quinta-feira, 30 de abril de 2015

ÍRIS MONTEIRO É CONTINUA NA GESTÃO DA ESCOLA DO ALTO

AS ELEIÇÕES PARA A DIRETORIA DA ESCOLA RAIMUNDO GUERRA DO ALTO DA BOA VISTA NÃO FORAM FAVORÁVEIS A MARIA DO CARMO.

É DE SE SURPREENDER, mas a maioria dos votantes do processo eleitoral democrático ocorrido no dia 29 de Abril de 2015 na Escola Municipal Professor Raimundo Guerra desta vez não optaram por eleger a professora e que já fora diretora da citada instituição Maria Do Carmo.
Mesmo ela tendo desfechado ataques contra a nova gestão ao fazer panfletagem que possibilitava ao eleitor comparar o que ela fez na Escola, foi Íris Monteiro quem levou a melhor e conseguiu tirar uma grande porcentagem de votos em cima da concorrente. O seu grande público foi a classe estudantil e eu tive de ficar surpreso, pois vi alunos que antes defendiam Do Carmo com unhas e dentes e agora vi-os defender fervorosamente a Diretora Eleita Íris Monteiro e a Vice- diretora Joselúcia.
FOTO DO FACEBOOK DE UM DESSES INTEGRANTES.
Íris em comparância a Do Carmo, também é muito conhecida no bairro devido o fato de ter trabalhado por muito tempo como professora. Eu mesmo já fui aluno dela e ela era uma boa professora. Ela no auge de sua campanha não utilizou a Igreja Católica para fazer eventos de sua candidatura e preferiu mais ganhar a confiança do alunado, promovendo um discurso de reflexão discente, já que este era a parte maior do bolo eleitoral.
Foto do facebook de um desses participantes. 
É certo que mesmo tendo uma rival que se aparentava ser muito forte e que muitos moradores antigos do bairro já pregavam sua derrota, Íris não se deixou abater e se consagrou na história do Alto da Boa Vista como a primeira adversária que abateu nas urnas a professora Do Carmo.
Mas também não devemos ser céticos para concordar que Do Carmo fez muito para o bairro e uma das coisas foi ter contribuído para expandir a Escola, divulgar o nome do bairro com o Arraiá do Gonzagão e organizar a instituição que se achava precária desde o tempo de Dona Nega. 
Porém Dona Íris sendo bem votada desejamos os nossos PARABÉNS E QUE A ESCOLA QUE FOI MINHA BASE DE EDUCAÇÃO INFANTIL CRESÇA EM ESTRUTURA, EM RESULTADOS E EM PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO.
PARABÉNS GUERREIRA ÍRIS MONTEIRO!!!  

sábado, 25 de abril de 2015

DIZER ALHEIO

POESIA: DIZER ALHEIO
POETA: EDNALDO LUIZ DOS SANTOS.

Dizem que escrevo
Inscritos imorais
Pois não compreendem
As ações intelectuais
Pregam uma moral
Não sabem que esse mal
Faz efeito muito mais.

Dizem que eu devo mudar
Falar do amor já desusado
Falar do casamento
Falar do formalizado
Esquecer a liberdade
Produzir mediocridade
Que se é acostumado.

Dizem que pego processo
Pelo acesso popular
Apontam-me a censura
Que pode me censurar
Se eu não sirvo pra ser assim
Demito-me desse mundim
Que eu quero transformar.

Dizem que eu falo disso
E não conhece ambigüidade
Não sabem o real sentido
De uma produtividade
Escondem a podridão
E fecham o coração
Para a felicidade.

Dizem que a moral
É pra ter no cidadão
E tudo que é imoral
Deve perder a razão
Não pensar em coisa feia
Não falar da vida alheia
Ser correto cidadão.

Dizem que sou um burro
Por falar de sentimento
Que um pobre anti-belo
É um cético em tormento
Não figura a substância
É um germe de instância
Desconhece meu talento.

Dizem que por ventura
Eu não sou reconhecido
Sou malévolo decadente
Produzindo o ser bandido
Fazem monstruosidades
Produzindo inverdades
Tentando-me ver reprimido.

Dizem tudo isso assim
Nas conversas de fofocas
Destruindo minha imagem
Ratazanas de malocas
Mas não vão me derrubar
Vão crescer meu patamar
Nos valores das entocas.

Dizem muito enganados
Mas quebram a cara parca
Quando me vêem prosperando
Constroem uma nova marca
Vêem que são minorias
Que pecaram em agonias
Numa falsa logomarca.

Feito dia: 30/ 03/ 2015. 

AS BRINCADEIRAS DE PETECAS NO SERIDÓ

TEXTO DE EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
NA REALIDADE os indígenas nos ensinaram muitas coisas. Desde a culinária que aporta em nossas mesas, até o palavreado que a gente propaga, “tudo é tupi...tupi guarani”. Sendo assim, no que tange as brincadeiras do Seridó antigo, os portugueses estudaram a vivência indígena e pegaram meios de se divertir vindos dos próprios índios tapuias tarairiús. As brincadeiras de carrapetas de pião, de arco e flecha, de gangorras, de casinhas no mato, dos serrotes, de quengas-de-côco, e tantas outras que afloram no imaginário seridoense, tudo tem um tempero indígena.
foto da net.
Daí não fica de fora as Brincadeiras de Petecas que detém um suporte indígena com um manuseio de enfeite de costura portuguesa. As petecas indígenas que jogava-se pro alto para ver aonde caia era a base feita senão de couro de animal caçado, amarrado em embiras de mato ou de algodão fiado. No topo prendiam-se penas de araras ou de águia, de papagaio ou outra ave que cedia por força bruta e abrupta de homens sua cobertura de beleza e de vôo. As penas tinham um objetivo marcante que era de maneirar a queda livre ou verticalizar a pressão atmosférica em movimento de cima para baixo. Devia-se ter certa força para dar “um tapa na peteca”. E esta expressão foi criada deveras por algum português tarado que fez apologia ao incesto sobre o monte afeminado.
A menineira do Seridó antigo, nascida e criada por esses usos e abusos de divertimento infantil, repassado de geração para geração, de boca em boca, vivia a usar esses brinquedos simples e criativos para a fanfarra medonha que ia desde a metade da manhã até o côro punitivo do gritar da mãe ou do pai.
As petecas eram feitas de forma trivial. A base arredondada era feita de pano grosso ou de couro curtido “da Era do Couro” no Seridó. As penas se valiam das pobres das galinhas, dos patos, guinés, pavão ou peru que se criavam ou na casa do idealizador da peteca ou nos vizinhos das redondezas. As costuras eram feitas à mão ou em máquinas-de-costura à manivela ou ao pedal. Quando a costura era feita à mão com agulha e linha era de costume as costureiras se furarem e dizerem logo que o menino ou a menina tinha o sangue ruim.
Feita a peteca, a molecada tratava logo de se organizar para fazer a brincadeira. Logo se dava em formação uma roda caprichosa de meninos e meninas, tudo misturado, nas maiores algazarras. E tratavam já de decidirem as regras do jogo. Se podia contar até 7 e dar uma petecada em quem quisesse para sair, onde vencia quem conseguisse ficar por último sem levar uma petecada; isso ocorria assim: decidia quem ia começar; feito o primeiro, se começava dando um tapa com a mão por debaixo da peteca com força para ela subir e dizia UM; depois ia outro pegar a peteca que caia e dava outro tapa e dizia DOIS, e assim por diante. Quando parava no SETE, ai dava uma petecada, que era uma tapa com toda a força para o lado de um participante. Se a peteca pegasse em alguém e esse alguém não conseguisse segurar-la, esse saia por um tempo da brincadeira, ficava de fora.
Também havia a idéia de se brincar de peteca dando um tapa na peteca a partir das sílabas do nome PE – TE – CA, 3 vezes, e na terceira dava-se uma petecada no colega que se segurasse, o autor da petecada era quem saia do jogo.
As vezes dava muitas arenga de menino, mas nós não ligávamos, era tudo diversão e prazer em poder brincar com a simplicidade, longe dos produtos industrializados.
ERA ASSIM QUE NÓS BRINCAVA DE PETECA...   

EDNALDO LUÍZ FAZ CAMINHADA EDUCATIVA AO RIO SERIDÓ

Minha Turma do 2º Ano na beira do Rio Seridó - ao lado a supervisora Magareth.
De saída para a Caminhada Educativa ao Rio Seridó



Atravessando a porteira do Sítio às margens do Rio Seridó.

Ruínas de uma tapera velha, sinal de moradia antiga.



Grande Kei do Cuó...Rio Seridó.


Debaixo da faveleira, planta nativa da Caatinga.

Eu mais a bela Irakytânia.

Mandacaru fulorando, sinal de chuva no sertão.

Toca de peba, uma dormida para a raposa.
O PROFESSOR DO 2º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA, o então EDNALDO LUÍZ, levou sua turma no Dia 16/ 04/ 2015 para uma Caminhada Educativa ao Rio Seridó.
Ah, faveleira!!!
Eu e minhas ex-alunas.
O velho xiquexique perto da malvada urtiga.
Cerca de pedra...uma tradição desde os tempos portugueses.
minhas ex-alunas mais uma bela fotogênicia.
A idéia partiu da então da Professora Lúcia do 4º Ano e a supervisora quis que se espalhasse para as demais turmas. Levamos os alunos para conhecer o que era a Caatinga (que muitos não conheciam por nome); quais as plantas dela, os animais; o Rio Seridó (que alguns não conheciam), suas águas limpas e poluídas; e sobre os índios que habitavam as margens do Rio no Caicó de outrora.
O velho pé de velame, um dos gravetos do Seridó.

A carnaúba...

beleza da natureza...um xiquexique na cumeeira de uma casa.
Cheguei lá e dei mesmo aula ao ar livre para todos e mostrei algumas plantas que provocavam irritabilidade na pele como a urtiga. Mostrei a poluição do Rio e fiz muitos alunos repensarem como seria a vida no tempo dos índios que segundo a história local eram os “caiacós”.
Valorizei também a importância da água para o futuro de Caicó e sua conservação à margem da poluição que vimos nas beiras do “Kei” do “cuó”. Também matei a curiosidade de muitos que sempre me perguntavam sobre o que lhes inquietavam. Vi que as crianças ficavam muito satisfeita quando a resposta era simples e precisa de suas análises. Como tiveram perguntas como: o que é Caatinga? porque a urtiga queima? Que planta é essa? Porque o nome da planta era favela? Quem come o fruto do xiquexique? O que são as bolinhas de pião? Porque as pedras escorregam? De onde vem o rio? e tantas outras.
Também o que vimos foi fascinante: ruínas de casa abandonada, vaca brava, toca de peba, xiquexique em cima de uma casa, casa de fazenda, cerca de pedra, árvore arrancada pelo vento de chuvas, e etc.
A caminhada foi um tanto cansativa, mas muito proveitosa e com certeza isso ficará marcado para sempre na memória dos estudantes. A educação não se faz só entre quatro paredes. Ela transcende o exterior do indivíduo e lhe conquista por curiosidade e aprendizado. 

MATA – BURROS

POESIA: MATA – BURROS
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

De forma retangular
Um buraco quadrejado
A fundura posta em fosso
Sete palmos bem cavado
Uns ladrilhos em travessa
Dependendo de quem meça
Abertura dum cercado.

As duas pequenas paredes
Centrando o fundo buraco
Cada quais com espessuras
Fazendo do lado um marco
Assim se forma a passagem
Por entre densa paisagem
Que prende forte ou fraco.

A cerca junta as paredes
Tapando qualquer entrada
O chamam de mata-burros
Que mata burra empacada
Quebrando a munheca alheia
Tirando o sangue da veia
Mutilação afamada.

Impedem os animais
Jumento, vaca e cavalo
O burro não se atreve
Pois não tem asas de galo
Se ao menos fossem formigas
E pulassem feito ligas
Não morreriam em abalo.

A cerca feita de arame
Só dificulta a passagem
Os bichos mais pequeninos
Percorrem fora da margem
A porta é mata-burro
Que bicho afoito dá murro
Não passam na malandragem.

A não ser que der um pulo
Der um salto de pinote
Que logo faça carreira
Feito pulo de caçote
Com isso pois atravessas
O Mata-burro às pressas
Quem der um pulo de sorte.

Os trilhos feito de ferro
Parecem pista de trem
Demarcam a propriedade
Do fazendeiro que tem
Não pela força do lítio
Mas em defesa do sítio
É fortaleza também.

É também palco de crime
Das más tocaias clandestinas
Tirando a vida de gente
Em mortes tão assassinas
Quem passa no mata-burros
Talvez até ouça urros
Nas passagens nordestinas.

Também pode acoitar
Visagem de alma penada
Um espírito bem ruim
Deixa gente amedrontada
O cabelo se arrepia
É de noite é de dia
Passagem malassombrada.

Sendo assim os Mata-burros
São cenários do sertão
Faça chuva ou faça Sol
Na divisa deste chão
Todo móvel lhe trafega
A passagem se congrega
Em costume e tradição.

Feito dia: 04/ 04/ 2015.         

GESTÃO ESCOLAR:

Um compromisso com os alunos.

É fato que depois de tirada à condição do diretor de ser o mandão, o autoritário ou o praticante de assédio moral, tem-se visto uma direção mais aberta, democrática e participativa. Prevalecendo uma gestão estruturada para o bem maior e social que é a aprendizagem do aluno.
E em cima disso, aparece no século XXI o Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que promove uma completa dedicação do professorado e da direção escolar em prol segurança assegurada a aprendizagem discente. A direção deve suprir as carências do que os professores do PNAIC precisam para colocar em prática as etapas do programa, contribuindo para gerenciar o tempo escolar de acordo com o aluno e não com os funcionários. Funcionários numa escola devem ficar, no dizer popular, em segundo plano de acordo com a constituição da educação e das diretrizes estabelecidas nesse país.
O aluno não deve ficar “escanteado” para suprir benefícios de funcionários e nem tão pouco ao desleixo de direção.
O aluno estando numa escola deve ser protegido, alimentado em horários certos, aplainado em seus trabalhos e registrado em seus avanços. A saúde do aluno deve ser protegida em sua forma físico/psíquica. E ele deve ser educado dentro da sala, dentro da escola e fora desta.
Uma direção não deve ser relapsa em relação ao aluno. Este está dentro de uma escola e é dever desta assegurar seu direito a Educação vigente. É dever desta protegê-lo e educá-lo.
A direção deve também zelar o patrimônio público; contactar autoridades para punir com atos reeducativos as ações de depredações ou pichações efetuadas por menores estudantes ou não.
O aluno que deseja realmente aprender ou que demonstre interesse mútuo precisa a Instituição Escolar se adapte a ele e não ele se adaptar a instituição.
Tenho dito!


E... ANCAS!

POESIA: E... ANCAS!
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Imagem esdrúxula
Zambeta de pernas tortas
Que as ancas que transportas
São apoiadas por cambitos.

Os olhos tão bonitos
Cabelo encaracolado
Um aroma deturpado
Das ancas emagrecidas.

Na pele faltam feridas
De remendos de molambos
A magreza dos estambos
Pano branco de mortalha.

É parceira lá da talha
Veste roupa escandalosa
Só quer ser a mais gostosa
Fantochinha de ciranda.

Varre a casa quando anda
Enche agulha com o quadril
Acha a gente imbecil
Com seu fino cotovelo.

Veste roupa com apelo
Um andar escambichado
Um brinquedo deformado
Lá em cima da cadeira.

Só anda amostrando as beira
Com as ancas de finura
É boneca a criatura
De criança pra brincar.

Mas prefere se engraçar
Por menor adolescente
Pois criança não é gente
Para as ancas sem noção.

Elas mesmas de prontidão
Com seu pai abilolado
Um boneco deformado
Com seu bucho de estufa.

Gosta de soltar é bufa
Quando aperta a bola sua
E a imagem continua
Desfilando as ancas magras.

As meninas não são pragas
E nem olham as suas ancas
Nem tão pouco te espancas
Imagem de olho azul.

Feito dia: 17/ 04/ 2015. 

O ALTO DA BOA VISTA É O BAIRRO QUE TEM MENOS CALÇAMENTO EM CAICÓ

E TODO ANO DIZEM QUE VÃO CALÇAR NOSSAS RUAS!

FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015. RUA JÚLIO ALVES DA COSTA - RUA DA ESCOLA.
ENTRA PREFEITO e sai prefeito e a comunidade altoboavistense não ver uma pedra se quer depois que o agraciado Ex-prefeito de Caicó Bibi Costa, longe de defender bandeira A ou B, prometeu calçamentar pelo ou menos a principal rua Júlio Alves da Costa, Rua da Escola. Bibi em seu primeiro mandato trouxe muitas coisas para Caicó devido ao apoio de governos estadual e federal. E uma delas foi calçamentar uma rua do Alto (ver foto de Ednaldo Luíz).
FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015. RUA JOSÉ LOURENÇO DA SILVA - RUA DA CAPELA.
FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015.
Todavia no segundo mandato de Bibi mais um calçamento viria para o Alto da Boa Vista, para a Rua da Igreja, Rua José Lourenço da Silva, mas dizem os boatos que um dado vereador pediu que fosse transferido para outro bairro. E hoje na gestão do prefeito Roberto Germano o que se ouve no Alto é promessas de que vão calçar a dita Rua da Igreja e outras ruas demais.
FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015.
Também segundo boatos um cidadão viu que está registrado em papéis da prefeitura que a Rua da Igreja já está calçada. Isso não é bem assim... (ver fotos de Ednaldo Luíz).
A rua da Capela ou Rua da Igreja ainda se encontra esburacadas, a céu aberto, sem nem uma pedra de calçamento. As chuvas quando vem provocam poços e escavacam a terra. E a poeira quando é tempo de vento brabo, sopra muito na cara dos transeuntes.
FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015. PRINCIPAL AVENIDA DO ALTO,
CONHECIDA COMO AVENIDA DA CERCA DE PEDRA.
EDNALDO LUÍZ - 2015.
O Alto da Boa Vista já era pra ser um bairro quase todo calçado. Primeiro porque ele é um dos bairros mais antigos da Cidade de Caicó; segundo porque ele está crescendo e precisa urgentemente de boa infraestrutura.




FOTO EDNALDO LUÍZ - 2015. TERCEIRA AVENIDA DO ALTO,
CONHECIDA COMO AVENIDA DA CAMBÔIA - QUANDO CHOVE FORTE
ESPIE A BURAQUEIRA! 
O alto tem que ser lembrado haja vista ter vereadores que se dizem que falam pelo bairro. Ele precisa ser um bairro que acompanhe a modernidade já que só neste ano de 2015 os IPTUs vieram tão altos que já se assentam como assalto sem arma de fogo e que fossam os altoboavistenses a pagarem tais impostos sem vermos um saneamento básico adequado as nossas precisões.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ELEIÇÕES PARA A NOVA DIRETORIA DA ESCOLA DO ALTO DA BOA VISTA

DO CARMO X ÍRIS


FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015.
A DISPUTA JÁ FOI LANÇADA: dois lados já se desenharam na busca por mais um mandato de gestão para a Escola Municipal Professor Raimundo Guerra. De um lado a candidata Íris, tentando a reeleição. Do outro a ex-diretora Maria do Carmo.
Íris conhece a escola porque já foi, além da atual diretora, professora das antigas. Inclusive esse que vos escreve já foi aluno dela. É uma guerreira que valoriza muito a intelectualidade. Mas ela ainda não botou o pé no chão para pedir votos.
FOTO DE EDNALDO LUÍZ - 2015.
Do Carmo que já foi diretora da escola está tentando por pedidos de seus correligionários do Alto, sua volta, haja vista que ela também já foi presidenta do Conselho comunitário do bairro. Do Carmo que também é professora já elaborou o seu slogan e adesivo e anda pelo bairro a cata de votos e do reconhecimento popular, dado ao seu trabalho como diretora que segundo ela “criou o emblema da escola, reformou e ampliou várias repartições da escola, organizou seus documentos e criou times de vôlei e o Arraiá do Gonzagão.
E agora, quem será que ganha? Vamos esperar!
O que importa que quem ganhar deve lutar com todo o fervor para não deixar a peteca cair e elevar a aprendizagem e é claro o IDEB da instituição.
BOA SORTE PARA AS DUAS... 

AS BONECAS DE SABUGO NO SERIDÓ

AS BRINCADEIRAS ANTIGAS DO SERIDÓ

TEXTO DE EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS
EM tempos de fartura em abundância, nas plagas seridoenses de plantio, ouvia-se de inicio o chuá das águas das chuvas. Depois as agonias da cabocada para o plantar e logo após as euforias para se colher os frutos do plantio. Os meninos não ficavam chocando os ovos em casa não, como se dizia nos sertões. E as meninas, mesmo brotando os peitos na flor da idade, nem pensavam em sarrabuiá namoricos com cabrochas metidos. Para combater os enxerimentos e a vagabundagem na época, os pais obrigavam (e todos entendiam que era para o bem) a ajudarem-nos nos afazeres de casa e da roça.
Na roça, o trabalho era de cortar a terra com um CULTIVADOR ou campinador, como se dizia nos sertões, que consistia num maquinário puxado por um burro e empurrado por outro. Em outras palavras, o caboco segurava o cultivador e um burro ou um jumento puxava. E quem guiava o burro podia ser um moleque. (eu mesmo já cortei terra com um cultivador puxado por um burro).
Às vezes o caboco escorregava na lama e caia. Aí o moleque que estivesse perto começava a se rir. Depois (da terra cortada) plantava-se a roça ou roçado e ficava só alimpando os matos que crescia. Daí quando a roça desse os frutos de feijão, milho, jerimum, melão, batata-doce ou melancia, a fartura era proveitosa depois da colheita. A meninada se sentia feliz e o caboco muito mais.
FOTO DA NET.
Dada a culinária do milho que consistia de canjica, pamonha, bolo, xerém, muncunzá, milho assado ou cozinhado, sobrava de uma espiga de milho as palhas finas e o sabugo. Mas para muitas mães e filhas da época isso poderia ser aproveitado frentes as poucas condições de se comprar um brinquedo de loja, que naquele tempo era caro que só a porra.
FOTO DA NET.
Por certo tenha sido atinagem de uma velha negra ao poder presentear em prol das necessidades suas, sua guria. Então apareceu a idéia de se fazer BONECAS DE SABUGO DE MILHO, cujo evento cultural passou de geração para geração. E que chegando aos lares seridoenses, os usos das bonecas-de-sabugos eram mais vistos nos lares menos abastados.
Fazer as bonecas-de-sabugos de milho não era tão simples quanto se parecia. Primeiro devia-se escolher ao dedo das mulheres um sabugo de uma espiga grande e bem cheia. Havia uma más línguas dizendo que as “muiés iam se acabar no sabugo”. Ou que se tivesse viçando que passasse “um sabugo no bicho”.
FOTO DA NET.
Escolhido o sabugo, a imaginação fértil e criativa das mulheres bem prendadas da época levavam a idealizar a cabeleira das bonecas com os cabelos das espigas, que eram juntados, estirados e presos numa espécie de toquinha de pano, costurada à mão. Os olhos ou eram feitos de caroços de milho ou outro artifício qualquer. A boca era desenhada com uma faca e depois passada batom. A roupa que vestia o sabugo ou sabuga ou era feito de palha ou de pano, conforme a criatividade das mães ou das avós. Podia-se fazer os braços e as pernas de palitos espetados no sabugo. E aí estava feita a boneca-de-sabugo de milho. Uma iguaria para a diversão das meninas de outrora.
As meninas, sentadas no chão na maioria das vezes, prestavam atenção com curiosidade. E com o passar dos tempos de aprendizagem, elas mesmas confeccionavam as bonecas, com criatividade para os brinquedos e lonjura de pensamentos para os namoricos. E quando os cabelos das bonecas secavam, já era tempo de fazer outros cabelos. As meninas davam um nome para as bonecas e brincavam a fio, idealizando famílias, filhos e cuidados tão seqüenciados que elas pareciam verdadeiras mães num faz-de-contas adulto. Prescreviam-se verdadeiras prendas para as futuras donas-de-casa que começavam logo cedo com as brincadeiras antigas do Seridó.

NA FUMAÇA DA FOLHINHA

POESIA: NA FUMAÇA DA FOLHINHA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Os seres medíocrizados
Querendo ficar malucos
Ajuntam rumas de folhas
E delas tiram os sucos
Tão afoitos e sedentos
Como vermes de trabucos.

Possuem uma pele pálida
Amarelada, sem cor,
Os olhos com anemia
Sem sentimentos de amor
Fazem da folha a fumaça
Pra curar sua triste dor.

São seres que pensam alto
Mas tem ações limitadas
Observam seu próprio mundo
Visam gentes alienadas
Desconjuram tradições
Com posições revoltadas.

Buscam no fogo das folhas
A fumaça posta em chama
Pensam que são bastidores
De todo ou qualquer drama
São seres que não tem crenças
Sem amor na tosca cama.

As fumaças lhes instigam
A pensar sem ter ações
Esses seres brutamontes
Querem viver sensações
Descomungam as crendices
Chamando-as de convenções.

Consomem fumaça tóxica
Que afeta todo pulmão
Misturam com carraspana
Num ritmo muito doidão
Depois recai um marasmo
Num jogo da solidão.

Pois quem da fumaça fuma
A falsa fama floresce
A fumaça da folhinha
Mata o ser que lhe aquece
Até mesmo quem foi Russo
Maia, Cazu, Cássia falece.

Feito dia: 04/ 04/ 2015.