quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A HISTÓRIA DE PEPEXINHO

POESIA: A HISTÓRIA DE PEPEXINHO
POETA: JOÃO IGOR NUNES FONSECA.

Era uma vez um peixinho
que vivia a nadar
por todo o oceano
doidinho para encontrar
uma peixinha bonita
para poder namorar.

Seu nome era pepexinho
bem dourado e sorridente
nadava nas correntezas
pois era muito valente
só não tinha uma peixinha
como sua pretendente.

Pepexe era o seu pai
um peixe muito durão
queria que o pepexinho
arranjasse uma profissão
mandou ele estudar
pra não servir de ração.

Pepexinho aceitou
do seu pai, o bom pedido
na escola do cardume
foi muito bem recebido
começou as suas aulas
bastante comprometido.

Então todos concentrados
prestando muita atenção
eis que alguém bateu a porta
tirando a concentração
era uma peixinha novata
de parar o coração.

Pepexinho se encantou
logo quis a conhecer,
mas ainda não sabia
o que iria dizer
então ele usou o dom,
que tinha de escrever.

Fez uma linda canção
especialmente para ela
colocou seus sentimentos
igual romance de novela
lhe entregou um belo dia
em frente da casa dela.

Pepexinha recebeu
a letra improvisada
que contava uma história
de forma muito engraçada
que deixou a pepexinha
totalmente apaixonada.

Então eles começaram
um dia a namorar
estavam muito felizes
já queriam se casar
foi quando o pepexinho
precisou ir viajar.

Pepexinha ficou triste
pois seu grande amor partiu
sem ter data pra voltar
do oceano sumiu
era o mesmo comentário,
“ninguém sabe, ninguém viu”.

Aí o tempo passou
pepexinha o esqueçeu
nem tampouco se lembrava
dos momentos que viveu
pois pra ela pepexinho
foi um peixe que morreu.

Eis que um dia agitado
um grande redemoinho
assustou todos os peixes
que estavam no caminho
foi quando alguém notou
um ponto amarelinho.

Quando a agitação passou
todos pararam para olhar
quem era aquele peixe
que de girar e de rodar
tinha ficado tão tonto
ao ponto de desmaiar.

O peixe era pepexinho
que tinha então voltado
com uma cor bem clarinha
além de muito machucado
e uma pequena folhinha
com algo bem enrolado.

Ao saber dessa notícia
pepexinha relembrou
de tudo que eles viveram
e tudo que se passou
chorou e ficou feliz
pois pepexinho voltou.

Então ela se arrumou
e logo foi visitar
pepexinho em sua casa
pra ele se explicar
o motivo do sumisso
sem ao menos conversar.

Ao chegar, a pepexinha
viu seu grande amor deitado
quando ele olhou pra ela
ficou tão emocionado
que o seu coraçãozinho
palpitou acelerado.

Aí, ela perguntou
o que tinha acontecido
o motivo pelo qual
seu amor tinha sumido
e ele lhe respondeu
baixinho no seu ouvido.

“Minha querida peixinha
quando eu fui viajar
fui em busca de uma pérola
pois queria enfeitar
o seu anel de noivado
para a gente se casar.

Mas tive um imprevisto
quando estava procurando
veio um redemunho forte
e acabou me levando
não tive como escapar
só hoje estou voltando.

E ainda digo mais
só voltei por nosso amor
enfrentei mil correntezas
para não morrer de dor,
sem você a minha vida
não tem sentido nem cor.”

Pepexinha emocionada
lhe disse – “Eu lhe esperei,
pois sabia que virias
me iludi e me enganei
que bom que está comigo
é tudo que eu sonhei”.

No dia do casamento
pepexinho retirou
do seu bolso o embrulho
que muito tempo guardou
era o anel de pérola
que na viagem encontrou.

E disse:

”Minha linda pepexinha
esse anel que lhe entreguei
foi o único motivo
que de você me afastei,
pois você pra mim é tudo
e sempre eu te amei”.

FIM


Autor: João Igor Nunes Fonseca.
Fonte: https://poesiaecordel.wordpress.com .

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ALTOBOAVISTENSE É DESTAQUE NO CENÁRIO CAICOENSE

O COLECIONADOR DE MEDALHAS.

UM DOS nobilissimos conterrâneos do alto da Boa Vista é um dos grandes destaques no cenário do esporte caicoense. Da família do ilustre Mororó, benemérito fundador do grande time de futebol " O Boa Vista" que abarca em sua casa uma enorme variedade de troféus, o jogador  Francisco Alexandre, popularmente conhecido como CHICÃO, já reina em seus aposentos uma grande coleção de medalhas que o mesmo aventurou ao longo de sua atual existência. 
Com um talento nato para o esporte na condição de grande goleiro, o Chicão é um orgulho da comunidade do Alto Boa Vista, zona norte da Cidade de Caicó/RN. 
DESSA FORMA O BLOG DO POETA DO SERIDÓ EDNALDO LUÍZ AGRADECE A ESTE GRANDE ESPORTISTA QUE ESTÁ FAZENDO VALER A DIVULGAÇÃO DA CULTURA SAUDÁVEL DO ALTO DA BOA VISTA.
PARABÉNS CHICÃO, esportista e amigo nosso de cada dia. (fotos do facebook do mesmo).

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

GRUPO DE TRABALHO CONTRA A PEDOFILIA

O GRUPO PERTENCEU AO PROFESSOR EDNALDO LUÍZ.

O GRUPO ABAIXO, DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, FEZ PARTE DE UM TRABALHO BASTANTE IMPORTANTE SOBRE O COMBATE A PEDOFILIA REALIZADO NA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE/ RN. TAL GRUPO DESENVOLVEU PESQUISAS DE REPORTAGENS SOBRE O TEMA E COLAGENS E APRESENTAÇÕES E APRENDERAM OS PRINCIPAIS ELEMENTOS QUE DENOTAM PEDOFILA.
TAMBÉM ESSE GRUPO FOI O QUE PRIMEIRO PASSOU POR MÉDIA NA SALA DO 5º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL HERMES FURTUNATO DOS SANTOS, LOCALIZADA NO BAIRRO DA LIBERDADE, ANTIGA SERRANEGRINHA, DA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE.
PARABÉNS AO GRUPO!!!! 

DEVEMOS MATAR OS VAGABUNDOS?

SEGUNDO O TEXTO ABAIXO SIM!

É COMO SE FOSSE O CÓDIGO DE HAMURABI QUE PREGA QUE O INDIVÍDUO FEZ UM CRIME DE NATUREZA MUITO GRAVE CONTRA A PAZ SOCIAL, ELE DEVE PAGAR TRAGICAMENTE POR ISSO.
A IDEIA É FAZER COM QUE O BRASIL COMPREENDA QUE NUMA DEMOCRACIA NÓS NÃO DEVEMOS ACEITAR UM DADO INDIVÍDUO QUE SE DIZ CIDADÃO AGIR CONTRA A PAZ, A VIDA E A PRIVACIDADE DO OUTRO. PESSOAS QUE AGEM CONTRA A DEMOCRACIA E OS DIREITOS CIDADÃOS DEVEM SER ELIMINADAS.
NO TEXTO ABAIXO OCORRE UMA REFLEXÃO DA PREOCUPAÇÃO DO BRASIL EM QUERER TER RESGATADO COM CLEMÊNCIA UM BANDIDO QUE FOI PRESO PELA INDONÉSIA POR TRÁFICO DE DROGAS E TEVE QUE SER EXECUTADO.


Durante toda esta semana que passou, todo mundo assistiu a novela trágica, mais de conhecimento perigoso do ator, o brasileiro que foi preso e condenado por trafico de drogas na Indonésia. Vários grupos “religiosos” e lideranças politicas, inclusive a Presidenta Dilma, rogou ao País um choroso pedido de clemência. Isto nos trouxe uma reflexão.
Quem precisa de clemência senhora Presidenta: Nosso Brasil atravessa o Mar de sangue e injustiça jamais vista na historia da humanidade. Homens, mulheres e crianças, estão sendo todos os dias executados, em suas casas, trabalho e rua. O trafico comanda estados e mesmo dentro das supostas cadeias de segurança máxima, sentencia suas vitimas.
Quem precisa de clemência senhora Presidenta: Policiais que juraram sobre a honrosa bandeira nacional, zelar e guardar através do respeito e a paz nossa nação, e hoje estão sendo assassinados, deixando suas fardas e seus sonhos, banhados pelo sangue de cumprir sua missão.
Quem precisa de clemência senhora Presidenta: Pais de família que labuta todo dia, de sol a sol, cumprindo seus deveres de cidadão,pagando seus impostos e contribuindo com o crescimento econômico da nação,  todo dia saem de suas casas, sem a certeza do retorno.
Quem precisa de clemência senhora Presidenta é o nosso Brasil que não tem moral alguma para chegar a outro país e rogar justiça. Um nação que não cumpre com seu papel de defender seus filhos, que empurra com a barriga e arrota seu descaso em modificar um código penal capenga e caduco.
Aos aventureiros que pensam que lá fora é igual aqui, acostumada a passar a mão em criminosos, que sirva de lição. Uma nação que tem respeito cumpri suas leis e não abre nem para o Papa.

“Meu Brasil, rogamos a DEUS por CLEMÊNCIA por cada um de vocês.”


Artigo do blog Kezia Lopes

O TRABALHO DE POESIA DE EDNALDO LUÍZ

EU, modéstia parte como professor, tive o prazer inigualável de conseguir trabalhar em sala de aula, no ano de 2014, basicamente na sala do 5º Ano da Escola Municipal de Serra Negra do Norte. 
O trabalho mediado foi de construção de obras poéticas falando da Cidade de Serra Negra do Norte com o tema "Serra Negra que eu amo". Quase todos os meus alunos de uma turma de 24 alunos conseguiram fazer uma obra poética que foi transformada em um livreto e autografado no mês de Dezembro do ano passado na festa de despedida. 
Eu pude ver na feição dos alunos a alegria de verem suas produções serem contempladas por todos os convivas, enobrecendo o ego da geração de aprendizes e produtores de história da cidade serranegrense.
Estou muito feliz e parabenizo a todos os autores do citado livreto do varal poético. 
Também na citada solenidade houve a premiação do melhor aluno da turma do 5º Ano de 2014 no qual foi premiado o aluno Samuel, o Mestre Samuel, conhecido desse jeito por tirar o maior número de 10 em quase todas as disciplinas.  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

OS PEDIMENTOS DE MÃO PARA OS CASÓRIOS NO SERIDÓ

NUM era que nem hoje os adjuntórios de mancebos do Seridó. Corria à fama os boatos de costumes inseparáveis da Cultura do povo seridoense. E isso era realmente benéfico à duração dos ajuntamentos de jovens macunluinhados ante a fornicação e depois a constituição familiar.
Os machos eram adestrados desde cedo a baixarem os lombos nas labutas do dia. Eles eram treinados primeiro a trabalharem para ajudar em casa, nas precisão do lar. Tinham que em certos casos aprenderem a profissão dos pais ou se especializar em outras, já que todo seridoense para se ter um futuro longe da saia da mãe e suor suvaquento do braço do pai tinham que ser multifuncional. Aprender um ofício era insuficiente para se dizer que estava preparado para assumir um família. E isso tanto acontecia com os machos quanto com as fêmeas.
A trivilidade das moças donzelas era aprender os ofícios caseiros, do esquentar o bucho num fugão à lenha; do prefumar os cabelos com a fumaça dos cozimentos; do furar os dedos com as agulhas pontiagudas no costuramento das calças e camisas do marido; nos fazimentos de filhos e no cuidar deles; no empunhamento de redes; no barrer dos terreiros e no vigiar das donzelas para que não se perdessem antes do casar.
Para a cabroeira, os prendamentos eram mais tidos para o usar da força. Os moços estavam renegados a aprender e saber plantar; tirar leite das criação; butar broca na Caatinga; pegar um peixe, um preá ou uma caça qualquer; devia zelar de gado, fazer faxina, tirar capim, tirar lenha e tantas outras especificidades que estavam acostumados os machos do Seridó antigo.
E quando estavam crescidos, moças e rapazes, trocavam olhares tímidos e amedrontados e já pelejavam fazer os paqueramentos rústicos mas atinados para união vindoura. Os pais do moço já o chamava nos carretéis e azucrinavam os zuvidos dele dizendo que ele tinha que fazer um negócio de homem e pedir primeiro a moça em namoro aos pais dela. E adispois, com argum tempo de convívio, o macho afoito tinha que trabalhar para conseguir um suster que lhe assegurasse chegar novamente aos pais da moça e pedir a mão dela em casório.
O dia da pedição tinha que ser agendado com antecedência para dá tempo do caboco controlar os neivos e ganhar uma onda de coragem que num chegava aos 10%. No intervalo do dia marcado para o dia do acontecido era danado a inquietação do caboco que chega perdia a fome. E era fácil nota o aperreio dele pruque ele só vivia cabisbaixo.
Na véspera do dia do pedido o caboco véi se danava a rezar para santo Expedito ou Santo Antôin na ânsia de se arresorver tudo nos conformes.
Chegado o dia da pedição, o moço passava o tempo em repensagem, orando aos santos em desassossego e comendo aos tiquin. Era uma morgação grande! Nem cana pudia tomar causo de que não pudia dá má impressão ao pai da donzela.
Com antecedência da hora marcada o caboco já estava se aperriando na arrumação das roupas e da prefumagem aceita. Penteava senão os cabelos assanhados pelo tempo com água e uma espécie de gel que alisava a cabeleira de tal forma que a cabeça do malogro ficava igual a uma lambida de vaca. Era de prontidão se colocar um lenço no bolso das calças para aliviar os suores de ansiedades e um pente pequeno no outro bolso para pentear os cabelos assanhados pelo vento das veredas do sertão adentro. Os sapatos quando se faltava graxa comprada em loja, era de comum se passar cuspe para a limpagem da poeira com a atritagem de um muloambo mulambento. A barba era feita com cuidado para que não arrancasse nem um sinal e nem cortasse a face de alguém.
Dada a hora de ir ao encontro do chefe patriarcal da família da donzela o caboco tirava ás pressas para a casa do chefe, fazendo parada no mei do camim para ensaiar algum trololó. E ia mermo, tremendo de medo. Era numa mudez danada e de tempos em tempos a parada fronteira debaixo de um juazeiro ou de outra árvore qualquer insuflava a mesmice de falar sozinho.
Chegando à casa do pai da donzela o caboco véi de potranca desapeava do animá e ia logo se ter com a donzela, conversando quaisquer besteiras pra ver se a fala tava nos conformes. Quando o véi carrancudo e de costume severo se prostava diante do mancebo, este deveria gentilmente dá os boas da parte do dia vivido. Adispois se destinava a dizer o nome e a sua parentela, para só depois fazer o pedido formal. Se o véi tivesse armado isso demorava um tiquim, pois a língua tremulava. Feito as apresentações, o caboco já com um certo ar de intimidade dizia no que trabalhava e já ia fazendo pedido: para que o futuro sogro lhe desse a mão da filha em casório. Se o véi aceitasse aí começava outra sequência de espera, que era o NOIVADO. Ah, se hoje fosse assim. 

MENINA DO PASTO

POESIA: MENINA DO PASTO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS

Ela caminha no pasto
De pé descalço no chão
Vai procurando as veredas
Na completa sequidão
Vai procurando graveto
Rasgando a pele da mão.

Pisando em bosta de vaca
Apodrecendo seu pé
E se alimpa na babuja
Com frescura de mulher
Capim seco faz a cama
Pro deleite de quem quer.

Ela anda estrumada
Pisa firme nas areia
O seu pé com rachadura
Deixa o passo fundo à meia
Se seu pé cavasse terra
Amanhã vinha a semeia.

Pisa em tanta folha seca
De velame e de mofumbo
E se anda em pedregulho
Quase sempre leva um tombo
Quando avista um juazeiro
Ela teme malassombro.

Vai tomar banho de açude
Faz um benzo sem pecado
Pois tem medo de encontrar
A grande cobra de veado
Tem um medo de piranha
Ou remanso desgraçado.

E se ver uma raposa
Ela corre em disparada
Sobe em copa de oiticica
Pula em pedra despenhada
Corre entre xiquexique
Sem levar uma espinhada.

Sobe em grande serra alta
Sobe em pedra de serrote
Obstáculo bem pequeno
Ela diz que é pixote
Todo dia ela caminha
Dando salto de pinote.

Quando sai para caçar
O cabrito duma cabra
Ela anda cabisbaixa
Sem falar uma palavra
Quando acha até parece
Que ela diz “abra a cadabra”.

Se vai procurar no choco
A galinha chocadeira
Ela revira capim
E galho de catingueira
Acha o ninho com talento
Feito franga de primeira.

Se destina a buscar água
Vai contente sem recinto
Leva topada em pedra
Gruda nela pega-pinto
Na lama leva escorrego
Pra ela tudo é pressinto.

Busca água de galão
Cria massa muscular
Monta em jegue miudim
Faz coivara pra danar
Pinica dentro do mato
Que ninguém pode  achar.

Ver açude esturricado
Chora feito um neném
Pensa no sofrer alheio
Que a seca faz o refém
Na panela não tem nada
No bolso não tem vintém.

Mas ela bem observa
Que no pasto surge vida
Sem a vida Severina
Que gera a Triste Partida
Pois os animais comungam
Da terra tão desmedida.

O território é seu pasto
Que ela mesma domina
Andando pelo sertão
Vivendo a força da sina
Se o mandacaru fulora
Tem namoro da menina.

Feito dia: 15/ 01/ 2015.

A FALTA DE HIGIENE NAS BODEGAS E BARRACOS SERIDOENSES

                   
É DE SE ENOJAR que antigamente, e ainda ocorre em dias atuais, a falta de higiene que pairava sobre as ações da cabocada, talvez, na época não fizesse a provocação de muitas caretas de enojamentos por parte de quem fazia o consumo do que se podia oferecer desde então. Mesmo numa época em que as comidas grosseiras eram vendidas em cuias, os inventários de comerciantes mequetrefes não detinham a preocupação de oferecer aos clientes um bom atendimento, coisa que a vigilância sanitária teria uma baita de uma dor de cabeça para tentar solucionar as falhas expostas. Até mesmo o código do consumidor nem ia atuar em espírito.
Nas bodegas de antigamente os vendedores pegavam as coisas com as mãos nuas, sem proteção, e o índice de bactérias era grande. Foi ou não foi havia um cristão doente de diarréia de botão e tudo mais. Não se sabia muitas vezes a procedência do uso utilitário daquelas mãos que muitas vezes se flagrava um dono de comércio coçando o rabo ou os zovos. Tinha uns que no teor das eloqüências limpava o salão ao magote para ter festa adispois, como se dizia aqui nos sertões.
Os pães eram vendidos em seboseiras das mãos, que às vezes até prefumado eles ficavam. E o consumidor tinha que comê-los sem reclamar. Sem falar no mosqueiro medonho que sobrevoavam os pães e quando achavam um descido do saco aberto entrevam pra dentro e faziam a festa.
Imagine leitor também as carnes que eram vendidas antigamente. A falta de higiene e de conserva da carne era tão exposta que o tempero era vendido a céu aberto e com recheio de tapurus por cima. Não havia geladeira antigamente e tai o surgimento da carne de sol e seca. Comer carne com tapuru era o trivial principalmente para a classe menos abastada.
Mas esses modos de vendanças atravessou os tempos e podes crê que mesmo hoje com tanto ensinamento de boas maneiras ainda tem vendedores de barracos ou de barracas que não tem a completa noção de se vender algo com boa higiene. Muitos cursos aparecem por aí e muita gente que se destina a venda não procuram se especializar e ficam atendendo o pessoal na ignorância e na falta de cuidado com a saúde do cliente. Para se ter uma idéia certa vez fui lanchar num barraco e a vendedora me atendeu com a falta de higiene três vezes: na primeira vez ela me serviu um leite com cabelo dentro; na segunda pegou o pão com ovo com as mãos nuas e me deu; e na terceira que foi a gota d’água, pegou meu lanche com as mãos velhas cheias de gostos de cebolas e desde então nunca mais fui seu cliente, pois reclamei, reclamei, e reclamei...
A chance de pegar uma cólera é grande. E tem muitos que eu já vi: comerciantes pegar os pães com as mãos nuas, cortar queijo em cima do balcão “limpo” e seco, botar sorvete aparando as bolas com os dedos nus; vendedor de banana e de carne vender tais produtos com cigarro véi na boca; vendedor de pipocas coçar o nariz e depois ir vender pipoca aparando elas com os dedos nus; vendedor de leite vendendo leite com mosca dentro; e assim por diante. Chega a gente enguia!!!
É duro de se ler isso mas é puro fato e que talvez preocupe as pessoas. Muitas doenças são adquiridas nessas comilanças de barracos e barracas. Porém não são em todas. É preciso que o consumidor reclame muito para que o comerciante tome consciência dos seus atos, porque isso fará bem ao cliente e ao vendedor que terá seu comércio divulgado em observância da higiene e do bom atendimento ao consumidor.     

FORQUIA TORTA

POESIA: FORQUIA TORTA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

FORQUIA toda engembrada
Segura a cumeeira
Aonde moça faceira
Lhe abraça ao magote
Você se fez de sorte
Tão intacta e singela
Sentiu o peito dela
Aquecer em demasia
Estátua que todo dia
Se mostra de forma estática
É a figura fantástica
Tão sólida e genuína
É escora de menina
Na pureza que elástica.

Forquia que mesmo torta
É escora de sustento
Onde guarda sentimento
Por ser Ser inanimado
É confessa de pecado
Ser não vivo e natural
Aonde o amor de tal
Segura toda relex
Você não tem estresse
Nem tão pouca simpatia
Mas aflora companhia
Pra cumprir a sua meta
E ceder ao dom poeta
Refletir ao ser Forquia.


Feito dia: 15/ 01/ 2015.

A MUSA DO DESFILE

NOSSA DEUS! foi a mais pura limpeza da visão binocular. Nunca na história da vida poética havia se visto tão beleza esplêndida. Era como se a natureza tivesse conspirando a favor , pois estava na carência de escrito que por obra do Bendito foi visto  a redenção. Oh, que beleza esbéltica! Acha-se que nem ela se percebe enquanto cor importante dos arco-íris solitários.
Foi então que por um simples desfile que desfilou um leque de sabedoria atinara-se pela razão de contemplá-la até a presenteação final de um caminhar de passos tão sorrateiros e tão amalgamados de paixão de fêmea significante. Tão somente um desfile para denotar e reacender fagulhas de um pobre coração que já estava no calabouço de uma tentação amarelada pelo tempo caótico. E agora em liberdade para o livre arbítrio pode-se solapar fetiches alheios para a captura incomensurável de um sentimento que dignifique o mais poético dos homens.
Assim refletiu o velho poeta: a visão de um desfile unicamente destinado a um contemplador é para o homem a vitamina que lhe retifica para um novo viver.
Se o acaso destinar para o nobre outra oportunidade, quem sabe se desta vez não haverá um tapete vermelho em passarela...         

NAS PORTAS DO ESCULACHO

NÃO me venha dizer que você de posse de tanta pose e que seja de menor possa se insinuar para ELE e que este logo de práxis aceite. Primeiro porque isso é contra a lei e não se concebe jamais um adulto, de idade avançada, namorar ou até passar dos limites com uma pessoa de menor idade. Segundo porque pessoa nova não tem muito prumo na cabeça e que portanto é mais trivial e mais seguro atestar um namorico com uma pessoa mais madura, mais experiente. Não convém uma pessoa com idade inferior aos dezoito anos tenha um futuro estruturado e delimitado por sucessos grandiosos.
Já dizia uma velha música que gente “nova é muito bom, mas mete medo, não tem segredo e vive falando à toa”. Então não tente correr atrás de um ser mais velho se você é mais novo, ou mais nova, pois as fases da natureza humana ainda não estão completas.
É certo que existem alguns casos de adolescente namorar adulto, mas isso não perdura muito tempo já que quando ambas as partes caem em si para um tanto de futuro que a pessoa mais jovem perdeu, ocorre um abatimento de sentimentalismos e pode acarretar sofrimentos vindouros.

Assim ame pessoas mais velhas quando você estiver de maior, pois seu corpo ainda está em desenvolvimento. Sendo de menor não se concebe um aceite social, um liberalismo de pudor. Dessa forma, não adianta correr atrás de experiências de fases maiores visto que distorce o querer natural que compôs o homem. 

EDNALDO LUÍZ NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

VEJA AS FOTO DA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA IMPETRADA POR MIM NA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA, LOCALIZADA NO BAIRRO SAMANAÚ, NA ZONA NORTE DA CIDADE DE CAICÓ.
O NOBRE CIDADÃO É O ALUNO DENOMINADO DE JOSÉ MARIA, BASICAMENTE CONTENDO NO ANO DE 2014 CERCA DE 8 ANOS DE IDADE. É UM CADEIRANTE INTELIGENTÍSSIMO E FEZ QUESTÃO DE PRESENTEAR JÁ NAS COMEMORAÇÕES FINAIS DO ANO PASSADO COM UMA BELÍSSIMA CAMISA.
ESTE MEU QUERIDO ALUNO RESIDE NA BAIRRO NOVA CAICÓ E DEU PULOS SURPREENDENTES NA SUA EDUCAÇÃO QUANDO DESARNOU A LER E CALCULAR EM DEMASIA. FOI UMA FIGURA FANTÁSTICA E MERECEDORA DE OSCAR. ELE GOSTOU TANTO DAS MINHAS AULAS QUE EM CASA MESMO NÃO PARAVA DE APERREAR A MÃE PARA QUE ELA LEVASSE-O PARA A ESCOLA PARA ESTUDAR COM O PROFESSOR "ED..NADO" QUE NEM ELE CHAMAVA.
 A ALEGRIA DE SER PROFESSOR É ESSA. TER O TRABALHO RECONHECIDO POR QUEM DE DIREITO. OBRIGADO JOSÉ MARIA....

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Todas as mulheres



POESIA: TODAS AS MULHERES.
POETISA: Dalinha Catunda

Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.

Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que ver
Não sabe crescer
Mas deve ter jeito.

Mulher atrevida
 Que rir e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.

A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.

Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz

Por ser aguerrida.

FONTE: www.culturanordestina.blogspot.com.br .