terça-feira, 31 de janeiro de 2017

CASA FORTE DO CUÓ DE CAICÓ SERÁ REVITALIZADA

Historiador: Ednaldo Luíz dos Santos.
AINDA EXISTEM OS ALICERCES DA ANTIGA CASA FORTE DO CUÓ, situada por trás do Hospital Tiago Dias. É considerada uma marca de ponto turístico da Cidade de Caicó quando tal edificação fez parte de acontecimentos que antecederam o povoamento da dita cidade. Decorre que a Casa Forte do Cuó é no bem dizer das engenharias rústicas dos tempos idos uma fortaleza, tal qual se chama a Fortaleza dos Reis Magos, pras bandas de Natal no Estado do Rio grande do Norte.
FOTOS DO GRUPO DE JOÃO DO CARMO.
Os seus alicerces, segundo o meu grande amigo e parceiro da História e professor João do Carmo, em um grupo do facebook, expôs em fotos que eles serão revitalizados, ou seja, recuperados e/ou restaurados para que a história que neles incrustam não se perca nesse mundo véi de meu Deus. Para que o calor desse solo esturricante não deteriore cada vez mais as formas esquadradas desta antiga fortificação.
A historiografia local remete ao pleno século XVII, onde sangrentas batalhas foram travadas contra os “porcos” e invejosos holandeses que invadiram a antiga Capitania do Rio Grande (que mais tarde, na República, foi chamada de Estado do Rio grande do Norte), basicamente entre os anos de 1633 a 1654, sob a defesa da força luso-portuguesa. Tal força expulsou os invasores holandeses e os portugueses criadores de gado vaccum começaram a pedir em documento passado a concessão de sesmarias destinadas a criar gado para o abastecer dos derivados (carne, leite, queijo,...) os famosos engenhos de produção de açúcar. Foi então que surgiu um famoso sesmeiro conhecido como o coronel Antônio de Albuquerque da Câmara que, ao conhecer as terras do que se chamou de Siridó, requereu a sesmaria sem pensar em quem estava habitando tal espaço antes da chegada dos portugueses. Deveras o pulha português se achando com poderio mediante suas armas de fogo, esqueceu que ali haviam donos. Eram os índios tapuias tarairiús. Gentios bravos, de pele muito avermelhada pelo sol, e que sem maiores delongas preitearam descer o sarrafo nos lombos dos invasores de suas terras. Conheciam eles mais do que ninguém as grotas de sumidouros, os serrotes mais avessos às escaladas e as caatingas mais entrincheiradas que já se viu nos sertões de outrora. E aí, começaram a batalha por Tupã contra alguns parcos soldados que teimaram em ficar montando guarda nos matos de Caatinga depois da guerra contra os holandeses. Havendo pouca força, o Coronel Antônio dono da sesmaria do Siridó arregrando do confronto, pediu reforço e chamou bons fazedores de construções para erguer no solo “siridoense” uma fortaleza que abrigasse as armas, munições e guaritas dos soldados da tropa que devia enfrentar o gentio tapuia a todo custo. A fortaleza foi chamada de CASA FORTE DO CUÓ, pois “Cuó” (palavra tapuia) era uma ave que comia cobra jararaca, muito abundante nas matas da nossa Caatinga, muito conhecida pelos índios tapuias tarairiús. Os gentios vendo a crueldade que os portugueses faziam com seu povo, massacrando velhos, mulheres e até crianças, perderam as cabeças e partiram para os ataques sem piedades. Daí os soldados portugueses vendo os índios pegarem portugueses e matarem a porretadas os chamaram de “bárbaros” em alusão aos bárbaros vikings da história europeia. Por isso que os contadores dos feitos heroicos dos portugueses elencaram em sua transcrição histórica o nome do confronto como sendo Guerra dos Bárbaros. Tal confronto se deu nos confins do século XVII para os primórdios do século XVIII (1683-1713). Muitos índios foram mortos e vários portugueses. Os tapuias que sobraram, não tendo outro jeito, ou fugiram para não mais voltar ou se renderam a civilidade da estranha cultura.
A sesmaria foi defendida e pacificada. A Casa Forte do Cuó soerguida serviu de marco imponente de poder e defesa da Sesmaria do Siridó, onde mais tarde alguns moradores, zeladores de gado e fazenda, começaram a se chegar nessas terras, que deveras foram chamadas de PENEDO. Penedo quer dizer no linguajar dos sertanejos, capueiras de matos catingueirados. Depois que o nome sesmaria passou a ser chamado de sítio, o lugar ficou alcunhado de Sítio Penedo. Depois pelo progresso de crescimento da então Cidade de Caicó, o sítio se transformou num bairro e se chamou Bairro Penedo.  
Vai ser muito bom se esse projeto de revitalização dos antigos alicerces da Casa Forte do Cuó for concretizado, pois teremos mais anos e anos de duração desse pedaço de nossa história.

Estou organizando um livro que vai recontar de uma forma regional vários incrementos da História de Caicó. Espero que você tenha gostado deste. (Historiador Ednaldo Luíz dos Santos)

REPORTAGEM DO LIXO DO ALTO GEROU POLÊMICA

UMA BAITA DUMA REPORTAGEM DENUNCIANTE SOBRE A QUANTIDADE DE LIXO QUE SE VER A CÉU ABERTO NO ALTO DA BOA VISTA GEROU POLÊMICA, COMPARTILHAMENTOS E MUITOS COMENTÁRIOS NOS BASTIDORES DAS REDES SOCIAIS E AINDA CONTINUA SENDO DISCUTIDA E AMPARADA POR AMIGOS E AMIGAS QUE COMUNGAM DO MESMO ESTADO INTRAGANTE QUE SE MOSTRA NUM DESRESPEITO DESSE A COMUNIDADE ALTOBOAVISTENSE. É UMA VERGONHA QUE ISSO ACONTEÇA NO BAIRRO, MAS O LIXO ESTÁ MESMO A CÉU ABERTO. VEJA AS CONVERSAS:
Francenildo Neri Não senhora isso ai é obrigação do prefeito mandar retirar,aonde é que os moradores vão colocar esse tipo de entulho?claro que tem que colocar na rua e o prefeito manda retirar.agora se ele está fazendo igual aos outros esquecendo do alto da boa vista,aí é outro assunto!!!
Fernanda Estefanie
Fernanda Estefanie Sim o prefeito tem que retirar sim.
Mais os moradoras deveria fazer como antes pegar uma carroça e jogar la perto do campo onde fica lixo nâo dentro do bairro que coisa orrivel.

Francenildo Neri
Francenildo Neri vc tem 15.00 reais sempre pra mandar um carroceiro tirar lixo ? pq eu não tenho,limpei hj mesmo do lado da minha casa coloquei tudo em um terreno aqui próximo quem tem que mandar retirar é o prefeito!!!!!
Fernanda Estefanie
Fernanda Estefanie
Fernanda Estefanie Anteigamente o povo deixava la no campo pq so agora que nao pode ir?
Laryssa Silva Concordo que tem lixo a ser recolhido, mas a população tem que se conscientizar e não colocar também em locais inadequado. Vejo aqui ao lado na minha casa, a população mesmo que joga tudo.
Laryssa Silva
Laryssa Silva Se cada um fizesse sua parte, não estaria assim.
Suelimaraujo Araújo
Suelimaraujo Araújo Pois é tá vindo gente das outras ruas colocar lixo.
Enfrente a casa da minha mãe.
Será que gostaria que fosse colocar em frente as casa de quem estão colcando.

Comentários
Erinalva Dantas Pereira Dantas
Erinalva Dantas Pereira Dantas Porque as pessoas ainda jogam lixo na Rua.
Francenildo Neri
Francenildo Neri pq esse tipo de entulho o carro do lixo não recolhe, então a prefeitura tem que mandar outro tipo de carro recolher.
Ednaldo Luiz
Jobson Torquato Cunha
Jobson Torquato Cunha Samanau também

sábado, 28 de janeiro de 2017

ANTIGA CRECHE DO ALTO ESTÁ ABANDONADA!

E O HISTÓRICO PRÉDIO PÚBLICO DO BAIRRO ALTO BA BOA VISTA É HOJE PONTO CERTO DE VÂNDALOS OU USUÁRIOS DE DROGAS!

O PRINCIPAL PRÉDIO PÚBLICO DA HISTÓRIA DO ALTO DA BOA VISTA ONDE ANTES FUNCIONOU A CRECHE E/OU PRÉ-ESCOLAR DO BAIRRO E NAS ANTIGAS FOI O PONTO IDEAL PARA FUNCIONAR A PRIMEIRA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO PRIMÁRIO. ESSE PRÉDIO NADA MAIS FOI DO QUE UMA CASA DE FAMÍLIA QUE DEPOIS FOI ADQUIRIDA PELA PREFEITURA DE CAICÓ E NELE INSTALADA A ESCOLA DO BAIRRO. DEPOIS, FIZERAM UM ANEXO E PASSARAM A TRABALHAR COM A CRECHE INFANTIL E A ESCOLA GANHOU OUTRO PRÉDIO, ONDE ESTÁ ATÉ HOJE.
TUDO COMEÇOU DEPOIS QUE DECIDIRAM FAZER UMA UNIDADE ÚNICA DE EDUCAR O PRÉ-ESCOLAR NO BAIRRO DA NOVA CAICÓ. O PRÉDIO FOI FECHADO E ENCONTRA-SE HOJE COM AS JANELAS E PORTAS QUEBRADAS, PLANTAS SECAS E DEPENDÊNCIAS DANIFICADAS POR VÂNDALOS QUE, SEGUNDO MORADORES PRÓXIMOS, VÊEM A NOITE E "QUEBRAM TUDO".
ISSO É UMA VERGONHA! ERA PARA O POSTO DE SAÚDE QUE TAMBÉM FOI DESATIVADO TER VINDO PARA ESSE PRÉDIO, AO INVÉS DE TEREM ALUGADO UMA CASA PARA SEU FUNCIONAMENTO. OU UTILIZÁ-LO PARA ALGUMA OBRA SOCIAL. É PRECISO QUE SE FAÇA ALGO LOGO E URGENTE E QUE A NOSSA ANTIGA CRECHE VOLTE A FUNCIONAR PARA OS ALTOBOAVISTENSES. VEJA AS FOTOS DE EDNALDO LUÍZ: 
PRÉDIO DO ANTIGO GRUPO ESCOLAR.


ANEXO DA ANTIGA CRECHE.




FRENTE PINTADA DESDE O TEMPO DE BIBI COSTA.


PICHAÇÃO.


LIXO NA LATERAL

JANELA ARROMBADA


PLACA DE INAUGURAÇÃO DE REFORMA
FEITA POR BIBI COSTA.


ONDE CRIANÇAS BRINCAVAM.


LIXAREL NO ALTO DA BOA VISTA

SÃO GRANDES OS FOCOS DE LIXO QUE SE ENCONTRA A CÉU ABERTO EM PLENO ALTO DA BOA VISTA. SÃO MONTES E MAIS MONTES TOMANDO RUAS E CRUZAMENTOS, DESCARACTERIZANDO AS PAISAGENS URBANAS DO BAIRRO. DESDE P TÉRMINO DA ANTIGA GESTÃO AO COMEÇAR DESSA NOVA QUE OS MONTES DE LIXO VÊEM CRESCENDO ASSUSTADORAMENTE. IMAGINA-SE QUANDO CHEGAR AS QUADRAS INVERNOSAS E OS MONTES DE LIXO AINDA ESTIVEREM INTACTOS.
É PRECISO QUE O PREFEITO ATUAL SE ALENTE PARA OS BAIRROS PERIFÉRICOS E OS AMPAREM COM COLETAS DE LIXO, SANEAMENTO BÁSICO, PODAS DE ÁRVORES E SOBRETUDO CALÇAMENTOS. VEJA AS FOTOS DE EDNALDO LUÍZ:





O VELHO RÁDIO ABC

QUE RÁDIO FANTÁSTICO? E ALÉM DISSO AINDA EDUCAVA O POVO PELA VOZ!

ESTE DAQUI EU ACHEI NUM SÍTIO DAS BANDAS DO SABUGI.
LEMBRO AINDA QUANDO PEQUENO DE TER OUVIDO PELO VELHO RÁDIO ABC CONTOS DE FADAS, A PAIXÃO DE CRISTO, NOVELINHAS E TANTAS OUTRAS COISAS QUE NOS TEMPOS DE OUTRORA, ABAIXO DA DÉCADA DE NOVENTA, FAZIA PARTE DA TRANSMISSÕES DE UM RÁDIO QUE GANHOU O APELIDO DE RÁDIO ABC PORQUE ENSINAVA O POVO, MESMO QUE A DISTÂNCIA.
ISTO ERA MAIS VISTO NAS RÁDIAS RURAIS E ERA O APARELHO QUE MAIS SE FABRICAVA NAQUELA ÉPOCA, VISTO QUE SE ECONOMIZAVA ELEMENTOS (PILHAS) E SUA TRANSMISSÃO ÀS VEZES ERA FÁCIL AO ATREPAR ARAMES EM PONTOS ALTO, O QUE PERMITIA PEGAR MAIS RÁDIOS A FORA. MUITAS VEZES EU DORMIA PERTO DO RÁDIO ABC.

JARES BATISTA DO ALTO DA BOA VISTA

UMA DAS FIGURAS MARCANTES E CULTURAIS DO ALTO DA BOA VISTA VIVE UMA VIDA FAMILIAR MEIO CONTURBADA. POIS ASSIM SENDO, O QUE MAIS CHAMOU A ATENÇÃO NOS ÚLTIMOS TEMPOS DOS MORADORES DO ALTO DA BOA VISTA, BASICAMENTE DA RUA JOSÉ LOURENÇO DA SILVA, RUA DA CAPELA, FOI AVISTAR O NOSSO JARES BATISTA DORMINDO AO RELENTO DE UMA CALÇADA, A CALÇADA DA IGREJA DE SANTA LUZIA. NO CONTEXTO FAMILIAR, JARES BATISTA É DESPOSADO DE SUA ESPOSA E VIVE QUE NEM PINGUE-PONGUE NA CASA DE UM FILHO A OUTRO.
NÃO SEI O QUE ACONTECE, MAS OS MORADORES DA RUA DA CAPELA FICARAM SENTIDOS AO VER A GRANDE FIGURA DE JARES BATISTA MEIO QUE "JOGADO AO RELENTO" DE POSSE DE UM VELHO COBERTOR.
JARES BATISTA É MUITO CONHECIDO E AGRACIADO NO BAIRRO DEVIDO O FATO DE BRINCAR COM O POVO EXALTANDO VALENTIA E CAMARADAGENS. A SUA FAMÍLIA É UMA DAS TRADICIONAIS NO ALTO E MUITO EXTENSA. TALVEZ ELE TENHA GOSTADO DE SE ESTIRAR NO SOLO DA CALÇADA DA CAPELA/IGREJA! 

CAICÓ NO MAPA

E AS CIDADES QUE FAZEM LIMITES:
AO NORTE DE AZUL TAMBÉM TEM AS CIDADES DE JUCURUTU E FLORÂNIA. E NO SUL, NO ESTADO DA PARAÍBA, HÁ OUTRA CIDADE.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O POVO E AS FACÇÕES


POESIA: O POVO E AS FACÇÕES
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Facções tocam o terror
No Rio Grande do Norte
E o povo que é de bem
Reza pra ter muita sorte
É tanta notícia ruim
Com todo tipo de morte.

De um lado uma facção
Conhecida como PCC
Dominando todo tráfico
E do outro pra você vê
Tem o Sindicato do RN
Tudo em busca do poder.

Dominam todos presídios
Agora a coisa está dura
Onde se guardavam os presos
Prisão não é mais segura
Nela a desumanidade
Recai sobre a criatura.

E nas ruas a gente só ver
Obra prima do demônio
A paz já não prevalece
No povo e no patrimônio
Gerando pura desordem
Bandidos do manicômio.

O povo de bem sofrendo
Até dentro de presídio
Nas ruas as drogas dominam
Gerando mais homicídio
E em casa o povo acuado
Às vezes faz suicídio.

É preciso que se mude
Esse quadro de clemência
Para que a sociedade
Não sofra essa penitência
E o Brasil possa viver
Num mundo sem violência.


Feito dia: 20/ 01/ 2017.

sábado, 14 de janeiro de 2017

DUALIDADE EDNALDIANA


O ALTO DA BOA VISTA QUER MAIS CALÇAMENTO!

RUA DA ESCOLA DO ALTO DA BOA VISTA.
NÃO É POSSÍVEL QUE AGORA COM ESSE NOVO PREFEITO CARINHOSAMENTE CHAMADO DE BATATA AS VERBAS DE CALÇAMENTO SEJAM DESTINADAS EM PARTE PARA O ALTO DA BOA VISTA, ZONA NORTE DA CIDADE DE CAICÓ. É UMA VERGONHA MAIS DESCARADA QUE SE PROCESSA NA HISTÓRIA DO BAIRRO. ESTE É DOS BAIRROS MAIS ANTIGOS DA CIDADE DE CAICÓ E SOMENTE HÁ UMA RUA CALÇADA (A RUA DA ESCOLA), ESTA GRAÇAS A ATENÇÃO DO NA ÉPOCA PREFEITO BIBI COSTA. (FOTOS DE EDNALDO LUÍZ)
E TODAS AS CAMPANHAS DE PREFEITO DAS QUAIS OS POLÍTICOS VÊEM FAZER VISITAS NO BAIRRO QUE A POPULAÇÃO COBRA MAIS CALÇAMENTO E FICAM A OUVIR APENAS FALSAS PROMESSAS.
NÃO É DE SE VER QUE O EX-PREFEITO ROBERTO GERMANO PASSOU UMA BAITA DUMA VERGONHA QUANDO MORADORES DO ALTO COBROU NA CARA DELE OS CALÇAMENTOS QUE ELE HAVIA PROMETIDO. 
ESPERA-SE QUE BATATA SELE UMA AMIZADE E ENTRE PARA A HISTÓRIA DO ALTO DA BOA VISTA, CALÇANDO PELO MENOS A RUA DA CAPELA DE SANTA LUZIA. ESPERAMOS POR ISSO!!! 

O QUE TERIA PROVOCADO A VELHA RENÚNCIA DE JÂNIO?

ELE FOI UM PRESIDENTE DO BRASIL QUE SUBIU NA PRESIDÊNCIA COM A IDEIA DE ACABAR COM A CORRUPÇÃO....TANTO É QUE ELE MANDOU FAZER A MÚSICA "VARRE, VARRE VASSOURINHA". E PASSOU POUCO TEMPO NA PRESIDÊNCIA....
JÂNIO RENUNCIOU E DEIXOU O GOVERNO PARA JOÃO GOULART.

A TRADIÇÃO DA ‘BENÇA’ NO SERIDÓ ANTIGO

O RESPEITO era um fator fidedigno nos tempos do Seridó Antigo. As pessoas eram educadas nas regras civilizadas e de culturas tradicionais desde pequenas e sempre policiadas e alertadas para o não errar e não esquecer, caso contrário os carões eram usuais. E quando estes não resolvesse a reeducação chamava-se na pêa braba do nego se cagar e se mijar todinho. Também se arresolvia uma mãozada na cara dessas de ficar a marca dos cinco dedos e que servia tanto em homens como em mulheres. E podia os filhos ter a idade que fosse, mas se desrespeitasse podia se preparar para uma reação danada dos pais. Os filhos então respeitavam dessa forma toda uma hierarquia familiar que ia desde os pais, os tios, os avós e padrinhos e madrinhas. Assim como professores e toda reca de mais-velhos que circundavam ao redor dos sujeitos. O desrespeito no Seridó Antigo era sinônimo de coisa feia, de mal educação, de desdém, de despojo e de má confiança na construção de família.
Um dos respeitos mais tradicionais que tinha no Seridó Antigo era o de tomar a BENÇA. Este ritual consistia em estirar a mão direita em direção a pessoa mais-velha ou de hierarquia familiar e dizer a palavra: “ABENÇA!” e esperar ouvir da boca da pessoa expressões como: “Deus lhe abençoe!”, “Deus te faça feliz!”, “Deus te guie!”, “Deus te cubra de bênçãos!”, “Deus te potreja!”, “Deus te ilumine!” ou até “Deus te cubra de fortuna!”. Havia até uns abençoados que gostavam de zombar da cara dos magricelas e costumavam dizer: “Deus te dê gordura!” Outros zombando da cara do povo sem vergonha dizia logo: “Deus te dê vergonha!”.
A bença era trivial no Seridó de outrora e havia as horas sagradas de tomar a bença. Tipo a noite antes dos filhos irem dormir era rotineiro e evento de muito respeito se tomar a benção aos pais ou a alguém mais velho que tivesse na casa. De manhã, ao acordar, se tomava a bença, mesmo com remela nos zói. Quando alguém saía para viajar era costume típico se tomar a bença aos pais antes de sair de casa e ao retornar, caso contrário se ouvia logo uma respostada disfarçada de carão: “você dormiu comigo na minha rede?”, aí o filho ou filha respondia: “Não, por quê?”, daí se ouvia a resposta: “porque você não me tomou a bença!”
O ritual da bença era tão importante que havia dias culturais onde se devia tomar a bença de forma sagrada como dias da Semana Santa, principalmente na quinta e na sexta, Dia das Mães, Dias dos Pais, Dia de Finados, Natal e Primeiro de Janeiro. E os filhos podiam está onde estivessem, tinha que vir nas carreiras para dar a bença. Também quando alguém estivesse pronto para bater as bielas e passar desta para melhor, tinha que vir imediatamente para receber a última bença do ente.
Tal ritual de respeito era visto como essencialmente sagrado e era inspirado nos eventos bíblicos e nos rituais eclesiásticos, tão marcantes na cultura seridoense. E quem espalhava mais essa tradição e a reforçava sempre era a Igreja de cunho católico. Dessa forma o ritual da bença prendia o sujeito a citada religião. Isso adveio da observação da benção dos padres nas missas de outrora que eram rezadas em latim e se seguiam os feitos da Bíblia, nos tempos que Jesus andava pelo mundo.
Assim era fácil de se ouvir naqueles tempos idos: A bença pai? A bença mãe? A bença tio? A bença tia? A bença avô? A bença avó? A bença madrinha? A bença padrinho?
A bença era tão importante, comum e respeitosa que quando os filhos inventavam de dar netos aos pais, eles eram ensinados desde pequenos a tomar a bença aos avós tanto se vivessem na mesma casa, quanto se vivessem em casas diferentes e distantes.
Aos padrinhos (madrinha x padrinho) a bença era dada depois que fosse realizado um ritual de rodear a fogueira de São João ou São Pedro, dizer umas palavras e apertar a mão, como se fosse um laço da fraternidade e família. Os padrinhos ficavam sendo os segundos pais da cria. E a cria tinha por obrigação tomar a bença a partir de então aos padrinhos todas as vezes que se vissem.
Aos padres das igrejas e aos beatos que perambulavam pelo mundo do Seridó de outrora era costume também se tomar a bença, pois diziam que eles eram criaturas mais próximas de Deus. Muitos dos padres gostavam que se beijasse a mão deles, numa tradição mais próxima da cultura de realeza.

Isso tudo era costume, era tradição, eram vivências de respeito de um Seridó que está se perdendo. Ninguém se toma mais a bença como antes. E se a toma, são poucos que a fazem. Imperam-se mais o desrespeito tanto em casa como na rua.

REMENDO NAS CALÇAS NO SERIDÓ ANTIGO

HOJE a coisa tá muito mudada. A facilidade de consumo é verdadeiramente grandiosa haja vista o tanto de coisa que muita gente compra até sem necessidade. Para se ter uma idéia o uso de roupas antigamente era um tanto raro de novidade e de consumo, pois se priorizava mais a roupa elaborada de acordo com o desejo do consumidor, feita na máquina por tantas e tantas artesãs que foram prendadas desde novinhas a fazerem peças de roupas e a costurar, dado a necessidade que aflorava nas precisões da casa logo após o casamento.
Fazer um vestido, uma calça comprida, uma calçola, um corpete, um samba canção ou uma camisa era ofício um pouco trabalhoso para quem não tinha experiência e muito mais para quem estava aprendendo a arte de costurar. Tanto que em quase todas as famílias havia sempre uma costureira e/ou uma máquina de costura, daquelas onde a manivela era trabalhada com os pés. E se não tivesse máquina de costura o serviço simples como costurar o que tava rasgado ou restaurar os buracos maiores nas roupas era feito manualmente com linha e agulha.
A restauração dos buracos maiores era chamada de REMENDOS, que consistia num pedaço de tecido recortado e costurado bem no meio do buraco. Essa alternativa era um meio de se reaproveitar a roupa até quando não desse mais para usá-la. O que mais se remendava no Seridó Antigo era roupa de homem: calça comprida, calção e camisa. Alguns vestidos femininos também eram reparados. O bom era que o que mais se remendava era a roupa do uso doméstico e labuteiro. As roupas inteiras e novas eram compradas em pareia e guardadas no fundo da mala para uma ocasião festiva ou cerimonial. Podia-se costurar elas quando se rasgassem e o buraco fosse pequeno e fácil de se reparar com a máquina ou com agulha e linha.
Os remendos eram tão fortes e resistentes que duravam tempos para se estragar e muitas vezes as roupas se rasgavam em outro canto, mas nunca no mesmo canto do remendo. E muitos cabocos às vezes iam para as quadrilhas com remendos nas calças, não por moda, mas pelo fato de se ficar mais fácil para lhe dar com pau-de-lenha, fogo, pau-de-cebo, carvão, poeira do chão batido e suor nas danças de umbigada nas nêgas dançadeiras de forró. A sujeira era na certa e tal qual não carecia de se vestir a roupa nova da mala. Daí a tradição e o costume colocarem na cultura junina do Nordeste os cavalheiros com as calças remendadas para dançar.
Hoje em dia os remendos tornaram-se raros nas roupas do povo, visto que o poder aquisitivo cresceu e as oportunidades de comprar roupas a fio é muito facilitada. E as roupas pouco são reaproveitadas com remendos, caindo mais no submundo das “feiras-de-pechincha” do que nas mãos das artesãs compromissadas. Dessa forma os valores são rasgados e o mundo precisa urgentemente de remendos.                                                                                 

OS PAPEL DE EMBRUI DO SERIDÓ ANTIGO

ANTIGAMENTE NÃO TINHA ESSA DANAÇÃO DE SACOLAS DE PLÁSTICOS NÃO. Havia uma certa reciclagem e preservação da natureza quando se fazia o papel para embrulhar produtos ao invés de sacolas plásticas que demoram mais tempo para se acabar na natureza. O papel ao contrário disso, demora pouco tempo para se decompor. (FOTOS DA NET)
Mas não obstante, havia no Seridó Antigo nas várias bodegas do comércio interiorano, um rolo grande de papel chamado de “PAPEL DE EMBRUI” que consistia em um papel grosso, resistente, de cor amarromzada, que mais parecia papelão. Ele às vezes ficava em cima do balcão e quando os clientes chegavam, pediam a compra do produto e depois de pago via a coisa comprada ser embrulhada num Papel de Embrui. Esse papel servia para embrulhar quase todos os produtos, exceto os que eram vendidos em litros e certas gramas e/ou quilos.
Embrulhava-se desde bolacha seca, sabão, tecido de chita, fita, chinelo, apragatas, foscos, bilas, sabonetes e tantos outros apetrechos que compunharam o lar dos seridoenses de outrora. Até para presentear o Papel de Embrui era usado, onde se podia um cabra dar presente a sua amada donzela. O Papel de Embrui também era usado para as fumaçadas de outrora, quando viciados em fumo pé-duro não tinha papel de cigarro, os mais pobres, e quando não tinha nem sequer uma palha de milho para o feito do cigarro, se fazia com o mesmo. Um pedaço de Papel de Embrui dava um cigarro pai-d’pegua e o fumaceiro comia no centro, como se dizia nos sertões.
O Papel de Embrui também era usado para fazer fogo no fogão de lenha, dado os dias frios ou de chuva quando o fogo medonho não queria pegar.
Os Papel de Embrui eram tão usuais que dava até para encapar livros de escola e para embrulhar um partido de boa fazenda que as donzelas compravam para fazer os vestidos mais bonitos e ficarem todas produzidas para as forrozadas de chão batido, onde elas tão felizes e com o fogo da burrega davam uma rodada que chega atinava a atenção da matutada de plantão. Comprava-se a fazenda e quando bem enrolada no Papel de Embrui a peça de veste tornava-se uma surpresa na estréia das festas.
Também quando se queria cagar no mato dado a falta de papel higiênico na época, corria-se para os Papel de Embrui, onde o rêgo era alimpado e a assadura era imposta para o mau – estar da cabocada.

É assim que o povo do Seridó Antigo vivia e a valorização do Papel de Embrui se tornava cada vez mais intrínseca no contexto das precisões sertanejas. Pena que hoje o Papel de Embrui cedeu espaço drasticamente para as sacolas de plásticos que tanto polui o meio ambiente. 

FOBIA DE ME

PORQUE VOCÊ foge, oh, Dona Fobia, com esses teréns a tiracolo onde o futuro é no bem dizer incerto, por certo, e que a composição dos troços é indigesta e contaminada. Não se frutifica nem um vintém por cultura e nem tampouco se expõe uma vivência purificada, visto que foi decodificada uma ira de hematomas pichados nas efemeridades das folias tempestivas.
Porque não se entrega a uma vivência límpida e fugaz distante daquele calço de mormaço onde o regaço há muito tempo que já foi suplantado pela razão dantesca. Uma vivência típica do atípico desconforto salvaguardado por uma marca d’água tão insignificante que proliferou seus reflexos ainda nas fases iniciantes.
Porque não se une e pune com o troco das satisfações a desconecta noção que você bem criou e registrou na memória de uma forma de vida tipicamente pura e desmedida a tal ponto que para se conectar de novo com o mundo de purismo somente em outra encarnação aonde o ME não esteja mais condicionante. Precariamente a instância de vida desmedida é por tal vez uma porta para o repensar dos atos infames e despojados que acometeu o simplificador das razões essenciais.

Por isso não adianta fugir como fobia, pois o ME ainda se encontra na ID. 

ANA PAVIO

POESIA: ANA PAVIO
POETA: EDNALDO LUÍZ DOS SANTOS.

Ana Pavio
Não era menina
Era a lamparina
Por mimo chamada
Era um objeto
Que tinha afeto
Pra mente pensada.

Ana Pavio
De broto caliente
De fogo ardente
De medida certa
Seu belo tanquinho
Despertou carinho
Na prosa poeta.

Ana Pavio
Tão bem usual
Simples, natural,
Que bem ilumina
A luz bem visível
Com um combustível
Bela lamparina.

Ana Pavio
É tão carinhosa
De chama lustrosa
É feita de brio
O seu coração
É de algodão
Que desperta o cio.

Ana Pavio
De alma zincada
É toda soldada
Para fazer chama
A luz reluzia
Nessa poesia
Que o outro declama.


Feito dia: 03/ 01/ 2017.