto as loiras se refrescarem nesse riacho as suas águas já estão amarelentas. O Riacho das Loiras nunca seca, mas diz um poeta que aquilo é um coito para um tesouro perdido e quem o encontrar será eternamente rico no contexto social.

SERÁ QUE EDNALDO É UM HOMEM RICO?


ONDE EDNALDO BOTA TANTO DINHEIRO?

PORRA! Eu sou rico de vontade de te pegar suas quengas mal-amadas, suas putas enfezadas, suas gordas malamalhadas, bichas dos rachados arrombados. Eu queria pagar para te fazer achar a resposta para essa pergunta idiota. Que porra é essa minhas tias, tão de caô com minha cara? O papo é reto: vão cuidar da vida de vocês. Vão cuidar dos seus maridos ou será que eles já estão ultrapassados e vocês querem o trocar por mim?
E vocês seus machos abaitolados o que querem se importar com a minha vida? Deixe a minha vida em paz! Não se metam aonde não é chamado seus cornos de biqueira e viados do dissabor. Querem que eu fale às claras? Pois eu estou falando! Esse é o linguajar que eu uso para investir contra vocês. E eu não tenho onda só porque eu estou num bem público e numa função pública é que eu vou aceitar as perguntas de vocês não. Eu uso o dinheiro para provar do que são seus, se é isso que querem saber. Seus filhos de uma puta.
O que eu faço ou deixo de fazer com a minha vida é problema meu e não devo satisfação a nenhum de vocês seus cacetas embrunhados. Ninguém tem o direito de se meter com a minha vida. É isso que me revolta. Pro certo eu estou montado na grana, no cacau? Que porra que nada, o mísero dinheiro que eu ganho não dá para nada e as coisas estão mais caras do que o que a gente ganha. E ainda fica uma escola me afanando dinheiro com festinhas de apliques me cobrando os olhos da cara e filosofando um álibi de que eu só estou ganhando por causa da reca que ministro.
Claro, se vocês tivessem pelo menos filhas adultas que quisessem se casar comigo, ai vocês poderiam até assuntar se eu sou rico ou pobre. Cambada de vagabundos e fofoqueiros!
O que digo é que nesse mundo de hoje nós não podemos discutir três coisas: o salário que recebe, o chifre que leva e o provar do mesmo sexo. Essas coisas nesse mundo cruel que se diz democrático estão despertando reações assustadoras que estão pondo em risco a vida das pessoas. Discussões como a que você viu acima são geradas muitas vezes por pessoas que se sentem incomodadas com o tratamento que se afunila em relação a um alvo exposto. Quem revela quanto ganha poderá ser vítima de um assalto ou seqüestro, o que poderá pôr em risco a sua própria vida. Do mesmo jeito se faz com quem leva chifre que pode ou matar a companhia ou o autor das acusações ou ele mesmo ser morto. Quem gosta ou desperta o interesse sexual por alguém do mesmo sexo também pode, se o caso for escondido e quando revelado, pode ser capaz de matar ou ser morto. Então é preciso que se tomem muito cuidado com as coisas que se diz e se policiar o máximo do possível para não está cometendo um bullying terrível. 

A LANCHONETE DAS GULOS(EIM)AS


FOI idéia de Dona Asora, uma coroa feita de lentilha, ou talvez fosse de centopéia ruminante, que mal dava-lhe para andar ligeiro de tanto não resolver o problema de clientela com rapidez. Fez o antro de assalto capitalista ajudada por seu patrão e conseguiu colocar de graça umas garçonetes pestilentas que ora se ajudam, ora se agridem entre si. A primeira garçonete prova a comida quando está cozinhando e por isso ela está pegando forma e já se torna difícil passar no intervalo entre duas cadeiras do recinto. A outra, por não provar da comida feita e ficar fazendo a contabilidade do recinto por um book de última geração, essa garçonete é calibrada e afinada no requinte, pois seus olhos mortos dão a dimensão que precisa para o cálculo alimentar. Apesar desta valorizar as fanfarras facultativas, ela tem o compromisso com a sua clientela. Havia também Inventério o porteiro da lanchonete.
O que se sabe é que nesse recinto quando ressurgia a noite ou quando era um finá de semana acorria para lá uma trempe de velhas, coroas, separadas e amancebadas, doidas para degustar um tá de cremolin ou uma féjoada de rabada que Asora preparava. O bando vinha uma de cada vez, para num levantar suspeitas da vizinhança fofoqueira que teimava em ficar de butuca pra ver se via alguém adentrar no recinto e de lá sair com o que? As vezes o bando de vizinhas fofoqueiras ficavam a espiá de um antigo estábulo de burro véi, onde sombreava uma planta frondosa e de aspecto nativo. O bando ficava que nem burras velhas empacadas e não obstante miravam nas mãos das pessoas que entravam e saiam daquele antro de vacaria gorda. O cremolin era feito de taiada de jerimum com leite de jumenta e até que ficava gostoso. As véias adoravam essa mistura e diziam até que era afrodisíaco. Tinha por sina uma véia do Sítio Curió que morava sozinha e se enfartava com as comilanças da lanchonete. Ela não fazia armoço e nem janta e comprava aos montes para cumer escondida e nem de longe dividia o cumer com argum neto seu. Essa véia vinha até de jumento para essa lanchonete que a negada do sertão chamava de “Casa do Cumer”. Vinha a muié-dama do político da cidade a Dona Santinha e que trazia a prole a tiracolo. Vinha a muié de Seu Babaú, um véi dono de budega do local que era agiota e comprava sucata para ajeitar e vender mais caro. Tinha dias que até Seu Babaú vinha pra essa lugar, só cumer e economizar o dinheiro do armoço ou do jantar.
Vinha também a Fulô Amarela, uma muié casada com delegado local e trabaiava imposto de renda. Ela tinha uma fia de nome Fulô Branca que era proprietária da herança da parentela e trabaiava no Banco do Futuro. Também tinha a muié dum tal de Peixe, mas ela vinha pouco dia já que era mais amarrada do que nó num umbigo de menino. Vinha o Gordo de Luiz, fazendeiro de uma estação, com sua esposa de procedência alemã ou russa ou bruxa, filha de Humbeto Maria, este dono da buate Tirabota. Entre outros tantos, é de se ver que não freqüentavam a buate só a escoria social não. Era gente de estirpe alta, comprida, e que tinha uma preguiça danada de cozinhar e que preferiam economizar dinheiro comendo na dita Casa do Cumer.
Não que eu queira ser um fofoqueiro, mas me disse o velho Sandisse que nesse antro ou casa, localizada na cidade de Passárgada, interior do sertão adentro, se acha o cumer doméstico, dormido, aferventado, que ora pode dar dor de barriga, ora pode matar a fome da maioria de sua clientela que são mais mulheres do que homem. nesse lugar de vez em quando aparece o homem do trocadilho para cumer e observar o vai e vem de quem quer cumer também.  

A BRINCADEIRA DE NOTAS DE CIGARRO.


por: Ednaldo Luíz
FOI naquele tempo de moleque sambudo que eu vivi a mais prazerosa exatidão de minha criancice, misturada com uma certa desenvoltura intelectual pude saciar a minha sede de alegrias e felicidades que parecia ser eterna anti aos cuidados excessivos de minha mãe e ao medo sequeloso da brutalidade paterna. Pude beber de tudo junto ao meu porte jocoso de retirar das mais complicadas situações esparmos de risos e análises triunfais.

Lembro-me que no tempo de menino, por meio de uma carência contagiante de capital, despertou-me junto com a sambudice dos moleques da comunidade a necessidade de fazermos nossa própria moeda de ilusão capitalista. Era uma moeda concorrente e clandestina frente a moeda dos adultos que mesmo não sendo produzida em nenhuma indústria que colocasse o slogan de “SEM VALOR”, nós já sabíamos que não se podia comprar o que os adultos compravam, mas se podia conseguir em forma de troca o que a criançada detinha em seu poder. E isso ia desde um carro de plástico ou de madeira até bilas ou outra coisa que despertasse a ambição infantil. Esse tipo de comércio não era praticado somente por meninos não, até as meninas entravam na onda e era logo fácil de ser abitolada no uso capitalista. A moeda era de papel e feita a partir do que os adultos consumiam de fumaceiro estranho que logo nos disseram: é cigarro. O papel para fabricar a moeda em nota era retirado da embalagem das carteiras de cigarros usadas pelos adultos.
Nessa fase de molequice nem se ligava para o cheiro adocicado do fumo desfiado e também nem se atinava para algum tipo de bactéria ou substancia tóxica que podia se pagar com o contato dos dedos nus com o fumo já fumado. O que queria se vivenciar era o prazer de poder ter as notas nas mãos. As notas quando eram de valores muito altos ou que o moleque tivesse o maior número delas em seu poder ele era considerado um “homem rico”, dotado de posses e de poder de mandar e desmandar. Tanto é que em uma brincadeira de competição esse moleque enotado podia até comprar concorrências para disputar entre os participantes e aumentar sua chances de ser vitorioso.

Havia um costume entre os moleques de possuir notas caras, que consistia em arranjar carteiras de cigarros diferentes das que eram acostumados a encontrar nos lixos e monturos da comunidade e de suas redondezas. Notas antigas também valia muito como as famosas notas BELMONT que eu tinha por sinal e podia-se trocar por grande quantidade de outras notas conhecidas como “notas mais baratas” como as do cigarro PRAZA ou as do cigarro DERBY. As notas mais caras eram as do cigarro CORCEL, DALLAS, BARCELONA, TOP TEN, entre outras que eram mais encontradas nas cidades longínquas do Seridó como NATAL, Patos, Mossoró, São Paulo ou Rio de Janeiro. Quem tinha o maior número de notas caras era um homem rico e cobiçado por todos os moleques da redondeza. Uma nota cara podia afulibar um moleque que só tinha notas baratas e ele ainda ficava devendo a quem quis trocar. Não se podia fazer negócio com mulher não, pois elas não tinha a palavra de homem. só quando se pegava uma mulher que era conhecida na redondeza por ser “macheira”, aquela que gostava de brincar com as mesmas brincadeiras dos homens, aí sim, essa sim era uma mulher que tinha a palavra de homem e não voltava atrás das trocas e dos negócios de agiotagem que se fazia na época deu menino. Poucas meninas do meu tempo brincavam com os meninos, já que havia umas mães amedrontadas com medo das suas filhas se perderem no meio da molequeira.

As notas de cigarro tinham o seu valor acompanhando o valor das moedas locais. Elas eram usadas nas brincadeiras de pedras (uma pedra era jogada por um menino e o outro tentava acertar ela, se acertasse pagava-se um valor estipulado), em bingos, em tiro ao alvo, em bozós, em piões e em tantas outras brincadeiras que se via naquela época. Os moleques passavam horas brincando até se afulibar todo. Podia-se até apostar notas em jogos de bilas. No meu tempo eu gostava mais de brincar de pedra ou de bozó.

Dessa forma, as notas de cigarro de outrora faziam a riqueza dos moleques filhos de pobre, nem que fosse por pura imaginação, mas dava-se um gostinho prazeroso de se sentir um coroné-das-fóias-valiosas. A própria carência se misturava com o mundo do faz-de-conta e marcava um momento de capitalismo fumante. Tinha vez que nós até arranjava uma carteira de dinheiro e colocava as notas dentro. O lixo sempre nos deu a riqueza que queríamos. O bom é que poucos moleques se viciavam no fumo, até porque todas as brincadeiras que eu vivenciei no tempo de criança tinham suas fases, não era todo ano não. Ah, que saudades das brincadeiras de notas de cigarro! O bom é que eu ainda tenho um bocado de notas de cigarro caras, que vale muito. Valeu tanto pra mim que eu virei mero colecionador das minhas próprias notas. E você, tem notas de cigarro?    

AMOR SALGADO


POESIA: AMOR SALGADO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Este amor desde criança
Não era muito salubre
Por falta dos belos ubre
Era pura inocência
E movido por carência
Veio a manipulação
De ambas partes então
Na vida então se fez arte
E no tatoo da parte
Percorreu-se tantos partidos
Por vezes corpos compridos
Se viu em cinco edições
Por tantas e tantas emoções
Se provou da carne verde
Encostados na parede
Os animais perdem a razão
Buscam na pele emoção
E esquecem o tempo corrido
No prazer tão proibido
Lançam golpes digitais
São figuras irracionais
Num clímax animalesco
Que preferem muito o fresco
No contato tão carnal
Sem um querer conjugal
Se provam e se enfartam
Os momentos que se marcam
São provados bem na hora
Tanto tempo foi outrora
Se perdeu por ambição
E o amor que era são
Poluiu-se sem demora.

No seu tempo de escola
O amor era sereno
Inda não tinha o veneno
Que destrói a alegria
Se fazia quando queria
Tratamento desejável
Era pois um bem afável
Só sentindo o desejo
Nunca prostou-se um beijo
Pra sentir o coração
Era só na contramão
Todo sentimento afoito
No rompimento do coito
Que se via empapuçado
Fez um bem ao educado
Que sentia em doravante
Um calor tão penetrante
Faiscou bela caldeira
O amor ficou na beira
Desejando ser amante.

Mas com o passar do tempo
De análise familiar
O amor veio a encontrar
Um destino horripilante
Separou-se num instante
Por falatório infundavel
Logrou ser miserável
Bandido, gordo, feioso
Que jamais era gostoso
Um pobretão sem dinheiro
Um lixeiro, cachaceiro,
Ser maldito dos inferno
Disse firme o lar materno
Persuadindo a mente insana
Que ficou tão desumana
E deu descarga no amor
Humilhou e causou dor
No peito de quem amava
Não viu que o mundo girava
Pra um destino promissor.

Viveu festa e batucada
Quis beber e quis fumar
E até se viu beijar
A boca da besta-fera
Viu no meio da galera
A cólera que adoecia
E o capeta que fingia
Custear uma amizade
E viu que toda sua vaidade
Na noitada só se perde
O enxofre que se fede
Lesa quem tiver fraqueza
Viu que a busca da riqueza
Cobra um preço tão alto
O amor não vive em salto
Ele está na extinção
Quem o tem no coração
Não o doa sem certeza
Pois pra amar com firmeza
Tem que ser doce e tão puro
E não tracejar futuro
Correndo atrás de beleza.

Disso tudo que se fez
Hoje chora a desventura
Sua vida em sepultura
Sem amor é depressiva
Corroi que nem água viva
Lança o ser na agonia
Toda hora a alma é fria
Sem amor, sem esperança,
Mesmo vivendo em criança
Na inocência delira
Cria história, faz mentira
Vive a vida sem prazer
Reza muito pra não perder
O mundo do faz-de-conta
Mas quando a realidade aponta
O mundinho se desmancha
Difícil apagar a mancha
Que na vida foi pichada
Agora, não adianta nada
Correr atrás do passado
No chão que foi ressecado
Se ama a vida salgada.

Feito dia: 31/ 03/ 2013.