sábado, 27 de agosto de 2016

PINGUÉ

POESIA: PINGUÉ
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Da minha janela
Aquele pingué
Que é feito de mé
Um mé de doçura.

Pingué tão branquinho
De mé amarelo
Se como um farelo
Me dá uma loucura.

Com um pano por cima
Com o preto de cor
Pingué de sabor
De côco ralado.

Pingué do pecado
Pão doce de nome
Pois mate a fome
Do Mestre Ednaldo.

Feito dia: 19/ 08/ 2016.


O PARTIDO DE NASA

            ESTAVA ALI aquele partido, vistoso, eloqüente, apetitoso e tão conseguinte convidativo à filiação de galocha. Pernoitado no aposento focal, destinou-se ao foco melindroso, ao qual atiçava a libido de usura e promulgava a atenção aprisionante, diferente de outros focos que focalizam no local de guloseimas.
            Foi visto o Partido de postura errante de bandeira obscura, investida sobre um corpo aloirado de perspicácia frontal, aonde atiçava o espaço neural e alienava à vítima de exclusão dantesca, promovendo um amalgamento de vistas e revistas em torno do sui genere. Devia-se ser real e pra valer ao invés de amostra grátis. Devia-se lograr a penetração partidária e conjugável, onde se elegesse a falicidade duradoura, ao invés do brinco da ingenuidade pensante.

            Era o Partido da Nasalidade Sujeita a Atividade, fumegante e flamejante, sendo mais predatória do que proibitória, posto o sabor que o leitor estava sentindo de forma animalesca. E era tão bom, tão bom, mas tão bom, que quase fora interrompido o coito do partidarismo querido. O Partido de Nasa era o bem afável daquele lugar e em plena campanha eleitoral conquistara um dos mais fiéis eleitores: o Postulado das Letras.

CHUPANDO CHURRASCO NA FESTA DE SANT’ANA

VI COM ESSES MEUS OLHOS que a terra a de comer uma cena inusitada como todas as cenas que me são lançadas no calabouço da inspiração. Foi num pleno circular em meio a Feirinha de Sant’Ana que presenciei algo meio faminto e despudorado até certo ponto. Uma fêmea, amorenada, de cabelos crespos e olhar cintilante, se dirigiu até um churrasqueiro e o incumbiu de lhe vender um churrasco de carne.
Mal ela recebeu o churrasco e pagou, um ato estranho e atípico foi lançado por ela, num movimento chamativo, a mesma pôs-se a chupar as carnes espetadas como se fosse um dindin de chocolate. E chupava, e chupava e chupava. Chupava tanto que chega a baba escorria e ela lambia, lambia e lambia. Só depois, com muito tempo daquilo que parecia seboseira, foi que ela pôs-se a comer de maneira saboreada as carnes ensalivadas.
Deveras a fêmea estava faminta mesmo e que talvez tenha tido pouco dinheiro para usufruir de mais churrasco, sendo tal ação uma condição de se render mais e mais aquele mísero espetinho. Isso porque ela aparentava ser da classe tão exonerada pela arrogância dos ricos que se estampava nas fuças a tatuagem da pobreza errante.

Ao final da chupada carnal, a fêmea seguiu a viagem de ida, sem vinda. E vi diurnamente que aquela fêmea era uma especialista no manuseio de um espeto de carne. Af, Maria!!!

CHIQUEIRO DE GALINHA ORNAMENTAL

VEJA O QUANTO DE INTELIGÊNCIA É A DO SER SERIDOENSE: FAZER UM ORNAMENTO COM CACTOS DO MOMENTO!

OS USOS E ABUSOS DO URINOL NO SERIDÓ ANTIGO

AUTOR: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.
ANTES de se inventar as privadas, ou bojos, ou os aparelhos, ou mais precisamente os vasos sanitários, o povo fazia suas necessidades fisiológicas, ou no dizer popular, cagavam ou mijavam, de dia a céu aberto, nos matos como se diz nos sertões, e de noite numa espécie de recipiente que mais parecia uma xícara gigante do que mesmo um ajuntador de dejetos da fetidão humana. (FOTOS DE EDNALDO LUÍZ).
Era um bicho estranho até certo ponto posto que quando era novo dava-se prazer em usá-lo e abusá-lo, mas quando se dava em anos e anos de usos o semblante do danado mudava em performance e oferecia um aspecto enojado no manuseio.
Era um recipiente de plástico ou ferro com uma boca bem larga para adequar melhor a buzanfa tanto de grande quanto de pequeno. Ao lado dele tinha uma asa que mais parecia uma gorducha com a mão nos quartos. O bicho era um tanto fundo, pois cabia uma grande porção de dejetos sólidos e mais de litro de dejetos líquidos.
Era chamado senão de URINOL, mais apropriado para mijar do que para cagar. Mais tarde foi que tal objeto passou a se chamar com outro nome, um tal de PENICO. O primeiro nome provinha da palavra “urina”, que no Seridó de outrora se chamava de mijo. O segundo proveio senão do nome do principal órgão genital masculino.
Assim sendo, o urinol se estabelece aqui no Seridó antigo por influência das frescuras modernas dos portugueses dos tempos idos que portava ainda no Brasil império seu modismo de vivência urbana. Era comum se ver pelo Brasil adentro os usos e abusos do urinol. Os penicos no cenário seridoense eram dados aos usos noturnos ou de enfermidades.
Nos tempos de penumbra os penicos eram importantes dados aos pavores de alguns seridoenses que tinham medo do escuro. Sendo as mulheres as maiores estatísticas de uso desses objetos. Os velhos também entravam no rol, as crianças e os enfermos que se acometiam de males que os forçavam a fazer suas necessidades num penico.
Era trivial no interior antigo se avistar certas velhinhas agachadas sobre o penico em posta luz de lamparina na mijadeira medonha ou nos espremidos das dores evacuantes dos buchos empanturrados. Outras mulheres tinham grande cuidado para não melar a xereca com as rumas de mijo e não pegar bactérias. Os velhos e jovens com preguiças usavam o urinol e pinicavam com certo perigo, já que podiam infectar suas correias de plantão.  
Os penicos em geral ficavam debaixo das redes ou ao lado destas e cada um era importante ter seu próprio penico, uma precaução para se evitar as doenças do mundo que não eram muito conhecidas. Quando os penicos enchiam era fácil de se jogar o mijo fora, o que acontecia no outro dia seguinte.
Os penicos mais triviais eram feitos de loiça ou de inox, o que somente com um bom tempo depois foi que apareceram os feitos de plásticos. Depois era importante lavar bem o penico para que não se acumulasse uma catinga de mijo medonha. Era a famosa catinga peniquenta.
E para os cagamentos que enchiam os penicos eram triviais que se jogasse imediatamente no mato, pois a catinga era grande e não era um querer do povo seridoense conviver com a fetidão insuportável.

O penico fez parte de boa parte da vida do Seridó antigo e quando sofisticaram um lugar para o banho e para as necessidades fisiológicas tal objeto reliquiou um tanto. Ah, como era bom mijar no penico!!!

A SAUDADE DO FOGÃO DE LENHA

POESIA: A SAUDADE DO FOGÃO DE LENHA
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Eu estou tão eloqüente
Oh, saudade me mantenha!
Como eu sinto a sua falta
Meu simples fogão de lenha!

Você que alimentou
Minha família singela
Que lançou o seu pretume
Feito tirna de panela.

Você que fez a quentura
Que meu corpo esquentou
Você que matou a fome
Com o comer que cozinhou.

Foi você, fogão de lenha,
Que deixou café quentinho
E na panela de barro
Fez um bom cozinhadinho.

Você que tanto estralou
Fez da lenha um fumaceiro
E quando eu fecho os meus olhos
Ainda sinto o seu cheiro.

Trocaram você por outro
Por um tal de fogão à gás
Que precisa de um botijão
Que não faz muito cartaz.

Por isso eu te venero
E faço bela resenha
Pois inda quero um cozido
Do nobre fogão de lenha.


Feito dia: 26/ 07/ 2016.

EU NÃO CONSIGO TE ESQUECER!

VOLTE PARA MIM MEU ANJO QUERUBIM!

Tentei fugir, me afogar em líquido rústico, mas não tiro você do pensamento. Dizem que é amor, ora eu nem sei mais o que é... Penso em você constantemente. Já não sei mais de mim, fico irracional quando eu te vejo... O que faço? Dei-me uma receita pronta e acabada, que seja válida e verdadeira. Que me dê resultados logo e urgentemente!
Estou aprisionado, alquebrado do coração e só você pode me tirar desse sufoco. Estou louco, maluco, insatisfeito e só você me dá um jeito...
Oh, amor! Oh, paixão!
Sei que você ler esse blog, todo dia, e conhece o coração deste nobre benemérito. Então eu te peço em doravante, volte para esta Flor cuja fulôr quer se polinizar no alto deste jardim que necessita ser regado. Tu, sendo abelha, beijes-me com teus lábios de anjo e veja a quentura do pólen da paixão exacerbada.
Oh, linda abelha! Oh, paixão!

Atenciosamente,

Flor de Lins de Jardim.

CHIQUEIRO DE PORCOS DE BARRA DE SANT'ANA

A PORCARIA DANADA NO SERIDÓ DE OUTRORA ESTÁ ESPAÇANTE NA BARRA DE SANT'ANA. VEJA AS FOTOS DE EDNALDO LUÍZ.




RUA DA BARRA DE SANT'ANA

RUA QUE ME DEIXARÁ SAUDADES!

O ESPIO DA GALINHA

A CURIOSIDADE TAMBÉM É TIPIFICADA NOS ANIMAIS. VEJA A FOTO DE EDNLAOD LUÍZ CUJO FOCO É A CURIOSIDADE MACIÇA DE UMA GALINHA CAIPIRA, OLHANDO OS TRANSEUNTES QUE PASSAVAM DIANTE DE SEU CHIQUEIRO.

BELEZAS DA BARRA DE SANT'ANA

NA TOCA DAS GITIRANAS

VEJA LEITOR@ UMA BELEZA FORMIDÁVEL DA NATUREZA DO QUE VIRÁ A SER A ANTIGA BARRA DE SANT'ANA, MUNICÍPIO DE JUCURUTU. SÃO VERDADEIRAS TOCAS DE MATO QUE SE ESTENDEM NAS CERCAS E SOBRE AS ÁRVORES E PINTAM DE VERDE O ESPAÇO BARRASANTANENSE. (FOTOS DE EDNALDO LUÍZ). DÁ ATÉ PRA BRINCAR DE CASINHA. 


sábado, 20 de agosto de 2016

POETA EDNALDO LUÍZ INFLUÊNCIA ALUNO NA POESIA

O ENTÃO POETA DO SERIDÓ EDNALDO LUÍZ EM SUA ARTE DE PROFESSOR NA CIDADE DE SERRA NEGRA DO NORTE INFLUENCIOU O ALUNO LEONARDO DANTAS NO DESPERTAR DE SEUS DOTES POÉTICOS, FAZENDO-O PRODUZIR POR CONTA PRÓPRIA UMA OBRA FORMIDÁVEL QUE FALA DA VEGETAÇÃO DO LUGAR AONDE O MESMO RESIDE, QUE É NUMA PROPRIEDADE RURAL DO MUNICÍPIO. "FICO MUITO FELIZ POR INCENTIVAR E INFLUENCIAR COM PRÁTICAS CULTURAIS OS MEUS ALUNOS", DISSE EDNALDO LUÍZ. VEJA A OBRA: 

POEMA:  CAATINGA DE SERRA NEGRA
AUTOR: LEONARDO DANTAS. 

Sou da Caatinga nordestina
Sou da serra de Serra Negra
Sou do sertão brasileiro
Sou um bicho selvagem.             
Essa vegetação seca...
É cheia de espinhos 
Leva o aboiador a se livrar
Desses galhos retorcidos. 
Essa vegetação é danada!                                       Cuidado para não desmatar!
E antes de terminar 
Não vamos nos esquecer dos animais
Do gato do mato
Ao gato maracajá
Da ema a sariema!
Eita! Vegetação danada!
Vou repetir o nome dela:

É a Caatinga de Serra Negra!

sábado, 13 de agosto de 2016

COLEGA DE EDNALDO LUÍZ MAIS O ETERNO PRESIDENTE LULA

VI UMA FOTO SENSACIONAL E RARA ATÉ O PRESENTE MOMENTO, QUANDO O MEU COLEGA DOS TEMPOS DA FACULDADE DO CURSO DE HISTÓRIA POSTOU EM SEU FACEBOOK UMA FOTOGRAFIA DE RARIDADE SUPREMA....POR INTERMÉDIO DE SUAS LUTAS EM PROL DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA, O NOBILÍSSIMO FÉLIX SILVA, GRANDE MILITANTE DAS CAUSAS SOCIAIS, SE ENCONTROU COM O NOSSO ETERNO PRESIDENTE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, (VER FOTO DO SEU FACE).
DISSE O FÉLIX QUE AINDA DISSE A LULA ANTES DA FOTO, EM RELAÇÃO A CACHAÇA SAMANAÚ DE NACIONALIDADE CAICOENSE, "Eu disse a ele assim: presidente ainda pensei em trazer uma Samanaú - Ele disse: tinha feito muito bem e gente dava uma bicada agora mesmo. Kkkkkkkkkkkkk", E LULA, FIDALGO DAS LUTAS POPULARES RESPONDEU: "Agora se fosse a Caninha do Brejo nera só uma dose não viu boy era logo o litro de uma vez kkkkkkkkkkkkk".....
ESSA FOTO VAI ENTRAR PARA A HISTÓRIA E VAI CADA VEZ MAIS INTEGRAR O ROL DAS LUTAS SOCIAIS DA GRANDE MASSA ESQUERDISTA QUE COMUNGA EM CAICÓ. PARABÉNS NOBRE FÉLIX POR ESTE GRANDE FEITO!!!
POR UM INSTANTE EU LHE IMAGINEI VIVENDO NAS GRANDES GREVES DO ABC PAULISTA......

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Menino de Rua

POESIA: Menino de Rua 
POETA: Patativa do Assaré

Menino de Rua,
Garoto indigente
Infanto Carente,
Não sabe onde vai
Menino de Rua,
Assim maltrapilho
De quem tu és filho
Onde anda o teu pai?

Tu vagas incerto
Não achas abrigo
Exposto ao perigo
De um drama de horror
É sobre a sarjeta
Que dormes teu sono,
No grande abandono
Não tens protetor.

Meu Deus! Que tristeza!
Que vida esta tua
Menino de Rua,
Tu andas em vão
Ninguém te conhece,
Nem sabe o teu nome
Com frio e com fome
Sem roupa e sem pão.

Ao léu do desprezo
Dormes ao relento
O teu sofrimento
Não posso julgar,
Ninguém te auxilia,
Ninguém te consola,
Cadê tua escola,
Teus pais teu lar?

Seguindo constante
Teu duro caminho
Tu vives sozinho
Não és de ninguém
Às vezes pensando
Na vida que levas
Te ocultas nas trevas
Com medo de alguém

Assim continuas
De noite e de dia
Não tens alegria
Não cantas nem ri (sic)
No caos de incerteza
Que o seu mundo encerra
Os grandes da terra
Não zelam por ti

Teus olhos demonstram
A dor, a tristeza,
Miséria, pobreza
E cruéis privações
E enquanto estas dores
Tu vives pensando,
Vão ricos roubando
Milhões e milhões.

Garoto eu desejo
Que em vez deste inferno
Tu tenhas caderno
Também professor
Menino de Rua
De ti não me esqueço
E aqui te ofereço

Meu canto de dor.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

ARTE DA PORTEIRA NO SERIDÓ

VEJA QUE ARTE BELÍSSIMA DESSA PORTEIRA ORNAMENTAL DUM CHIQUEIRO DE PORCO, LOCALIZADO EM BARRA DE SANT'ANA, COMUNIDADE DE JUCURUTU. É UMA PORTEIRA FEITA SÓ COM COROA DE BICICLETA: VEJA A FOTO DE EDNALDO LUÍZ: 

OS URUBUS DA BARRA DE SANT'ANA


AS LENTES PONTIAGUDAS DO GRANDE FOTÓGRAFO AMADOR EDNALDO LUÍZ FLAGROU EM PLENA INSTÂNCIA DA BARRA DE SANT'ANA, COMUNIDADE DE JUCURUTU, UM POUSO DE URUBUS NA ESPREITA DE UMA CARNIÇA DE GADO DO MATADOURO.
ERA A SOBREVIVÊNCIA CAATINGUEIRA QUE PREDOMINAVA NAQUELE LUGAR, DE SERROTES BEM DESENHADOS E QUE FICARAM SUBMERSO ALGUM DIA COM A FAMOSA BARRAGEM DA OITICICA.
"A SERROTEIRA FICA PRÓXIMA A SAUDOSA CASA DE MEU AVÔ E TIO", EXPÔS EDNALDO LUÍZ NO LEMBRAR DESSE MOMENTO.