quarta-feira, 14 de agosto de 2013

POESIA ESPAÑOLA: DEL SILENCIO

POETA: EUGENIO FLORIT
 
Ahora ya está la brisa por el aire dispersa,
Con las manos hundidas en los árboles;
Pero en aquel momento se había ido tan lejos,
Que era como si no existiese memoria de su nombre.
Todo el silencio estaba caído por el mundo;
La tierra misma no era sino una gota de silencio.
Los segundos del sol bajaron a beber aguas muertas
Donde nacía la inquietud de unas horas futuras,
Prontas a alzar el vuelo con las palomas de la tarde.
Aquel minuto se extendía sobre las ramas inmóviles,
Abriendo una luz sin ecos, ni cantos, ni nada.
El silencio perfecto de lo que va a surgir y aun se detiene.
Ancha campana de cristal para la luz del mediodía,
Que viene limpia desde su nido alto
A florecer en una exacta rosa de doce pétalos.

sábado, 3 de agosto de 2013

SERRA NEGRA, POR UM CENÁRIO HISTÓRICO


ESSA É UMA PEÇA TEATRAL QUE EU CRIEI PARA HOMENAGEAR O ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE A QUAL EU TRABALHO. NO DIA 03 DE AGOSTO SERÁ APRESENTADA EM PRAÇA PÚBLICA PELA PROFESSORA RÚBIA E MARLENE, ONDE OS AUTORES SAO ALUNOS DA ESCOLA HERMES FURTUNATO DOS SANTOS, A QUAL SOU PROFESSOR. 
SERÁ ESTA APRESENTADA EM FRENTE A TRADICIONAL IGREJA DE NOSSA SENHORA DO Ó, QUE FAZ PARTE DE SUA HISTÓRIA. DESDE 2011 QUANDO EU COMECEI A TRABALHAR NA CIDADE QUE VENHO CONTRIBUINDO PARA A CONSERVAÇÃO E PROPAGAÇÃO DA HISTÓRIA DESTA CIDADE. E NÃO ME CANSAREI JAMAIS EM DEPOSITAR MEUS INCREMENTOS CULTURAIS PARA A SELEÇÃO IMAGÉTICA DESTE ESPAÇO HISTORICAMENTE VIVIDO.




POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.


            Quando o sertão era virgem e as serras eram quase inabitadas por seres com armas de fogo em punho, teve o homem branco invasor das terras do que viria a ser o Brasil a percorrer os rincões interioranos em busca de morada e riquezas. E quando esses povos resolveram a ocupar as margens litorâneas com grandes canaviais, teve o homem branco chamado de português de precisar criar o gado para abastecer as necessidades do engenho. Foi aí que precisando de mais terras para expandir a indústria canavieira o rei de Portugal (de onde veio o português), entre os séculos XVII a XIX, mandou por lei de carta régia que o gado criado perto dos canaviais fosse retirado para o interior de um Brasil ainda desconhecido. Mas primeiro foram designadas tropas de homens armados para fazer uma varredura nas matas e expulsar os índios selvagens dela.
            Então, logo no ano de 1680, partiu das bandas do engenho da Capitania de Pernambuco o português desbravador chamado Sebastião de Oliveira Ledo que chegou num rio cercado de árvores espinhentas e logo encontrou índios selvagens morando em suas margens. Eram os Tabajaras, índios valentes que sobreviviam às margens do rio que eles chamavam de Espinharas. Nas serras que circundavam o rio viviam onças bravas, famintas por carne fresca. Assim Sebastião não quis fundar sua fazenda de criar gado, pois os índios e as onças poderiam acabar com tudo. Daí ele pegou o beco, mas conheceu as terras do Espinharas.
            Só depois da carta régia de 1710, no fim de 1728, já sabendo que Sebastião havia descoberto as ditas terras, o português criador de gado Manoel Pereira Monteiro pediu permissão e proteção ao senhor do engenho de Pernambuco, reuniu sua família e disse pra sua muié:

_ Tereza, vamo reunir a cambada e vamo em busca das terras que Bastião descobriu! Fica na direção do norte!

            E Tereza, mais esperta do que raposa, disse:
_ Nóis vamo é ser morto pelos negos-da-terra! Mais se ocê quer então vamo! Mais leve uma escrava pra mim ajudar na lida do dia e uns nego pra cuidar do gado.

            Manoel pediu uns escravos ao Senhor de engenho e uma escrava. A escrava era linda, rebelde e bem arisca, mas trabalhadeira. Assim partiu ele com seus cinco filhos, todos varões, seus escravos e sua rabujenta esposa. Andavam a cavalo, os negros a pé tangendo o gado. Aqui e acolá paravam pra descansar e prosseguia viagem. Chegou as margens do Espinharas, que ainda tinha água boa de beber, no fim de 1728 e com seus filhos armados conseguiu expulsar boa parte dos tabajaras. E olhando para os seus filhos disse:

_ Meus fi, eis aqui um lugar bom de morar! Essas serras vão nos dá proteção e esse rio vai nos dá de beber. Vamo construir uma casa de taipa e cobrir de paia ou garrancho.

            Tereza foi logo rabujentando:
_ E nóis temo que comer, né, véi sem vergõe! Apois vá ocê Toin pegar uns bichos pra nóis cuzinhar enquanto os outros vão ajeitano a casa. E é pra fazer uma casa laiga e outra pra os negos.

            A escrava que se chamava de Preta recebeu de dona Tereza a primeira instrução:
_ Ocê nêga Preta, num pense que vai ficar oiando pro tempo, não! Pegue a vazia e vá buscar água no rio pra nóis cuzinhar, se não eu mando Mané lhe bater.

A negra saiu brava e budejando no caminho:
_ Essa veia sem veigonha pensa que eu sou o quê? Na primeira oportunidade eu fujo!

            Antônio (Toin como era chamado) que era um dos filhos mais velho chegou com uns bichos de caça e foi logo tratando para cozinhar. Dias se passaram e as moradias ficaram prontas. O curral ficou extenso e foi chamado por Manoel de “Curral dos Espinharas”. O gado ali foi posto e a família Monteiro morou ali vários tempos. Certo dia, quando Dona Tereza foi lavar roupa no rio e deixou Preta cuidando do almoço, teve Manoel de chegar em casa pra tomar água e vendo a negra de cóca ficou admirado e quis se engraçar com ela. A negra deu um pulo e saiu correndo dizendo:

_Sai pra lá véi sem vergõe! Sua muié é outra!

            A negra,então, acunhou pra uma serra e lá achou uma família tabajara e ficou morando lá. Manoel quis ir caçar ela, mas Dona Tereza ficou com tanta raiva que não deixou ele procurar a escrava fujona. E ficava dizendo:

_ Tomara que uma onça pegue aquela nêga sem futuro!

            E num é que a praga da velha deu certo! Certa noite sombria, quando a negra saia de sua cabana pra fazer uma necessidade fisiológica surgiu por dentro dos pereiros uma onça-pintada, muito faminta, frexou pra cima da escrava e a estraçalhou. A onça ficou de bucho chei e não conseguiu mais andar, foi aí que os tabajaras mataram a bicha. O tempo foi passando e quando Manoel soube que a sua negra tinha sido devorada por uma onça tratou de mandar:

_ Francisco e Antônio vão matar todas as onças que aparecer na serra e expulsar os índios que ainda moram lá.

            Os dois filhos obedeceram e começou a matança de onça. Eles expulsaram os índios e deram um pouco de conforto a família Monteiro. Esses dois se tornaram grandes caçadores de onças e em suas terras colocavam as cabeças delas enfincadas em estacas. Fernando e João, filhos mais novos do casal, eram padres e logo Fernando pediu ao pai:

_ Pai, faça uma capela pra gente poder rezar e seguir a palavra de Deus!

            Manoel disse:
_ Tá bom meus filhos, é bom ter sempre uma capela pra nóis orar. Mas que santo ocês quer na capela?

            João, muito esperto disse:
_ É bom colocar Nossa Senhora do Ó, que é santa da Europa e tem o Ó de onipotente presença de Deus.

            E assim foi feita a capela de taipa com uma cruz iluminada por tochas de fogo. Nessa colocou-se a imagem de Nossa Senhora do Ó que ficou sendo a padroeira do Curral dos Espinharas. O povo então foi fazendo suas casas ao redor e aí o povoado foi surgindo de mansinho. Certo dia, quando um caçador andava caçando preá na serra ele ouviu uns gritos de socorro de mulher e logo previu que era da negra que morreu ali. Isso causou assombramentos no povo do lugar e os caçadores ficaram chamando a serra de Serra da Negra. Era fácil de ouvir um caçador dizer:

_ Eu num caço mais naquela Serra da Negra, pro que se eu vê o esprito da nêga eu mim cago e mim mijo todim.

            A negra de Manoel por assim dizer, deu ao povo uma lenda e de Curral dos Espinharas o pequeno povoado ficou sendo chamado de Serra da Negra, que mais tarde abreviou-se para Serra Negra.


FIM


“Texto teatral produzido exclusivamente para a exaltação de forma humorística do aniversário da Cidade de Serra Negra do Norte, comemorado no dia 03 de Agosto. Esta cidade está encravada no sertão potiguar do estado do Rio Grande do Norte, sendo que por tempo foi pertencente a Capitania da Paraíba e depois ligada a Caicó. Sua história também começa com a lida do gado. E agora faço parte em parte de seus aposentos quando de outrora ensino sua história a geração serranegrense. Estou feliz por fazer parte dessa história”.
Por: Ednaldo Luíz dos Santos.
           
   

AVALIAÇÃO ULTRAPASSADA

VOVÓ não leve a mal, mas o vovô já bateu as botas e sem chacotas você já deu o que tinha que dá. Vá organizar seu cafofo porque uma vez por outra você já está na reta final. Pronto, vá aprender a proinfar, como diz o matuto e saia do luto que assassina os banhistas. Acho que você está com amnésia ou quem sabe com o mal de alzaime que se enche de ondas de rádio que vem e vão como bumerangue. Não adote a doença de comando que você pegou do escarro humano que se propagou na lama citadina. Vá apagar o fogo caótico que você tem na periquita ou pelo menos diz que tem sem saber se tem. A periquita é quem sabe uma boneca australiana que já está toda engiada pelo acido corrosivo que escorria quando se batia. Você não está mais creditando o dom de analisar e nem de questionar as ações joviais. Tua têmpera já está saigada e teus flácidos já não estão mais seguros como antigamente. Os valores que não contrariam o estatuto do idoso já estão se estreitando e a rotina miserável que se foi lançada agora permeia a retirada para uma renovação mais contundente.
A vovó em si era a Dona Benta e imaculada de um saco de farinha de trigo que havia nas antigas e que já está ultrapassado pelo tempo.       

AS AIMA PENADA NO SERIDÓ


POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

OS SERIDOENSES DESDE CEDO TIVERAM DESVELOS POR SUAS invencionices e crendices que ultrapassam a razão da persuasão adquirida. Certo que nem todo mundo tem a coragem que merecia ter, ora porque foi educado dentro de uma cultura amedrontada repassada pelos pais do sujeito ainda quando este tivera de mijar por muito tempo na rede. As conversas amedrontosas das calçadas de antigamente eram rotineiras as histórias de almas (aimas no dizer popular) penadas que apareciam para os sujeitos e eles se arrepiavam até os cabelos do... pé. Aimas que se atocaiavam nos camim dos transeuntes e apareciam espavoridas atrás de atacar o sujeito eram em tons caóticos os medos que iam se criando na cabeça dos que acreditavam. As avós ou as mães muitas vezes pra amedrontar o filhos para que eles não dessem trabalho inventavam histórias escabrosas que iam desde os lobisomem até as aimas penadas. Muitas filhas para não saírem nas noites caladas de escuro para se enrabicharem com seus mancebos eram levadas a acreditar que existiam aimas que atacavam sejam quem fosse e podia até matar a pessoa com seu tormento. Havia aimas muitas vezes atormentadas pelo infiliz das costas ocas e que vagavam pelo Seridó por causa que teve de enterrar potes ou panelas de barro cheinho de moedas de prata, pedras de ouro ou dinheiro mesmo de papel. Eram as butijas que os mãos de vaca ou os precavidos de futuro enterravam para usos futuros.
Contou-me meu velho pai (in memoriam), que Deus o tenha, que certa vez vinha da casa da namorada já com escuro e a vereda tinha que passar justamente debaixo de um juazeiro que dizem que é o melhor lugar de estadia das aimas penadas. O juazeiro estava frondoso e já muito sombrio, onde o Sol da tarde já estava se pondo. Daí meu pai andava com uma peixeira pequena nos quartos e não temia muito as coisas não. Mas niqui quando ele foi se aproximando do juazeiro avistou logo de longe um lençol branco estendido no chão, como se estivesse cobrindo alguém. Meu pai de inicio pensou que fosse logo um seu amigo que há tempos antes tinha prometido qualquer dia fazer um medo dos grandes a ele. Meu pai logo pensou nesse seu amigo e foi logo tomando coragem para enfrentar a visagem. Ai, ele foi se aproximou do pano branco e foi logo passando a perna por cima do dito cujo e foi tentar abraçar com toda a força aquela arrumação. Só que quando agiu com os braços não abraçou nada e seus braços passaram direto. Daí ele percebeu logo que aquilo estava meio esquisito e de repente seus cabelos começaram a se arrepiar todinho. O seu chapéu de paia chega subiu na cabeça. E quando ele olhou de lado viu o vulto branco perto dele. Aí não deu outra, ele não encurtou conversa e picou a mula com toda a sua vontade que ainda tinha. Na pressa ele soltou uma tarrafa que trazia num saco, perdeu o chinelo e passou numa cerca de arame bem ligeiro que chega se arranhou, chegou num açude já sem chinelo e teve de atravessar o açude a nado e chegou lá na casa de um conhecido já muito cansado, de língua pra fora e mudo, sem falar uma só palavra. Adispois ele contou que tinha visto uma aima.
Mas as aima num só assombraram meu véi não. Minha mãe também me contou que certa noite de pouca lua, numa casa sombria e iluminada por lamparina, na porta da cozinha , quando ela vinha se aproximano da porta, viu e ouviu uma pisada pesada na pedra que fazia um batente na cozinha e viu o vulto caviloso de uma muié toda vestida de branco com um pano na cabeça em pé na meia porta (porta de baixo). A muié olhou com uns oião pra ela e ela se arrupiou todinha. Outra feita, contava a minha mãe que quando ela estava dormindo quase acordada sentiu um peso medonho a se deitar em cima dela, como se fosse dá um abraço nela. Aí no outro dia minha mãe soube que tinha sido uma amiga dela bastante conhecida que havia falecido naquela noite. Outro feito e já muito antigo se deu aqui no bairro Alto da Boa Vista quando um tropeiro avistou uma muié loira nos pereiros chamando ele e quando ele foi a encontrá-la não viu nada e seus cabelos se arrupiaram tudo. Dizem que a muié era uma loira tão loira que parecia que tinha a cor do cão se fantasiando de ouro.
Outro dito foi que uma diretora avistou de relance, quando ela estava sozinha na escola, um neguim bem pretim correndo de um quarto pra outro e que ela procurou depois e não viu esse menino e logo se arrupiou os cabelos. Eu mesmo quando tinha uma barragem antiga aqui no alto da Boa Vista em que as muié gostavam de lavar roupas e dá banhe nos meninos já vi uma aima penada do outro mundo. Num dia que eu fui tomar banhe na barragem eu avistei uma muié pelada e dos cabelos de fogo nadando na água e que virou a cabeça com uns oi vermelhos e me assombrou fazendo eu meter o pé na bunda e correr com medo. O medo foi tão grande que eu corri todo nu.
Dá pra se ver que as aima do Seridó nunca deixaram os seridoenses em paz e que sempre atanasaram o sossego alheio a tal ponto de dizerem que elas estavam atrás de reza pra se salvar quando chegasse no outro mundo. Quando se via uma assombração do demõe ou se sonhava com ela, um terço bem rezado no outro dia era o costume e até mesmo acender umas velas para as aima encontrar o caminho de luz no outro mundo. Dizem que é porque a pessoa não está feliz no outro mundo, e isso ocorre na maioria das pessoas que faz muita maldade, ou que deve muito, ou que não quis morrer naquela hora. É, assim vou terminar esse texto, pois eu já estou todo arrupiado pruque eu escrevi esta obra com a imagem cerebral maquiavélica da Branca de Neve de Satã.

FESTA NAS IGREJAS CATÓLICAS

DURANTE A IDADE MÉDIA, conhecida historicamente pela Idade das Trevas, a Igreja católica mandava e desmandava na vida dos fieis e da própria sociedade. Ela é quem detinha o controle de tudo e foi ela quem atrasou por muito tempo o conhecimento científico e vital a toda espécie humana. Por muito tempo vários registros que davam explicações pra muitas indagações que surgiam com os adventos o iluminismo, foram escondidos e proibidos de serem lidos. Dessa forma, a Igreja Católica pintava e bordava naqueles tempos e se não fosse o glorioso e corajoso Martinho Lutero ter desafiado, claro com a ajuda de alguns reis descontentes com a Igreja, e criticado veementemente a venda de indulgências, o clérigo católico ainda persuadiria vários fiéis hoje em dia.
Foi a partir de Martinho Lutero que surgiram novas igrejas e novas religiões quem dinamizaram e amedrontaram o poder da Igreja Católica, fazendo ela mesma tomar uma atitude radical que foi a Contra-Reforma, criando a santa Inquisição e depois a Companhia de Jesus. Muitos fiéis ficaram descontentes com as atrocidades que a Igreja Católica estava fazendo contra os que ela chamava de “impuros”.  Ela teve senão de perder alguns fiéis por causa disso. Com o passar de muitos anos, muitas igrejas evangélicas foram criadas e o agregado católico mesmo grande, perdeu muito contingente de fiéis e continua perdendo.
Mas o que se ver nos tempos de hoje é que a Igreja Católica está deixando de ser muito radical e já está incorporando mudanças que jamais foram vistas dentro de um templo católico. As igrejas evangélicas se radicalizaram pelo fato de movimentar os fiéis dentro de seu templo e de fazer com que os fiéis não fossem meros papagaios de repetirem orações já escritas e prontinhas. Os evangélicos usam a artimanha de fazer a oração de improviso, feita na hora.  Assim sendo, a Igreja católica (sem deixar aqui ou nas entrelinhas nenhuma adoração a nenhuma Igreja, mas com a intenção de analisar o perfil das religiões que me cercam), deveras para não perder os fiéis, está abrindo suas portas para adentrar as artes cênicas ou as algazarras de fanfarras de batuques.
Analiso isso porque de frente da minha residência tem uma Igreja em que a muitos tempos tem sido palco de interpretações teatrais e batucadas estridentes a tal ponto que muitos vizinhos começaram a criticar se isso seria permitido no templo religioso. É uma algazarra tão grande que já vi juntamente com meus vizinhos até brincadeiras de adolescentes dentro do templo e sons apoteóticos de forró anti-religioso. Já vi teatros e mais teatros sendo enfocados dentro da Igreja e na presença maciça dos seus representantes. Houve até comércio dentro do templo sagrado (será que era uma venda de indulgencias disfarçada?) onde se compraram roupas e outras vestimentas de pechincha. Até eu mesmo tive de comprar uns teréns.
O fato é que eu me pergunto: até onde vão as regras ou os códigos de éticas de uma dada igreja? Os teatros podem ser feitos dentro de um templo? Pode-se comercializar dentro do templo?
Isso sem contar que já viram e me disseram que ocorreram bate-bocas dentro do templo e que o voluntariado estaria sendo sujeito a trabalhar com aborrecimentos. Porém, se a igreja daqui se manifesta dessa maneira acho que outras igrejas estão no mesmo caminho. Pode-se dizer que as casas de oração se tornaram um verdadeiro cenário circense. Talvez isso seja modernidade!