quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RAC BINY


POEMA: RAC BINY
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

RAC BINY BORRUINGON
UNO MIXU VARA NACE
SOPO KASA DUSUNDAÃ
QUIMETO AVORADILA
NABUS SATA TOMBANQUIA.

RAC BINY ROPAGARI
COMODEU CANDE CRENSSIA
EAGORRO TABOXANTE
ISPEINRADU UNO NOVANU
KISSOLODON NESSE IDIOMA!

FEITO EM 23/ 10/ 2013.

(Rac Biny é o persona -age).

O AÇUDE ITANS VAI SECAR!

E OS CAICOENSES AINDA CONTINUAM GASTANDO ÁGUA A TOA.



INCONSCIENTES CAICOENSES, venho po meio deste espaço bloguista para dar-lhes uns safanões por iba dos pé-du-vido e ver vocês agonizarem de tanta dor. Isso será o mínimo que vocês poderão senti se não começarem a partir de hoje, desse exato momento, de economizar a àgua do nosso Itans. Nosso açude não vai durar meses e mais de secas polongadas e vai expirar  como um vento sorrateiro. é de ver que ainda continuam distribuindo água do açude para outras localidades não caicoenses e que se extravisa água para aguações clandestinas, longe dos olhos da ANA. Isso é uma coisa inaceitável. O pior é que estão vendo o açude secar e as autoridades locais não se manifestam nem para mandar eafundar mais o açude e nem para destinar políticas públicas de socorro aquífero.
Mas ainda bem que a Diocese de Caicó está desenvolvendo uma campanha contínua de conscientização e de combate ao uso irracional desse líquido tão pecioso para os seridoenses. O cartaz de sobeaviso mostra a seca dura do açude e o gotejamento de torneias intríseca ao mal conserto e desligamento. Vamos entrar nesse embalo e vamos economizar água. E mais agora que o Sol está de rachar o coco da cabeça! E as escolas de Caicó devem se manifestar contra o desperdício abusivo desse líquido precioso e outras igrejas também. (Fotos do blog de Antônio Neves).
E é bom que você paticipe do Seminário para você se inteira do que está acontecendo.

sábado, 5 de outubro de 2013

O DIA EM QUE LÚCIFER FUGIU DO CALOR DE CAICÓ


POESIA: O DIA EM QUE LÚCIFER FUGIU DO CALOR DE CAICÓ 
POETA: ANTÔNIO NEVES.
Lúcifer quis visitar
As terras do Seridó
Escolheu logo Caicó
Pra puder vir pernoitar
Mandou logo reservar
Hotel, passagens, transporte,
Seguiu o rumo do norte
Vexado que só o cão
Pois queria conhecer
A capital do Sertão.
 

O danado logo cedo
Chamou o seu secretário
Deu de garra de um rosário
Fez a mala, botou terno
Pegou o trem do inferno
E seguiu todo animado
Aqui chegou enfezado
Procurou se hospedar
Na melhor hospedaria
Que tinha nesse lugar.
 

A escolha da cidade
Segundo ele relatou
Foi porque o cão falou
Que melhor torrão não há
Um bom destino pra ficar
Até chegar o carnaval
De Satanás teve aval
Pra gastar com que quiser
Cachaça, motel, cerveja,
Carro do ano e mulher.
 

Assim ele imaginou
Que a farra vai ser boa
Aqui eu não fico a tôa
Vai ser grande o bacanal
Dai puxou do bornal
Um Ray Ban bem prateado
Ficou logo invocado
Sentado no banco da praça
Foi quando sentiu calor
E percebeu a desgraça.
 

Com isso ele não contava
Logo que aqui chegou
A cidade quente achou
Feito fogo no terreiro
Parecia um braseiro
Desses de queimar carvão
Esbravejou pelo chão
Esculhambou o Eterno
Disse _ Aqui é mais quente
Que os quintais do inferno.
 

Que diabo de terra é essa?
Perguntou inconformado
Com o corpo já suado
Relatou a um parente.
Essa terra é mais quente
Que os tachos de melado
Que uso pra queimar pecado
Nos confins do arrebó.
Quero saber quem foi o doido
Que me mandou pra Caicó.
 

Com o olhar assustado
De quem tava arrependido
Pois já tinha percebido
A quentura é de lascar
Quis uma sombra pra ficar
Mas tava tudo ocupada
Quis tomar uma salada
Mas ficou encabulado
Pois nem ele aguentava
O cheiro de chifre queimado.
 

Sentiu o calor aumentar
No pingo do meio dia
Quis rezar Ave Maria
Mas não teve atitude
Piorou sua saúde
Teve desidratação
Pegou uma insolação
Fez uma prece a Jesus
Para não ser atendido
Em um hospital do SUS.
 

Ele disse _ Me lasquei
Pra que eu fui inventar
Pro fim do mundo viajar
Calor assim, ninguém atura,
Pois essa temperatura
Nem lá no inferno tem
Aqui não escapa ninguém
Valei-me Senhor, me ajude
Pois pior que o calor
É a crise na saúde.
 

Levaram o pobre diabo
Pra dentro de um hospital
Lúcifer passando mal
O calor não suportou
Um recado ele mandou
Pra seu chefe no abismo
Vou fazer malabarismo
Pra puder dessa escapar
Pois uma quentura assim
Nem o cão vai aguentar.
 

Pra piorar a história
Lúcifer desfalecido
Demorou ser atendido
Não tinha médico de plantão.
Quis tomar uma injeção
A farmácia tava fechada
Fez um exame de fachada
Pois se quer foi medicado
Foi ai que viu seu drama
Ao ser hospitalizado.
 

Mandaram assim transferi-lo
Pra outra localidade
Ele disse _ Por caridade
Tire-me desse lugar
Eu não quero mais ficar
Um só dia nessa cidade
Com toda honestidade
Digo sem precisar mentir
Debaixo desse calor...
O inferno é aqui!
 

Deus me livre, nunca mais
Eu piso nessa fronteira
Ninguém venha com besteira
Pra me trazer outro dia
Pode ter fé e alegria,
Mas o negócio é complicado
O povo tá abandonado
E nem mandando rezar missa
A saúde funciona
Pra acabar com essa mundiça.
 

Eu quero voltar pra casa
Pra perto do meu caldeirão
Lá não tem essa confusão
É quente, mas nem se compara.
Nem que seja num pau-de-arara
Eu vou fugir apressado,
Desse calor desgraçado
Bem antes que eu derreta
E o mundo fique sabendo
Que cozinharam o capeta.
 

Prefiro o meu inferno
As chamas do meu fogaréu
Lá pra mim é um céu
É quente, mas tem conforto
Saio daqui quase morto
Esta cidade é uma brasa
Nunca mais saio de casa
Acompanhado ou só
Pra inventar de passear
Pras bandas do Caicó.

Confira o Blog do meu amigo Antônio Neves, grande historiador e sindicalista das causas sociais.
http://professorantonioneves.blogspot.com.br .