quarta-feira, 29 de julho de 2015

CONCURSO PÚBLICO DE PARELHAS

VOCÊ CARO LEITOR OU LEITORA DESTE BLOG QUE DESEJA FAZER UM CONCURSO PÚBLICO NÃO PERCA A OPORTUNIDADE QUE SERÁ LANÇADA ESTE ANO DO CONCURSO PÚBLICO DE PARELHAS COM VÁRIAS VAGAS PARA PROFESSOR E OUTROS CARGOS AFINS.
A PREFEITURA DA CIDADE DE PARELHAS JÁ ESTÁ DECIDINDO JUDICIALMENTE O CONCURSO E EM BREVE EU POSTAREI AQUI NESTE BLOG.

"De acordo com informações de Ana Alice, presidente da Comissão Permanente de Concursos (CPCON), faltam poucos dias para que o processo que está judicializado seja concluso, e finalmente que as provas sejam realizadas. “A UEPB, através da CPCON está disposta a realizar o concurso e queremos fazer isto ainda este ano. Todos os candidatos devem ficar tranquilos. Vamos fechar a possível data das provas”, destacou em entrevista ao Panorama 95 (Rural FM) desta quarta-feira (29)". (blog do Antônio Neves).

O CONCRUSO SERÁ APLICADO PELA UEPB, UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA. E O EDITAL TALVEZ SAIA DAQUI A UM MÊS. FIQUE ATENTO!!!!!OU ATENTA!!!

PEREGRINAÇÃO DE SANT'ANA DE CAICÓ 2015.

EU ESTAVA LÁ E TIREI ESSAS FOTOS PARA DEMONSTRAR A FÉ DO POVO POTIGUAR EM NOSSA SENHORA DE SANT'ANA. VEJAM:

EM FRENTE AO ESTÁDIO MARIZÃO

A CANTORA É UMA COLEGA MINHA- BERENICE.


BANDA DA PREFEITURA DE CAICÓ.


SANT'ANA MAJESTOSA E IMPONENTE.




CICLISTAS DE SANT'ANA...VIERAM DE NATAL.




O SERROTE QUE EU BRINCAVA

JÁ NÃO EXISTE MAIS AQUELE ANTIGO SERROTE QUE HAVIA POR TRÁS DA CAPELA DO ALTO DA BOA VISTA. ERA UM SERROTE QUE A GENTE CHAMAVA DE "ABISMO" QUE QUANDO EU ERA MENINO SAMBUDO BRINCAVA LÁ MAIS A MOLECADA DE MINHA GERAÇÃO...ERAM EU, EDINETE, FABIANA, ANA, BRINE, PEPEU, GEL, JOSENILDO, NENEM, DEDÉ E TANTOS OUTROS MENINOS E MENINAS QUE HOJE JÁ ESTÃO GRANDES E MUITOS CASADOS QUE SE VIAM NESSE SERROTE...
MAIS ANTIGO, ELE FOI PALCO DE UM CHIQUEIRO DE PORCO FEITO POR UM HOMEM CHAMADO "SEU MANÉ" E DEPOIS SERVIU PARA BRINCARMOS DE TUDO: DE PULAR, DE CASINHA, BARRACA, E CACHORRA QUANDO QUERIA PARIR PROCURAVA O SERROTE. ERA TÃO BOM...HOJE JÁ FOI DESTRUÍDO E ERGUIDA UMA RUA. (VEJA A FOTO DE EDNALDO). ESSA RUA FICA POR TRÁS DA CAPELA.
FOTO DE EDNALDO - 2015.

terça-feira, 28 de julho de 2015

FESTA DE SANT’ANA DE CAICÓ

A DIVISÃO ENTRE POBRES E RICOS

NÃO é preciso ser nenhum doutor em Ciências Sociais para perceber bem diante dos nossos olhos que a Festa de Sant’Ana de Caicó é uma festa voltada mais para a classe rica e endinheirada do que para os pobres e mendigos. Não é preciso ser nenhum historiador para procurar em análise que ocorre uma divisão das festas tradicionais de Caicó e região. A Festa do Rosário para se ter uma idéia, por ter desde muito tempo a presença marcante de negros da Irmandade dos Negros do Rosário é tachada no imaginário popular como excluída por boa parte dos ricos e filhos da terra abastados. A gente não ver a presença maciça desse povo e nem tão pouco hotéis e casas lotadas quando é no período da Festa do Rosário.
Ao ocorrer a Festa de Sant’Ana os ricos já escolhem seus locais e se aglomeram em montantes, sendo que equisdistante, se avistam os pobres a olharem com olhos admirantes para o mundinho dos ricos.
Em muitas das observações é notável se classificar perto da Igreja Matriz, do lado onde havia bonitas serestas ficavam a ala dos ricos e de alguns pobres que queriam se enturmar. A Praça do Coreto também se mostrava em cenário abastado, dado aos filhos ilustres e ilustrados com a seiva capitalista. E era fácil a gente perceber a exclusão, bastava chegar pra perto e olhar o olhar de desconfiança, de enxotação, que faziam os brios freqüentadores do espaço público. Ficavam eles ali a horas a fio gastando muito e provando que eles eram mais venerados que a reca minguada que já morava aqui.
As ruas deviam acorrer as necessidades desses viventes onde em cada canto devia haver uma barraca a qual o preço condizia com a falta do capitalismo que promove a desigualdade humana.

Todo arsenal de diversão, de vendas, de parques, de jogatinas, de visitantes, de eventos e de gastança se faz na Festa de Sant’Ana, Padroeira de Caicó. Até visitas de políticos ilustres se mostram mais atrativas na festa da padroeira do que na do Rosário. Até a roupa mais nova se compra mais para a Festa de Sant’Ana e isso é uma prática cultural que vem desde os tempos dos portugueses e da escravidão.

FÉ – FORÇA ESPONTÂNEA DA ENERGIA

A palavra FÉ pode ser socializada como as siglas singelas das palavras “Força Espontânea da Energia”, ou “Força Forte da Energia” que vem de dentro pra fora e se comunica por telepatia ou por força de atração com a energia maior. Todo ser detém dentro de se uma micro-força que é a força-motriz que faz valer a vida. Tal força é sincronizada com vários elementos que asseguram a existência viva. Pela força da Fé todo ser vivo se aproxima telepaticamente ou por indução com a força maior, Deus (que é a energia vital universal e onipotente), e pode se tiver um objetivo positivo conquistar ou alcançar um anseio desejado. E isso não só é dado a pessoas não. Não é só dado a seres humanos não. Plantas podem por sua Condição Natural de Existir almejar algo positivamente e conseguir tal feito. O exemplo, uma trepadeira pode almejar alcançar um obstáculo e positivamente ela pode conseguir. Um animal pode também almejar a conquista de algo e pela força da Fé positiva ele consegue seu intento.
A Fé quando posta de forma positiva ela é capaz de curar, de obrar o milagre, de remover montanhas, de impulsionar um ato de busca de conquista. Quem não tem fé e nem promove sua prática de forma positiva e fervorosa, pode sofrer o Mito da Parede (falaremos depois desse mito). Fica oco, sem essência, começa a pensar que sabe tudo, que entende de tudo, que é um ser diferente, sem cultura, fica preso a um calabouço solitário, escuro, indigno.
Se você não tiver Fé é fácil você cair no mundo dos vícios e de manifestações imorais, porque você vai buscar provar de coisas que a cultura que você pensa que entende lhe passa como algo proibido, como algo que desrespeita os postulados culturais. Você tenta se agarrar numa coisa autodestrutiva para ver se lhe desperta uma força dominadora daquilo que você quer que domine.
Sem Fé você começa a mutilar seu corpo, a deixar-se degenerar. Sem Fé você pode perder a higiene, a boa alimentação, a prática de exercícios. Sem Fé você tenta a todo instante reconstruir uma nova cultura para você, mas todas as tentativas são fracassadas devidas sempre ao fato de você não ter a força energética positiva. Sem Fé você é uma parede sem raízes.

CABOCA DOS ZÓI RIPUXADO

ERA conhecida na Região do Seridó, numa dada comunidade de planalto visualista, como a Menina do Chororô. Tinha em sua face acabocada uns zói lindos, mas ripuxados por genética apurada. Vivia a imaginar contos de fada como se quisesse ser uma Rapunzel ou alguma princesa zambeteira das brenhas seridoenses.
Como não sabia o que era problema, colocou na cabeça quando ainda era nova, uns probremas que lhe tachou por muito tempo o título de Lelé da Cuca, dado pelos ignorantes da época que não conheciam nadica de nada. Ela colocara em sua cuquinha que era feia e que seu príncipe encantado não chegava para lhe levar num cavalo branco para longe da sua mãe e, principalmente, do seu pai, um brutamonte que bebia na rua para bagunçar em casa. E sua doença foi tão séria que ela teve de tomar remédio de controle para não dá o pira. E se internar naqueles manicômios cômicos da vida.
Somente depois que ela passou dois meses na serra foi que ela melhorou. Teve ela até de namorar um caboco amatutado e ajumentado. Passou cinco anos e quiseram até se casar, porém não houve tempo, pois contam o povo das más línguas que ela soube que o caboco havia lhe traído infidedignamente.
Depois do assuntório que despertou tanta falação e que houve de evadir a Lelé por tempos inóspitos, houve na têmpera da fulô um despertar para as luzes minguadas de razão, o que fez a vulga vociferar uns tempos e se cadastrar na marca ilusória do saber, dotando-a de um pensamento ríspido, paupérrimo e indigerível na medida do possível.
Quisera depois se casar com um contador de capitais, porém não quis ficar capitalizada e desistiu diante das não atendências de suas necessidades. Outrora também quis fomentar um desequilíbrio emocional e liquidar com os lampejos vitais com uns amarradios de embiradas.

Também foi por causa dos sádicos visores da inspiração evasiva que houve tentativa de recuo, de fuga, de fim e de ações retrucadoras. Todavia, houve seus sentidos visuais de ganhar menção e focagem diante do sentimentalismo real que outrora teve de despertar na aurora diurna cheia de fulgores pela caboca dos zói ripuxados....talvez ela seja chinesa.

TRANSFORMAÇÕES

POESIA: TRANSFORMAÇÕES
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Eu vou me redimir
Vou mudar a minha sina
Não buscarei mais a mina
Sem ter pedra preciosa
Vou entrar para a igreja
Me servir como bandeja
Para a vida espirituosa.

Vou sair da minha toca
Vou correr atrás do vento
Vou mudar o pensamento
Da razão vivificante
Vou crescer no meu lirismo
E fugir do alcoolismo
Que me torna um meliante.

Vou sair dessa sarjeta
Vou viver simplicidade
Vou colher dignidade
E ter reconhecimento
Vou viver do meu sorriso
Vou só ter o que preciso
Sem uma vida de tormento.

Vou casar com a musa-mestra
E construir uma família
Vou sair desta matilha
De midíocres consumistas
Vou mudar toda proposta
Vou parar de falar “bosta”
Na cultura dos artistas.

Vou deixar de usar sapatos
Vou andar de bicicleta
Ter diploma de poeta
Pra ser bem reconhecido
Defender o ser de gênero
E mostra pro mundo efêmero
Que o homem é entendido.

Vou plantar a minha horta
Replantar planta nativa
Ter uma vida primitiva
Longe de todo progresso
Vou andar de pé no chão
Ter a luz de Lampião
Vou viver de retrocesso.

Vou quebrar meu celular
Molhar meu computador
Não usar ventilador
Ter meu poço sem piscina
Vou fazer o meu brinquedo
Reincorporar meu medo
Da cultura tão divina.

Apagar meu facebook
Mudar de religião
Vou sair da solidão
De contexto social
Vou deixar de ser coitado
Deixar de ser humilhado
Pelo mundo desigual.

Vou viver como criança
E voltar pra inocência
Rejeitar a consciência
Do poder capitalista
Vou rir dos alienados
Todos eles aprisionados
Num mundinho consumista.

Vou olhar pro céu de dia
Ver a noite estrelada
Ter a alma desnudada
Numa vida predileta
Tudo posso redimir
Só não posso desistir
De viver como poeta.

Feito dia: 15/ 07/ 2015.

EU SOU CONTRA A REDUÇÃO GERAL DA MAIORIDADE PENAL



O BRASIL nos últimos tempos, mais para dar uma oposição ferrenha a Esquerda no poder que defende maciçamente a NÃO baixa na maioridade penal, tem sido lavado em discursos em prol de projetos de lei que tentam baixar a maioridade penal de 18 para 16 anos e prender os menores malfeitores e ainda expô-los nos meios indecentes da mídia brasileira. Expandiu com esse tipo de discurso uma onda gigantesca de posições pró e contra por todo o Brasil.
Muitos brasileiros que sofreram algum tipo de violência de menores infratores estão na luta do pró. Outrao mais esclarecidos encampam a onda do contra por está embasado em n fatores que captam ao ver deles a raiz do problema do aumento da violência nesse país de meia tigela. Muitos intelectuais que bebem das idéias do socialismo ou do comunismo mais eficaz procuram assegurar que reduzir a maioridade penal não vai combater a violência, pois vêem que a falta de políticas públicas para os jovens é a raiz de parte do problema.
As punições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) mostram-se para o público como retardadas à realidade que se vive nesse país. Para esse estatuto, que visa em todas as circunstâncias proteger o jovem cidadão, as punições de tentativas de ressocialização desses jovens passam na casa das CINCO (segundo o jornal A Verdade):
·         Advertência;
·         Prestação de Serviços à comunidade;
·         Liberdade Assistida;
·         Semiliberdade;
·         Internação.

foto da net.
Para a sociedade isso não surte muito efeito por aumentar ainda mais a inserção de crianças e adolescentes no universo do mal. Sem fala na proibição do trabalho, até mesmo não pesado, que muitos jovens são impedidos e seus patrões punidos porque o “jovem está em desenvolvimento”. Aflora-se assim um sentimento de descrédito na eficácia da ação do ECA e decorre uma onda frenética por querer baixar a maioridade penal.
foto da net.
Eu sou contra isso porque só baixar a maioridade penal não vai resolver o problema do Brasil. Que adianta baixar a maioridade penal se não há nenhuma política pública de utilização desses jovens e de colocá-los em ocupação para que não tenham espaço para a vagabundagem. Que adianta dá maioridade aos jovens que muitos deles tem um juízo de criança? Isso só vai aumentar a prostituição e o consumo de bebidas alcoólicas. Sem fala nas cadeias que se encheram de jovens sem nenhuma perspectiva de vida.
Eu tiro por Caicó, cadê o incentivo ao esporte? Não há muito!

É por isso que sou contra a baixar a maioridade penal. Mas sou a favor que endureça as penas para os menores que cometerem crimes sejam hediondos ou não. Que eles passem mais tempo nas recolhidas e que tenham incentivos a ressocialização. O problema não está no jovem, mas na política!!!

O VENTO NA SAIA

SOPROU O VENTO MALICIOSO e chamou a atenção daquele hermético forasteiro que estava ali bem sentado com a cara de desalmado e desamado. Havia bem ali uma china esbranquiçada pelo degelo local e que se pousava de forma insinuosa com aquelas vestes que a razão pernoita ao desfrute. Uma saia ensaiava aquela cena, onde o vento vislumbrava a liberdade e a frescuosidade do percorrer das faixas de baixio. Mas vez por outras os sopapos e solavancos da circundante de algodão de fibra dava-se por suspender contra o abismo aqueles espetáculos de elevações, fazendo o forasteiro estrebuchar de psiquismo e escavacar o baixio a procura da formação frenética de abismo.
Pena que o forasteiro pensava que ia passar despercebido frente à fronte de solavanco. O que isso não propagou, posto que a brisa quis soprar e não achou a facilidade que tinha antes. O vento então desistiu de soprar e foi soprado para a mesmice vital. 

O LIVRO

O livro é livre. E viaja em mil palavras. Todo livro por ser livre nos liberta em pensamento.
Eu livrei por livramento a lavra do livro todo. Se eu livrasse o livro em parte não vivia livremente.

Por: Ednaldo Luíz dos Santos.


MINHA MUSA FOTOGÊNICA

POESIA: MINHA MUSA FOTOGÊNICA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Minha musa fotogênica
Gosta de ser retratada
Ama quem lhe faça a côrte
Para ser bem cotejada
Tem um porte de rainha
Deusa do conto de fada.

Tem sorriso cativante
Tem olhar paquerador
Um andar tão genuíno
Um corpinho sedutor
Gosta de ser desenhada
Nos lindos traços do amor.

Expõe-se no facebook
Como diz ela “perfeita”
Esboçando pensamento
Ensinando sua receita
Mostrando a quem for mestre
A cartilha bem aceita.

Em um mundo turbulento
Ela ver tanta esperança
Seu carisma triunfante
Tem valores de bonança
Teu semblante pedagogo
Nos bons cuidados com crianças.

És de forma natural
Uma bela geometria
Que com todas as suas pompas
Nos dá prazer e alegria
Pois se eu fosse teu fotógrafo
Te retratava em poesia.

Feito dia: 18/ 07/ 2015.

SAUDADES DO ALTO DA BOA VISTA VIRGEM

SAUDADES EU SINTO DE QUANDO NÃO HAVIA NEM UM PÉ DE TANTA DROGA DE PROGRESSO NO ALTO DA BOA VISTA. ERA UMA TRANQUILIDADE, AS PESSOAS DORMIAM DE PORTAS OU JANELAS ABERTAS, SEM MEDO NENHUM... E QUANDO CHOVIA ENCHIAM OS PEQUENOS POÇOS DE ÁGUA LIMPA QUE EU MAIS A MOLECADA SE AMOFUMBAVA NOS MATOS VERDES E TOMAVAMOS BANHOS ÀS ESCONDIDAS PARA AS MÃES NÃO BRIGAREM. NESSE LUGAR DA FOTO (FOTO DE EDNALDO) ENCHIA UM POÇO MEIO FUNDO E A GENTE TOMAVA BANHO E AS MUIÉS LAVAVAM ROUPAS....
LUGAR POR TRÁS DA CAPELA DE SANTA LUZIA...JÁ ESTÁ SE ACABANDO AS NOSSAS PAISAGENS DE CRIANÇA.

SUA ÁGUA

PROCUREI ter sede para lhe pedir aquele copo d’água, mas não encontrei-a nem nos sulcos inóspitos da minha saliva ressecada. Tentei produzir tal sede e não ressequei minha boca. Será porque ela está salobra! Não consegui entender aquele comportamento corpóreo do eu-matéria.
Vi que o copo d’água era apetitoso, mas não sentia a sede de antes. Não sentia o sentimentalismo nem que fosse por uma gota orvalhada. Não tive sede! Não tive vontade! Só indigestão. Meu corpo não conseguia mais nutrir-se com teus líquidos. Estava fortalecido aparentemente, ou adormecido infelizmente.
Não senti mais sede, deveras por que já estou tão salgado por ser lançado num amalgamado de salubridade da escassez seridoense que não mais necessitaria da sua água vivificadora.
Minha cisterna ainda tem água, pouca mais tem. Mas acho que está congelada, solidificada pelo tempo de espera do abastecimento. 

O COÇADOR DE OVO

Chico Puxa Saco era conhecido naquela região assim, mas seu nome miserável era senão Francisco Nunes Empereirado. Era bem dizer um bicho selvagem posto em quarentena devido a um comportamento estranho que vocifera na comunidade.
Ele tentando ser politicamente correto, não exitava de praticar um ato insano e imoral frente a quem se dispusera contemplar o chiste que se afortunava involuntariamente.
Seu bigode era tão grotesco que cobria a bocarra do indivíduo a ponto de lhe tachar como um “cara de poico” devido ao fato dos seus olhos seres tão esticados que bem pareciam, longe de bullying, com um poico aloprado.
Mas o seu ato que repudiava as pessoas da comunidade era o de coçar o ovo. Ele como carregador de recipientes reprodutores não pestanejava ao dedilhar seus corpos digitais sobre o ovo que lhe compunha. E coçava, e coçava, e coçava... e povo olhava, e olhava e olhava. Era uma coceira tão danada que até beatas do meio da rua tapavam seus olhos quando o viam coçar seu ovo gonado.
Quando ele bebia, não galgava dessa mania, pois bebia tanto o bebedor que mal tinha forças para coçar o ovo de coceira. Era até fácil avistar ele caído na ribanceira, sendo o corpo pra um lado e a bicicleta pra o outro.
Até na igreja quando o povo avistava o Chico já cochichavam logo: “quer ver ele dar uma coçada!” E não dava outra, sua mão parece que já era inclinada para o saco de ovos que ele carregava. E coçava, e coçava e coçava...
Ainda bem que o ovo não ficou goro, pois se ficasse não teria o Chico Puxa Saco feito uma ninhada de galinhas que não tarda muito lhes darão dor de cabeça! Diziam que essa coceira era porque seus ovos eram grande. Outros ainda frisavam que era porque o saco era tão pequeno que ficava ripuxando os ovos e que por isso ele não se agüentava ao andar com essa estrovenga dependurada.

E o Chico coçava, coçava e coçava...

O PARQUE LIMA DA ANTIGA FESTA DE SANT’ANA DE CAICÓ

EU AINDA ME ALEMBRO, agora escutando o Hino de Sant’Ana, das antigas atrações que se davam nos parques do Lima. A roda gigante era gigantesca no seu exibicionismo e parecia assombrar com certa adrenalina os jovens daquela época. Eu ainda era menino, um rapinha de tacho, mais barrigudo e com um crânio avantajado. Dizia-se era porque eu era inteligente demais e que pra isso tinha que ter a cabeçona.
Estava eu lá, mais minha família: minha mãe com uma reca de cria que somava-se em torno de 3 mais que depois viria mais 2. Eu, como um moleque sambudo por natureza, ficava a olhar com os olhos de pobreza material e de riqueza das estrovengas culturais que se espalhavam pegando a frente do Largo de Sant’Ana e cruzando a avenida que dá para a Igreja do Rosário, subindo em busca da Praça José Augusto. Era um emaranhado de parques, visto que não se cobrava muitos impostos naquela época.
Foto da net.
O velho Lima, como de costume tradicional, não perdia uma festa e erguia às vezes antecipadamente as estrovengas de seus parques adoráveis. Para armar os parques Lima era preciso contratar temporariamente mão-de-obra local para carregar ferros, martelos, arrochar parafusos e etc. Os moleques afoitos para ganhar uma graninha e poder gastar na festa já ficavam de butuca ligada e às vezes varava o dia ao redor dos parques para atender as precisões dos parquistas. Também muitos rapazes iam mais pela vontade de ganhar além de trocados, um passe livre para andar de graça nos parques. Erguia-se uma fachada não muito luminosa com as letras L – I – M – A. Na casinha dos passes ficava um caboco meio mau humorado e agoniante com a fila que serpenteava os solos sagrados da Mãe Sant’Ana.
Foto da net.
O mais chamativo dos parques era a roda gigante. Era a mais majestosa. Só adepois que veio outros parques altos para a cidade. Mas a roda gigante era o trivial da festa. Era o primeiro teste da adrenalina pessoal de cada fiel que se sagrava com os sacrários santanenses e depois ia testar sua destreza com os giros que a roda gigante dava. Ou os suspenses que o balançado das cadeiras dava, lá no alto. Dava pra gente ver Caicó quase toda.
Eu franzino, calça comprida de tecido bem dizer lá nos peitos, com um cabelo partido de banda, uma camisinha tosca, um chinelinho havaiana e um sinto de couro curtido ia de maneira amatutante mais meu pai, um caboco véi da peste, minha mãe e meus irmãos. Santificava-se com tanta gente na época, fazia os cotejos a Mãe Sant’Ana e quando o padre dizia “que o senhor vos acompanhe!”, meu coração já saltitava. Sabia que naquela hora nós íamos nos embelezar com as belezuras que a festa nos dá. E também se esfomear com as guloseimas que se mostravam para nós e pouco a gente podia comprar. Era um fulgor deveras da simplicidade seridoense. Fustigava um com a multidão de gente, mas íamos em busca das diversões, dos gastos controlados e das papoadas com os amigos que encontrávamos pelo caminho.
Eu não sabia, mas naqueles tempos meu pai estava me ensinando a andar na rua. Como eu era pixitoto não me atrevia ir na roda gigante, mas meu pai ia. Contentava-me em ir nas patinhas, nos gipinhos ou nos cavalinhos em carrossel. As xícaras também eram atrativas e os carrinhos nos convidava sempre. Porém, pela quantidade de irmão e das necessidades papai tinha que negociar com o dono do parque para ver se eles não abatia mais o preço. Também tínhamos que escolher só um. Quando dávamos uma volta queríamos andar mais, mas logo percebíamos que não dava, pois tínhamos que comprar nem que fosse uma pipoca branca com manteiga. Ou quem sabe um pedacinho de carne de um espetinho que mãe repartia para todos nós. Comíamos aqueles ticos e nos enfartávamos, pois sabíamos que era o que dava pra comprar. Meu pai só era aposentado e minha mãe vendia ovos de galinhas.
Só que o tempo avança sempre pra frente e eu tive que ir crescendo e já mudando de uso dos parques. Atrevia-se a querer andar no velho tobogã que era bem grande e não era feito de plástico de ar. Era de um material liso e escorregadio. Todavia a roda gigante que tinha no parque Lima era convidativa. Aí meu pai decidiu, depois de me consultar, me levar pra dá uma volta na roda. Topei o desafio e quase que me arrependo. Quando a bicha começou a girar eu disse comigo mesmo: “é agora que vou morrer!”, “vou pedir para parar!”. Mas não dava. Fiquei trêmulo e quando a bicha deu sua primeira volta eu senti minha primeira adrenalina. Um vento frio que dava na barriga dava mais emoção e isso era a diversão. Ficava com pena,pois queria que meus irmãos tivessem comigo lá.
Havia até promoções nos parque Lima, um tanto para duas pessoas, passe baixo, etc.
Fora do Parque Lima, havia outros da concorrência. Eu me lembro de um carrossel, eu ainda alcancei, que era feito com cadeiras enroladas com fios e ficava só girando em círculos. Também me embelezava com uma roda gigante estranha: era uma espécie de cesto em forma de cadeira que as pessoas entravam pra dentro, fechava-se e quando a roda gigante começava a girar o cesto girava por todos os lados, deixando tontos os mais tontos de coragem.

Depois disso lanchávamos, dava uma volta nos movimentos das ruas e íamos pra casa a pé. Essa era a nossa diversão, a nossa vontade de participar da Festa de Sant’Ana de outrora, rezando, papeando, brincando, sorrindo e participando da cultura caicoense. Hoje eu fico vendo aquele tempo. Hoje temos condições de andar em qualquer parque e de muitas variedades e cores e adrenalinas. Falta só a vontade que se perdeu nos tempos de desejos infantis, misturados com a carência que se nutria a classe menos abastada de Caicó. É por isso que eu digo se as crianças são privadas de suas vontades não é crescendo que elas vão adquiri-las.

O SER VITAL

SONETO: O SER VITAL
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Fui escrito com a letra inelegível
O divino me fez fossificado
A geração me fez homem tangível
E o energilismo me chamou de Ednaldo.

Sobre Luíz pôs a luz tão bem cabível
Deu-me o dom por prazer sacralizado
Eu nasci na pobreza irredutível
Sou a poeira deste chão esturricado.

Eu não almejo a riqueza doentia
Só prefiro o mar da simplicidade
E a natureza pela sua energia.

Eu amo o mato muito mais que a cidade
Vivendo a vida de amor e poesia
No ambiente que me dá tranqüilidade.


Feito dia: 19/ 07/ 2015.

PICHAÇÕES SÃO VISTAS NO ALTO DA BOA VISTA

NUNCA NA HISTÓRIA DO ALTO DA BOA VISTA SE VIU ISSO. UM GRUPO DE MOLEQUES MAL INTENCIONADOS PICHARAM UM MURO DE UMA RESIDÊNCIA QUE FICA POR TRÁS DA CAPELA. VEJAM AS FOTOS DE EDNALDO:

SEGUNDO CONSTA NOS LAUDOS OS PICHES FAZEM APOLOGIAS A UMA POSSÍVEL GANGUE "COMANDO DO ALTO". SE É OU NÃO UMA BRINCADEIRA, MAS SABE-SE QUE PICHAR OS IMÓVEIS ALHEIOS É CRIME. VEJA MAIS FOTOTOS:

É, E DÁ PRA VER QUE OS MALUCOS NÃO SABEM ESCREVER....

BALBÚRDIA

SÃO esses seres medíocres de coração que se amontoam na esbórnia da razão e se lançam como farejantes das dobraduras inconteste que se alastram em novidades e em tenra durabilidade das juventudes pragmáticas. São eles o reflexo de um submundo de usos e abusos que se avolumam em derredor.
Flamejam a rispidez dos olhares e dos manifestos que a tempo não se avistou as tarentolas longínquas. Entorpecem-se de exalo a fuga maquiavélica de galocha. E não muito eqüidistante, ressurge poliglota de araque pelo Araquém.
Mal sabe o tosco de malogro que não perdura na razão do estribrilho e flameja novamente por um ebúrneo rígido e amalgamado pelo gozo de fantoche. Não corrobora de elo uma postura anti-fealdade, o que para o heros não tarda à hipótese da infame análise desconecta.

E vivem os seres na balburdia melindrosa. E vivem no afro sem um garfo. Oh seres de más criações vividas e sofridas pelo perpassar das âncoras.    

sábado, 18 de julho de 2015

CHARGE DE EDNALDO LUÍZ - ATO CONTRA SECA



CHARGE DE EDNALDO LUÍZ - O HOMEM VEGETAL


Soneto de Fidelidade

SONETO: Soneto de Fidelidade

POETA: VINÍCIUS DE MORAES.

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

GRUPO DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS EM SERRA NEGRA DO NORTE

O PROFESSOR EDNALDO LUÍZ NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES TEM SE DESTACADO NA EFETIVAÇÃO DE TRABALHOS NA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE. O TRABALHO ABAIXO, REPRESENTADO EM FOTOS, CHAMA-SE TRABALHO DE SÓLIDOS GEOMÉTRICOS ONDE A CRIANÇA TEVE A CHANCE DE PROVAR QUE APRENDEU O CONTEÚDO MOSTRANDO PASSO A PASSO EXEMPLOS DOS VÁRIOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS ESTUDADOS. A TURMA FOI A DO 5º ANO E TEVE BOA CURIOSIDADE E ENTENDIMENTO DO PÚBLICO EM GERAL. VEJA AS FOTOS TIRADAS POR EDNALDO LUÍZ:



 

TRABALHO SOBRE FÓSSEIS DE EDNALDO LUÍZ APLICADO EM SERRA NEGRA

TRABALHO DOS ALUNOS. FOTO DE EDNALDO.
MARCA FÓSSIL FEITA POR UM ALUNO.
MARCA DE UM VEGETAL. FOTO DE EDNALDO.
EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS APLICOU RECENTEMENTE UM TRABALHO EM SERRA NEGRA DO NORTE SOBRE A PRODUÇÃO PRÁTICA DE UMA MARCA-FÓSSIL DADA PELOS ALUNOS DO 5º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL HERMES FURTUNATO DOS SANTOS.
MARCA DE UM ANIMAL. FOTO DE EDNALDO.

O TRABALHO VISOU APROXIMAR O ALUNO DO ENTENDIMENTO QUE SE FEZ DO QUE SEJA FÓSSIL E MARCA-FÓSSIL PARA A CIÊNCIAS NATURAL E A HISTÓRIA PRIMITIVA. DEPOIS DE UMA EXCURSÃO FEITA AO SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE ABERNAL NO PRÓPRIO MUNICÍPIO DE SERRA NEGRA DO NORTE/RN, O TRABALHO FOI MUITO GRATIFICANTE. VEJA AS FOTOS:
5º ANO APRESENTANDO SEU TRABALHO NO 4º ANO B.
FOTO DE EDNALDO.
5º ANO APRESENTANDO O TRABALHO PRA O 4º ANO A
FOTO DE EDNALDO.