sexta-feira, 23 de outubro de 2015

2º FESTIVAL DO SHOP NO GALEGO CASA SHOW EM CAICÓ

VENHA ENCHER O BUCHO DE CERVEJA ATÉ UMAS HORAS NO 2º FESTIVAL DE SHOP DO GALEGO CASA SHOW, LOCALIZADO NO BAIRRO ALTO DA BOA VISTA, ZONA NORTE DE CAICÓ. VEJA O CARTAZ:

LANÇAMENTO DE LIVROS NA FESTA DO ROSÁRIO 2015. EM CAICÓ.

A FESTA DO ROSÁRIO DEVE SER EXALTADA ASSIM.

A COMUNIDADE CULTURAL ENCABEÇADA PELA UFRN NA FIGURA DE SEUS GRANDES PROFESSORES ESTÁ DEIXANDO UM POUCO DE ESSÊNCIA NA FESTA DO ROSÁRIO DE CAICÓ. NESTE DIA 23 DE OUTUBRO DE 2015 HAVERÁ LANÇAMENTO DE LIVROS, UM FALANDO DE POESIA, OUTRO DE TEMPOS DE OUTRORA E OUTRO DE UM PADRE:
VEJA O QUE O PROFESSOR MUIRAKTAN DISSE EM SEU FACEBOOK SOBRE ESSE LANÇAMENTO:
"O Projeto Tronco, Ramos e Raízes da UFRN e a Biblioteca Seridoense, convidam para o lançamento dos seguintes livros:
• "A Luta do Bispo Dom José de Medeiros Delgado por educação escolar para todos (Caicó-RN, 1941-1951)" de autoria da professora Paula Sônia de Brito (UFRN), que analisa a trajetória do trabalho social de Dom Delgado, especialmente sua ação pioneira educacional no Seridó.
• Contato com a autora: psonia.brito@gmail.com

• “Diário de Laurentino Bezerra de Medeiros”, organizado pelo Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo. Trata-se das notas diárias de Laurentino Bezerra, bisavô de Padre Tércio, nas quais este fazendeiro no século XIX fez o registro dos eventos familiares, das epidemias, da lida com os escravos e cotidiano na pecuária.
• “Cordéis negros” de autoria de Possidônio Silva, membro da Irmandade dos Negros do Rosário de Caicó. Possidônio escreve em versos sobre a Irmandade e as agruras e as alegrias do povo negro do Seridó
Local: Patamar da Igreja do Rosário
Data e hora: 23 de outubro às 20h (durante o jantar do Rosário)" 
COMPRE O SEU EXEMPLAR JÁ NAS BANCAS DE CAICÓ.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

EDNALDO LUÍZ COMANDA EVENTO DO DIA DAS CRIANÇAS EM ESCOLA DE CAICÓ

O PROFESSOR EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS, MESTRE DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA FOI CONVIDADO PELA DIREÇÃO DA ESCOLA A FAZER TODAS AS ETAPAS DO EVENTO GRANDIOSO EM HOMENAGEM A TODAS AS CRIANÇAS E ADOLESCENTE QUE FAZ A REFERIDA INSTITUIÇÃO. 
FAZENDO BRINCADEIRAS COMO A CORRIDA DE SACO, A DANÇA DAS CADEIRAS E A MAIS BELA VOZ DA ESCOLA, ELE PODE ENVOLVER MUITOS ALUNOS E A CONTAGIAR COM DISPUTAS TODOS OS PRESENTES COM ANIMAÇÕES E INCENTIVOS. TODOS OS ALUNOS DO TURNO MATUTINO PARTICIPARAM SENDO DO 1º, 2º , 3º , 4º E 5º ANOS, COMO TAMBÉM O MAIS EDUCAÇÃO. VEJA AS FOTOS DA ESCOLA SBS:


ALUNO DO 2º ANO PRESENTEIA EDNALDO LUÍZ

NO DIA DOS PROFESSORES FUI SURPREENDIDO COMO UM SINGELO, LINDO E DOCE PRESENTE DADO POR UM ALUNO DO 2º ANO DA ESCOLA SEVERINA BRITO DA SILVA, ZONA NORTE DE CAICÓ.
ERA UMA SUAVE SABONETE EMBRULHADO NUMA LINDA EMBALAGEM....O ALUNO ERA CARLOS E VEIO ME AGRADECER POR TER LHE ENSINADO A LER E A CONTAR. FIQUEI MUITO FELIZ POR TER SIDO LEMBRADO POR UM GESTO DE RETRIBUIÇÃO AO TRABALHO QUE DESENVOLVO NO EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO. VEJA:
OBRIGADO CARLOS E CONTINUE SEMPRE SENDO ESSE ALUNO ESPERTO E CONQUISTADOR. TORÇO POR VOCÊ....

ELA DORMIU NO MEU OMBRO

ERA uma galega linda e de pele macia e aloirada pelo tempo. Era de modo coroado uma coroa de uns 35 anos de juventude e que tinha no seu bem dizer de rotina diária uma clientela de duas jóias preciosas, duas fêmeas hauridas pela filiação da madre com um cruel vivente de destruição de sonhos de jovens encantadoras.
Era ela batalhadora, vivedora do seu lar. Criava as duas filhas com a força da mulher nordestina e a beleza triunfante de uma musa encantadora, germinadora de belezas afins. Dava-lhe de tudo quanto pudesse e conseguisse. Deveras o seu malogro ajudava com as mesquinharias de pensão.
Tinha um sorriso tão belo e um senso de humor tão orquestrado que foi fácil de lhe tê-la
Como companhia naquele espaço pequeno e estofado com assento. E por um fio de vento úmido pôde ela a pedir uma escora umbrista de plantão o que com muito carinho foi cedida por mim. E ficamos a conversar e a provar da doçura branda que alumiou os nossos despojos sentimentais, fazendo o lírio desaguar em delírio e, moribundos, dormimos os cochilos conhecidos como traíras devido o fato de termos dormidos tarde e se acordarmos cedo.
Íamos na direção do destino e ela enfadonhamente deitou a cabeça no meu ombro e dormiu o sono ofegante de cansada, de rainha, de loirinha endeusada pela inspiração alegre e feliz do mundo mágico. E bem na hora do pouso o trajeto chegou ao seu final e pude me despedir dela com esmero e sentimentalismo, na certeza de vê-la de novo e ceder sem grandeza pabulista o meu ombro simples, paupérrimo e docemente aconchegante para os suspiros de descanso.
E ela, seridoense pura a qual eu chamo de Galega, é um exemplo fidedigno da pureza das fulores que brotam nos jardins daquele paraíso vegetal que foi incrementado pelo triste fim de uma negra em tempos de escravidão medíocre. 

BULE DE BARRO NO SERIDÓ

POR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
EU me alembro dos tempos que ia pra casa de minha avó, uma choupana pequena, de taipa e que convivia com a simplicidade que a terra dava e ainda dá. Para se ter uma idéia da fartura de matéria-prima que a terra seridoense dava cita-se exemplos da madeira (com as colheres de pau), da palha (com os cestos) ou do algodão (os cordões de rede). Tudo matéria que se podia nos tempos de outrora encontrar com certa facilidade.
Quem nunca tomou café de um recipiente feito de barro? Creio que a juventude ainda não teve o prazer desse momento de ápice pelo qual se amontoavam os costumes diários dos cabocos do Seridó. De outrora a simplicidade era tão grande e sustida de artefatos que não despertávamos nojo ou repúdio por usar objetos de uso do povo seridoense.
Assim se fez o BULE DE BARRO no cenário do Seridó nordestino.(fotos da net.).
Quando novo ele podia despertar um certo receio de se tomar alguma coisa líquida ou quente devido ao fato de ainda está virgem aos usos e abusos dos cabocos. Então se lavava com água e sabão para que ele não soltassem migalhas de barro para dentro do bucho da cabocada. Muitas donas de casa quando adquiriam um bule tinham uma mania de ferver logo um tanto de água para ver se o barro não despregava e para o fundo dele ficar entirnado com a fumaça da lenha que afuguiava seus fundilhos. Ele ficava bem pretinho e me parece que dava um sabor a mais nos cafés ou nos chás culinários.
O bule era de muita utilidade e tanto o foi que criou-se até uma adivinhação nordestina com ele que dizia: “o que tem asas mais num avoa e tem bico mais não belisca?” Essas eram as características de um bule. Ele tem asas para pegar e o bico de sair o líquido.
Para se fazer um bule de barro não era tarefa fácil. As loiceiras eram quem ficavam com a parte de fabricá-lo.
As loiceiras parecem que já nasciam com as habilidades no fabrico do artefato. Elas sabiam procurar o barro certo e aplicar suas inteligências de artesãs. Saiam antes da aurora e com uma bacia na mão colhia o barro necessário e o trazia para o reduto de ofício. Deveras tenham aprendido com os índios. Jogava o barro no chão limpo e o molhava com cuidado e carinho. E com os pés faziam o que se chamam de “amassa barro” que consistia em pisar o barro molhado com os pés e deixá-lo ligado, como se diz nos sertões, e encharcá-lo com a água.
Toda loiceira já era pra ter em mente a forma e o jeito de dar forma e sentido ao objeto, senão botava o barro a perder. Pra isso era necessário ficar em silêncio antes para saber de que jeito ia ser feito o objeto. Uma vez o barro molhado, as loiceiras de espichavam no chão e com as pernas abertas elas colocavam um pano na cintura para que não amostrassem pro povo as suas vergonhas. Com uma mão elas pegavam um torrumelo de barro e colocavam no chão entre suas pernas. E aí iam dando asas a imaginação e tecendo o objeto.
O bule para quem tinha muita prática não era difícil de se fazer. Primeiro começava com o fundo, depois com o corpo de vasilha. Pregado no corpo de vasilha, colocava-se uma asa, um pregador em formato de orelha de algum véi orelhudo. Depois fazia-se o bico que dava um certo trabalho visto que tinha que deixar uma forma encurvada e um orifício por dentro para que pudesse sair o líquido. A boca do bule também tinha que ficar num formato de riacho, já que o bule tinha duas opções de você tirar o líquido de dentro: pelo bico ou pela boca.
Depois de feito e dado a forma de bule, era levado para a queima, que consistia em assar o objeto para que o barro ficasse empedrado e ligado de tal forma que não desprendesse migalhas quando se lavasse ou colocasse um líquido dentro dele. O bule depois de queimado passava por uma sessão de amarromzagem, retocando as partes falhas e dando ao objeto um cor encarnada e alisada, que chega brilhava. Após isso o bule estava pronto para ser vendido ou usado pelas domésticas de outrora.
A bem feitura do bule era importante porque ele ia enfrentar dias e mais dias de queimação na lenha do fugão-de-lenha. Ia ficar perto de panelas cozinhando para não esfriar o líquido que havia nele. O bule dava um gosto bom no café. Havia sempre a sensação de estar engolindo terra ou barro. Mas era bom o cheiro, o gosto no paladar e o café parece que ficava mais preto do que já era. O bule muitas vezes era usado para ferver água para o lava-pé do caboco sertanejo. O caçadores quando estavam caçando, em seu momento de descanso, fiavam café no bule feito na trempe dentro do mato. Dizia-se até que se a mulher tomasse café no bico do bule já ficava treinando para quando casar, pois tal gesto estava chamando anjo e ela ia ter muitos filhos.

Com o passar dos tempos foram aparecendo no Seridó bules feitos de uma matéria prima mais elaborada que se chamava de loiça ou de ferro. Mas nada disso faz esquecer os bules de barro do Seridó!!! Vamos tomar café no bule?

NO FUNDO DA ALMA

POESIA: NO FUNDO DA ALMA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Uma vez se apareceu
Uma imagem apetitosa
De uma vida tão porosa
Se firmou no seu assento
E mostrou por um momento
Um pacote de sabor.

E mostrou ao propagador
Um bom ângulo desenhado
De amor esconchabrado
Com as retas paralelas
Longe de ser amarelas
Fez um ângulo tão agudo.

Mostrando assim o seu tudo
Deu presente à carência
Que com a deficiência
Lhe gerou felicidade
Acabou insanidade
De uma vida cavilosa.

Mas a alma tão porosa
Foi no fundo maltratante
Pois o cosmo delirante
Numa chama de calor
Esperanças de amor
Lançou feixes repentinos.

E os olhos paulatinos
Desistiram de fitar
Pois preferem esnobar
O que vem de forma calma
Já que no fundo da alma
Tudo pode se acabar.


Feito dia: 14/ 10/ 2015.

NO SEU CELULAR

GALEGA dos espinharas, de fibra firme, nordestinada, de beleza singela e grandiosa perante os moldes do criador, pernoitava uma figura tão linda e tecnologizada que me fazia mais íntimo e mais próximo dos lances de reluzes mágicas.
Estava de posse de uma invenção capitalista, mas que em tempos de longitude era o melhor remédio para aproximar as massas e frutificar os informes que pairam dias após dias, enchendo os seres medíocres de enxurradas de visões e manipulações das razões de outrem. Era uma forma geométrica retangular e que parecia sustentar um imenso universo na palma da mão.
Era uma célula grande, do momento, tão pluricelular que mesmo que a deusa tivesse sido unicelular em sua beleza, mas sua celulose não escondeu a grandeza imensa daquele pequeno objeto. E guardava por narcisismo um book irreverente que selecionava imagens tão belas quanto às reais que se direcionavam ao meio ocular dos visualistas pensadores.
Estava a galega em fotografias. Um enquadramento tão belo que ela mesma me fazia questão de mostrar com um belo ar tão ancho e tão simples as suas poses sensuais. Era uma modelo que apesar de mais de trinta, parecia uma jovem de vinte e cinco anos.
E tal qual foram as imagens expostas ao analista de uma forma que gerenciou uma positividade e uma aproximação afoita a felicidade magnânima do momento vivido. E ainda no seu celular vi a célula da beleza feminina que dava um beijo a platéia inspiradora. Assim foi a despedida da imagem... 

DOIDURA HUMANA

POESIA: DOIDURA HUMANA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Um doido quando se isola
É doido muito capaz
O povo fica surpreso
Com tudo que o doido faz
É doido todo varrido
É doido desinibido
Que quer viver numa paz.

É doido que se balança
É doido lá da Inês
É doido que tanto estuda
É doido fora das leis
Tem doido até que se bate
Tem doido que faz a arte
Tem doido que não tem vez.

É doido que bate em lata
É doido até se cagando
É doido sendo um beato
Ao padre se confessando
Tem doido todo arrumado
E tem outros malamaiado
Tem doido até se matando.

Tem doido que se anda nu
Dizendo que é perseguido
Tem doido fazendo fama
Tem doido desconhecido
Tem doido que tem “isprito”
Tem doido que vira mito
E doido sendo bandido.

Tem doido tão pessimista
Tem doido lá no volante
Tem doido que vende o voto
Pro político meliante
Tem doido, doido, por creu
Outros dando o carretel
Para um fio de barbante.

É doido que usa droga
É doido que puxa fumo
É doido que forma gangue
É doido fora do prumo
É doido que curte roque
Doido que usa botoque
Que o modismo faz o rumo.

É doido bem maconheiro
Tem doido até cientista
É doido na medicina
Tem doido sendo artista
É doido sendo palhaço
Doido tendo embaraço
Doido sendo consumista.

Tem doido tomando bomba
Tem doido se tatuando
Tem doido lavando carro
Com água limpa gastando
Tem doido numa caverna
Tem doido rapando a perna
Tem doido desmunhecando.

Tem doido sendo agiota
Tem doido fazendo bomba
Tem doido indo pra Lua
Tem doido mostrando tromba
Tem doido comendo bóia
Tem doido na paranóia
Maluco cheio de lombra.

Tem doido soltando pum
Tem doido com muita espinha
Tem doido trancafiado
Por ser ladrão de galinha
Tem doido corruptor
Tem doido sendo doutor
Roubando de gravatinha.

Tem doido de todo jeito
Tem doido de toda raça
E nessa doidura humana
Tem doido que é de graça
Doidura não é completa
Tem doido sendo poeta
Pondo o seu verso na praça.


Feito dia: 04/ 09/ 2015.

PREFEITURA DE SERRA NEGRA DO NORTE PRESENTEIA PROFESSORES

NA VÉSPERA EXCLUSIVA DO DIA DOS PROFESSORES A CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE AO COMANDO DO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO GILMAR ARAÚJO RESOLVE DAR UMA LEMBRANCINHA DE GRANDE GESTO AO PROFESSORADO LOCAL.
PELA PRIMEIRA VEZ QUE VEJO NA HISTÓRIA DA CIDADE ESSE GESTO GRANDIOSO DE GRATIDÃO E RECONHEÇO PELO TRABALHO DOS MESTRES DA EDUCAÇÃO. VEJA O BRINDE: (FOTO DE EDNALDO LUÍZ):
E MAIS: O BRINDE FOI UMA LINDA CAIXA PRENDIDA COM UM LAÇO DE FITA. E DENTRO HAVIA ALGUNS BOMBONS DE SERENATAS. VEJA MAIS:
EU PARTICULARMENTE GOSTEI DO PRESENTE, SALVO CONTRÁRIO A CIDADE DE CAICÓ QUE NÃO NOS OFERTOU NADA. VEJA:

A DAMA ENCARNADA

HABITA senão aquele fronte de colóquios desejáveis onde sopra o aroma refrescante da brisa noturna. Se assentava naquele assento de postura tão maravilhante que a preguiçosa não rangia quando se remexia nos galopes de vai-vens. A noite era uma criança, pois de dia a Dama favorecia aos afazeres domésticos que a solidão lhe sentenciara. Morava só e distante da família. Ficava a Dama Encarnada a cruzar seus membros inferiores numa tentativa freudiana de captar o delírio afoito por um coito tão próximo do oito.
E o pior que conseguia nas últimas ânsias do laboro em derredor. Queria porque queria o trabalhador/morador do lugarejo, que morava numa choupana de taipa e nas proximidades, estar em horas a fio no papear noturno jogando badalos fora.
O lugar do encarnamento não era tão grande, era pequeno e apetitoso devido à frutificação da fruta que aparentemente era proibida para os pias, indo léguas e léguas de espessura milimetrada em extensão sendo um rio caudaloso e gostoso de se banhar no batismo tão sonhado e esperado por mais de três décadas. Corria também uma vazão de capim mascavo em beiral onde o bovino lambia por tempero.
Era tão bela e genuína aquela dama que a brisa noturna batia em suas lindas melenas e fazia um malabarismo frenético em prol da grande escultura humanista. Com um corpo apilãozado e serpenteado refletia o futuro do laboro e da felicidade moradista.
Os raios frios e acanhados dos reflexos noturnos pairavam sobre aquele dorso encarnado de sentimentos proximais. E a sinfonia legítima dos sustenidos melódicos e regionais acorriam uma sertanidade tão profunda que deveras o morador da propriedade privada queria desapropriá-la.

Notadamente se houvesse um consentimento positivo a cruviana rompendo os laços tradicionais da conjugação sopraria para uma fuga atípica para o baixio da divina providência. Assim o descampado do lugarejo Red iria de fato vivenciar o despir de uma jazida vegetal de amor e paixão pelo território da Dama.

CRUZES!

POESIA: CRUZES!
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Você cruza as vossas pernas
Feito retas concorrentes
Segmentos tão calientes
De uma linda face plana.

Uma aresta mariana
Duas lindas retas curvas
Das visões que ficam turvas
Com seus vértices naturais.

Atiçando diagonais
Faz o ângulo ficar reto
Um traçado incompleto
Por faltar à poesia.

As cruzes da alegria
Que se cruzam por ser bela
Dual força paralela
Que a vida movimenta.


Feito dia: 04/ 04/ 2015.

O CAFOFO DO DEMÔNIO

O DEMÔNIO se disfarça de várias poses e de várias maneiras. De várias formas, de várias imagens, de vários cognomes e de vários gêneros. Há na contramão desse ser desonipotente, desonipresente e desonisciente uma enxurrada de alojamentos que o mesmo aluga ou faz-se alugar por entre as malocas construtivas e destrutivas de seres incolores que buscam um refúgio longe dos olhos ocultos dos vislumbristas amalgamados.
Mas teve o demônio de sair do Castelo da Mãe de Pacanha, expulso por Ojuára, de ganhar o mundo em besta-fera e habitar por mais de uma década um cafofo naquele planalto esmorecido pela Caatinga quente e esturricada. Fez-se alojar em uma família parca e esparsa, procurando sempre uma imagem mundana e abitolada num consumismo medíocre e arrogante, numa busca galgada por uma torpe de beleza como arma de feitiço, carregada por vírus e mais vírus que sugam a alma do vivente e a leva para um submundo de autodestruição.
Se instalou ali como um imã grudento e pegajoso, moldando a mãe, o pai e os filhos, direcionando toda sua malignidade para uma espécie que se mostra puritana da razão persuadida. Encarnou nela e desde então não saiu mais da mesma. Ficou lá impregnada na alma, corroendo seu cérebro e manipulando suas ações de fuga e de desespero, de angústias e de solidão, de tristeza e de dor, de desamor e de ódio a liberdade alheia. Promoveu uma vivência demoníaca naquele cafofo igual fez com a Rainha do Castelo.
Longe de Ojuára, o demônio fincou pé e fez a espécie e toda a sua conjuntura familiar fomentar desilusões de felicidades. Aos filhos destinou um mundo de faz de contas gerenciado pelo capital e está causando o “água abaixo” das uniões efêmeras. Aos pais destinou uma união falsa e distanciada, longe de um leito quente e fecundo, aonde paira uma solidão obscura e indigesta a felicidade. Ao lar flamejou um trancafiamento em caldeirão, mantendo a chama de erupções perniciosas de raiva, de ira, de revolta, de desprezo e de eloqüências ao convívio montado.
Isso fez com que se montasse uma estratégia arquitetônica e se transferisse as forças malignas à extensão do fim, partindo do começo, em parte pela repartição do todo em parte. E gerenciou um pitaco de um taco tenebroso, arredio, isolado, e exposto em calabouço. Onde será eito de ratos, baratas, cafifos e mofos indesejáveis. E cada membro daquela indefesa família que se aloja em seus compartimentos, na penumbra noturna, houve vozes e barulhos assustadores, onde um pânico prolifera ao medo indelével de estar sendo invadida por outros demônios maldosos.
Vez por outra, uma tremida na rede, um bulinar nos lençóis ou uns abraçamentos frenéticos são indícios do medo oculto naquele lugarejo, onde tanta suspeita do invisível sortilégio ainda se duvida do seu poder maquiavélico. Talvez se possa até descrer naquilo que não é visto, porém o inconsciente traduz a existência fora da percepção do superego. O ser do mal segundo os seus produtores é invisível, mateiro e transformista. Mas ele existe a partir da existência do inexistível.
Todavia o ser satanizado não é único. É divisível. Em várias partes e em vários lares o mal pode habitar. Assim naquele cafofo que parece de taipa mora uma cópia exata desse inesxistível. 

E o demônio em espécie sofre naquele leito a cobaia, deixando-a vaga, sem essência, oca, solitária e moribunda, contraindo chagas na alma que nem mesmo o tempo poderá apagar em cura. Se ao menos Ojuára aparecesse o sertão caatingueirento poderia escapar das mazelas demoníacas e até chover alegrias nessa Seca tão satânica. 
(TEXTO BASEADO NO FILME "O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO")

REVOLTA INTERNA

FILOSOFICAMENTE falando um complemento que estar nascendo dentro do ego do filete alheio é por assim dizer uma estaca sendo conduzida por força elástica para perfurar com exatidão o pulsar do músculo vivificante. Cria-se no seu íntimo uma muda de estaca que ao brotar com o passar dos tempos transforma-se numa planta abrupta que necessita mais de adubo do que de água.
A falta do adubo certo para o enxerto vegetal não acoplou uma faculdade excêntrica a partir da visualização de seus vasos comunicantes de ser vivo. Mas possibilitou uma busca incessante por um pouco de seiva, só que sendo uma missão um tanto quanto dificultosa salvo conduto a inexistência de um hibridismo forte e seguro para a reprodução nativa que estar se tornando meramente desconecta no mundo contemporâneo.
É um instinto vegetativo de revolta por não conseguir a candura e a temperatura necessária para soltar pelos estômatos os suspiros da seiva bruta. É uma revolta interna por não promover no topo a grandeza expurgante. Por não ter a noção exata do aroma notável.

E isso sempre vai persistir naquela estaca salpicada de repúdio, de um comensalismo destronado e de uma força de resfriamento anti-dinâmico. 

COLO FARTO

POESIA: COLO FARTO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

O teu colo está tão farto
De glândula preenchida
Faz a língua umedecida
Desaguar toda em saliva
Um decote apetitoso
Faz um bom malicioso
Se queimar em água viva.

És de ubre bem exposta
Num decote de modismo
Que desperta no lirismo
Visão de famigerada
És vistoso quando ensaia
Deixa o tomara-que-caia
Com a forma esticada.

E com duas bexigas cheias
O colo fica em abismo
Mesmo dentro do modismo
Não vencem a gravidade
Não devem ficar suspenso
Pois todo colo imenso
Deve ter seguridade.

O rio que aos cones separam
Leva a mente ao delírio
O reflexo faz colírio
Para os olhos admirantes
Que desejam velejar
Num barco de paladar
Que se faz sem tripulantes.

O colo contém dois sulcos
Dois suspiros tão vulcânicos
Onde a vida com seus pânicos
Os exploram em sucção
Crateras sustentam vidas
Mesmo sendo divididas
Bases da reprodução.

O colo quando nasceu
Foi furando o invólucro
Acanhado e muito xucro
Vai gerando tal montanha
Por vez fica dolorido
Sólido, desinibido,
Espichado quando assanha.

Vai furando a pele lisa
Decorando o ser mamífero
As esferas dum aqüífero
Que jorra água tão branca
No inicio colo é broto
Vai crescendo num escroto
Que saudável não arranca.

E hoje vive na fartura
O colo da bela musa
Que mesmo usando blusa
O colo fica avantajado
Pra servir de inspiração
A quem bem presta atenção
No cenário decotado.


Feito dia: 29/ 08/ 2015.

MEU HERÓI DO TEMPO DE CRIANÇA

JASPION

O GRANDE HERÓI QUE TIVE DO TEMPO DE CRIANÇA FOI O LEGENDÁRIO JASPION. UM HERÓI QUE MESMO ATRAPALHADO CONTRIBUÍA PARA QUE O MUNDO NÃO CAÍSSE NAS GARRAS DE SATANGÔS, UM TERRÍVEL VILÃO QUE FAZIA DE TUDO PARA DESTRUIR JASPION POR CAUSA QUE ELE INTERFERIA NOS SEUS PLANOS.
JASPION DETINHA SUA ESPADA COSMIC LASER E O FORTIFICADO GIGANTE GUERREIRO DAILON. 
ERA MUITO LEGAL NO TEMPO DE CRIANÇA PODER TER ASSISTIDO A UMA SÉRIE DE SUPER HEROI QUE PASSAVA NA TV MANCHETE NOS TEMPOS DE OUTRORA. VEJA AS FOTOS TIRADAS POR EDNALDO LUÍZ DE UM DE SEUS SERIADOS:
O VILÃO DO MAL.

O MALVADO SATANGÔS

JASPION EM SUA ALAN MOTO SPRAY

JASPION E SUA AJUDANTE ROBÔ.

JASPION DENTRO DO SEU DAILON.

EIS O GIGANTE GUERREIRO DAILON.


JASPION, O GIGANTE E A ESPADA COSMIC LASER.

JASPION, SUA AJUDANTE MIA E SEUS PROTEGIDOS.

sábado, 10 de outubro de 2015

CONCURSO PÚBLICO DA PREFEITURA DE SÃO JOÃO DO SABUGI

VAMOS FAZER GALERA! O CONCURSO É BOM...


JÁ SAIU O EDITAL! A Prefeitura Municipal da Cidade de São João do Sabugi, no uso de suas atribuições resolve lançar concurso público para o preenchimento de mais de 70 vagas em diversos cargos letivos. Veja o que diz o Edital de 2015:

"O Prefeito Municipal de SÃO JOÃO DO SABUGI, no uso de suas atribuições legais faz saber que, para preenchimento de vagas do quadro de funcionários da prefeitura, será realizado: CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS para todos os cargos, constantes do Anexo I, e de acordo com o Conteúdo Programático constante do Anexo VII deste Edital.
CLÁUSULA I – DO CARGO PÚBLICO 
1.1 - Os candidatos aprovados, dentro do número de vagas ofertados neste Edital, serão chamados a assumir os seus cargos na Prefeitura, dentro do prazo de validade do concurso, de acordo com a classificação obtida e com as necessidades da Prefeitura, o qual reger-se-á pelos preceitos contidos no Regime Jurídico Único do Município, e em conformidade com a Lei Municipal nº 695/2015 de 28/07/2015; com a Lei Municipal Complementar nº 001/2015 de 28/07/2015, e com a Lei Municipal Complementar nº 002/2015 de 28/07/2015. 
CLÁUSULA II – DAS INSCRIÇÕES E REQUISITOS PARA PARTICIPAR: 
2.1 - As inscrições serão realizadas, exclusivamente, de forma on-line, através do site www.conpass.com.br, no período de 05/10/2015 a 05/11/2015, observados os seguintes requisitos: 
2.1.1. PARA INSCRIÇÕES ON LINE: 
a) fazer a solicitação de inscrição on-line no site www.conpass.com.br
b) as inscrições deverão acontecer entre os dias 05/10/2015 e 05/11/2015 até as 23:59; 
c) realizar o pagamento da taxa de inscrição, correspondente ao cargo escolhido, através de quitação do boleto bancário do BRADESCO que deverá ser impresso logo após o encerramento da solicitação e preenchimento da ficha de inscrição; 
d) verificar se sua solicitação de inscrição foi devidamente registrada no site. A Prefeitura Municipal de SÃO JOÃO DO SABUGI e a CONPASS não se responsabilizam por solicitação de inscrição via Internet não recebida, por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como por outros fatores que impossibilitem a transferência de dados; e) os boletos bancários do BRADESCO para inscrições on-line, poderão ser pagos até o dia 06/11/2015.
CLÁUSULA V - DA PARTICIPAÇÃO DO CANDIDATO: 
5.1 – O Candidato no ato da inscrição deverá tomar conhecimento do Edital do Concurso Público que estará disponível, na internet, na página www.conpass.com.br. 
5.2 – A lista de candidatos com inscrições homologadas, por ordem alfabética, estará disponível no Quadro de Avisos da Prefeitura e da Câmara Municipal, sendo ainda divulgado, no site www.conpass.com.br, a partir de 11/11/2015. 
5.3 – Caso o candidato não tenha sua inscrição confirmada nesta lista, deverá entrar em contato com a empresa organizadora do concurso, vencedora do certame licitatório, CONPASS, fone: (84) 3611-9200 no horário de 9h ás 17h (horário local), impreterivelmente até o dia 20/11/2015. 5.3.1 – Caso seja necessário, será feita uma retificação da lista de candidatos com inscrições homologadas, e divulgação no site www.conpass.com.br. 
5.4 – As informações referentes ao local de realização das provas (nome do estabelecimento, endereço e sala), código e nome do cargo para o qual deseja concorrer à vaga, estarão disponíveis à partir de 25/11/2015, no Quadro de Avisos da Prefeitura e da Câmara Municipal, sendo ainda divulgado, no site www.conpass.com.br. 
5.5 – Os cartões de inscrição estarão disponíveis no site www.conpass.com.br, a partir de 25/11/2015 até o dia 12/12/2015. 
5.6 – O Cartão de inscrição conterá, além do número de matrícula, nome completo, número do documento usado na inscrição e o local onde o candidato prestará exames. 
5.7 – O candidato só poderá fazer a prova no local determinado no cartão de inscrição, exceto os casos previstos nos itens 6.13, 6.14 e 16.12 das Disposições Finais.
EDITAL:
http://assets.agrobase.com.br/concursos/wp-content/uploads/2015/09/edital-001-2015-concurso-publico-sao-joao-do-sabugi.pdf .

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ESCOLA DE SERRA NEGRA DO NORTE ESTÁ RECICLANDO ÁGUA

QUE IDEIA BOA!
APÓS UM TURBULENTO ANO DE 2013 COM UMA GRANDE SECA BRABA QUE HOUVE NO MUNICÍPIO DE SERRA NEGRA DO NORTE, A ESCOLA MUNICIPAL HERMES FURTUNATO DOS SANTOS, LOCALIZADA NO BAIRRO DA LIBERDADE (SERRANEGRINHA), ZONA SUL DA CIDADE, E SOB A DIREÇÃO DE MARLENE CAVALCANTI, IMPETROU A NECESSIDADE DE SE CONSTRUIR DENTRO DO AMBIENTE DE ENSINO UM MEIO MUITO EFICAZ DE REAPROVEITAMENTO DA ÁGUA SEM PERDER O FOCO DA HIGIENE HUMANA.
CONSISTE DA SEGUINTE FORMA: RETIRA-SE OS CANOS QUE LIGAM A PIA PRINCIPAL AO ESGOTO GERAL E COLOCA-SE UM BALDE PARA CAPTURAR A ÁGUA QUE CAIR DO USO DA PIA. ESSA ÁGUA UMA VEZ NO BALDE SERVE PARA AGUAR PLANTAS, DAR DESCARGAS, LAVAR CALÇADAS E OUTRAS COISAS AFINS.

A IDEIA É MUITO BOA E PARECE QUE CONSCIENTIZA OS ALUNOS AO PONTO DE ALGUNS FAZEREM EM CASA ESSE MESMO PROCEDIMENTO.
TAMBÉM OS PROFESSORES SÃO CONSCIENTIZADOS E CONFESSO QUE ATÉ EU ESTOU FAZENDO ISSO EM CASA, JÁ QUE EM CAICÓ, NOS BAIRROS DA ZONA NORTE A SECA TÁ BRABA.
FOI UM TANTO DIFÍCIL CONVENCER A MINHA  MÃE A COLOCAR O BALDE DEBAIXO DA PIA DE USO PRINCIPAL, JÁ QUE ELA NÃO ESTAVA ACOSTUMADA COM SECA. MAS A MODA JÁ PEGOU E EU QUERO QUE VOCÊ CARO LEITOR FAÇA O QUE A MINHA ESCOLA ESTÁ FAZENDO E EU TAMBÉM. RECICLE SUS ÁGUA OU NÃO VAMOS MAIS TÊ-LA EM ABUNDÂNCIA.