sábado, 28 de maio de 2016

AMOR MEU...

AMOR, você está tão linda, tão bela e formosa como sempre. Suas doces pétalas branquiadas reluzem a luz do Sol sobre esse seu corpo impecável. Estás ligada pelo vaso gálico do caule vegetal. Estou alarmoso com tanta beleza que penso que seja de vida curta e temo que seja devastadora para aquele ser que a tomá-la como posse.
Mas não almejo tomá-la como posse, pois admiro sua formosura a tal ponto que quero aconchegá-la num ninho fecundo de vivência humana. Tens um aroma que pelo que farejei é aroma de doçura, de frescor e de pureza sentimental e natural. Abranda o sentimento de uma forma que sinto o pertencimento batendo na porta do futuro e galgando as ansiedades com o sumo da seiva vivificante que une os homens.

E ao olhar-me com seus esporos antenados queres que eu diga aos quatro cantos da Terra, do humilde planeta do amor, que eu a prescrevo em sentimento único. Queres que eu mostre o caminho aberto às escondidas para um espaço ermo e flamejante onde você seria um ar refrigerante. Nem tão pouco eu quero o cálice com seu líquido vegetativo de sofrer. Quero sim a esperança que um dia beberei do líquido harmonioso que tu figurarás na projeção humana. 

O QUARTO

POESIA: O QUARTO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

O quarto pequeno
Morada de aranha
Daquelas que arranha
Pra dá uma picada
De pele dourada
De tom reluzente
Que pega na gente
E só escraviza
É uma divisa
Que tá no limite
Vivendo desquite
Do lar conjugal
Sofrendo do mal
Da má solidão
Negando o perdão
De se dividir
Prefere fugir
Da planta do amor
Deixando com dor
O espaço vazio
De um mundo vadio
Que pede socorro.


Feito dia: 04/ 0005/ 2016.

AS TOPADAS NO PÉ NO SERIDÓ ANTIGO

ERA de se ver e de se sentir nas pipinadas do cérebro os horrores das dores que o povo daqueles tempos sentia sem pestanejar. Devido ao fato de que a pobreza pouco se afoitava sem posses de assubir num jegue de plantão e nem tão mesmo na besta-fera de rodas que começava a perambular pelas veredas sertanejas daqueles tempos ídos.
Eram dores que chega latejavam nos miolos da chapuleta e deixava tão irado o sujeito ou a sujeita que podia-se ouvir sem maiores delongas uns chamados de nomes feios como “fi de rapariga”, “buceta” ou “pica”, sendo os mais triviais. A dor era tanta que se o zombador zombasse por um tiquim de nada podia sofrer a perfuração de uma pexeira de tantas polegadas entrando no bucho e rasgando a carne do fi-duma-égua que maangasse do acontecido.
Dizia-se lá pelos Canudos que o sertanejo era antes de tudo um forte, o que dado ao acontecido fazia valer o ditado, mas engana-se que ainda nos zói do caboco sentidor num lacrimejava uma gota dos agrúrios do juízo. Mas era um choro mais para lascar a bexiga taboca do que para frescar choriscos de curumim.
Tais dores sentidas eram lavadas ora por um calo que se formava ora por uns arrancamentos de couro que avoava em derredor e sangrava pelo impacto de uma chamada TOPADA. A topada era uma ação involuntária que provocava uma reação voluntária do ser não vivo contra um vivo. Era a ação do ser imóvel na inveja contrária ao ser móvel. Mas que nunca levava-se em conta que o culpado ou a culpada sempre era um arremedo de gente.
Acontecia, pois que dado caboco ou caboca quando saía para zamzar pelas veredas do sertão eram rotineiramente levados ao confronto dos pedregulhos que se espichavam no camim e ficavam a tal ponto que parecia que armavam uma tocaia para pegar o mardito ou a mardita. A chuva, os animais, as carruagens e os comboios sempre eram os autores desses tipos de crimes contra a boa fé do povo seridoense. De modo que deixavam as veredas nordestinas sempre inóspitas ao tráfego do sertanejo, principalmente o seridoense.
E era tão inóspita que fazia a cabocada calçar botas e ficar de butuca ligada para não cair nas armadilhas do camim e sofrer com dor e tudo uma topada cruel. Por isso era mais fácil andar nos lombos de jegues, burros ou cavalos, do que nos solados das apragatas dos pés. Mas quando não se podia andar escanchado num animá era trivial que se calçasse uma chinela de couro curtido pra evitar as espinhadas e as tão danadas topadas do Seridó.

E me parece que as topadas do Seridó doíam mais do que as topadas de outros cantos, pois o pedregulhoso chão facilitava a ocorrência desse ato involuntário. E parece que quem sofria mais com as topadas eram os pobres. Por isso que o ditado logo emergiu como lei: o pobre só vai pra frente com uma topada ou um empurrão.

DESCRENÇA POLÍTICA

ESSES novos tempos de uma completa CRISE POLÍTICA vivenciada no Brasil feita por oportunistas de gravatas que se preocupam mais com seus cargos e suas gratificações exorbitantes, muda-se o percurso da história brasileira, politicamente falando, e desfaz em frangalhos as grandes conquistas seladas no rol da Constituição Democrática e dos grupos heroicamente implantados nos bastidores dos setores trabalhistas que mais botam em giro o progredir da nação. Escorrem nos corações de uma grandiosa parcela da sociedade brasileira uma descrença política devido ao fato de ladrões de gravatas, como conclamava Bezerra da Silva, surrupiarem o dinheiro público ao seu bel prazer.
Quanto mais se escavaca mais se acha elos de grandes teias criadas em benefício dos desvios e tantos e tantos políticos foram contaminados que de boca em boca vai se criando no país um desgosto, uma descrença da boa fé e índole dos políticos que se enveredam pela vida pública.
Acham tais pessoas eleitoras que todo político além de ser corrupto ou corrompido, é ladrão, é roubador do dinheiro público. Assim, os novatos com boas idéias podem ser alvos de análises avessas e ser postos em espaços que eles mesmos não comungam.
A descrença política é arrasadora da moral, da ética e do respeito em relação ao ser público que vai nortear os rumos de um território nacional e contamina desde vereadores até a presidência da República.

É inaceitável que um povo do lugar tenha grande porcentagem de desconfiança na política. A política é àquela que gesta o comando de um lugar civil e público. Vem desde os gregos e deve gerir o bem estar social, o progresso e os direitos de um povo. Sem política o lugar não tem ordem de ação, não há avanço e promove o caos, pois todos vão defenderem seus interesses de forma individual. É uma pena que isso aconteça!!! Tenho dito! 

TRABALHO DE ABUSO E EXPLORAÇÃO CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE CAICÓ

FOI REALIZADO COM A TURMA DO 2º ANO NUMA ESCOLA DE CAICÓ

O PROFESSOR EM EXERCÍCIO EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS, ENTÃO MINISTRANTE DA TURMA DO 2º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA, LOCALIZADA NA ZONA NORTE DE CAICÓ, PROMOVEU UMA SEMANA DE TRABALHOS, DEBATES E AMOSTRA DE INFORMAÇÕES SOBRE O DIA 18 DE MAIO, DIA DO COMBATE AO ABUSO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO BRASIL. FOI TRABALHADO O CASO ARACELI E UM CASO MUITO CHOCANTE PARA A CIDADE DE CAICÓ DE UM GAROTO QUE FOI VIOLENTADO SEXUALMENTE E MORTO POR MAIS DE DOIS HOMENS ÀS MARGENS DO RIO SERIDÓ.
NA OCASIÃO AS CRIANÇAS PUDERAM EXPÔR SUAS OPINIÕES A RESPEITO DOS CASOS, CONFECCIONAR CARTAZES (VER FOTOS ABAIXO DE EDNALDO LUÍZ) E APRESENTAR SEMINÁRIOS. A TURMA ENTENDEU QUE AS CRIANÇAS ESTÃO MUITAS VEZES CORRENDO PERIGO EM CASOS DE ABUSOS TANTO DENTRO DE CASA, NO BAIRRO, NA CIDADE E ATÉ MESMO EM ESCOLAS. ELAS APRENDERAM QUE MESMO NÃO OCORRENDO ISSO COM ELAS PODERÁ OCORRER COM SEUS FUTUROS FILHOS....
VEJA OS BELÍSSIMOS E CRIATIVOS CARTAZES QUE AS CRIANÇAS FIZERAM POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE:











  

AMOR DE SUVACO

POESIA: AMOR DE SUVACO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Amo teu suvaco
Assim, sem cabelo,
Não é pesadelo
Nem fede a macaco.

Tão belo e rapado
Tão branco e gordinho
Suvaco limpinho
Eu cheiro um bocado.

Suvaco com suor
Por muito salgado
Já tá temperado
Com gosto de pó.

Quando eu estou fraco
Eu não cheiro cola
Pois o que me consola
Amor de Suvaco.


Feito dia: 28/ 04/ 2016.

ARTE DE EDNALDO LUÍZ : PARQUE DE VAQUEJADA.

REPRESENTAÇÃO ARTÍSTICA DE EDNALDO LUÍZ DO PARQUE DE VAQUEJADA ARTÉFIO BEZERRA DA CUNHA DA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE. FOI FEITO NO QUADRO PARA TODOS OS ALUNOS DO 5º ANO REPRODUZIR:



PREFÁCIO DO LIVRO A ESCOLA DOS ANNALES DE PETER BUKE.

Da produção intelectual, no campo da historiografia, no século XX, uma
importante parcela do que existe de mais inovador, notável e significativo, origina-se da
França. La nouvelle histoire, como é freqüentemente chamada, é pelo menos tão
conhecida como francesa e tão controvertida quanto La nouvelle cuisine (Le Goff,
1978). Uma boa parte dessa nova história é o produto de um pequeno grupo associado à
revista Annales, criada em 19293. Embora esse grupo seja chamado geralmente de a
“Escola dos Annales”, por se enfatizar o que possuem em comum, seus membros,
muitas vezes, negam sua existência ao realçarem as diferentes contribuições individuais
no interior do grupo4.
O núcleo central do grupo é formado por Lucien Febvre, Marc Bloch, Fernand
Braudel, Georges Duby, Jacques Le Goff e Emmanuel Le Roy Ladurie. Próximos desse
centro estão Ernest Labrousse, Pierre Vilar, Maurice Agulhon e Michel Vovelle, quatro
importantes historiadores cujo compromisso com uma visão marxista da história
particularmente forte no caso de Vilar – coloca-os fora desse núcleo. Aquém ou além
dessa fronteira estão Roland Mousnier e Michel Foucault. Este aparece esporadicamente
neste estudo em razão da interpenetração de seus interesses históricos com os
vinculados aos Annales.
A revista, que tem hoje mais de sessenta anos, foi fundada para promover uma
nova espécie de história e continua, ainda hoje, a encorajar inovações. As idéias
diretrizes da revista, que criou e excitou entusiasmo em muitos leitores, na França e no
exterior, podem ser sumariadas brevemente. Em primeiro lugar, a substituição da
tradicional narrativa de acontecimentos por uma história-problema. Em segundo lugar, a
história de todas as atividades humanas e não apenas história política. Em terceiro lugar,
visando completar os dois primeiros objetivos, a colaboração com outras disciplinas,
tais como a geografia, a sociologia, a psicologia, a economia, a lingüística, a
antropologia social, e tantas outras. Como dizia Febvre, com o seu característico uso do
imperativo: “Historiadores, sejam geógrafos. Sejam juristas, também, e sociólogos, e
psicólogos” (Febvre, 1953, p.32). Ele estava sempre pronto “para pôr abaixo os
compartimentos” e lutar contra a especialização estreita5. De maneira similar, Braudel escreveu O Mediterrâneo como o fez para “provar que a história pode fazer mais do que
estudar jardins murados”6.
O objetivo deste livro é descrever, analisar e avaliar a obra da escola dos
Annales. Essa escola é, amiúde, vista como um grupo monolítico, com uma prática
histórica uniforme, quantitativa no que concerne ao método, determinista em suas
concepções, hostil ou, pelo menos, indiferente à política e aos eventos. Esse estereótipo
dos Annales ignora tanto as divergências individuais entre seus membros quanto seu
desenvolvimento no tempo. Talvez seja preferível falar num movimento dos Annales,
não numa “escola”7.
Esse movimento pode ser dividido em três fases. Em sua primeira fase, de 1920
a 1945, caracterizou-se por ser pequeno, radical e subversivo, conduzindo uma guerra
de guerrilhas contra a história tradicional, a história política e a história dos eventos.
Depois da Segunda Guerra Mundial, os rebeldes apoderaram-se do establishement
histórico. Essa segunda fase do movimento, que mais se aproxima verdadeiramente de
uma “escola”, com conceitos diferentes (particularmente estrutura e conjuntura) e novos
métodos (especialmente a “história serial” das mudanças na longa duração), foi
dominada pela presença de Fernand Braudel.
Na história do movimento, uma terceira fase se inicia por volta de 1968. É
profundamente marcada pela fragmentação. A influência do movimento, especialmente
na França, já era tão grande que perdera muito das especificidades anteriores. Era uma
“escola” unificada apenas aos olhos de seus admiradores externos e seus críticos
domésticos, que perseveravam em reprovar-lhe a pouca importância atribuída à política
e à história dos eventos. Nos últimos vinte anos, porém, alguns membros do grupo
transferiram-se da história socioeconômica para a sociocultural, enquanto outros estão
redescobrindo a história política e mesmo a narrativa.
A história dos Annales pode assim ser interpretada em termos da existência de
três gerações, mas serve também para ilustrar o processo cíclico comum segundo o qual
os rebeldes de hoje serão o establishement de amanhã, transformando-se, por sua vez,
no alvo dos novos rebeldes. Mesmo assim, algumas de suas preocupações básicas
permanecem, pois a revista e os indivíduos a ela associados oferecem o mais sistemático
exemplo, neste século, de uma interação fecunda entre a história e as ciências sociais.
Este breve estudo do movimento dos Annales pretende atravessar diversas
fronteiras culturais. Objetiva, de um lado, tentar compreender o mundo francês, de
outro, explicar, tanto quanto possível, a década de 20 às gerações posteriores e a prática
do historiador para sociólogos, antropólogos, geógrafos e outros cientistas sociais. Ele
se apresenta sob a forma de uma história que busca harmonizar uma organização
cronológica a uma temática.


TRABALHO DE ABUSO E EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE SERRA NEGRA

UM GRANDIOSO TRABALHO EDUCATIVO DE COMBATE AO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES FOI FEITO POR EDNALDO LUÍZ COM A TURMA DO 5º ANO NA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE/RN.
O PROFESSOR EDNALDO LUÍZ PREPAROU AULAS EXPOSITIVAS, CONFECÇÃO DE CARTAZES E RELATOS DE CASOS DE PEDOFILIA E ABUSOS E EXPLORAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES, LEMBRANDO DO DIA 18 DE MAIO E DO COMBATE A ESSAS PRÁTICAS CRIMINOSAS QUE EXISTEM AINDA HOJE NO BRASIL.
EDNALDO LUÍZ TRABALHOU A SEMANA TODINHA E CULMINOU COM A CONFECÇÃO DE CARTAZES FEITA PELAS PRÓPRIAS CRIANÇAS E OUTRAS TAREFAS AFINS. (VER FOTOS DE EDNALDO LUÍZ). ELE POR ISSO RECEBEU MUITOS ELOGIOS E ADMIRAÇÃO.
E NUMA PALESTRA QUE HOUVE COM UM PSICÓLOGO NO CENTRO CULTURAL DA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE EDNALDO APRESENTOU SUA IDEIA A PSICÓLOGA DO CRAS E ELA DE MUITO GOSTOU.
OS ALUNOS DO 5º ANO COMPREENDERAM O CASO ARACELI E OUTROS CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL QUE PODEM OCORRER DENTRO DE CASA, NA RUA, NO VIZINHO E ATÉ MESMO NA ESCOLA. DESSA FORMA A TURMA FOI DIVIDIDA EM GRUPOS E DEIXADA A VONTADE PARA CONFECCIONAR CARTAZES ALUSIVOS AO DIA 18 DE MAIO. VEJA AS FOTOS:


















SABINO

SABINO você foi menino sambudo, preguento, barrigudo, nojento e hoje só porque tem um demais, esnoba quem tem um de menos. Você que andava léguas e mais léguas nos trupicos do terreiro para o trabalho e mais ainda para os namoricos com as moças donzelentas do lugar. E agora só quer ser merda!
Andas Sabino, como um menino que quer ser aprumado nos modismos, mas despenca sempre que entrupica nos xeixos de pedras deste chão de sustentabilidade de cabaoco véi da alma. Sabino deixe de ser menino azedo, mufino dentro de casa, e parta para a vivência com harmonia com tua gente. Seja gente da gente.
SABINO deixe de bestagem, venha fazer visitas, ande pelas veredas a pé e veja o “orvalho beijando a fulôr”. “Veja de perto o galo campina, que quando canta muda de cor”. Tome água na casa da preta gente e veja por sinal o copo de dentes.
Sabino suba numa gangorra e vá pra lá e pra cá, subindo e descendo, ou se não quiser vá plantar batatas!!! 

TRABALHO DE EDNALDO LUÍZ SOBRE O ÍNDIO.

TRABALHO DO 2º ANO DA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA

DEPOIS DE ASSISTIR AS TRÊS FILMES DE TAINÁ E A DISCUTIR EM DEBATES SOBRE OS ÍNDIOS E SUA IMPORTÂNCIA PARA A NATUREZA, EU COMO PROFESSOR FIZ UM TRABALHO DE ARTE PARA MONTAR AS VESTES DE UM ÍNDIO COM PALITOS DE FÓSFOROS, DE UM DESENHO PEGADO DA NET. VEJA AS FOTOS DOS TRABALHOS DA GAROTADA:

ELA VOLTOU

POESIA: ELA VOLTOU
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

VOLTOU MUITO MAIS BONITA
MAIS NUTRIDA E BEM CORADA
VOLTOU MUITO DIVERTIDA
MAIS DINÂMICA E BELA AMADA.

ESTÁ MOSTRANDO O QUE É VIVER
COM AMOR E ESPERANÇA
A ALEGRIA DE BONANÇA
COM UM SORRISO IMPECÁVEL.

DEVE MUITO SER AMADA
COM AMOR E COM CARINHO
DEVE ENCONTRAR NO NINHO
A FELICIDADE PLENA.


FEITO DIA: 27/ 05/ 2016.

A GERÊNCIA CARRANCUDA

PENSA QUE FERE a alma do que se pensa que é subalterno, mas engana-se por veias falhas e inóspitas onde se avista de longe o coração gélido, maltrapilho, desalmado e mal-amado de uma gerencia feia, desumana e biquadrada que se estabelece em recintos previamente esquecidos por gestões ultrapassadas e geradoras de círculos viciosos. Não se anda para frente como de costume, frente aos vestígios de cancelas arredias. Lança-se sempre num calabouço mesquinho, ordinário e usurpador do crescimento ambiental e pessoal.
Mas que pelo fato de supor que deveras se aprisiona um ser lhe adornando de insignificados, não subirá na glória dos múltiplos aderentes, posto que de longe se espalha uma cena deprimente e que de tal forma conquista adeptos para um contra ataque ríspido, fossilizante e regorjizante onde formará uma barreira de corais de signos depuráveis ao meio inóspito de fenda vulcânica.

Existirá transformação nesse espaço antiquado e contaminante? É difícil, mas somente só, quebrando as estacas que o sustenta, com apoio do descontentamento popular, intelectualmente falando, é que se pode tecer uma nova rede social, purificada, inovadora e mais intrínseca ao bem estar dos comandados.

O ALTO DA BOA VISTA ESTÁ SENDO BAGUNÇADO POR GATOS

UM DOS RESPONSÁVEIS POR TANTOS GATOS É O SENHOR JOÃO DA MATA


MORADORES DA RUA JOSÉ LOURENÇO DA SILVA JÁ NÃO SABE MAIS O QUE FAZE COM UMA PRAGA DE GATOS A PERTURBAR AS NOITES TRANQUILAS. "ELES SOBEM EM CIMA DA CASA DA GENTE, BAGUNÇA AS TELHAS E AINDA FAZEM COCÔ EM CIM DA CASA", COMENTOU UM MORADOR.
OS BICHANOS ESTÃO PRATICAMENTE A SOLTA E FAZENDO O MAIOR CABARÉ NAS RESIDÊNCIAS ALHEIAS. OS VIZINHOS CHAMAM A SAÚDE PÚBLICA E PARECEM QUE NADA SE RESOLVE...E OS GATOS CONTINUAM A PERTURBAR AS CASAS DO POVO. E NÃO É SÓ O SENHOR JOÃO DA MATA NÃO QUE É RESPONSÁVEL POR CRIATÓRIOS DE GATOS, EXISTEM OUTRA VIZINHA NA RUA DETRÁS DA CITADA QUE CRIA TAMBÉM, MAS ESTES ELA TRATA E O CONSERVA UM POUCO DENTRO DE CASA.
CRIAR GATOS É UM GESTO DE CARINHO, MAS EM PEQUENA QUANTIDADE..EM GRANDE QUANTIDADE SEM O DONO NÃO CERCAR A CASA COM TELA PARA QUE ELES FIQUEM DENTRO, ACABA PREJUDICANDO OS VIZINHOS.
É PRECISO QUE SE FAÇA ALGO OU OS DONOS DAS CASAS IRÃO PERDER AS ESTRIBEIRAS COM A GATARIA E SERÃO GATUNOS DAS CALADAS NOTURNAS....(FOTOS DE EDNALDO LUÍZ). 

AS BRINCADEIRAS DE GALINHAS DE PEREIRO NO SERIDÓ

FOTO DE EDNALDO LUÍZ/ 2016.
AUTOR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
NOTADAMENTE naqueles tempos foragidos das inspeções legais, havia além da inocência sertaneja a discriminação dos urbanistas citadinos de chamar todo caboco da roça de matuto burro e ignorante. Mas se esses medíocres tivessem pelo menos um bucadim de tempo disponível para observar as nossas riquezas de costumes e tradições não iriam zombar que nem lacaios pasmos das profundezas do inferno. Viriam por um tiquim de pesquisas que nosso povo é de uma inteligência tão fossilizada que nem por tantas gerações há de se ter um povo desses. E viriam que de coisas simples se faziam alegrias tão imensas que não se calculavam o prazer de vivê-las e produzi-las. (FOTOS DE EDNALDO LUÍZ).
Ocorre que mesmo em instância de famigerada necessidade o seridoense em si era um povo muito criatório, cujos animais domésticos se estendiam desde poicos, perus e guinés, até patos, bois, entre tantos. A pecuária era chamada de criação. E as aves se multiplicavam em diversidades, entre tais as galinhas que além de darem seus ovos fortes e de fibras, forneciam á culinária seridoense as gostosuras de suas carnes caipiras.
Dessa forma, por haver tantos criadouros de galinhas nos rincões sertanejos, como também galinhas de todas as cores, a criançada vivendo esse momento deveras tenha despertado o gosto caipira por zelar de galinhas a tal ponto que se reproduzia isso nas brincadeiras de outrora. Bruguelos e bruguelas queriam serem donos ou donas de galinheiros de mentirinha. Para tanto despertaram eles a diversão de olhar pausadamente, como de costume se fazia, à natureza e dela tirar o sustentáculo da infância orgânica, pura e sadia.
Assim, observavam os frutos não comestíveis da planta catingueirenta conhecida como PEREIRO. O pereiro dava em tempos bons de molhado um fruto (ver foto de Ednaldo Luíz) que mais parecia uma borboleta com as asas abertas, mas que a molequeira enxergava como se fosse uma galinha de asas abertas. E como tal passaram a ganhar os matos de Caatinga a procura desses frutos. E quando alguém lhes perguntava “aonde vais, menino sambudo?”, ouvia-se logo a resposta curta e grosseira “vou pegar galinhas de pereiro!”. Também os moleques percebiam que ás vezes as galinhas gostavam de fazer poleiro em pés de pereiro, daí juntaram o útil ao agradável e denominaram o fruto do pereiro de GALINHAS DE PEREIRO.
E aí pousavam a brincar em demasia. Faziam eles um chiqueiro de palitos de picolés, de gravetos ou de outra planta qualquer e colocavam as galinhas de pereiro dentro do cercado. Uns bruguelos mais agalinhados ainda tinham a tenência de imaginar uma galinha chóca e colocavam pedrinhas pequenininhas debaixo das aves para dizer que elas tinham punhado. Era a imaginação frutífera das crianças de outrora.

Uns ainda mais agalinhados cacarejavam como galinhas histéricas para embichar mais o negócio. E ficavam horas a fio e num tinha tempo ruim não. Claro que o tempo dos tempos idos não passava nem querendo correndo como os tempos de hoje. Mas era divertido brincar de galinhas de pereiro. E ainda havia por excelência o sacrifício de uma galinha de pereiro para matar a fome fictícia de seus donos encafifados. Era então uma galinhagem medonha nos moldes da imaginação. Cocoricó!!!

PINTA SURU

POESIA: PINTA SURU
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Você vai cair, Pinta suru,
Vai se estabacar no chão
Vai viver sem esperança
Nesse chiqueiro do cão.

Vai pisar em bosta preta
No lameiro apodrecido
Vai entrupicar nas pedras
Num chiqueiro deprimido.

Vai chorar com seu desgosto
Sem se atrepar no poleiro
Não vai ter super poderes
Para sair do formigueiro.

Só vai ser Pinta Suru
Sem valor para a história
Vais viver num manicômio
Sem beber de tanta glória.

E quando você se arrepender
Será tarde por demais
O galinheiro te exclui
E você morre sem cartaz.


Feito dia: 04/ 05/ 2016.  

DIA DAS MÃES DE CAICÓ 2016

VEJA AS FOTOS ABAIXO (DE EDNALDO LUÍZ) DO DIA DAS MÃES DE CAICÓ DADO PELO TRADICIONAL JANTAR, ONDE TODOS OS HOMENS DA ESCOLA MUNICIPAL SEVERINA BRITO DA SILVA SÃO ENGAJADOS A SERVIR PARA AS MÃES.
O EVENTO SEMPRE CONTAVA COM A PARTICIPAÇÃO DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO SOCORRINHA MARIZ, MAS NESTE ANO ELA NÃO PODE PARTICIPAR. 
EU NO PRESENTEIO DAS MÃES.




EU MAIS A MÃEZONA MINHA PRIMA.


PEÇA TEATRAL: A MÃE DA FILHA.

PEÇA TEATRAL: A MÃE DA FILHA.
AUTOR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

         Uma mãe sentada numa cadeira, com um pano na cabeça, lavando roupas e óculo de graus na cara cantarola:
Mãe: _ Lavo roupa bem lavada..., lá, lá, lá, lá, lá...! [bis].
         A filha dela chega de óculo escuro na cara, vestido, brincos, pulseiras e bolsa feminina no ombro e se dirige a sua mãe, mascando chiclete, e diz:
Filha: _ Mãããêêê...!!!
          E mãe olha inesperada para filha e as duas dialogam...
Mãe: _ Diabo foi fia? Parece que viu fantasma!
Filha: _ Sabe o que é mãe, eu já estou casada e bem casada, mas tava com vontade de ser mãe. O que faço para ser mãe?
Mãe: _ Olha fia, primeiro é bom ter fio, se tiver com muito amor!
Filha: _ Tá, e depois?
Mãe: _ Depois de que?
Filha: _ Depois do filho?
Mãe: _ Ah, quando o filho ou a filha nascer é só dá amor, carinho, limites, conselhos e proteção.
Filha: _ Ah, mãe, e se ele não me obedecer?
Mãe: _ E quando ele crescer, mãe, será que vai me respeitar? Nesse mundo de hoje?
Mãe: _ Respeita sim, se ele for educado desde pequeno, com o que eu disse, ele ou ela, respeita.
Filha: _ E quando se casar? Viche! Acho que não vou deixar filho meu se casar, pra não ficar sozinha.
Mãe: _ Você se acostuma!
Filha: _ Ah, mãe, isso é difícil! Já sei que mãe eu vou ser quando tiver minha primeira cria!
Mãe: _ E qual mãe vai ser?
Filha: _ Eu vou ser igual a você: a melhor mãe do mundo!
Mãe: _ Ah, filha, fico muito feliz! Obrigada... e dá aqui um abraço!!!
         E assim, as duas mães se abraçam, marcando o verdadeiro elo materno: o AMOR DE MÃE.
Por: Ednaldo Luiz dos Santos. 

DIAS DAS MÃES DE SERRA NEGRA DO NORTE

FOI UM EVENTO QUE OCORREU EM PLENO SÁBADO DIA 07/ 05/ 2016 QUE CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE VÁRIAS MÃES DAS ESCOLAS DA CIDADE.
O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO GILMAR ARAÚJO FEZ UMA BELÍSSIMA ORGANIZAÇÃO.
MUITAS ESCOLAS APRESENTARAM ALGUMAS CENAS COMO POESIAS E DANÇAS. A MINHA ESCOLA, ONDE TRABALHO, IRIA APRESENTAR UMA PEÇA TEATRAL FEITA POR MIM, MAS DEVIDO AO FATO DE DESENTENDIMENTOS DE DIÁLOGOS E INTERESSE MÚTUO DOS PERSONAGENS QUE IRIA ATUAR NA PEÇA, NÃO FOI CONCRETIZADA E A ESCOLA FICOU EM BRANCO PERANTE A SOCIEDADE SERRANEGRENSE. FUI ATÉ O SECRETÁRIO E COMUNIQUEI-O QUE SE SOUBESSE QUE AS PROFESSORAS NÃO IRIAM APRESENTAR A PEÇA EU MESMO TERIA LIDO EM PÚBLICO UMA OBRA POÉTICA. E ASSIM ELE ENTENDEU...SE FOSSE POR MIM EU MESMO NÃO TERIA DEIXADO A ESCOLA PASSAR EM BRANCO. MAS FICARAM AS FOTOS (DE EDNALDO LUÍZ) REGISTRADAS, VEJA: