sábado, 29 de agosto de 2015

PARABÉNS EDNALDO!


POESIA: PARABÉNS EDNALDO!
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS. 

PARABÉNS EDNALDO
Que faz agora trinta e cinco
Gosta de viver no brinco
No meio da criançada
Seu humor de retaguarda
Conquista qualquer sujeito
Do gari para o prefeito
De uma feia pra bonita
Inda por cima é artista
Com seu verso regional
Gosta bem de carnaval
De viver festa junina
Namorando uma mina
Que até é poetisa.
De riqueza não precisa
Gosta de simplicidade
Detesta modernidade
Que aliena as pessoas
Acredita em coisas boas
Entre os seres humanos
Nesses trinta e cinco anos
Vive a vida com sorriso
Por não ser o Paraíso
Faz conquistas com seus planos.

Fito dia: 30/ 08/ 2015.

CACHORRO MENGADOR

AQUELES moleques moribundos e de sambudice medonha era a corja que colocava em nervos a calmaria da ruela e vislumbrava de magotes sorrisos falsos e apreciativos aos feitos e malfeitos da cambada. Eram na faixa de 4 guris que já se acordavam cedo para colocar em cheque as suas matinações.
Teve de se ver, mesmo sem platéia aplaudível, uma traquinagem que só devia ser mesmo praticada pelo dono do individuo mais conhecido como Cachorro ou gozo como queiram os rotulantes dos animais. Tivera o bicho de ter seus instintos animais aflorados pela traquinagem da molequeira da ruela.
O fato se deu quando uns moleques mais afoitos para aptidões sexuais tiveram que desinibir uma réplica da espécie canina afim de despertar na consciência extintiva um desejo por atacar em pleno desperte de cio uma vontade de mengar nas pernas dos danados. Não porque o gozo tivesse sido torcedor do Mengão, mas porque ele mengava sem atinos para as drogas do futebol. Ele mengava para além do flamengo. Ele se saciava em sua deveras imaginação de instinto no acasalamento frenético de sua espécie. Decerto, trocando a cadela pelo homem. Uma espécie de Zoofilia animal às avessas.
E ele, o gozo, achava tão bom que queria mengar o quanto pudesse e deixasse. Queria mengar para além dos limites que extrapolam as mengadas de reprodução de sua familiariedade. Pena que não houve o encaixe devido a perna não conter o suspiro aplicável ao contraposto do plasma energético. Mas a traquinagem dos moleques foi tão esnobe que tivera a inspiração de propagá-la em derredor.

SAIA AMARELA

SAIA de casa! Saia da casa amarela! Saia amarela! É um paradoxo misturado com uma antítese que teve de se encontrar naquela hipérbole da inspiração. A palavra SAIA despertara um complô sem jeito e sem hábito de acontecer quando uma frase meia amarelada por branquismos oxigenados teve de se trabalhar e se debandar para a algazarra noturna com “Saia amarela! Que apesar de muito curta possibilitou um conchave tão hipnótico que em medição não dava nenhum “parmo” de comprimento, mas valia um cumprimento e um descascar manual do topo caliente.
Não sei porque a leitura enquanto família dessa frase tosca e empebecida pelo passado tivera que deixar em libero de casta e de encubamentos rejuvenescedores da papoula que estava toda exposta diante do seu meio.
Levava nessa frase talvez um substantivo de sujeito sem olhar os predicados como acontece em todas as frases curtas que permeiam esse lugar de aportuguesamentos fanfarrões.
Mas a empebecida por se achar compadecida partiu, vestiu a frase e desfilou nos verbos dos sentimentos nobres e puritanou afagos solitários em meio ao dilema de recuso. Os verbos pensados eram de ação como ficar, pegar, torar, amassar, sugar, atolar (ambos da 1ª conjugação), abrir, partir, cuspir, erigir, despir, grunir (da terceira conjugação); e por últimos os querer, lamber, dizer, conhecer, fazer e comer (verbos da segunda conjugação), sendo o viver trocado pelo dormir. Assim a frase com todas essas regalias de verbos ativos nem percebeu que estava causando no leitor uma reflexão distante da razão e próxima dos sentidos. Distante do certo e próximo do errado. Distante da essência e próxima da insignificância. Assim foi a frase...singela, meiga, atrevida e despertadora de pensamentos de apreços diversos. Então, “Saia Amarela!”, de onde?

MENINA DO 4º ANO DECORA POESIA DE EDNALDO LUÍZ

QUANTA CAPACIDADE DE DECORO!

A ALUNA MAÍSA do 4º Ano B da Professora Marlene Cavalcanti da Silva da Cidade de Serra Negra do Norte, chegou para mim e disse “Ednaldo eu decorei uma poesia sua e vou dizer para você ouvir!”. Quando a mesma começou eu fiquei agraciado com a minha obra sendo lida, e maravilhado com o apogeu da criança que orientada por sua professora conseguiu decorar uma poesia intitulada “A Serra da Negra de Manoel”, uma obra que fiz para saudar com esmero a Cidade de Serra Negra do Norte/RN.
A criança deteve uma desenvoltura enorme e significante a tal ponto que em poucos minutos declamou a obra e ainda no final disse quem fora o autor. Isso só me deixou maravilhado a tal ponto de necessitar desse registro nesse blog para que você leitores nunca desistam de produzir coisas que vocês tenham habilidades, pois um dia será reconhecido. Veja a obra:

POESIA: A SERRA DA NEGRA DE MANOEL
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Foi Manoel Pereira Monteiro
Fundador desta sesmaria
Com sua fazenda de gado
Fincou pé com sua família.

Ele trouxe uma valente escrava
Brava negra de alma de guerra
Que recusou ser escravizada
Fugindo da fazenda pra uma serra.

Na serra ela fez morada
Com toda sua geringonça
Mas numa noite sombria
Sofreu ataque de onça.

E brigou e gritou e esperneou
Mas a onça estava esfomeada
Cravou seus dentes na negra
Matando a pobre coitada.

E naquela Serra da Negra
Toda Caatinga fica de luto
Uma cidade ali prospera
E a Lenda da Negra gera seu fruto. 

Feito dia: 05/ 06/ 2011.

PEDIDO AO DESESPERO

PEDIU AO DESESPERO tamanha foi a decida da velha imagem fustigante. Ela pendurou no cabide da razão a termologia do orgulho e vociferou ao pedido com todas as pompas de galocha. Pediu por salvo conduto que por obra da sensibilidade reinante da intelectualidade espraiada fosse feito o que outrora ficou desfeito nos trilhos das amizades aguadas.
O que, por conseguinte, teve de se ceder aos apelos suplicantes das “brumas de avelãs” e consentir no feito pelo malfeito. Outrora para que se garantisse a cedida foi necessário conter os ouvidos miraculosos no alvo dos clamores que se gostaria de ouvir.
Mas o pedido de forma informal ficou formalizado e formidável para o feito que talvez não demorará por muito tempo diante do desenrolar da imagem.
Pediu diante de uma famigerada oferta de apoio e testemunha distante da organização patriarcal dos seres produtivos da essência humana. Ceder aos apelos suplicantes do pedido de ajuda mútua.
Porém, por outro lado, o capitalismo que aliena os concidadãos sempre dar o impulso para as cedidas de antemão.

POR MAIS


POEMA: POR MAIS
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Por mais é demais
Correr solto no cais.

Por mais é demais
Fazer o que não se faz.

Por mais é demais
Precisar de tanto gás.

Por mais é demais
Implorar pelo satanás.

Por mais é do mais
Somar ao invés de mas.

Feito dia: 28/ 08/ 2015.

EDNALDO LUÍZ FOI DITADOR DE QUADRILHA EM 2015.

E FOI A PRIMEIRA VEZ QUE ELE CHAMOU OS PASSES DE UMA QUADRILHA MATUTA
 
NESTE ANO DE 2015 – e me perdoem os leitores pela notícia tardia devido ao fato de estar esperando por uma foto comprobatória, mas depois eu colocarei – eu fui convidado fazer a chamada da quadrilha matuta da instituição. Aceite por falta de opção o convite e fiquei temeroso por imaginar que eu não ia conseguir.
Fiz a chamada de duas pela direção da Escola Municipal Severina Brito da Silva, bairro Samanaú, Caicó/RN, para quadrilhas, uma dos pequeninos e outra dos maiores. Nos ensaios as queimadas eram constantes e achava que meus pupilos os quais eu amo de coração iam se sair mal nas danças.
Ensaiamos cerca de 10 dias em semanas variadas para nos apresentarmos no dia 26 de Junho. E os dias foram se passando, passando e nós ensaiando...
Chegado o dia, cheguei na escola de 7 horas da noite e já fui logo me ajeitando para a missão dada. Ficando um pouco nervoso peguei o microfone e fui logo me soltando a fim de organizar a galera. Primeiro dos pequenos, depois dos adolescentes. Foi aí que tive uma surpresa grande ...as crianças pequenas deram um Show... e mais surpreso ainda os adolescentes também deram um show e dançaram tanto que nem quiseram dançar em outra quadrilha improvisada. Foi aí que percebi que tinha botado pra quebrar. Que tinha feito um feito inédito na minha vida: ditar uma quadrilha.
O bom é que eu já tinha dentro de mim um apreço pelos ditos de quadrilhas, pois adoro fazer os outros rirem com esmero. E talvez tenha sido isso que tenha contado para um sucesso que achava que não ia rolar. Recebi parabéns da direção e isso me deixou mais feliz e já responsável por outra quadrilha do ano vindouro.

OBRIGADO! OBRIGADO! Pela confiança e desculpem todos pela tardia do comentário sobre esse inédito feito na vida de um professor de Educação Básica.

FAXINA CAÍDA

foto da net.
NAQUELA faxina caída onde arrudeia uma tapera de taipa de aspecto simplório e embarrado pelo tempo causticante mora deveras uma família Severina, filha da terra e parte desta como o mosaico do solo que se esturrica aos magotes e tina no fio da muleira lampejos fagulhentos de quentura natural. Circunda tal faxina de uma forma tão interligada pelos arames da história que as varas ainda não beijaram o chão e nem fraturou as pernas de cambitos.
A faxina se agarrava por conseguinte as forças dos morões que pregados no chão faziam a toda hora a musculação de caule sem vida mas com a força da fibra sertaneja. O leite caatingueirento que seiva os caules das plantas nativas é de tão sustância que se pode edificar na terra embarrada qualquer armação de malocas para o descanso sertanejo. As varas ficavam com tanta resistência que demorava tempos para uma faxina cair ao solo.
A faxina retangulava o setor funcionando como uma pequena muralha que caracterizava      o estado de faxina. As varas de diferentes tamanhos e grossuras estavam caídas no rente do chão. Elas deixavam à mostra o espaço violado do ambiente privado.
Talvez tivesse sido os poicos sem futuro que foram se coçar no muro da faxina e pelo movimento de sobe e desce das costas carrancudas daqueles animais viventes das lamas de comichões. Ou quem sabe um touro mandingueiro que ispritado e com o cão nos couro teve de confrontar seus cornos miseráveis nas hastes daquelas varas. E a faxina estava caída. Atropelada. Surrupiada por um redemoinho de Saci-pererê.
E o caboco, não tendo tempo para levantar a faxina, a deixava cair até o momento que ele explorasse novamente a Caatinga e de lá tirasse um feixe de vara para o conserto da geometria. E as varas iam desde pereiro, jurema, mofumbo e até de pião. E a faxina enquanto isso ficava a cair por água abaixo//////.

O MOVIMENTO DAS MAÇÃS

foto da net.
É MAÇÃ QUE VAI é maçã que vem, é maçã que se movimenta nos ínterins da vida e do meio estabelecido. Esperava-se que fossem expostas a razão dantesca e melindrosa, mas não houve um movimento de apache, sendo por assim dizer movimentos em prol da escravização intelectual que despertara a famigerada da produção e que precisou-se dar um time como se diz nos States. Era uma reunião da miciez das maçãs. Em plena feira de livre liberdade.
Mas a reunião pré-estabelecida não era diurna e proliferava ices de outrora precisando mascarar as dedilhadas para se livrar das incumbências dos movimentos. Se bem que os movimentos não eram desordeiros e nem tão pouco ignorantes aos olhos de águia. Eram instruídos pela instrução facilitadora social e que por doravante acham que preparam os verdadeiros apaches que farão a transformação magnífica do mundo vindouro.
Eram maçãs que se movimentavam devido ao fato do enchacoalhamento impulsionado não pelo condutor de caixas, mas por um comando inibido pelo poder energilista do grande sábio. Elas faziam as manobras radicais para dosar de festança à visão sádica do apreciador dos apaches. E isso fez um efeito tão grande que houve de possibilitar o manifesto de contração e expurgo da gosma vivificante.
Maçãs suculentas e sedentas de salivamentos. Seus movimentos extraiam a atenção daltônica que não tardou a ficar inquietante posto que se viu nas belezas do Brasil. As maçãs estavam dentro de embalagens que se mostravam tão fáceis de desnudes que entorpecia o aroma e o frescor da química estomacal a ponto de mudar a rotina noturna dos famintos indesejáveis.

VENTO MEDONHO

POESIA: VENTO MEDONHO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Vento que voa
Por entre a pessoa
Que ensaia.
Vento tropeça
E mostra a peça
Da samambaia.
 
Vento normal
Pega bacurau
E sobe a cauda
Mostrando no cais
A flâmula da paz
Que o gosto aplauda.

Feito dia: 28/ 08/ 2015.

A TOMADA DO CADERNO

NOTADAMENTE houve um desanote e possibilitou a natureza divina que tarda, mas não falha, uma punição quando atanasou um justo de desajustamentos sentimentais. Também o valor imposto ao bloco era de tão significante que ali estava figurado uma gama de registros futuristas que amalgamava grandes entonações ao regrismo afetado.
A tomada consistiu em confronto a posse de fulana que havia adquirido tal reduto de registro em um camelô da urbe destinado a um pleonasmo de galocha para fazer a base da destruição alheia.
Tomou-se uma surpresa quando viu a tomada ou os vestígios dela expostos no cenário caótico. Ela era uma página nova e vivificante, porém ficou envelhecida diante da situação de choque em fios-terras desencapados quando foi usada por uma tinha que tinha aparecido de antemão. Mas segundo investigamentos do fuxico deveras tenha causado um drama de precisão posto que fora em devoção ao Gaison e suplicou-se por forças subalternas para que fosse remediado o consumo do mal-do-século.
E certamente teve de se repor o novo anote para os policiamentos que se colocou na faixa de efemeridades neurais.
O anote deve em breve está em registro e, por conseguinte melindrar caos e amedrontamento em meio ao desfrute alheio. Tenho dito!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A (BALA) CAICÓ

POESIA: A (BALA) CAICÓ
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

O estampido faz zoada
E a faísca o fumaceiro
O tirinete faz a chuva
No sertão de cangaceiro.

Moça Caetana faz a festa
E mausoléu aumenta o morro
A justiça prende o direito
E o errado gera socorro.

O balo abala a vida
E a paz fica em suspense
Quanta vida foi-se embora
No cenário caicoense.

O alicerce tá abalado
Vai cair tudo em ruína
Nem a Prece do Vaqueiro
Salvará a triste sina.

Quanta gente embutida
Numa chuva de fumaça
Os jornais causam o terror
Num abalo de desgraça.

Os ricos aprisionados
E os pobres vulneráveis
Segurança defasada
E os negros desconfiáveis.

Se esta urbe definhar
Ao poeta foge a fala
A política emudece
E a maldade nos abala.


Feito dia: 09/ 07/ 2015.

O QUE VER O TAL POETA?

VEJO como as pessoas se comunicam aos cochichos de magote, tecendo a vida alheia e deixando secar o pote;
Vejo amores perdidos por causa de busca de belezas mesquinhas, de alienação capitalista;
Vejo a ira sendo plantada em corações rebeldes e arrogantes, onde a exclusão é ínfima droga que vicia;
Vejo quem buscou fazer maldade padecendo sob Poncíus Pilatos e ainda tendo que percorrer caminhos espinhentos e pedregulhosos;
Vejo gente se trancando em quatro paredes mórbidas se isolando de pessoas que as amam;
Vejo solidão em dois focos: a Solidão Individual (que corrói o indivíduo lhe dilacerando e o insuflando aos usos de ludibriantes) e a Solidão Social (que mesmo o sujeito no meio de gente ele está por demasia, solitário);
Vejo pessoas deseducadas jogando pedras naquilo que não entendem e querendo construir um mundo de repúdio e ódio sem fundamentos;
Vejo seres criando ilusões quando deu ouvidos a discursos vazios e sem essências, construindo um mal estar para si e para o próximo;
Vejo uniões conjugais vivendo de faz de contas por mera expressão de um consumismo escravo;
Vejo gente querendo encontrar alguém para construir uma família e viver na dignidade humana, enquanto outros têm uma família e não a dar valor;
Vejo quem tem um orgulho mesquinho e pobre passar pelos conhecidos e não os cumprimentar;
Vejo a cor, a pobreza e a feiúra ser excluída como uma doença maligna e contaminante nas zonas proximais;
Vejo ser do bem sendo preparado e impulsionado para despojar de uma maldade mediante troncos e barrancos vivenciados;
Vejo o povo vampirizado por sangue humano, comendo o presente, vomitando o passado e fazendo jejum para o futuro;

Vejo tudo, mas estou ficando cego por causa dos feixes da luz dos alienados, da autodestruição, do narcisismo, da deseducação e o descrédito humano...

ALUNA DE DEZ ANOS FAZ ELOGIOS AO PROFESSOR EDNALDO LUÍZ

EM SUA AUTOAVALIAÇÃO ALUNA DIZ O QUE PENSA DE EDNALDO LUÍZ


ELA DIZ: "Meu professor Ednaldo Luíz é um ótimo educador, companheiro, atencioso, prestativo, engraçado e etc. Mas, o principal de tudo, é um ótimo poeta. Eu agradeço por tudo o que me ensinou, pelos conselhos e pelos carões, claro. Mas mesmo assim obrigado por tudo, por tudo mesmo. Hoje eu só não vou dizer o tanto de qualidades que você tem porquê essa folha não caberia nem o terço da metade, mas o que a gente não faz por um ótimo professor como você.
Com amor e carinho! De Vitória Caroline para um exemplo de professor como você: Ednaldo!
Eu te amo e muito obrigado!!!"


Vitória Caroline Medeiros Mariz (data de nasc.13/ 03/ 2005) é uma de minhas alunas do 5º Ano de 2015. Natural de Serra Negra do Norte tem um grande talento e desenvoltura e seu interesse em aprender a faz ficar entre os melhores alunos da turma. Contendo apenas dez anos essa criança já adquiriu comigo boa capacidade de raciocínio e análise de ver o mundo. MUITO OBRIGADO VITÓRIA, a qual eu chamo de VITÓRIA SAPEQUINHA!

HOMO MASCULINO EM SUICÍDIO

SE DEUS FEZ LOGO ADÃO é porque a natureza divina queria pôr na Terra um bicho que fosse destrutivo por natureza. É o homem macho a invenção da destruição. Esse bicho é tão medonho que ele mesmo procura inventar coisas que geram destruição a ele mesmo. É certo que na história o homem inventou e inventa mais coisas do que a mulher. Mas isso não diminui a mulher, posto que ela não se autodestrói com intensidade.
O homem-macho enquanto existência promove guerras, facções, grupos terroristas, corrupções, gangues, mutilações no corpo, construções mirabolantes, divisões injustas de terras, armas de destruição e o maldito capitalismo. Até ousa explorar o espaço, fazer aventuras perigosas e escavacar o interior da Terra. Tudo isso em bola de neve estreitam os laços de convivência harmoniosa de civilização e de natureza. Primeiro a natureza é quem sofre com essas gamas de invenções, depois vem a civilização.
As leis são mais outras invenções que são criadas para buscar uma PAZ UTÓPICA e vivência harmônica, só que para não ficarem tão duras são criadas exceções e a imagem da deusa da justiça como uma cega em tiroteio. Uma cega que não ver pra que lado desce o peso da balança.
O homem-macho inventa tão bem inventado que uma de suas criações mais mirabolantes foi a invenção dos deuses e Deus, que possibilitou o surgimento de Jesus e a organização da famosa Bíblia, um composto de textos narrativos, argumentativos e descritivos que tem a função de conquistar a humanidade para um bem público e força sobrenatural. Só que por trás dessa criação decorrem falcatruas, corrupções, chacinas, manipulações e o surgimento de religiões que geram desavenças que atravessam tempos e geram conflitos.
Também como o bicho macho gosta de viver aventuras curiosas e desafiadoras eles procuram o lado negro, partindo para o uso de drogas lícitas e ilícitas a fim de provarem do prazer inconsciente.
Historicamente o ato de pensar nas criações de invenções tem sido mais do homem-macho do que do homem-fêmea. O domínio do fogo, as ferramentas, as moradias, as máquinas, os transportes, as caças, a energia elétrica e tantas outras que colocam a frente o existir de um bicho diferenciado dos demais animais. Também sem nenhum preconceito, até a prática efetiva do homossexualismo tende a ser deveras mais do macho do que da fêmea. Muitos homens-machos nascem com aptidões na natureza corpórea do ser oposto e isso não pode e não deve mudar.
A invenção da fotografia e da imagem em movimento gerenciou a pornografia e a vulgarização do modismo de vestimenta e do despudor. E isso é criação do homem-macho. O sustentáculo de prostíbulos também são geridos por machos e a idéia de corpos perfeitos por fora é criação do homem-macho que primava a beleza desde o tempo dos gregos. E foi ele quem inventou o espelho.
A escravidão também é criação do homem-macho pela busca da superioridade. E como se já não bastasse a criação do CAPITAL transforma o mundo até hoje.
Frente a isso tudo a violência existe por causa do homem-macho e com ela a criminalidade, o uso de drogas, roubos, assassinatos e até suicídios. Nas prisões a gente ver mais homem-macho do que homem-fêmea. Na política tem mais corruptos machos do que fêmeas. Nas igrejas são mais machos do que fêmeas. No exército tem mais machos do que fêmeas.
O mundo está caótico! E pra acabar de aprumar eles ainda querem que todos sejam iguais perante as leis.
Mas há uma esperança: o homem-macho está se autodestruindo. Nas duas grandes guerras muitos deles morreram e em tantas outras que ocorreram na humanidade. A violência e a criminalidade têm vitimados esses bichos. O ruim é que eles se autodestroem e levam fêmeas junto com eles.

Mas o bom disso tudo é que em muitos lugares do mundo já existem mais mulheres do que homens. E que vença a força feminina!!!

DESEJOS POÉTICOS

POESIA: DESEJOS POÉTICOS
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Plantemos nós a esperança
Em um mundo promissor
Um sorriso de criança
Contemplado com amor
Zelando por nosso bem
Curtindo o pouco que tem
Na beleza de uma flor.

Tomemos a luz do dia
Conservemos nossa amizade
Ao próximo com alegria
Ter a solidariedade
Expandir o bem comum
E plantar em cada um
A justiça e a verdade.

Não fazer bullying alheio
Enterrar o preconceito
Repartir o pão no meio
Respeitar todo direito
Dá a vida importância
Expulsar a arrogância
Educando com o respeito.

Se errarmos, concertemos,
Troque a raiva por conversa
Nossas iras, expulsemos,
Sem orgulho, interessa,
Acabar a solidão
E encher o coração
De amor que a rima versa.

Amar nossa vizinhança
Com sorriso e cumprimento
Controlar nossa vingança
Conhecer o sofrimento
Apertar a mão dá gente
Conversar frequentemente
Abraçando o sentimento.

Entender quem é um sábio
Ensinar o ignorante
Estudar o tom do Lácio
Ver o brio do retumbante
Deixar passos na areia
Não zombar de cara feia
Ver beleza triunfante.

Só assim nos entendemos
E vivemos a harmonia
Pois o bem que merecemos
É pra nós a mais valia
E pra obra ser completa
Ouça o que diz o poeta:
_Eu te amo em poesia!


Feito dia: 08/ 08/ 2015.

AOS IGNORANTES

SEM NOÇÃO, SEM RAZÃO E SEM INFORMAÇÃO. São vermes que transitam em submundos de marionetes mesquinhas e não discorre de uma capacidade excêntrica de buscar um grau de sapiência real em torno daquilo que eles não tem certeza e preferem tomar as dores de um núcleo ultrajante e inibidor de constrangimentos alheios. São vermes que adotam uma condição de parasitas na cadeia alimentar de simbolismos e vão por alienação concordando sem esitar com o que lhe é repassado.
Tais vermes se fecham na busca de comprovar o que é passível de dúvidas e se lançam na repetição bucólica de disse e me disse. Mas quando se puxa para uma provação em juízo, esses minúsculos seres ignorantes e atrasados, tentam encontrar explicações convincentes para tal hipótese.

Esses seres são encontrados em malocas degeneradas e depreciativas e são a escória que merece ser usada e abusada frente ao manipulamento medonho. A ignorância é dominada pela inteligência. Em outras palavras regionais: o mundo é dos mais espertos, mas sustentados pelos burros.

CAFIFO NO FUNDO

POESIA: CAFIFO NO FUNDO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Cafifo no fundo
Coça sem parar
Parece estar
Com hemorróida.

Não é uma paródia
Mas o cafifo friveia
Que o sangue da veia
Parece sangrar.

Cafifo no lar
No fundo profundo
É bicho imundo
Que vem da galinha.

É erva daninha
Que coça e coça
Maior que da roça
Cafifo encafifa.

Acaba uma rifa
De ave de pena
O álcool na cena
Destrói o cafifo.

Pior que o tifo
Álcool queima o fundo
Eu não me confundo
Matei o cafifo!


Feito dia: 27/ 06/ 2015

BELEZAS DA BARRA DE SANTANA

VEJA COMO NESTE DIA DE LHO A BARRA DE SANTANA ESTAVA NUBLOSA E RESPINGOU NEBLINA NA BOCA DA TARDE...É UM PARAÍSO....(FOTO DE EDNALDO LUÍZ).

OS CHIQUEIROS DE POICO NO SERIDÓ

SEGUNDO estudos históricos o povo seridoense tem uma tendência de descendência judia. São seres miméticos cuja efervescência cristã é dada a simplicidade da vivencia, da hospitalidade e da maneira de se viver que são bem parecidas do povo tão expostos quando se fala na trajetória de Cristo. Por ser um povo muito devoto a cristandade católica de tudo que se fazia havia sempre um dizer em nome de Deus ou de Cristo. Se ia pedir a bença ao pai, padrinho ou madrinha havia o dizer “Deus lhe abençoe” ou se pedia esmola era “deus lhe pague”. Tudo tinha que ter Deus no meio. Até para criar poico também tinha que ter fé em Deus.
Isso mesmo! Pra fazer um chiqueiro de poico (porco de forma culta) havia sempre a necessidade de se pedir em oração a Deus pai nosso senhor para que fosse sempre possível arrumar um lugar apropriado para a armação do chiqueiro. Não podia ser em qualquer lugar, visto que devia sempre ficara os olhos do dono dado a possíveis roubos que podia acorrer em derredor. Quando o caboco enjudeusado achava um lugar tinha-se que cuidar em arrumar vara de jurema ou pereiro para fazer o chiqueiro.
Chiqueiro numa tradução mais afinca era um quadrejado ou retangulado de varas ao qual devia ter uma barraca de pau e coberta por coberturas que pudessem fazer sombras. Servia frande de latas velhas, tálbas, paia de côco, portas velhas e até lonas. Debaixo da barraca devia ter um buraco cavado em forma de piscina onde era enchido de água para as porcarias dos poico se lambuzarem com aquilo que os condensavam e os umedeciam.
No chiqueiro não devia ter nenhuma abertura e tinha que ficar resistente para que não houvesse fuga dos bichos. A entrada que devia ter para o dono passar era por cima do chiqueiro, do lado que ficasse mais baixo ou que o dono fizesse um batente de pedra.
Dentro do chiqueiro devia ter um comedouro que se chamava de cocho, um objeto circular feito de uma banda de pneu velho, onde o dono colocava o comer para os bichos.
No Seridó o comer dos poicos se chamava COMER DE POICO. Não era lavagem como falam os sulistas. O comer de poico consistia em restos de comidas que as pessoas não queriam mais como: caldo de feijão, cascas de verduras ou de frutas, caldo de peixe, leite, resto de sopa, restos de comida que os lambuzentos dos homens não queriam. Não podia ter espinha-de-peixe porque o poico morria engasgado. O poico também podia comer pó de trigo e milho.
No chiqueiro o lamaçal era grande e o dono tinha que enfrentar aquilo tudo para ir acudir as precisões dos bichos. E era lama misturada com merda e mijo. Mas aonde pode-se ver seboseira, pode-se também perceber vidas nascendo em meio as imundícies. Plantas frutíferas podiam nascer na lama dadas as sementes que vinham no comer.
Os poicos eram de uma variedade tamanha e assim como os gatos, podiam nascer de várias formas e cores. Haviam poicos rajados, marrons, pretos, cinzentos, brancos, amarelos, e tantos outros. O poico maior, mais reprodutor, mais valente, era chamado de BARRÃO. Era ele o dono do chiqueiro e todos deviam obediência a ele. As poicas quando ficavam no cio eram logo afoitadas pelos seus reprodutores que assubiam em cima de suas garupas e ficavam a enfincar o membro reprodutivo. Os poicos pequenos eram chamados de BACURIM e as fêmeas de BACURINHAS.
Vez por outra tinha um poico tão tarado que ao invés de injeção o dono de malvado pedia para que fosse capado o animá. Capavam o bichim com dois pauzinhos aos quais colocavam os zovos do bicho em cima de um e decia uma porretada. Uns mais malignos procuravam dar-lhe um corte preciso no nervo e capava o bicho. A gritarada dos bichim era grande e era tão penosa que a gente ficava querendo salvar o miseráve.
E pra matar um poico pra comer em farra ou vender no matadouro era costume no Seridó de outrora dá um tiro de espingarda de soca na testa dele ou dar-lhe uma machadada do mei da testa do bicho que só se via o poeiriço cobrir.

Assim os chiqueiros de poico podia esconder cenas de porcarias, de imundícies, de reprodução, de vida e de morte. Um chiqueiro bem feito durava muito tempo e exalava sempre o cheiro de fetidão devido aos comer-de-poico que ali se colocavam e a terra lamacenta que se misturava com as excreções suínas. Era uma cheiro tão característico que de longe a gente já sabia que era um chiqueiro de poico. E a catinga ficava até nas varas, pois as varas do chiqueiro também eram ótimas coçadoras de lombos suínos.